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O peso do dinheiro nas disputas eleitorais

Por Nill Júnior

A velha máxima de que dinheiro não traz felicidade não pode ser usada pela maioria dos políticos pernambucanos quando o assunto é financiamento de campanha, salvo nos casos de alguns majoritários. A conclusão é do estudo Poder econômico e financiamento eleitoral no Brasil, divulgado recentemente pela ONG Transparência Brasil, para fundamentar a discussão em torno da proposta de financiamento público de campanha e do fim das doações de pessoas jurídicas, defendida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que protocolou ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

A conclusão da pesquisa não surpreende. Praticamente todos os candidatos eleitos no país ostentam alta arrecadação nas suas campanhas, provenientes de doações públicas e privadas. O diretor executivo da Transparência Brasil, Claudio Abramo, autor do estudo, afirma que “o grande eleitor no Brasil é o dinheiro”. A consulta mostra o custo do voto no país e a questão do financiamento eleitoral que está nas mãos dos que detêm maior poder aquisitivo.

O levantamento foi feito com base nos valores arrecadados pelos candidatos nas duas últimas eleições: 2010 e 2012. Apesar de, na extrema maioria dos casos, o valor unitário dos votos ter coincidido com a eleição dos candidatos, há exceções. Na eleição para prefeito do Recife, em 2012, apesar de o valor unitário do voto de Mendonça Filho (DEM) ter sido R$ 122,28, Geraldo Julio (PSB) foi eleito investindo R$ 19,01 por voto.

A riqueza dos estados, segundo o levantamento, não tem relação direta com a maior proporção de gastos. Roraima foi onde o voto saiu mais caro na disputa pelo governo, em 2010: R$ 51,27, em média, por cada voto. Em Pernambuco, no ano em que o governador Eduardo Campos (PSB) foi reeleito, o custo médio foi R$ 7,16. “Os valores não deveriam superar o limite do PIB (Produto Interno Bruto) de cada estado”, frisou Abramo.

O financiamento público de campanha chegou a ser discutido no ano passado, como proposta para ser incluído na minirreforma eleitoral que tramitava no Congresso. Mas não houve acordo entre os defensores da proposta. Os parlamentares do PT, por exemplo, eram a favor, enquanto os do PSDB defendiam o financiamento privado de campanha. A receita para evitar os abusos, segundo os dirigentes da legenda, era aumentar a fiscalização para evitar caixa 2.

O estudo reforça os argumentos de entidades que se apresentam contra o financiamento privado das campanhas. A OAB entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar o financiamento privado de campanha. Segundo o presidente da seccional pernambucana da ordem, Pedro Henrique Reynaldo Alves, não existe espaço para empresas continuarem dando as cartas na política do país.

“A OAB acredita que o cidadão brasileiro é o ator principal do regime democrático, cujo propósito é a cidadania. O objetivo primordial de uma empresa é o lucro, não a cidadania”, observou Alves, frisando que esta ação será um divisor de águas no sistema eleitoral. “Com a ajuda da Justiça Eleitoral, a regulamentação deve ser rígida, limitar valores, proibir financiamento privado e policiar o caixa dois. Esse jogo mais justo vai atrair pessoas que tenham realmente vocação, em troca deste jogo perverso onde o grande senhor é o dinheiro”, completou. (DPnet)

Outras Notícias

TSE dá 24 horas para Meta comprovar tratamento igual a Lula e Flávio; multa pode chegar a R$ 1 milhão por dia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu à Meta prazo de 24 horas para demonstrar que está adotando medidas capazes de garantir tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas. A determinação foi feita nesta segunda-feira (19), a menos de uma semana do segundo turno. A nova determinação ocorre depois […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu à Meta prazo de 24 horas para demonstrar que está adotando medidas capazes de garantir tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas. A determinação foi feita nesta segunda-feira (19), a menos de uma semana do segundo turno.

A nova determinação ocorre depois de o TSE concluir que a empresa, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, não comprovou o cumprimento da maior parte das medidas anteriormente impostas pela Justiça Eleitoral.

Caso a Meta não apresente as comprovações exigidas dentro do novo prazo, a multa diária poderá chegar a R$ 1 milhão.

Na quinta-feira (15), a Justiça Eleitoral já havia determinado que a empresa aplicasse as mesmas regras às duas candidaturas até o segundo turno. Entre as medidas, estava a proibição de reduzir de maneira desigual o alcance das publicações, as recomendações e os resultados de busca relacionados às campanhas.

A decisão também determinou que a ferramenta de inteligência artificial da empresa não oferecesse tratamento favorecido a nenhum dos candidatos. Na ocasião, havia sido fixada multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Segundo a nova decisão, os prazos de parte dessas determinações já haviam terminado sem que a Meta apresentasse elementos considerados suficientes para demonstrar o cumprimento das ordens.

“A persistência do descumprimento, a poucos dias do segundo turno, evidencia a insuficiência da multa fixada”, registra a decisão citada pela AFP.

A discussão chegou à Justiça Eleitoral depois que a campanha de Lula acusou a Meta de interferência na disputa eleitoral e de restringir conteúdos do presidente no Instagram e no WhatsApp. O PT também alegou existir uma “seletividade algorítmica” envolvendo a inteligência artificial integrada ao WhatsApp.

A Meta nega ter favorecido qualquer candidatura. A empresa reconheceu falhas, entre elas a desativação equivocada de anúncios da campanha de Lula, mas afirmou que os episódios decorreram de problemas técnicos e não atingiram exclusivamente o Brasil.

Na semana passada, representantes da empresa também participaram de reunião com o TSE para discutir medidas relacionadas à desinformação e ao funcionamento das plataformas durante a reta final das eleições. O tribunal destacou, na ocasião, a necessidade de garantir “paridade de armas” entre as duas campanhas.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: TSE/Divulgação

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Justiça proíbe Salgueiro Atlético Clube de usar Estádio Cornélio de Barros após problemas estruturais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão judicial que impede o Salgueiro Atlético Clube de vender ingressos, realizar partidas, treinos ou qualquer outro evento esportivo no Estádio Municipal Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. A medida atende a pedido da 2ª Promotoria de Justiça do município. A ação foi apresentada […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão judicial que impede o Salgueiro Atlético Clube de vender ingressos, realizar partidas, treinos ou qualquer outro evento esportivo no Estádio Municipal Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. A medida atende a pedido da 2ª Promotoria de Justiça do município.

A ação foi apresentada após o MPPE identificar problemas estruturais que, segundo o órgão, comprometem as condições de utilização do estádio. O processo tramita sob o número 0003762-11.2026.8.17.3220.

De acordo com o promotor de Justiça Otávio Machado, uma vistoria realizada no dia 10 de setembro identificou rachaduras nas arquibancadas, comprometimento da estabilidade do muro sul, um buraco em área de circulação e instalações elétricas expostas.

“Após vistoria realizada no dia 10 de setembro, ficou evidente a inviabilidade do uso do Cornélio de Barros pela presença de rachaduras em arquibancadas, comprometimento da estabilidade do muro sul, buraco em área de circulação e instalações elétricas expostas”, afirmou o promotor.

Segundo o MPPE, o estádio, localizado em Salgueiro, também foi reprovado no laudo de segurança da Polícia Militar, não possui atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros e recebeu avaliação sanitária desfavorável.

Com a decisão, o Salgueiro Atlético Clube fica impedido de comercializar ingressos e de promover partidas, treinamentos ou outros eventos esportivos no Cornélio de Barros.

Foto: Reprodução

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Band não avaliou riscos e contribuiu pora o boixo nível do Debate entre Lula e Flávio

No meu comentário desta segunda-feira (19) para o Jornal Itapuama, analiso a organização e a condução do debate promovido pela TV Band. Segundo minha avaliação, a emissora falhou na avaliação dos riscos e tem responsabilidade direta pelo baixo nível do confronto. Destaco que, diferentemente do papel histórico dos convidados (que atuavam como observadores da lisura), […]

No meu comentário desta segunda-feira (19) para o Jornal Itapuama, analiso a organização e a condução do debate promovido pela TV Band.

Segundo minha avaliação, a emissora falhou na avaliação dos riscos e tem responsabilidade direta pelo baixo nível do confronto. Destaco que, diferentemente do papel histórico dos convidados (que atuavam como observadores da lisura), a presença de figuras na plateia serviu para interferir e provocar.

Concluo ressaltando que eventos desse porte exigem regras mais rígidas como a limitação da plateia a poucos assessores para conter cenários inflamados e mitigar riscos de novos tumultos.

Clique no link e ouça o comentário completo.

 

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Anchieta Patriota diz que Lula venceu debate da Band e critica desempenho de Flávio Bolsonaro

O ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota (PSB) avaliou, em vídeo, o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizado neste domingo (18). Ex-candidato a deputado federal nas eleições deste ano, ele declarou apoio ao presidente e afirmou que Lula teve melhor desempenho no confronto. Na gravação, Anchieta comparou a participação dos dois candidatos e […]

O ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota (PSB) avaliou, em vídeo, o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizado neste domingo (18). Ex-candidato a deputado federal nas eleições deste ano, ele declarou apoio ao presidente e afirmou que Lula teve melhor desempenho no confronto.

Na gravação, Anchieta comparou a participação dos dois candidatos e afirmou considerar Lula mais preparado para o debate. Ao comentar a atuação de Flávio, disse que o candidato do PL não teria respondido aos questionamentos feitos pelo presidente durante o confronto.

“O debate foi claro, o vencedor foi Lula”, afirmou Anchieta. A avaliação representa a posição política do ex-prefeito sobre o encontro entre os presidenciáveis.

Anchieta também fez críticas à experiência e à preparação de Flávio para ocupar a Presidência. No vídeo, classificou o adversário de Lula como “sem preparo” e “sem qualificação” e afirmou que sentiu falta de propostas apresentadas pelo candidato durante o debate.

Ao tratar da reta final do segundo turno, o ex-prefeito direcionou a mensagem principalmente aos eleitores do Sertão do Pajeú e citou Carnaíba e outros municípios da região. Ele defendeu mobilização em favor da candidatura de Lula até a votação do próximo domingo (25).

Anchieta Patriota foi prefeito de Carnaíba e disputou uma vaga de deputado federal pelo PSB nas eleições deste ano.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a avaliação de Anchieta Patriota sobre o debate.

Imagem: Frame/Reprodução

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Futura: Flávio tem 50,4% e Lula 49,6% dos votos válidos; diferença cai para 0,8 ponto

Pesquisa Futura Inteligência divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,4% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,6% de Lula (PT). A diferença de 0,8 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico. A distância entre Flávio e Lula diminuiu pela metade em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na […]

Pesquisa Futura Inteligência divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,4% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,6% de Lula (PT). A diferença de 0,8 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico.

A distância entre Flávio e Lula diminuiu pela metade em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na sexta-feira (16). Naquela rodada, o candidato do PL aparecia com 50,8% dos votos válidos, enquanto o petista tinha 49,2%, uma diferença de 1,6 ponto percentual.

Na comparação entre as duas pesquisas, Flávio oscilou 0,4 ponto para baixo e Lula avançou na mesma proporção.

No cenário que considera todos os entrevistados, Flávio registra 48,3% das intenções de voto e Lula, 47,5%. Os que afirmam votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 2,4%, enquanto 1,9% estão indecisos ou preferiram não responder.

O levantamento também mediu a rejeição aos dois candidatos. Lula tem 47,4% de eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum, enquanto Flávio registra 45,8%. A diferença entre os índices é de 1,6 ponto percentual.

A Futura Inteligência entrevistou 2 mil eleitores nos dias 16 e 17 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador, metodologia conhecida como CATI.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela 100% Cidades e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06715/2026.

Fonte: Exame
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado/Flickr

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