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Parentes de presos dizem que clima na Papuda é de revolta

Por Nill Júnior
Familiares de detentos aguardam para pegar a senha de acesso à Papuda para as visitas
Familiares de detentos aguardam para pegar a senha de acesso à Papuda para as visitas

Familiares de presos do Complexo Penitenciário da Papuda relatam clima de tensão dentro das unidades do presídio e afirmam que os detentos estão “revoltados” com o tratamento, considerado diferenciado, dado aos presos do mensalão. Embora os relatos de insatisfação sejam comuns entre os parentes dos detentos, poucos confirmam rumores de uma possível rebelião.

Juízes da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal disseram ter recebido informações sobre uma possível rebelião a ser realizada na véspera do Natal. Dos 20 familiares ouvidos pela Folha ontem durante o dia de visitas na Papuda, só duas mulheres confirmaram os rumores de rebelião.

“Conversei com vários e me disseram que ouviram falar de uma rebelião em outra unidade [da Papuda]”, afirma Aparecida, 44, que visitou um parente no regime fechado. Outra mulher diz ouvir do marido há semanas que existe, internamente, um receio de rebelião devido à revolta que a presença dos condenados no mensalão causou.

A insatisfação é motivada principalmente pelo tratamento diferenciado que os presos do mensalão tiveram ao receber visitas. Na primeira semana, parlamentares tiveram acesso aos condenados no processo fora do horário regular e sem pegar fila. Depois, os presos do mensalão passaram a ter visitas às sextas -para os demais detentos, elas são restritas às quartas ou quintas.

Há duas semanas, a Vara de Execuções Penais suspendeu as visitas às sextas. Mas a revolta entre os familiares persiste, e há clima de insatisfação entre os detentos.

Outras Notícias

Psol-Rede lança chapa e defende candidatura como “verdadeira terceira via”

Blog da Folha Ao oficializar sua candidatura ao governo de Pernambuco durante a convenção da Federação PSOL-Rede, realizada neste domingo (2), na Casa Marielle Franco, no bairro do Derby, no Recife, Ivan Moraes (Psol) afirmou que sua chapa representa a “verdadeira terceira via” na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. O evento também homologou […]

Blog da Folha

Ao oficializar sua candidatura ao governo de Pernambuco durante a convenção da Federação PSOL-Rede, realizada neste domingo (2), na Casa Marielle Franco, no bairro do Derby, no Recife, Ivan Moraes (Psol) afirmou que sua chapa representa a “verdadeira terceira via” na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. O evento também homologou as candidaturas de Alice Galbino (Rede) à vice-governadoria e de Paulo Rubem Santiago (Rede) ao Senado Federal, além dos 56 candidatos proporcionais da federação.

“A Federação PSOL-Rede é a terceira via dessas eleições. Não esperem da gente uma candidatura folclórica ou engraçada. Esperem uma candidatura que vai vir muito séria, trazer o debate sério, naturalmente com leveza, com informalidade”, afirmou Ivan durante coletiva de imprensa.

O candidato disse que pretende mostrar ao eleitorado que há uma alternativa aos grupos políticos que tradicionalmente disputam o governo de Pernambuco e afirmou acreditar que o cenário da eleição pode mudar à medida que sua candidatura se torne mais conhecida.

“Tem muita gente muito chateada com o jeito de se fazer política em Pernambuco. (…) Eu tenho certeza absoluta que, na hora que a população conseguir ouvir o que eu estou dizendo, alguma coisa vai mudar. As pessoas vão encarar o processo eleitoral de uma forma completamente diferente”, declarou.

Ivan também reiterou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas defendeu que a disputa estadual seja conduzida a partir dos problemas de Pernambuco.

“É imprescindível. A prioridade número um do campo democrático no Brasil inteiro é fazer com que Lula seja reeleito presidente.[…] Acho que trazer a disputa nacional para Pernambuco é irresponsável. Eu acho que todos que hoje concorremos ao governo de Pernambuco não deveríamos de nenhuma forma pôr em questão, pôr em xeque o nosso apoio ao bloco”, disse.

Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão a implantação da tarifa zero no transporte público metropolitano, um programa estadual de lixo zero, investimentos na economia da cultura, a implementação de um plano estadual para produção de medicamentos à base de cannabis e a criação de um plano integrado de combate à violência contra a mulher.

Candidato ao Senado pela federação, Paulo Rubem Santiago (Rede) afirmou que pretende centrar sua atuação na defesa da educação pública, na revisão da política econômica e no fortalecimento dos serviços públicos. Segundo ele, a eleição para o Senado exige que os candidatos apresentem propostas próprias.“O Senado tem luz própria. Deve-se cobrar dos candidatos ao Senado qual é sua agenda própria para os oito anos de mandato”, afirmou.

Opinião: a campanha que não vai ter margem para erros

As pesquisas divulgadas na semana pré-convenções indicam o óbvio: com uma vantagem que oscila entre dois e seis pontos percentuais, não há margem para erros nem para Raquel Lyra nem para João Campos. Imagine por exemplo o cenário mais folgado para a governadora, com seis pontos de vantagem, aferidos pela Quaest, no 43% a 37%. […]

As pesquisas divulgadas na semana pré-convenções indicam o óbvio: com uma vantagem que oscila entre dois e seis pontos percentuais, não há margem para erros nem para Raquel Lyra nem para João Campos.

Imagine por exemplo o cenário mais folgado para a governadora, com seis pontos de vantagem, aferidos pela Quaest, no 43% a 37%. Se por fatores políticos e de estratégia na campanha, João Campos converter três por cento dos votos de Raquel, empata o jogo. Se ocorrer o contrário, Raquel foge da margem de erro e dispara sobre o socialista.

Antes do fim da possibilidade de Miguel Coelho ser o ungido de Raquel, a notícia ruim para o bloco governista foi do apoio da da Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade, a João Campos. Curioso foi ver o Deputado Federal Fernando Rodolfo formalizando a decisão na frente de João Campos. Detalhe: ele apoia e manterá sua defesa de Raquel Lyra. Após a saída de Miguel, foi a vez do União Progressista afirmar que não se coliga com a chapa da governadora, formalizando apenas seus federais e estaduais. Essas decisões tiram tempo de guia e impactam na estrutura dos projetos. Agora, o Palácio luta para conter uma sangria de insatisfeitos com Miguel fora. Era muito difícil a escolha de um nome sem desagradar o grupo do outro, dado o acirramento gerado entre Coelho e Dudu da Fonte.

Analistas defendem que o voto de estrutura continua tendo muito peso, fazendo de Raquel uma espécie de favorita natural, dado o histórico. Mas essas horas o próprio Adriano Oliveira, um dos que cravaram seu favoritismo alertou: “a falta de traquejo político pode levar governos bem avaliados e até favoritos a perder uma eleição? Sim. É uma hipótese que jamais deve ser descartada. A má condução da articulação política pode, por exemplo, reduzir o tempo de televisão do candidato favorito a tal ponto que sua mensagem perca força diante de um adversário competitivo, que nunca deve ser subestimado”. Todo mundo entendeu como mensdagem subliminar.

João Campos por sua vez precisa imperativamente de Lula em seu palanque. e no primeiro turno, até porque não haverá um segundo, dada eleição tão polarizada. Não adianta ele dizer, vídeo frio, recado de aliado, foto com o petista. Essa, Raquel também tem. Lula precisa vir a Pernambuco sob pena de botar o leite socialista a perder. A ausência do petista, somada a nomes do partido que decidiram votar em Raquel, cria uma permissividade do eleitor médio votar em Raquel. Segundo a Genial/Quaest, 56% dos eleitores em Pernambuco não sabem que João Campos é o candidato apoiado pelo presidente Lula. Apenas 44% dos pernambucanos identificam João Campos como o nome apoiado por Lula no estado.

Há outras questões: Raquel tem a máquina, João não mais. O PSB diz que sabe fazer campanha muito melhor que os aliados da governadora e isso vai ajudar João. Ou seja, cada um com sua equação política e projeção, em um cenário muito apertado. Está decretado: errar está proibido nas campanhas de ambos, sob pena do fim…

Marconi Santana oficializa candidatura e destaca convenção de Raquel

A convenção estadual do PSD, realizada neste domingo, 2 de agosto, no Parador, no Bairro do Recife,  oficializou a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra e aprovou o nome de Marconi Santana para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Para o ex-prefeito de Flores, a convenção representou a demonstração pública da dimensão estadual alcançada […]

A convenção estadual do PSD, realizada neste domingo, 2 de agosto, no Parador, no Bairro do Recife,  oficializou a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra e aprovou o nome de Marconi Santana para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Para o ex-prefeito de Flores, a convenção representou a demonstração pública da dimensão estadual alcançada por sua candidatura. A presença de apoiadores do Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana confirmou uma articulação política presente em todo Pernambuco, construída com diálogo, alianças e contato direto com as lideranças de cada território.

Envolto na bandeira de Pernambuco, Marconi relembrou sua trajetória como vereador, presidente da Câmara e prefeito por quatro mandatos.

“Hoje eu sou do povo de Pernambuco”, declarou, em uma frase que resumiu o momento vivido por sua candidatura: a consolidação de uma liderança estadual, com presença territorial, apoio popular e diálogo permanente com os municípios”.

“Marconi apresentou sua candidatura como parte do projeto político liderado pela governadora Raquel Lyra e reforçou sua disposição de atuar na Assembleia Legislativa em defesa dos municípios e das demandas da população pernambucana”, diz em nota.

Raquel: “me deixa trabalhar que eu sei fazer”

Em um dos momentos mais fortes de sua fala, a governador afirmou, sem fazer referências diretas, que a sua oposição disse que seu governo daria errado e “quebrou a cara”. “Me deixem trabalhar que eu sei fazer”, esbravejou. Em outro momento, Raquel se dirigiu aos indecisos ou àqueles que identificaram necessidade de apontar ações de […]

Em um dos momentos mais fortes de sua fala, a governador afirmou, sem fazer referências diretas, que a sua oposição disse que seu governo daria errado e “quebrou a cara”.

“Me deixem trabalhar que eu sei fazer”, esbravejou.

Em outro momento, Raquel se dirigiu aos indecisos ou àqueles que identificaram necessidade de apontar ações de seu novo governo, se eleita.

Disse que vai manter um processo de escuta para um segundo mandarem e pediu apoio daqueles que ainda não se decidiram.

 

Vereadora de Terra Nova declara apoio a João em repúdio à saída de Miguel da disputa

A vereadora de Terra Nova, Verônica Callou, e o ex-vereador Eduardinho Callou, declararam apoio ao pré-candidato João Campos. A decisão foi tomada como repúdio à retirada de Miguel Coelho da disputa ao Senado. “Reconhecemos em Miguel Coelho uma das principais lideranças da nova geração política do Estado. Essa admiração também se estende ao ex-senador Fernando […]

A vereadora de Terra Nova, Verônica Callou, e o ex-vereador Eduardinho Callou, declararam apoio ao pré-candidato João Campos.

A decisão foi tomada como repúdio à retirada de Miguel Coelho da disputa ao Senado.

“Reconhecemos em Miguel Coelho uma das principais lideranças da nova geração política do Estado. Essa admiração também se estende ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho e ao deputado federal Fernando Filho, com quem aprendemos que a política se faz com palavra, respeito e compromisso”, disse .

“Em Terra Nova, especialmente no Distrito de Guarani, Miguel construiu uma relação de amizade, trabalho e confiança que jamais será esquecida”.

E seguiu: “recebemos com decepção a definição da chapa majoritária sem que Miguel fosse escolhido para disputar o Senado, por entendermos que sua experiência e liderança o credenciavam plenamente para essa missão”.

“Manifestamos nossa solidariedade e reafirmamos nosso respeito à sua liderança. Ao mesmo tempo, diante do novo cenário político, decidimos apoiar a candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco, por entendermos ser a escolha mais coerente neste momento”, concluiu.