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Os padrinhos do super recesso em Serra Talhada

Por Nill Júnior

De seis vereadores contrários até o caso do legislador que não foi porque o carro não pegou e teve “medo de algo ruim acontecer”, houve de tudo para manter 60 dias sem dar expediente

Na Capital do Xaxado, não faltaram críticas nas redes sociais aos vereadores que ajudaram a derrubar a proposta de redução do recesso de 60 para 30 dias, depois de duas votações, vai-e-vem, sem falar nas manobras para mantê-lo longe do debate por alguns meses.

O projeto foi de autoria de Marcos Oliveira, ainda na legislatura passada.

Paulo Melo, Antonio Rodrigues, Pinheiro do São Miguel, Nailson Gomes, Alice Conrado e Agenor de Melo mataram com o voto a esperança de muitos de que a Câmara pudesse dar um sinal de proximidade com o que pensa a opinião pública.

Menção ainda para Jaime Inácio, cujo voto a favor da redução do recesso na sessão passada não se repetiu porque ele faltou à sessão, com uma justificativa que expõe o nível de parte do legislativo.

“Fui ao velório de um eleitor. Quando foi pra ir à sessão, o carro não pegou”. Não teve como pegar carona com um colega ou ver outros meios para chegar ao compromisso…

“Como eu sou devoto eu pensei, não vou. Pode ser alguma coisa que pode acontecer comigo. Mas quando eu vi a votação, quase infarto de raiva”, disse a Anderson Tennens, da Cultura FM. Ouça a entrevista:

 

Foram 10 (dez) votos favoráveis pela mudança à Lei Orgânica. Ou seja, 10 votos pela redução do recesso e 6 (seis) votos contra. Eram necessários 11 votos, para assegurar a emenda, que reduzia o recesso de 60 dias para 30 dias, que acabou sendo derrotada.

A Câmara de Serra perdeu grande oportunidade de dar um exemplo mínimo de sintonia com o povo.

Outras Notícias

O blog e a história: Afogados da Ingazeira e o amor de Eduardo e Arraes

Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014: Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. […]

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Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014:

Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. Virou uma espécie de referência política do socialismo no Sertão.

A jornalista Bruna Serra, do Congresso em Foco, em um dos artigos mais lidos sobre os relatos de quem cobriu a vida de Eduardo, abre seu texto chamado “Eu pensava que Campos era imortal” citando a cidade:

Nosso primeiro contato foi em 2006. Eu tinha acabado de me formar e trabalhava em um jornal do Recife. Passava da 1h da madrugada quando o carro do jornal estacionou na praça central de Afogados da Ingazeira, cidade sertaneja, distante 386 quilômetros da capital pernambucana.

Em cima da carroceria de um caminhão estava o então candidato a governador Eduardo Campos (PSB). Apesar do frio, estranho ao interior nordestino, ele suava. Gritava ao microfone e arregalava os grandes olhos. A multidão, abduzida, o observava sem reações, mais ou menos como o povo pernambucano recebeu, ontem, a notícia de sua morte.

Ao final do discurso, ele se agachou e pulou da carroceria como um adolescente. Fiz a entrevista e fiquei ouvindo os causos dele até que a praça foi esvaziando. Apesar do frio e do cansaço, os correligionários não arredavam pé, só gargalhavam.

Certamente por isso, é da cidade que se podem ouvir os relatos mais emocionados. O PSB aqui era tido como uma extensão dos ideiais socialistas de Eduardo e Arraes. “Aqui, o PSB fica órfão, perdendo sua maior liderança política. Sua forma de ser e de agir, seus princípios, seus sonhos e ideias servirão de guia para o caminho que o PSB continuará trilhando. Seu legado de lutas faça o Brasil refletir melhor suas escolhas e seu futuro”, diz o Presidente Raimundo Lima em nota ao blog.

Talvez por essa proximidade com a cidade, tive tantos contatos com Arraes e Campos. Eles sempre que podiam incluíam Afogados no roteiro e por isso, consegui algumas ótimas entrevistas. Com Arraes, ainda muito garoto, lembro da tremedeira quando o entrevistei candidato em 1994 – há exatos vinte anos. Arraes estava ao lado de Roberto Freire e Armando Filho, seus candidatos ao Senado. Também na emoção quando mesmo em meio a “feras” como Zadock Castello Branco e Anchieta Santos – este último ainda mais, uma referência – tive respostas a minhas perguntas em jornais no dia seguinte. “Fiquei bestinha”, como costumamos dizer no Sertão.

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Voltaria a entrevistar Arraes já como governador pouco tempo depois, também  nervoso pelo contato com aquele que era um mito. Teria outros encontros, até o último, dias antes de sua morte na Pousada Brotas, quando gravei uma sonora de menos de três minutos. Arraes já estava com ar de cansado pela rotina, mas ainda assim se dispunha a falar.

Quanto a Eduardo, a própria proximidade temporal – tenho dez anos a menos que ele – nos fez mais próximos na relação jornalística, mas também na atenção que sempre teve comigo. Entrevisto Eduardo desde que era Deputado Federal. Nas conversas, tenho histórias de todo tipo. Ele sabia antes de tudo, do nosso papel na imprensa regional e da importância histórica da Rádio Pajeú.

A história mais áspera foi justamente no início do primeiro governo. Evaldo Costa, seu Secretário de Imprensa, disse que o governador queria falar para emissoras do programa Governo nos Municipios”. Só que nunca me furtei de tratar também do que era  pauta da sociedade.  Neste dia, por algum motivo, não havia Delegado em Carnaíba e a população estava revoltada. Após falar da pauta sugerida por Evaldo, tratei da demanda local. Ele prometeu e de fato o Delegado apareceu em menos de uma hora na cidade para dar expediente.

Mas Eduardo não gostava – eu diria odiava – tratar de questiúnculas locais. E na cidade, era enorme a repercussão da queda de braço entre Inocêncio Oliveira e o prefeito Totonho Valadares para indicar o Diretor da Ciretran. Perguntei quando ele resolveria a questão. Percebi a contrariedade no tom de voz, afirmando não estar  preocupado com isso. Percebi na despedida que tinha ficado aborrecido. Poucos dia depois vi Evaldo em Recife. Disse a ele que não poderia fugir dos temas. “Não se preocupe, doeu mais em mim que em você”, disse aos risos.

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De história que mostra o que prevaleceu na nossa relação, os últimos dois encontros, no Carnaval do Recife deste ano. Na abertura do carnaval, Eduardo estava cercado de um batalhão de jornalistas. Quando me viu – único sertanejo cobrindo para um veículo sertanejo – disse como quase sempre em minhas coberturas na festa de momo: “Nilll, você até aqui rapaz?!” Quando se aproximou para gravar uma mensagem, foi puxado por Elba Ramalho, fez uma curva e foi falar com ela. Rapidamente se virou, voltou pra mim e disse: “Desculpe amigo, vamos falar para a Pajeú…” Sempre percebia como os outros jornalistas olhavam, como se perguntassem ‘quem é esse pra quem Eduardo dá tanta atenção?’. 

Neste dia curiosamente perdi a sonora por descuido no meu Iphone. No outro dia, arretado, achei Eduardo na abertura do Galo, dia 1 de março deste ano. “Governador, cometi um crime jornalístico…perdí aquela sonora do senhor” disse. “Não acredito! E o que foi que eu disse?” Disse que ele tinha me dado um furo, anunciando que iria entregar obras em Afogados. “Então vamo lá de novo…” – brincou com a costumeira atenção.

Esse foi o Eduardo que ficou em mim. Saulo Gomes na homenagem a ele na Rádio Pajeú trouxe um trecho de uma bela mensagem que diz que os bons são aqueles que, quando conhecemos, nos fazem pessoas melhores. Eduardo com seu exemplo de atenção, família, respeito e amor ao Pajeú me fez melhor também. Com Deus, Eduardo!

Polo de educação a distância de São José do Egito terá 4º curso

Depois dos três cursos ofertados em menos de um ano de funcionamento, pelas Universidades Federal da Paraíba (UFPB) e Estadual de Pernambuco (UPE), mais  um curso, o de Letras/Libras, será ofertado no Polo de Educação à distância de São José do Egito. O curso começa a ser oferecido no início de 2019. As inscrições podem […]

Depois dos três cursos ofertados em menos de um ano de funcionamento, pelas Universidades Federal da Paraíba (UFPB) e Estadual de Pernambuco (UPE), mais  um curso, o de Letras/Libras, será ofertado no Polo de Educação à distância de São José do Egito.

O curso começa a ser oferecido no início de 2019.

As inscrições podem ser efetuadas a partir das 09h do dia 20 de setembro de 2018 até o dia 27 de setembro de 2018, exclusivamente através do site www.uead.ufpb.br. O principal requisito é ter feito o ENEM em pelo menos um dos últimos 3 anos.

A taxa de inscrição é de R$ 40,00. O candidato que tiver cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada ou comprovar renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio poderá se inscrever com isenção da taxa de inscrição.

Maiores informações no polo presencial em São José do Egito, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, das 14h às 17h, prédio do Centro de Inclusão Digital, na Travessa 4 de Outubro S/N – Centro.

Equipe da Pajeú Filmes visita obras do Cine Emoir, em Sertânia

Na cidade de Sertânia, o cinema de Epaminondas Morais e irmãos segue construindo a sua história. Fundado em 1948, o cinema funcionou até o início da década de 80 segundo antigos frequentadores. Fechado, o prédio foi vendido à prefeitura de Sertânia. Em 2015 sofreu um incêndio e desde então esperava por uma reforma. Agora, em […]

Na cidade de Sertânia, o cinema de Epaminondas Morais e irmãos segue construindo a sua história. Fundado em 1948, o cinema funcionou até o início da década de 80 segundo antigos frequentadores. Fechado, o prédio foi vendido à prefeitura de Sertânia. Em 2015 sofreu um incêndio e desde então esperava por uma reforma.

Agora, em 2024 o prédio tem obras bem avançadas e já apresenta uma estrutura mínima para o uso da população, como demonstram as imagens. a expectativa do secretário de cultura é que as obras sejam finalizadas o mais breve possível, com a instalação de cadeiras, tela e projetor para viabilizar o uso do espaço para exibições novamente.

Agora, em 2024 o prédio tem obras bem avançadas e já apresenta uma estrutura mínima para o uso da população, como demonstram as imagens. a expectativa do secretário de cultura é que as obras sejam finalizadas o mais breve possível, com a instalação de cadeiras, tela e projetor para viabilizar o uso do espaço para exibições novamente.

“Estamos pesquisando sobre cinemas de rua no sertão e para nós é uma alegria encontrar um cinema prestes a retomar o seu laço com o povo. Já é possível utilizar o Cine Emoir para eventos pontuais com estrutura mínima. Segundo o secretário de cultura, em breve ele estará 100% equipado.” conta a pesquisadora e diretora de produção da Pajeú, Bruna Tavares.

A equipe formada por Eliane Lima, Bruna Tavares e William Tenório foi recebida pelos professores e pesquisadores João Lúcio e Josessandro Andrade e pelo secretário de cultura, Tácio Henrique, que fez questão de viabilizar a visita ao antigo cinema.
Além do cinema sertaniense, a equipe da Pajeú Filmes, em parceria com a Sagaz Produções, também visitou os cinemas de rua que existiram em Petrolândia (Cine São Francisco), em Belém do São Francisco (Cine Irapuã) e Cabrobó (Cine Guarany). O objetivo é coletar material para uma websérie sobre cinemas de rua que será gravada em breve.

Nos últimos anos a produtora audiovisual afogadense tem se dedicado a fortalecer a história do cinema no interior de Pernambuco, especialmente no sertão, realizando eventos de exibição, produzindo filmes e pesquisando sobre a história de cinemas de rua no sertão do estado.

Mais informações no instagram @pajeufilmes

Itapetim vai ganhar fábrica de peças para motocicletas

Na manhã desta segunda-feira (04/04), o prefeito de Itapetim, Arquimedes Machado, e o gerente estadual da Casa Civil, Adelmo Moura, acompanharam os investidores Renato Vilar e Lial (chinês) em uma visita ao terreno onde em breve será erguida a fábrica de peças para motocicletas Antônio do Rego Vilar (ARV). De acordo com Renato, as obras […]

DSCN2199Na manhã desta segunda-feira (04/04), o prefeito de Itapetim, Arquimedes Machado, e o gerente estadual da Casa Civil, Adelmo Moura, acompanharam os investidores Renato Vilar e Lial (chinês) em uma visita ao terreno onde em breve será erguida a fábrica de peças para motocicletas Antônio do Rego Vilar (ARV).

De acordo com Renato, as obras começarão ainda este mês e a previsão é que as atividades tenham inicio até dezembro. “Escolhemos instalar a fábrica em Itapetim por que através de Arquimedes e Adelmo conseguimos incentivos importantes do município e do estado”, explicou, ressaltando que inicialmente serão produzidas lonas de freio e que serão gerados cerca de 50 empregos diretos.

Segundo Arquimedes, além da geração de empregos e renda a fábrica vai abrir portas para novos empreendimentos. “Estamos dando um enorme passo para o desenvolvimento do município. Isso a gente agradece aos investidores por terem escolhido Itapetim e ao governador Paulo Câmara pelo incentivo de quase R$ 2 milhões”, frisou.

Para Adelmo, o incentivo para a instalação da unidade em Itapetim mostra que o Governo do Estado está preocupado em interiorizar o desenvolvimento. “Quero parabenizar também a Arquimedes, que desde o inicio do seu governo tem atraído empreendimentos importantes para o município, assegurando assim oportunidades para cada vez mais itapetinenses”, ressaltou.

A Fábrica Antônio do Rego Vilar será erguida na Fazenda Manopla e terá sua produção destinada aos mercados nacional e internacional, sendo exportada para mais de 40 países.

Homem perde a vida por afogamento

A comunidade de Afogados da Ingazeira, no sertão pernambucano, foi abalada por duas tragédias distintas neste domingo (14). Wellington Silva, 35 anos, conhecido como Galego, perdeu a vida após afogar-se no açude da comunidade de Quixaba dos Liberais. Enquanto tentava atravessar o açude local, Wellington encontrou dificuldades e não conseguiu retornar à superfície. Até o […]

A comunidade de Afogados da Ingazeira, no sertão pernambucano, foi abalada por duas tragédias distintas neste domingo (14). Wellington Silva, 35 anos, conhecido como Galego, perdeu a vida após afogar-se no açude da comunidade de Quixaba dos Liberais.

Enquanto tentava atravessar o açude local, Wellington encontrou dificuldades e não conseguiu retornar à superfície. Até o momento da redação desta matéria, seu corpo ainda se encontrava no local.

Dado como morto, reapareceu

Um segundo homem ainda não identificado, foi dado como desaparecido na área da Barragem de Brotas, perto da ponte de Zé Coió, nas imediações de onde ficava o Clube dos 60.

Familiares informaram que o pescador, foi retirar uma rede conhecida como galão e não teria retornado à superfície.

Mergulhadores do Corpo de Bombeiros tentaram localizar o corpo ontem, mas pelo avançar da hora, as buscas só iriam recomeçar as buscas nesta segunda.

Só que o pescador, identificado como Cícero Lopes Feitosa, na verdade atravessou para a ilha da barragem de Brotas sem avisar à família. Apareceu no fim da noite. A apuração foi de Marcony Pereira para a Rádio Pajeú.