Pesquisa Quaest: Lula tem 46%; Bolsonaro, 29% e Ciro, 7%
Por André Luis
Pesquisa Genial/Quaest para as eleições presidenciais de 2022, divulgada em primeira mão pela CNN nesta quarta-feira (11), traz, no cenário com o maior número de candidatos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 46% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 29%.
Depois aparecem Ciro Gomes (PDT), com 7%; João Doria (PSDB) e André Janones (Avante) com 3%; e Simone Tebet (MDB) e Felipe d’Avila (Novo), com 1%. Luciano Bivar (União Brasil) não pontuou.
Os que dizem que irão votar em branco, anular ou deixar de votar somam 6%. A proporção dos indecisos é de 3%.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Duas mil pessoas foram entrevistadas face a face entre os dias 5 e 8.
O levantamento tem 95% de confiança. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01603/2022.
Metrópoles O banco Master repassou R$ 1,1 milhão para a RI Consulting, empresa do pai do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Os dados foram repassados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado no Senado e obtidos pela coluna. O ex-deputado federal de Pernambuco Silvio Costa, pai do ex-ministro de Lula, configura […]
O banco Master repassou R$ 1,1 milhão para a RI Consulting, empresa do pai do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Os dados foram repassados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado no Senado e obtidos pela coluna.
O ex-deputado federal de Pernambuco Silvio Costa, pai do ex-ministro de Lula, configura como sócio na RI Consulting. O administrador é o empresário Carlos Antônio da Costa Cavalcanti Neto. Os repasses recebidos do Banco Master pela empresa foram feitos ao longo de 2025.
A RI Consulting Assessoria e Consultoria Empresarial e Governamental Ltda é registrada na Receita Federal como uma empresa de consultoria em tecnologia da informação, publicidade, organização de feiras, congressos e exposições e serviço de levantamento de fundos.
A coluna Tácio Lorran tenta contato com o ex-ministro para se manifestar a respeito do caso.
De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo (Folha de SP), a Jovem Pan terá de conceder direito de resposta a Sâmia Bonfim (PSOL). Isso porque, no programa Pingos nos Is, a emissora bolsonarista fez insinuações sobre os gastos do gabinete da deputada. Na chamada da matéria nas redes, anunciou-se: “psolista odeia bilionários, mas não o dinheiro do povo”. No entendimento da 18ª […]
De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo (Folha de SP), a Jovem Pan terá de conceder direito de resposta a Sâmia Bonfim (PSOL).
Isso porque, no programa Pingos nos Is, a emissora bolsonarista fez insinuações sobre os gastos do gabinete da deputada.
Na chamada da matéria nas redes, anunciou-se: “psolista odeia bilionários, mas não o dinheiro do povo”. No entendimento da 18ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, o canal fez insinuação de que a parlamentar usou a verba para uso pessoal.
Durante a matéria tentava apontar uma suposta ‘contradição’ da líder do PSOL na Câmara. Era uma resposta ao posicionamento da deputada, de que bilionários não deveriam existir. Ela chegou a publicar um artigo, na Folha, defendendo sua análise.
Dessa forma, o programa expôs dados públicos sobre os gastos do gabinete de Sâmia Bonfim. Os dados foram acompanhados dos comentários de José Maria Trindade, Augusto Nunes e Cristina Graeml. Eles criticaram a parlamentar e sugeriram o mau uso da verba.
Barragem de Brotas também continua sem manutenção. Por André Luis Em maio de 2018, acompanhamos uma importante audiência Pública sobre Vulnerabilidades Ambientais e Sociais que envolvem os rios de Pernambuco, em especial o rio Pajeú. A audiência foi promovida pela Frente Parlamentar em Defesa dos Rios de Pernambuco. Acompanhamos essa audiência, a convite dos vereadores […]
Rio Pajeú tomado por algarobas. Foto feita nesta terça-feira (03)
Barragem de Brotas também continua sem manutenção.
Por André Luis
Em maio de 2018, acompanhamos uma importante audiência Pública sobre Vulnerabilidades Ambientais e Sociais que envolvem os rios de Pernambuco, em especial o rio Pajeú. A audiência foi promovida pela Frente Parlamentar em Defesa dos Rios de Pernambuco.
Acompanhamos essa audiência, a convite dos vereadores de Afogados da Ingazeira, Augusto Martins e Raimundo Lima, que também estiveram presentes no auditório Senador Sérgio Guerra, anexo da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe e foi coordenada por Odacy Amorim (PT), há época deputado estadual e presidente da Frente.
Naquela audiência, o agora ex-superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama, Cícero Barreto, informou que ainda naquele ano Afogados da Ingazeira receberia pela primeira vez ações voltadas a revitalização do Rio Pajeú.
Disse também que iria haver um programa de incentivo ao uso sustentável da Caatinga e para incentivar o agricultor a não desmatar de forma clandestina, tentando fazer com que o agricultor seja um parceiro do Ibama.
Também presente na audiência, a representante da APAC, Crystianne Rosal – diretora de Regulação e Monitoramento, informou que existe um comitê formado pelo Órgão, que atua junto a população no Pajeú.
Crystianne também falou que a dificuldade na fiscalização, se dá por falta de denúncias localizadas e documentadas: “por exemplo, enviam a denúncia de que estão jogando lixo no rio Pajeú, mas o Pajeú é extenso, corta vários municípios…”
O hoje, ex-deputado Zé Maurício, que presidia a Comissão de Meio Ambiente na Alepe, também acompanhou a Audiência Pública, que ainda contava com representantes da Compesa, APAC, CPRH, Ibama, dentre outros.
Hoje, quase dois anos após aquela audiência, nenhuma ação foi realizada em prol do rio Pajeú. Falta atenção ao curso do rio, que sofre com a degradação, esgotos jogados em seu leito, urbanização em detrimento das matas ciliares, a vegetação de algarobas toma conta da calha hídrica, dentre outros problemas.
A importante barragem de Brotas, segue em situação de abandono. Vazamentos nas juntas de dilatação, falta de manutenção geral, baronesas no leito do reservatório, e falta de gestão da barragem, são alguns problemas vivenciados pelo reservatório.
Por falar em Barragem de Brotas, em maio deste ano, completará um ano da visita da Comissão Especial para Acompanhar a Situação das Barragens em Pernambuco da Alepe ao manancial. A visita foi feita em 24 de maio de 2019 por sete integrantes da Comissão.
A Comissão Especial para Acompanhar a Situação das Barragens em Pernambuco foi instalada após a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, com o propósito de monitorar a situação dos reservatórios no Estado e buscar evitar acidentes. O Presidente do Colegiado é o deputado Antonio Moraes (PP), que visitou o manancial junto com a comissão. Ponto positivo da visita foi que o Governo do Estado decidiu que cabe a Compesa a gestão da barragem – Isso era desconhecido, o que dificultava a busca por explicações sobre ações no manancial. Na época, a Compesa prometeu que iniciaria um plano de recuperação, mas nada foi feito.
Em entrevista ao Por Dentro da Notícia, quadro que vai ao ar dentro do programa A Tarde é Sua, da Rádio Pajeú FM, nesta terça-feira (03.03), o vereador Augusto Martins, se mostrou preocupado com a proximidade de transbordo da barragem, que pode acontecer mais cedo este ano, já que as chuvas estão caindo com certa regularidade na região.
“É um fator concreto. Não estamos criando pânico. Eu já venho falando há uns três ou quatro anos, se Brotas verter com mais de um metro, – já chegou a verter com mais do que isso, historicamente – o que vai ocasionar. A água vai buscar o seu caminho e esse caminho está obstruído pelas algarobas que tomaram conta do rio. Além dela tem o descarte de materiais de construção, que as pessoas jogam dentro do leito do rio. E ai por onde essa água vai passar?”, questionou Augusto.
O vereador disse que vai procurar o gerente regional da Compesa, Gileno Alves, para cobrar ao menos uma ação de limpeza da calha hídrica do rio.
Questionado se falta vontade política, já que dos dezessete municípios do Pajeú, treze Prefeituras (contando com Tabira, visto que o prefeito Sebastião Dias está de malas prontas para embarcar no PSB), tem gestores aliados ao Governo do Estado. E que estes gestores poderiam fazer alguma pressão junto ao governador para trazer ações que solucionassem os problemas deste importante rio, Augusto disse que já acompanhou reuniões de consórcios de prefeitos tanto em Afogados, como em Serra Talhada, que é outro consórcio, e viu que existe a necessidade dos municípios terem uma ação conjunta.
“Mas me pareceu que diante de tantos problemas que existem em cada cidade, essa pauta não entra como prioridade. Porquê também requer um alto volume de recursos. Não para fazer uma limpeza dessas que estou me referindo, de proibir jogar lixo, de retirar as algarobas. Mas para despoluir o rio é um projeto caro, porque precisa fazer o tratamento do esgoto que é jogado de forma bruta pelos dezessete municípios ao longo do leito do rio, da nascente à foz.”
Mas Augusto concordou que os gestores poderiam pressionar ao menos para que fosse feita uma ação de limpeza na calha hídrica do rio.
A precipitação de chuvas no Sertão do Araripe e do São Francisco sinaliza o momento propício para o início da aração da terra e plantio de sorgo, feijão e milho. Em razão disso, o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Nilton Mota, e o presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Gabriel Maciel, lançam os […]
A precipitação de chuvas no Sertão do Araripe e do São Francisco sinaliza o momento propício para o início da aração da terra e plantio de sorgo, feijão e milho. Em razão disso, o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Nilton Mota, e o presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Gabriel Maciel, lançam os programas Terra Pronta e de Distribuição de Sementes, nesta sexta-feira (06).
A expectativa é que os dois programas beneficiem mais de 76 mil agricultores familiares nessas regiões. Em Araripina, o lançamento será, às 9h, no Centro Tecnológico e, em Petrolina, será no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, às 14h30.
Para o Sertão do Araripe, em 2015, está prevista a aração de 5.985 hectares de terra. O investimento soma mais de R$ 1,112 milhão. Cada hectare arado corresponde a um agricultor beneficiado. Dentro do programa de Distribuição de Sementes, a meta é que os produtores sejam beneficiados com 321.300 quilos, neste ano. Em 2014, foram distribuídos 251.600 quilos de sementes. A Região de Desenvolvimento (RD) do Sertão do Araripe engloba os municípios de Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Santa Cruz da Venerada, Santa Filomena e Trindade.
A RD do Sertão do São Francisco compreende os municípios de Afrânio, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista. Para 2015 está prevista a aração de 10.273 hectares, com investimento de quase R$ 1,9 milhão. O programa Distribuição de Sementes tem a meta de distribuir 640.800 quilos de sementes. No ano passado, os 353.000 quilos beneficiaram 18.234 agricultores familiares.
Por: Aliny Gama e Carlos Madeiro / Colaboração para o UOL, em Traipu (AL) e Maceió O verde do pasto pela chuva recente no sertão alagoano pode até deixar transparecer que o principal rio do Nordeste, o São Francisco, está repleto de vitalidade. Mas as aparências enganam, e o maior rio inteiramente nacional sofre com […]
Por: Aliny Gama e Carlos Madeiro / Colaboração para o UOL, em Traipu (AL) e Maceió
O verde do pasto pela chuva recente no sertão alagoano pode até deixar transparecer que o principal rio do Nordeste, o São Francisco, está repleto de vitalidade. Mas as aparências enganam, e o maior rio inteiramente nacional sofre com a maior seca em pelo menos 70 anos e convive com um cenário de assustar os sertanejos: a formação de ilhas ao longo do rio e a falta de peixes para pescar.
Em Traipu (187 km de Maceió), no baixo São Francisco, é fácil encontrar ilhas no meio do rio. O problema ocorre porque a vazão do rio é controlada e definida de acordo com o reservatório de Sobradinho, na Bahia.
O UOL visitou o local na semana passada e ouviu vários relatos de moradores que dizem que o rio mudou, os bancos de areia e até mesmo ilhas dificultam a navegação e os peixes estão sumindo.
A vazão de Sobradinho para o restante do rio deveria ser de no mínimo 1.300 m³/s. Mas com a falta de chuvas, desde 2013 a ANA (Agência Nacional das Águas) vem aplicando cortes nessa vazão, e o fluxo hoje está no mínimo (550 m³/s –o menor já operado). Outro reservatório, de Xingó (entre Alagoas e Sergipe) também está operando com a mesma vazão.
Como medida extrema, desde junho foi adotado a proibição de retirada de água para irrigação às quartas-feiras.
Em agosto, a vazão afluente (que chega) ao reservatório de Sobradinho está em 381m³/s em média, enquanto a vazão liberada média está em 615m³/s. Isso quer dizer que, por segundo, a barragem perdeu 235 m³ e foi baixando o nível.
“Se não fosse feito nada, não reduzíssemos a vazão, Sobradinho teria secado em novembro de 2014. Chegamos no limite disso”, afirma o superintendente adjunto de fiscalização da ANA, Alan Vaz Lopes. Nessa quarta (23), o reservatório de Sobradinho estava com 8,55% de sua capacidade.
Chuvas abaixo da média desde 2011
As reduções são necessárias porque o volume de chuva na região está abaixo do esperado desde 2011. A próxima esperança chega com o período de chuvas em Sobradinho a partir de dezembro.
“A impressão que temos é que o reservatório chegue até lá no volume morto. Isso nunca ocorreu, e quando chegar não terá mais condição [de gerar eletricidade]”, explica.
“Desde 2013 estamos fazendo reuniões semanais, como se fosse comitê de crise sobre operação do sistema”, completa.
Mesmo assim, o superintendente diz que a chegada ao volume morto não quer dizer que o reservatório secou. “Ainda não se cogita secar completamente. Quando chegar no volume morto ainda tem volume estocado. A gente imagina que uma parte poderia ser usada, são 5 a 7 bilhões de m³. Chegado a um determinado valor pararia de usar para que não seque”, diz.
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