Ao ocupar a Crimeia, a Rússia declarou guerra não apenas à Ucrânia, mas também aos Estados Unidos e ao Reino Unido, que são fiadores de sua soberania, declarou a ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko em um discurso à nação. “Vladimir Putin compreende que, ao nos declarar guerra, ela também é declarada aos fiadores de nossa segurança, ou […]

Ao ocupar a Crimeia, a Rússia declarou guerra não apenas à Ucrânia, mas também aos Estados Unidos e ao Reino Unido, que são fiadores de sua soberania, declarou a ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko em um discurso à nação.
“Vladimir Putin compreende que, ao nos declarar guerra, ela também é declarada aos fiadores de nossa segurança, ou seja, Estados Unidos e Reino Unido”, declarou Timoshenko em um vídeo disponível em seu site.
Rússia, Estados Unidos e Reino Unido são fiadores da integridade territorial da Ucrânia desde 1994, quando esta ex-república soviética renunciou às armas nucleares. “Não acredito que a Rússia cruze esta linha vermelha. Se o fizer, perderá”, ressaltou a ex-primeira-ministra.
Também considerou que a “agressão russa” teria sido impossível se a Ucrânia tivesse aderido antes à Otan. Figura da Revolução Laranja pró-ocidental em 2004, Timoshenko foi libertada após a destituição do presidente Viktor Yanukovytch, seu adversário nas eleições presidenciais de 2010, no dia 22 de fevereiro.
Foi condenada em 2011 a sete anos de prisão por abuso de poder, em um julgamento considerado político por muitos observadores. Timoshenko também disse que o lançamento da agressão russa era o resultado da nova revolução ucraniana, que colocou fim ao regime de Yanukovytch, a quem acusou de estar subordinado à Rússia.
“A Rússia não quis aceitar. Agora decidiu se apoderar da Ucrânia com uma intervenção armada”, completou.












Do Estado de Minas

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