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Peça premiada, Sebastiana e Severina circula pelo sertão de PE

Por Nill Júnior

Triunfo, Sertânia e Arcoverde recebem o espetáculo em setembro

Depois de passar pela Paraíba e por Portugal, além de receber, em 2016, nove prêmios no 22° Janeiro de Grandes Espetáculos, a montagem “Sebastiana e Severina” iniciou circulação pelo interior de Pernambuco em agosto e passa agora pelas cidades de Triunfo, Sertânia e Arcoverde.

Contemplada pelo Funcultura 2017, a peça é uma adaptação do livro homônimo do pernambucano André Neves, um dos mais renomados ilustradores de literatura infantil e juvenil da atualidade.

No início da temporada de circulação, o espetáculo passou por Tracunhaém, Limoeiro, Lagoa do Carro e Passira. Depois de Triunfo, Sertânia e Arcoverde Sebastiana e Severina passa ainda este ano por Bezerros e Caruaru; e finalizando a viagem, a montagem será encenada em São José do Egito, em janeiro, durante o Festival do Louro, onde o coletivo também apresenta o espetáculo Pajeú das Flores. “Essa história de Sebastiana e Severina fala sobre o povo do interior e vamos conseguir levar ela até lá. É uma viagem de volta. O espetáculo começou na capital, no Recife, e vai voltando agora para o sertão”, conta o diretor Cláudio Lira, natural de São José do Egito. As apresentações serão gratuitas e contam com tradução em libras.

Indicada para todas as idades, a peça tem música ao vivo e relata a história de duas rendeiras de Umbuzeiro (PB), que mesmo sem o frescor da juventude ainda sonham em encontrar um príncipe encantado. Com a chegada do forasteiro Chico à cidade, Sebastiana e Severina cantam, produzem a renda mais bonita, recorrem até ao feitiço do amor e acabam, através dele, descobrindo o valor da amizade. Com toda a poesia que cabe às rimas e prosas da gente do interior, e assim como no livro – carregado do repente, cordéis e loas contados e cantados pela tradição popular nordestina -, o espetáculo convida o público a conhecer e se encantar com os festejos ao padroeiro da cidade de Umbuzeiro.

Com direção de arte de Marcondes Lima, cenário e figurino são ricos em detalhes para manifestar ainda mais esse imaginário popular. O elenco formado por Célia Regina, Zuleika Ferreira, Luiz Manuel e Davison Wescley conta essa história através de um processo narrativo que se transforma ao longo da peça: os artistas ora interpretam as personagens e ora voltam a si, como também narram e manipulam bonecos.

SERVIÇO
Triunfo
08 de setembro, às 19h
Cine Teatro Guarany
(Praça Carolino Campos)

Sertânia
10 de setembro, às 15h30
Escola Estadual Olavo Bilac
(Rua Agamenon Magalhães, 703)

Arcoverde
12 de setembro, às 16h
Teatro Geraldo Barros
(Rua Capitão Arlindo Pacheco, 364)

 

Outras Notícias

Ao TSE, Marcelo Odebrecht diz que Dilma sabia de todas as doações por caixa 2

O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira Odebrecht, afirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de março que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia da “dimensão” das doações por meio de caixa 2 feitas pela empresa à campanha da petista à reeleição. A informação foi divulgada pelo site “O Antagonista” e confirmada posteriormente […]

O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira Odebrecht, afirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de março que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia da “dimensão” das doações por meio de caixa 2 feitas pela empresa à campanha da petista à reeleição.

A informação foi divulgada pelo site “O Antagonista” e confirmada posteriormente pela TV Globo.

O executivo falou ao TSE como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014.

Em nota, a ex-presidente Dilma negou as informações, chamou a declaração de “leviana” e pediu que o empresário comprove o que disse ao tribunal.

Ao ser questionado pelo juiz auxiliar Bruno César Lorencini sobre se teria conversado com Dilma a respeito da campanha de 2014, Marcelo Odebrecht negou.

Ele, porém, disse que a então presidente e candidata à reeleição sabia da “dimensão” das doações e que os pagamentos não constavam da prestação de contas do PT.

“A Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem doá… quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para [o marqueteiro] João Santana. Isso ela sabia”, disse Odebrecht no depoimento.

Questionado novamente sobre as doações, dessa vez pelo ministro Herman Benjamin, Marcelo Odebrecht afirmou:

“O que Dilma sabia era que a gente fazia, tinha uma contribuição grande – a dimensão da nossa contribuição era grande, ela sabia disso – e ela sabia que a gente era responsável por muitos pagamentos para o João Santana. Ela nunca me disse que sabia que era caixa 2, mas é natural, é só fazer uma… ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido”, disse o empresário.

Ele reiterou, em outro momento do depoimento, que nunca ouviu de Dilma que ela sabia que os repasses eram feitos de forma irregular.

“Eu não sei especificar o momento em que eu tive essa conversa com ela, mas isso sempre ficou evidente, é que ela sabia dos nossos pagamentos para o João Santana. Isso eu não tenho a menor dúvida”, complementou.

Em parceria blogs fazem levantamento de população carcerária no Pajeú

Os blogs do Marcello Patriota e Repórter do Sertão, fizeram, em parceria, um levantamento da população carcerária de algumas cadeias públicas do Pajeú. Os dados revelam a quantidade de presos nas cadeias públicas das cidades de São José do Egito, Afogados da Ingazeira, Itapetim, Tabira, Tuparetama e Carnaíba. Segundo os dados levantados pelos dois blogs, a […]

Com 39 presos, Afogados da Ingazeira ocupa o segundo lugar.

Os blogs do Marcello PatriotaRepórter do Sertão, fizeram, em parceria, um levantamento da população carcerária de algumas cadeias públicas do Pajeú.

Os dados revelam a quantidade de presos nas cadeias públicas das cidades de São José do Egito, Afogados da Ingazeira, Itapetim, Tabira, Tuparetama e Carnaíba.

Segundo os dados levantados pelos dois blogs, a cadeia de São José do Egito é a que tem o maior número de detentos, 40 no total, seguida por Afogados da Ingazeira, com 39. Itapetim ocupa a terceira posição na lista com 30 detentos. Na quarta posição ficou a cidade de Tabira, que tem uma população carcerária de 16 detentos. Já a cidade de Tuparetama, com 15 detentos, ocupa a quinta posição e fechando a lista na sexta posição, Carnaíba, com 13 pessoas privadas de liberdade.

Segundo os veículos responsáveis pelo levantamento: os números são apenas uma estimativa porque podem mudar todos os dias com a entrada e/ou saída de presos.

Eles também dizem que: algumas unidades prisionais da região vivem em situações precárias como é o caso da Cadeia Pública de Itapetim, que conta apenas com um policial para fazer a segurança dos encarcerados. Em 2018, o Ministério Público de Pernambuco chegou a fazer uma recomendação ao Secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado para realizar uma reforma no local por conta da precariedade, principalmente na estrutura física do espaço.

Ainda segundo o levantamento dos blogs, duas fugas de detentos foram registradas na cadeia de Itapetim nos últimos anos, uma em 2018 e outra em 2019.

Já em São José do Egito, a Cadeia Pública da cidade também enfrenta problemas, segundo informações apuradas pelo Blog Marcello Patriota, foi construída nos anos 70 e está obsoleta. Em 2018 e 2019 houve registro de princípio de rebelião. Alguns detentos tiveram que ser transferidos para outros presídios.

O levantamento dos dois blogs aponta que a cadeia pública em melhores condições é a de Tabira.

60 anos do Golpe de 64: Uma ferida aberta na história do Brasil

Neste domingo, 31 de março, completamos 60 anos do Golpe Militar de 1964, um evento que marcou profundamente a história do Brasil e que ainda hoje repercute em nossa sociedade. A data é um momento de reflexão sobre os horrores da ditadura, as lutas pela democracia e os desafios que enfrentamos no presente. O Golpe […]

Neste domingo, 31 de março, completamos 60 anos do Golpe Militar de 1964, um evento que marcou profundamente a história do Brasil e que ainda hoje repercute em nossa sociedade. A data é um momento de reflexão sobre os horrores da ditadura, as lutas pela democracia e os desafios que enfrentamos no presente.

O Golpe de 64 foi um ato de força que depôs o presidente democraticamente eleito João Goulart e instaurou uma ditadura militar que durou 21 anos. Durante esse período, o Brasil viveu sob um regime autoritário que suprimiu direitos básicos, censurou a imprensa, perseguiu e torturou milhares de pessoas.

As torturas infligidas aos presos políticos são um dos capítulos mais sombrios da história do regime militar. Os métodos de tortura eram cruéis e desumanos, e visavam não apenas obter informações, mas também destruir física e psicologicamente os opositores da ditadura.

Até hoje, centenas de pessoas que foram vítimas da ditadura militar permanecem desaparecidas. Seus familiares ainda lutam por justiça e pelo direito de saber o que aconteceu com seus entes queridos.

A ditadura militar deixou marcas profundas na sociedade brasileira. A concentração de renda, a desigualdade social, a violência e a fragilidade das instituições democráticas são alguns dos problemas que herdamos daquele período.

Ainda hoje, há aqueles que defendem ou amenizam o Golpe de 64. Tentam negar os crimes da ditadura e minimizar seus efeitos. Essa postura é inaceitável e perigosa. Negar a história é negar a justiça e abrir caminho para que os horrores do passado se repitam.

É fundamental que continuemos lutando pela memória e pela verdade sobre o Golpe de 64. É preciso manter viva a lembrança dos crimes da ditadura para que as futuras gerações não precisem viver sob um regime autoritário.

Ao mesmo tempo, é preciso defender a democracia e os direitos humanos. Devemos estar vigilantes contra qualquer tentativa de retrocesso autoritário e lutar por uma sociedade mais justa e igualitária.

O Golpe de 64 não foi um acidente da história. Foi o resultado de uma complexa trama de interesses políticos e econômicos. As elites brasileiras, com o apoio dos Estados Unidos, se uniram para derrubar um governo que defendia reformas sociais e ameaçava seus privilégios.

A ditadura militar não foi um período de paz e progresso. Foi um período de repressão, tortura e morte. Milhares de brasileiros foram perseguidos, presos, torturados e assassinados por defenderem seus direitos e a democracia.

Os crimes da ditadura militar não podem ser esquecidos ou perdoados. É preciso que os responsáveis por esses crimes sejam punidos e que as vítimas sejam reparadas.

A memória do Golpe de 64 deve ser preservada para que as futuras gerações saibam o que significa viver sob um regime autoritário e para que nunca mais se repita um período tão sombrio na história do Brasil.

Lutar pela democracia e pelos direitos humanos é o melhor caminho para construir um futuro melhor para o Brasil.

Zeinha confirma chapa com Pedro Alves na cabeça e Marquinhos na vice

Com colaboração de Marcelo Patriota O prefeito de Iguaracy,  Zeinha Torres, acaba de anunciar a chapa governista para as eleições de outubro. O candidato do grupo será o ex-prefeito Pedro Alves,  com o Secretário de Administração Marcos Henrique,  o Marquinhos,  candidato a vice. No anúncio,  Zeinha fez uma crítica que foi interpretada como endereçada ao […]

Com colaboração de Marcelo Patriota

O prefeito de Iguaracy,  Zeinha Torres, acaba de anunciar a chapa governista para as eleições de outubro.

O candidato do grupo será o ex-prefeito Pedro Alves,  com o Secretário de Administração Marcos Henrique,  o Marquinhos,  candidato a vice.

No anúncio,  Zeinha fez uma crítica que foi interpretada como endereçada ao ex-prefeito Albérico Rocha.

“Na política tem que ter a surpresa, mas comigo só não vai ter a traição”, disse. “Nosso candidatos são esse dois baluartes, Pedro e Marquinhos, homens de confiança do grupo. Conversamos bastante com os vereadores, o grupo e foi consenso”, disse.

“Escolhemos dois nomes bons, e ficaram outros tantos bons nomes”, disse, em relação a outros quadros cotados no grupo.

Sobre a ida para o PSDB, Zeinha argumentou: “Deixei o PSB e muitos amigos lá. Mas tenho que pensar no município, e não em mim. Pensei no povo. Estamos juntos da governadora Raquel Lyra tem nos ajudado muito”, disse.

Pedro Alves é médico por formação.  Tem 78 anos e já governou o município. Marcos Henrique,  o Marques,  é atual Secretário de Administração do município.

A surpresa fica por conta da cabeça da chapa. Alguns achavam que, pelo discurso da oxigenação, Marquinhos seria o nome anunciado. Mas pesou a liderança política e eleitoral de Pedro Alves, que volta a disputar a prefeitura, muito tempo depois de ter governado o município.

Já o ex-prefeito Albérico Rocha deve ser o nome da oposição. Há quem diga que a aliança contará com o apoio do ex-prefeito Francisco Dessoles. Será a batalha dos prefeitos: Pedro e Zeinha x Albérico e Dessoles.

O blog e a história: Congresso também já foi ocupado no Brasil

Em 17 de junho de 2013: manifestantes romperam na noite desta segunda (17) o cordão de isolamento da Polícia Militar e ocuparam a marquise do Congresso Nacional onde ficam as cúpulas da Câmara e do Senado, em Brasília. Inicialmente, os seguranças do Congresso conseguiram conter o acesso dos manifestantes, que subiram na marquise por uma […]

Em 17 de junho de 2013: manifestantes romperam na noite desta segunda (17) o cordão de isolamento da Polícia Militar e ocuparam a marquise do Congresso Nacional onde ficam as cúpulas da Câmara e do Senado, em Brasília.

Inicialmente, os seguranças do Congresso conseguiram conter o acesso dos manifestantes, que subiram na marquise por uma das laterais do prédio.

Mas, em grande número, os manifestantes retornaram, e os seguranças não conseguiram mais evitar. O acesso à cobertura do Congresso não é permitido. Abaixo, a uma altura de cerca de cinco metros, há um espelho d’água. Por volta das 19h45, parte dos participantes do protesto começou a deixar a marquise.

A ação foi parte do protesto que reuniu milhares de pessoas em frente ao Congresso Nacional contra os gastos do pais com as copas das Confederações e do Mundo e em apoio às manifestações em São Paulo contra o reajuste das tarifas do transporte público. A Polícia Militar estimou em 5,2 mil o número de participantes da manifestação em Brasília.