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O ”bateu, levou” da campanha começa na web

Por Nill Júnior

O período de campanha para as eleições deste ano só começa, oficialmente, em julho, mas nas redes sociais já se instalou o clima eleitoral. Pode-se dizer que a “guerra virtual” entre os pré-candidatos iniciou de vez semana passada, quando foi publicado no perfil institucional do PT no Facebook um texto com ataques pessoais ao governador-presidenciável Eduardo Campos (PSB). O próprio socialista utiliza sua página na mesma rede social para desferir críticas ao governo federal.

Apesar do uso massivo das redes sociais por parte da classe política, o especialista em marketing digital Gabriel Rossi vê um erro de estratégia. “A campanha na internet tende a ser pautada pelo militante fervoroso, na desconstrução da imagem e da reputação do adversário nas urnas, observamos um treinamento militar por certos grupos de eleitores. É uma briga ‘São Paulo versus Palmeiras’. Enquanto isso, é perceptível que o eleitor médio está cansado destas acusações, que não levam a nada”, observa.

Foi exatamente aos militantes que a direção do PT atribuiu a publicação agressiva contra o governador. Responsável pela gestão de mídias sociais do partido, Alberto Cantalice classificou o texto como “um desabafo”, após “diversas provocações” do socialista. A cúpula petista negou que a mensagem representasse a posição da Executiva nacional, mas também não retirou do ar.

No entendimento de Gabriel Rossi, as equipes de Comunicação dos pré-candidatos não possuem uma estratégia definida para as redes sociais, que, hoje, é a forma mais direta de contato com os eleitores.

Além disso, pela observação do clima que já se instalou no meio digital, ele prevê que a campanha deste ano será “a mais suja de todos os tempos”, pautada mais do que nunca em ataques no lugar de discussão de propostas.

A utilização da rede social nas campanhas recebeu pela primeira vez uma regulamentação com a sanção, no fim do ano passado, da Lei nº 12.891/2013, conhecida como minirreforma eleitoral. Entre outros aspectos, a nova legislação define que a realização de prévias partidárias e manifestação e o posicionamentos políticos nas redes sociais não serão considerados propaganda antecipada (isto é, crime eleitoral). Como foi aprovado a menos de um ano das eleições, o texto não valerá para o pleito de outubro.

Em 2012, havia a determinação pela Justiça de que a utilização do Twitter, outra rede social, por pré-candidatos antes do período oficial de campanha seria considerada infração. Este entendimento, porém, foi reformulado em setembro do ano passado, quando a maioria do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliou que não há propaganda antecipada, já que as mensagens publicadas no meio só chegam a usuários previamente aceitos entre si.

“A rede social não leva ao conhecimento geral e indeterminado as manifestações nela divulgadas”, anotou o ministro Dias Toffoli, relator de um recurso apresentado pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN) contra multa aplicada pela Justiça Eleitoral do Rio Grande Norte, por ter postado em sua conta no microblog, no ano anterior, pronunciamentos de lideranças políticas do Estado favoráveis a sua então pré-candidatura a prefeito de Natal.

Outras Notícias

Ivan Moraes inaugura Comitê no Recife e aposta na militância para ampliar campanha

Ivan Moraes (PSOL), candidato ao Governo de Pernambuco, inaugurou neste domingo (23), o Comitê 50, no bairro do Derby, área central do Recife. Instalado na Casa Marielle Franco, sede do Diretório Estadual do PSOL, o espaço será utilizado como um dos pontos de mobilização da candidatura ao longo da campanha. A inauguração reuniu militantes e […]

Ivan Moraes (PSOL), candidato ao Governo de Pernambuco, inaugurou neste domingo (23), o Comitê 50, no bairro do Derby, área central do Recife. Instalado na Casa Marielle Franco, sede do Diretório Estadual do PSOL, o espaço será utilizado como um dos pontos de mobilização da candidatura ao longo da campanha.

A inauguração reuniu militantes e apoiadores e contou com oficinas, atividades culturais e ações voltadas à organização eleitoral. Ivan afirmou que pretende utilizar a participação da militância para ampliar a circulação de suas propostas entre os eleitores pernambucanos.

O candidato disputa o Governo do Estado pela Frente Pernambuco de Luta, formada pela Federação PSOL/Rede e pelo PCB.

Ao falar sobre a estrutura da candidatura, Ivan reconheceu que sua campanha trabalha com uma equipe reduzida e dispõe de menos recursos que as campanhas dos principais adversários. Segundo ele, a estratégia será compensar essa diferença com a mobilização dos apoiadores.

“A gente tem uma equipe muito pequena. A equipe possível. A melhor equipe que a gente conseguiu formar. Só tem gente empolgada para fazer campanha, só tem gente a fim de espalhar a mensagem da gente”, afirmou.

A diferença de estrutura também aparece no horário eleitoral gratuito. Na divisão do tempo destinado aos candidatos ao Governo de Pernambuco, Ivan terá 35 segundos por bloco. João Campos (PSB) contará com 4 minutos e 21 segundos, enquanto Raquel Lyra (PSD) terá 4 minutos e 3 segundos.

Ivan afirmou que cultura, participação política e mobilização serão utilizadas pela candidatura para tentar ampliar sua presença no Estado ao longo das próximas semanas de campanha.

Foto: Ingrid Veloso
Fonte: Diário de Pernambuco

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Opinião: Datafolha gerou ambiente psicológico favorável a Raquel; João aposta em guia, Lula e Eduardismo

A Coluna perguntou ao diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, qual sua visão sobre a pesquisa Datafolha, divulgada na noite da última sexta-feira. Ronald confirma a percepção de que o efeito psicológico da pesquisa favoreceu Raquel Lyra e seus aliados. Isso porque mesmo a manutenção média da vantagem – eram 6%, hoje 7% – mantém […]

A Coluna perguntou ao diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, qual sua visão sobre a pesquisa Datafolha, divulgada na noite da última sexta-feira.

Ronald confirma a percepção de que o efeito psicológico da pesquisa favoreceu Raquel Lyra e seus aliados.

Isso porque mesmo a manutenção média da vantagem – eram 6%, hoje 7% – mantém a impressão de quadro inalterado e, pela primeira vez, com sua liderança além da margem de erro.

“Sob o aspecto psicológico, a pesquisa é muito positiva pra governadora. É a primeira pesquisa após a virada onde ela lidera fora da margem de erro”.

Ele diz que outro dado positivo é que ela tem aprovação de 66%, com ótimo e bom de 50%. “Isso cria uma espécie de escudo em relação aos questionamentos da oposição.

Claro, Ronald destaca que isso não tira o equilíbrio da disputa e que João está confiando em fatos como a vinda de Lula e o início do guia no rádio e na TV. “Vai apostar numa total vinculação com o Lulismo, numa vinda do presidente a Pernambuco, no guia eleitoral pra fazer uma defesa da gestão dele no Recife e no Eduardismo, já que pra muitos pernambucanos , Eduardo foi o maior governador da história de Pernambuco”.

Para Falabella, se isso será capaz de transpor o escudo que Raquel criou com avaliação de governo, com o discurso de “pernambuquismo”, até explorando a relação com Lula, só o curso da campanha vai dizer. “Há de se considerar também o imponderável da política, um fato novo, por exemplo”.

“Hoje, de fato essa pesquisa gera um ambiente de favoritismo, algo normal para o número. Acredito entretanto que o processo continuará com esse equilíbrio até o final. Na indica que ela vai alargar essa diferença”.

Ronald teve o cuidado de fazer a conta de quantos votos essa diferença representa hoje: cerca de 400 mil votos.

Pediatria alerta para uso indevido de canetas emagrecedoras entre crianças e adolescentes

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras” por crianças e adolescentes sem indicação e acompanhamento médico pode trazer riscos importantes à saúde. O alerta foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que também chama atenção para a utilização dessas substâncias exclusivamente com finalidade estética. Os medicamentos agonistas do receptor GLP-1 possuem indicações […]

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras” por crianças e adolescentes sem indicação e acompanhamento médico pode trazer riscos importantes à saúde. O alerta foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que também chama atenção para a utilização dessas substâncias exclusivamente com finalidade estética.

Os medicamentos agonistas do receptor GLP-1 possuem indicações específicas, entre elas o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Segundo a SBP, mesmo quando há diagnóstico dessas doenças, a prescrição deve ser feita após avaliação individualizada e não ocorre de forma automática.

Entre os possíveis problemas associados ao uso inadequado estão déficit de crescimento e desenvolvimento, desidratação, alterações nos níveis de eletrólitos, perda de massa muscular, pancreatite aguda e complicações na vesícula.

A entidade também alerta que a busca pelo medicamento apenas para modificar a aparência corporal pode contribuir para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal.

“Canetas emagrecedoras” não são indicadas para adolescentes com peso adequado que pretendam apenas perder peso por razões estéticas, reforça a SBP.

Efeitos adversos

Os efeitos mais frequentemente associados ao tratamento são gastrointestinais, especialmente durante o período de aumento gradual da dose. Náuseas, vômitos, refluxo, azia, diarreia e constipação estão entre os sintomas relacionados pela entidade.

A perda de massa magra também exige acompanhamento. Entre as complicações consideradas potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase, caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar.

A SBP ressalta, entretanto, que existem evidências de eficácia e segurança desses medicamentos para adolescentes quando utilizados dentro dos critérios médicos estabelecidos e associados a mudanças no estilo de vida. O alerta está concentrado na banalização e no uso sem acompanhamento.

Avaliação deve ser individualizada

Antes de prescrever o medicamento, o profissional deve considerar fatores como gravidade da obesidade ou do diabetes, presença de outras doenças, resposta a tratamentos anteriores, riscos potenciais e possibilidade de acompanhamento do paciente.

A entidade também recomenda que o tratamento seja associado a intervenções relacionadas à alimentação, atividade física e outros hábitos de vida.

Outro alerta é para medicamentos de origem desconhecida ou sem registro sanitário. A SBP contraindica o uso de produtos clandestinos, importados sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de procedência não comprovada.

A sociedade médica sugere ainda substituir a expressão “canetas emagrecedoras” por “medicamentos para tratar a obesidade”. Segundo a entidade, o termo deixa mais claro que a obesidade é uma doença crônica e que o objetivo do tratamento não se resume à perda de peso.

A SBP aponta como contraindicações situações como gestação e amamentação, hipersensibilidade ao princípio ativo e histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. Pacientes com histórico de pancreatite precisam de avaliação médica individualizada.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: Reprodução

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Sarampo volta a acender alerta no Brasil e vacinação segue como principal forma de prevenção

O registro de novos casos de sarampo voltou a colocar autoridades de saúde em alerta no Brasil. Até o fim de julho, o Ministério da Saúde havia confirmado 17 casos da doença em 2026. Desse total, três registros já haviam sido encerrados sem risco de disseminação e 14 permaneciam em acompanhamento no estado de São […]

O registro de novos casos de sarampo voltou a colocar autoridades de saúde em alerta no Brasil. Até o fim de julho, o Ministério da Saúde havia confirmado 17 casos da doença em 2026. Desse total, três registros já haviam sido encerrados sem risco de disseminação e 14 permaneciam em acompanhamento no estado de São Paulo. 

Os casos em acompanhamento estavam distribuídos entre a capital paulista, com 11 registros, São Bernardo do Campo, com dois, e Guarulhos, com um. As ocorrências levaram ao reforço das ações de vigilância epidemiológica e vacinação nessas localidades.

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível. O vírus pode permanecer suspenso no ar por até duas horas após uma pessoa infectada deixar determinado ambiente, o que facilita a transmissão.

A principal forma de prevenção é a vacinação. A tríplice viral, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Diante da circulação do vírus em áreas de São Paulo, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A medida contempla pessoas de 6 meses a 59 anos durante a campanha de multivacinação realizada na região. 

Dose zero para bebês

Outra medida adotada em situações de circulação do vírus é a chamada “dose zero”, destinada a crianças de 6 a 11 meses.

Essa aplicação funciona como proteção adicional antes do início do esquema previsto no calendário de rotina. A dose zero não substitui as doses que a criança deverá receber posteriormente: a primeira está prevista aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. 

Pais e responsáveis devem, portanto, manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde em caso de dúvidas sobre o esquema indicado para cada faixa etária.

Adultos também devem conferir vacinação

A atenção não se restringe às crianças. Adultos que não sabem se receberam a vacina ou que não possuem comprovação das doses devem procurar um serviço de saúde para verificar se há necessidade de atualização do esquema vacinal.

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para impedir novas cadeias de transmissão. O Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, recuperado em 2024. A ocorrência de casos isolados ou relacionados à importação do vírus, portanto, não significa que a doença tenha voltado a circular de forma endêmica no país. 

Fonte: Diário de Pernambuco

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Datafolha: 50% dos eleitores veem possibilidade de interferência estrangeira nas eleições

Metade dos eleitores brasileiros acredita que outros países podem interferir nas eleições de 2026. É o que mostra pesquisa Datafolha realizada entre terça-feira (18) e quinta-feira (20), com 2.058 entrevistados em diferentes regiões do país. De acordo com o levantamento, 50% consideram possível algum tipo de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Outros 43% afirmam […]

Metade dos eleitores brasileiros acredita que outros países podem interferir nas eleições de 2026. É o que mostra pesquisa Datafolha realizada entre terça-feira (18) e quinta-feira (20), com 2.058 entrevistados em diferentes regiões do país.

De acordo com o levantamento, 50% consideram possível algum tipo de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Outros 43% afirmam não acreditar nessa possibilidade, enquanto 8% não souberam ou não responderam.

Entre todos os entrevistados, 32% dizem acreditar que a interferência pode ocorrer e consideram isso um problema. Outros 18% também veem possibilidade de intromissão de outros países, mas não consideram a situação problemática.

A percepção varia entre os eleitores dos dois candidatos que lideram a disputa presidencial.

Entre aqueles que declaram intenção de voto no presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 36% acreditam na possibilidade de interferência estrangeira e consideram que isso representaria um problema. Outros 9% veem possibilidade de interferência, mas dizem que ela não seria problemática. Já 46% dos eleitores de Lula não acreditam que outros países possam interferir no pleito.

No eleitorado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), 24% acreditam que uma interferência poderia ocorrer e seria um problema. Outros 32% veem a possibilidade, mas não consideram que ela representaria um problema. Entre os eleitores de Flávio, 39% não acreditam em interferência estrangeira.

A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela Rede Globo. O Datafolha ouviu 2.058 eleitores entre os dias 18 e 20 de agosto, em locais de fluxo populacional.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026.

Fonte: Estadão

Imagem: Reprodução

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