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Nos bastidores, Bolsonaro diz a aliados que não vai ceder às declarações de Maia

Por Nill Júnior

Apesar de ter dito em entrevista que está “aberto ao diálogo” para contornar a crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente Jair Bolsonaro confidenciou a auxiliares que não está disposto a ceder ao parlamentar, que decidiu se afastar da articulação política da reforma da Previdência.

O mandatário, de acordo com uma fonte do governo, classifica o episódio de Maia como “pressão do Congresso por cargos e vantagens”.

“Na avaliação do chefe do Executivo”, segundo relatou a mesma fonte ao O GLOBO, “há uma tentativa de afundar o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, enfraquecer a Operação Lava-Jato e sacrificar pautas em troca da Previdência.

Bolsonaro teria confessado, ainda, ter ficado “indisposto” com Maia após ter escalado políticos de partidos de esquerda para analisar o pacote de Lei Anticrime. O presidente da Câmara indicou os deputados Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Paulo Teixeira (PT-SP) para analisar a proposta. A relatoria do projeto, no entanto, foi entregue ao Capitão Augusto (PR-SP), integrante da chamada Bancada da Bala.

Na capital chilena onde participa de um encontro de líderes sul-americanos, Bolsonaro disse que gostaria de saber o porquê de Maia ter se afastado:

Eu quero saber o motivo. Estou sempre aberto ao diálogo. Eu estou fora do Brasil, quero saber qual o motivo. Eu não dei motivo para ele sair – disse o presidente ao ser perguntado por jornalistas se via com preocupação a desmobilização de Maia para buscar apoio no Congresso para aprovar a reforma.

Na mesma entrevista, o presidente saiu em defesa do filho Carlos Bolsonaro e afirmou que o post do vereador não seria motivo para a saída de Maia. Na quinta-feira, Carlos Bolsonaro escreveu em uma rede social que “há algo bem errado que não está certo” e compartilhou a resposta do ministro da Justiça, Sergio Moro, à decisão de Maia de não dar prioridade ao projeto que prevê medidas para combater o crime organizado e a corrupção.

“Se essa foi a causa, acho que o Brasil todo está indignado com a demora da votação do projeto anticrime. Nós, no Brasil, não conseguimos viver com 60 mil homicídios por ano. Foi esse o motivo? Se foi esse o motivo, eu lamento. Não é motivo”, disse o presidente.

Outras Notícias

Após escala no Equador, avião com Flávio Bolsonaro decola para Miami; chegada está prevista para as 10h40

O avião que transporta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família decolou do Equador em direção a Miami, nos Estados Unidos, às 6h22 desta quarta-feira (28), no horário de Brasília. Segundo informações divulgadas pelo G1, a previsão é de que a aeronave chegue ao aeroporto Opa-locka Executive por volta das 10h40. A aeronave, identificada […]

O avião que transporta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família decolou do Equador em direção a Miami, nos Estados Unidos, às 6h22 desta quarta-feira (28), no horário de Brasília. Segundo informações divulgadas pelo G1, a previsão é de que a aeronave chegue ao aeroporto Opa-locka Executive por volta das 10h40.

A aeronave, identificada pela matrícula LV-JQW, havia pousado às 5h46 em Guayaquil, no Equador, para uma breve escala. O trajeto começou na Argentina e passou pelo espaço aéreo do Paraguai, da Bolívia e do Peru, sem sobrevoar o território brasileiro.

Flávio deixou o Brasil acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das duas filhas, Carolina e Luiza. A passagem da família pela Argentina foi confirmada oficialmente pela Direção Nacional de Migrações do país.

De acordo com o órgão, o grupo atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina, às 22h50 de terça-feira (27).

As autoridades argentinas informaram que os quatro apresentaram documentos válidos e não encontraram impedimentos para a entrada no país. Cerca de 40 minutos depois, a família embarcou em um voo particular operado pela empresa Baires Fly, com destino ao Equador.

A confirmação do trajeto contraria informações divulgadas por aliados de Flávio ao longo de terça-feira, quando afirmaram que o senador já havia chegado aos Estados Unidos. Os registros oficiais indicam que ele ainda estava na Argentina naquela noite.

Segundo a reportagem, uma fonte de alto escalão do Departamento de Estado americano informou, na terça-feira, que o governo de Donald Trump concederia vistos ao senador e à família.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Mauro Pimentel/ Reprodução TV Globo

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Aliados mentiram sobre Flávio para enganar autoridades. Senador ficou até 22h50 no Brasil

Agora, a suspeita é de que aliados enganaram imprensa e autoridades ao dizer que não sabiam de seu paradeiro. Flávio só saiu da mansão em Brasília por volta das 19h de terça-feira (27), em um comboio. Flávio entrou no país às 22h50, cruzando a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu. Às 23h30, embarcou […]

Agora, a suspeita é de que aliados enganaram imprensa e autoridades ao dizer que não sabiam de seu paradeiro.

Flávio só saiu da mansão em Brasília por volta das 19h de terça-feira (27), em um comboio. Flávio entrou no país às 22h50, cruzando a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu. Às 23h30, embarcou em um voo privado da Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador. Já pousou lá.

O empresário Simón Levy, que se apresenta como aliado de Donald Trump afirmou que Flávio já estava nos EUA e atribuiu a articulação ao secretário de Estado Marco Rubio. Chamou a movimentação de “Operação Alba”. Era mentira pra desviar as atenções.

No Brasil, Rogério Marinho e aliados diziam não saber onde Flávio estava. “Vocês devem saber mais que a gente”, disse Marinho de forma irônica aos jornalistas.

A suspeita é de que tudo fez parte de um grande plano para driblar as atenções da imprensa enquanto Flávio armava a fuga. Agora, a apuração deve buscar saber quem o ajudou entre políticos do PL, aliados e até possivelmente agentes federais e de fronteira.

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Apoio a Flávio Bolsonaro já é explorado por adversários de Trump em meio ás eleiçoes nos EUA

A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos sob a proteção de Donald Trump virou mais um ativo para os Democratas, favoritos a terem maioria do controle da Câmara dos Representantes e no Senado nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro. A desaprovação do presidente dos Estados Unidos atingiu níveis recordes […]

A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos sob a proteção de Donald Trump virou mais um ativo para os Democratas, favoritos a terem maioria do controle da Câmara dos Representantes e no Senado nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro.

A desaprovação do presidente dos Estados Unidos atingiu níveis recordes negativos, variando entre 65% e 68%. A insatisfação com sua gestão e índices econômicos é motivo de guinada na votação. Trump corre sério risco de perder o controle das duas casas e não ter os mesmos poderes quase monárquico de hoje.

E a decisão de abrigar Flávio Bolsonaro já é explorada. O deputado democrata norte-americano Joaquin Castro disse ontem que “perder uma eleição não é motivo para asilo”. Ele também declarou que Flávio Bolsonaro é investigado no Brasil por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e questionou se o governo Trump teria ajudado o senador a deixar o país em desacordo com a legislação brasileira.

Na opinião pública americana, esse pode ser mais um episódio que denuncia a conduta de Trump.

Estratégia

Trump usa o caso para mentir e acusar o processo eleitoral no Brasil como suspeito, para atacar a eleição americana, onde pode perder e busca o mesmo argumento de 2020, quando perdeu a reeleição para Joe Biden.

Aqui, o partido de Flávio, Tarcísio de Freitas, Rogério Marinho e o Presidente do STF, Kassio Nunes Marques, aliado dos Bolsonaro, já reconheceram a derrota e a lisura do processo. Chefes de Estado e organismos internacionais também. Ou seja, vai colar muito menos que as queixas de “prisão política” sobre Bolsonaro.

Trump deve ser pressionado, mas não deve recuar. E a decisão pode lhe custar votos. Outra questão é que o seu mandato termina em 20 de janeiro de 2029. Se for substituído por um Democrata ou mesmo um Republicano moderado, o apoio e abrigo aos Bolsonaros pode estar com os dias contados.

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Flávio ficou na Argentina enquanto aliados plantavam notícia de que já estava nos EUA. Agora, está a caminho da Bolivia e vai a América

Rede de mentiras O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família chegaram ao Equador na manhã desta quarta-feira (28), em voo que partiu da Argentina e que tem destino a Miami. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, o voo LV-JQW pousou em Guayaquil às 5h46 no horário de Brasília e não cruzou espaço aéreo […]

Rede de mentiras

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família chegaram ao Equador na manhã desta quarta-feira (28), em voo que partiu da Argentina e que tem destino a Miami.

Segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, o voo LV-JQW pousou em Guayaquil às 5h46 no horário de Brasília e não cruzou espaço aéreo brasileiro —sobrevoou o Paraguai, Bolívia e Peru.

Flávio Bolsonaro (PL) e três familiares entraram na Argentina na noite de terça-feira (27) pela Ponte Internacional Tancredo Neves (anteriormente conhecida como Ponte da Fraternidade), na província de Misiones (em Foz do Iguaçu, pelo lado do Brasil), segundo informou a Direção Nacional de Migrações da Argentina. Como não entregou o passaporte à PF, estava com documentação legal.

De acordo com o plano de voo informado pelas autoridades argentinas, o destino da aeronave era Guayaquil, no Equador.

Detalhe: Daniel Noboa, presidente do Equador, está alinhado politicamente à direita, a Trump, e tem afinidade ideológica com Flávio Bolsonaro.

A jogada

Agora, conclui-se que aliados de Flávio plantaram na imprensa a informação de que ele já estava em solo americano e desviaram as atenções, enquanto outra frente trabalhava a ida para os EUA.

Flávio não era condenado, mas tinha três inquéritos em andamento. O STF pediu seus passaportes para que ele pudesse responder aos crimes no Brasil, principalmente porque tem foro privilegiado e iria perdê-lo pela primeira vez em janeiro.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O dinheiro teria servido para manter o irmão Eduardo nos EUA.

Outro investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo operações com plataformas de apostas on-line (bets) e a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido em escândalos como do INSS.

Flávio ainda é acusado de ligação com milicianos, escapou por decurso de prazo do caso das rachadinhas e teve aumento do patrimônio incompatível com a renda de senador.

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Mendonça Filho anuncia ação judicial contra Lula da Fonte após troca de acusações nas redes sociais

O deputado federal Mendonça Filho (PL) anunciou que pretende acionar a Justiça contra o também deputado federal Lula da Fonte (PP), após uma troca de acusações nas redes sociais. O parlamentar afirmou, nessa terça-feira (27), que ingressará com uma ação por calúnia e difamação, alegando que declarações do adversário atingiram sua honra e apresentaram informações […]

O deputado federal Mendonça Filho (PL) anunciou que pretende acionar a Justiça contra o também deputado federal Lula da Fonte (PP), após uma troca de acusações nas redes sociais. O parlamentar afirmou, nessa terça-feira (27), que ingressará com uma ação por calúnia e difamação, alegando que declarações do adversário atingiram sua honra e apresentaram informações falsas sobre sua trajetória política.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendonça reagiu a acusações de que teria sido preso por infração eleitoral, indiciado por suspeita de recebimento de propina e favorecido instituições privadas durante sua passagem pelo Ministério da Educação, no governo Michel Temer.

“Vou te acionar na justiça para mostrar que você está mentindo a respeito da minha biografia”, declarou Mendonça.

O deputado afirmou que nunca respondeu a processos judiciais e relacionou o conflito à derrota eleitoral de Eduardo da Fonte (PP), pai de Lula da Fonte, que terminou em quarto lugar na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado nas eleições deste ano.

A discussão mais recente começou depois que Lula da Fonte publicou uma montagem classificando Mendonça como o maior perdedor da história política de Pernambuco. O ex-ministro respondeu destacando os cargos que ocupou e fazendo críticas à trajetória política de Eduardo da Fonte.

Na sequência, Lula da Fonte mencionou episódios envolvendo Mendonça e a Justiça, incluindo uma ocorrência registrada durante as eleições de 2010.

Naquele ano, Mendonça Filho foi detido pela Polícia Federal após realizar uma carreata no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, no dia da votação. Ele prestou depoimento na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e foi liberado.

Outro episódio citado no embate envolve informações que chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante a Operação Lava Jato. Um documento encaminhado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mencionava uma suspeita de recebimento indevido de R$ 100 mil na campanha de 2014.

A defesa de Mendonça contestou as informações. Posteriormente, o ministro Teori Zavascki determinou a retirada das referências ao parlamentar do processo, diante da inconsistência dos elementos apresentados.

A detenção em 2010 e a menção no documento da Lava Jato não equivalem, por si só, a condenações criminais.

Os atritos entre Mendonça Filho e a família Da Fonte se intensificaram durante a campanha eleitoral deste ano.

Eduardo da Fonte chegou a recorrer à Justiça Eleitoral para impedir que Mendonça utilizasse o nome da governadora Raquel Lyra (PSD) em sua propaganda. O episódio provocou novas críticas públicas entre os dois grupos.

Com o anúncio da ação judicial, a divergência entre Mendonça Filho e Lula da Fonte poderá chegar à Justiça. Até a divulgação da reportagem, não havia confirmação de que o processo tivesse sido protocolado.

Procurada pelo Diário de Pernambuco, a assessoria de Lula da Fonte não respondeu aos questionamentos sobre a iniciativa anunciada por Mendonça até o fechamento da matéria.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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