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No Recife, Lucas Ramos recebe especialista em Sistema prisional

Por André Luis

Atento aos problemas enfrentados pelos estados brasileiros no sistema prisional, o deputado estadual Lucas Ramos (PSB) se coloca diante das discussões e procura desenvolver propostas que possam ser aplicadas em Pernambuco para melhorar as condições das penitenciárias e presídios estaduais. Para apresentar suas ideias, o parlamentar recebeu nesta quarta-feira (25) o ex-secretário de Justiça do Espírito Santo, Ângelo Roncalli, e o acompanhou em uma rodada de entrevistas a jornalistas no Recife.

O deputado destacou ser importante ouvir a experiência do ex-secretário capixaba. “O trabalho desenvolvido por Roncalli no Espírito Santo por quase sete anos mudou a realidade do sistema prisional do estado, que deixou de ser alvo de graves denúncias e crises para se transformar em um modelo a ser aplicado em todo o Brasil”, detalhou Lucas.

Neste período, foram investidos R$ 500 milhões na reforma e construção de presídios. Eram 13 unidades em 2005 e são 35 em 2017, com mais três previstas para o próximo ano. “A construção de novos presídios precisa seguir o padrão de pequenas unidades, para até 500 presos, para que possa ser promovida a ressocialização efetiva das pessoas em conflito com a lei”, resumiu.

Ângelo Roncalli explicou que a recuperação dos detentos só pode ser realizada com uma estrutura adequada, a realização de ações como cursos que promovam a redução de pena e o acompanhamento social dos reeducandos após a saída das prisões. “As cadeias que antes eram alvo de denúncias de violação dos direitos humanos hoje servem como exemplo de gestão carcerária para o Brasil”, frisou Roncalli.

Em Pernambuco, Lucas defende a reestruturação do sistema prisional com a criação de pequenos presídios em áreas distantes dos centros urbanos, mas dotadas da infraestrutura necessária para efetiva recuperação do cidadão. Para financiar a construção e a manutenção, o deputado propõe a criação de linhas de crédito junto a bancos públicos para garantir os investimentos dos estados.

“Todos os agentes precisam se unir de forma permanente em torno do problema e não apenas em momentos de crise como este que estamos passando”, salientou o vice-líder do governo na Assembleia Legislativa.

Para o Conselho Nacional de Justiça, seria necessário um investimento de R$ 10 bilhões para acabar com o atual déficit penitenciário, cifra que, de acordo com o ex-secretário, ainda é insuficiente. “Para resolver os problemas a curto e médio prazos o valor é maior porque exige uma atuação conjunta de entidades públicas e sociedade civil. As cidades, por exemplo, precisam incluir em seus planos diretores áreas destinadas a instalação de presídios”, garantiu Ângelo.

Quanto ao Complexo Penitenciário do Curado, no Recife, Roncalli é enfático. “Por sua localização inadequada, arquitetura ultrapassada e problemas somados ao longo de décadas, a desativação é urgente e precisa ser discutida”, sentenciou.

O deputado Lucas Ramos propõe uma permuta do terreno onde está instalado o complexo. “O Estado cederia o terreno para construtoras que, em troca, ficariam responsáveis pelo erguimento de pequenas unidades-modelo longe da zona urbana, como apresentamos em nossa proposta”, resumiu.

Lucas e Roncalli visitaram o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, onde concederam entrevistas à Rádio Jornal e ao Jornal do Commercio. Em seguida, reuniram-se com o vice-presidente do Diário de Pernambuco, Maurício Rands. “Apresentamos ideias modernas, já aplicadas em outros países, e que podem ser repetidas no Brasil”, finalizou o deputado.

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O blog e a história: antes de hoje, a eleição mais dura da história

João Paulo vence Roberto Magalhães em disputa apertada Kennedy Alencar e Fábio Guibu – Folha de São Paulo  – em 30 de outubro de 2000. Há 20 anos. O segundo turno em Recife decidiu-se no olho mecânico. O deputado estadual João Paulo (PT), 47, derrotou o adversário, Roberto Magalhães (PFL), 67, na disputa pela prefeitura […]

João Paulo vence Roberto Magalhães em disputa apertada

Kennedy Alencar e Fábio Guibu – Folha de São Paulo  – em 30 de outubro de 2000. Há 20 anos.

O segundo turno em Recife decidiu-se no olho mecânico. O deputado estadual João Paulo (PT), 47, derrotou o adversário, Roberto Magalhães (PFL), 67, na disputa pela prefeitura da cidade.

Com todas as urnas apuradas, João Paulo teve 50,38% dos votos válidos. Magalhães, 49,62%. Petistas comemoravam nas ruas. A cidade foi tomada pelo buzinaço dos vencedores. O pefelista admitiu a derrota, dizendo que “perder uma batalha é próprio de todo guerreiro”.

João Paulo venceu Roberto Magalhães por 5.835 votos (382.988, contra 377.153), e vai governar a cidade pelo período de 1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004.

Além da disputa urna a urna, os cabos eleitorais do PFL e do PT só não entraram em guerra nas ruas da capital pernambucana devido à intervenção do Exército, convocado para substituir policiais militares que estão em greve há 12 dias. Há 3.000 militares em Recife para garantir a segurança.

O tom de beligerância foi dado logo cedo pelos dois candidatos. “A guerra está estabelecida”, disse João Paulo, às 8h40, ao convocar a militância a fazer boca-de-urna. “Agora, é ir à luta nas ruas”, afirmou Magalhães, ao chegar ao seu comitê, às 9h30.

Segundo o comitê de mobilização do PT, 20 mil militantes inscritos receberam a adesão de outros 20 mil manifestantes espontâneos para fazer boca-de-urna. De acordo com o PFL, havia 100 mil cabos eleitorais a seu favor.

Os números não puderam ser aferidos com precisão, mas as principais avenidas e ruas da cidade passaram o dia tomadas por partidários de ambos os lados.

No Colégio São Luís, às 11h30, foi preciso que seguranças do prefeito Magalhães fizessem um cordão de isolamento, com ajuda de militares, para que o candidato entrasse de carro no local de votação.

Em frente à escola, cerca de cem manifestantes do PT trocavam insultos com um grupo de pefelistas do mesmo tamanho.

“Pistoleiro, pistoleiro” e “Roberto Lampião”, diziam os petistas, referindo-se a um episódio no qual o prefeito foi armado a um jornal tirar satisfações com um colunista social. “Baderneiros, arruaceiros, bagunceiros, despreparados”, respondia a claque de Magalhães, repetindo bordões usados contra os petistas pela propaganda eleitoral de Magalhães.

Enquanto o carro do prefeito saía escoltado por um caminhão blindado do Exército, houve troca de empurrões e xingamentos aos berros entre os apoiadores dos dois candidatos. Os soldados com fuzis e cassetetes afastaram os manifestantes para cerca de cem metros da escola, onde o confronto continuou por meia hora.

“Deram um pontapé em um companheiro e nos chamaram para a briga”, disse o petista Túlio Figueiredo Peixoto, 18, estudante de direito. “Nós não provocamos, eles é que vieram aqui, onde o dr. Roberto vota, para fazer arruaça”, rebateu Isabel Cristine Estevão, 21, estudante de segundo grau.

No local de votação do candidato petista, não houve enfrentamento, mas ocorreu uma tumultuada invasão da seção eleitoral por cerca de 200 militantes que acompanhavam João Paulo aos gritos.

“Recife quer, Olinda clama, João Paulo e Luciana”, berravam eles, em alusão ao fato de dois candidatos de esquerda estarem disputando o segundo turno em duas cidades da região metropolitana -em Olinda, Luciana Santos (PC do B) venceu Jacilda Urquisa (PMDB).

Na saída, a mando do juiz eleitoral Fernando Cerqueira, soldados do Exército tomaram três bandeiras do PT. “Boca-de-urna em local de votação é proibida. Isso não vai acontecer mais”, afirmou o juiz, dando uma ordem que acabaria sendo quebrada durante todo o dia.

Por candidatura ao governo de PE, neta de Arraes desafia aliança PT-PSB

Do UOL Neta do ex-governador Miguel Arraes, vereadora do Recife pelo PT e prima do ex-governador Eduardo Campos, Marília Arraes está desafiando a aliança PT-PSB para ser candidata ao governo de Pernambuco. Seu antigo partido, PSB, e alas do PT defendem uma aliança em apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Nos últimos anos, […]

Foto: Avener Prado/Folhapress

Do UOL

Neta do ex-governador Miguel Arraes, vereadora do Recife pelo PT e prima do ex-governador Eduardo Campos, Marília Arraes está desafiando a aliança PT-PSB para ser candidata ao governo de Pernambuco. Seu antigo partido, PSB, e alas do PT defendem uma aliança em apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB).

Nos últimos anos, o PT foi um dos principais oponentes dos socialistas nas disputas pernambucanas, não só para o governo do estado, como para a prefeitura do Recife. Foi assim em 2012 e 2016 (quando teve candidato à prefeitura) e em 2014 (quando apoiou Armando Monteiro Neto, do PTB, ao governo).

Em 2018, o cenário nacional pesa na escolha de uma candidatura petista em Pernambuco. “A aliança viria para recuperar nossa bancada federal”, afirma o senador Humberto Costa, explicando a decisão da cúpula do partido (veja mais abaixo).

Para Elton Gomes, doutor em ciência política e professor da Faculdade Damas, a vereadora ficou “asfixiada por um projeto maior do partido nacional”.

“O momento é do PT se recuperar na representação proporcional, fazer uma boa quantidade de deputados. Essa é a lógica. A estrutura do PT é nacionalizada, verticalizada; não é como o PMDB, por exemplo, que funciona como uma confederação pelos estados”, afirma Gomes.

Os acordos podem rifar o sonho da vereadora, que tem mobilizado grande número de militantes petistas pela candidatura.

A decisão oficial do partido seria tomada em encontro estadual neste domingo (10), mas o PT adiou sua convenção para tentar minar o apoio à candidatura de Marília na executiva.

Apoio a impeachment como argumento

O principal argumento citado por Marília Arraes contra a aliança PT-PSB é que Paulo Câmara apoiou o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. “Eles querem usar a popularidade que Lula tem para manter esse projeto de poder. Toda movimentação é nesse sentido”, afirma ela. “Somos o segundo estado mais lulista do Brasil.”

No último dia 20, Marília reuniu cerca de 4.000 eleitores em um ato no Recife que defendeu tanto a sua candidatura como a liberdade do ex-presidente Lula. Recebeu vários apoios locais e nacionais, como a deputado federal Maria do Rosário e o ex-presidente da Câmara Marco Maia.

“Esta é uma aliança desvantajosa para o partido e nós podemos consolidar uma chapa competitiva de deputados federais e estaduais, que com o PSB será bem mais difícil”, diz Marília, defendendo a sua candidatura.

“Não trato política como assunto de família”

A insistência de Marília causou constrangimento a líderes petistas. No último dia 30, a aliança PT-PSB em Pernambuco foi colocada na mesa e debatida por meio de uma videoconferência entre líderes nacionais e pernambucanos do PT. Ficou apontada a necessidade de um aprofundamento das conversas dos partidos, o que os favoráveis à aliança comemoraram como um direcionamento.

Mesmo com o “direcionamento”, Marília afirma que se mantém na luta para disputar ao governo e usa a seu favor os números. Segundo pesquisa divulgada em maio, do instituto Múltipla, Marília Arraes aparece em empate técnico com o governador Paulo Câmara.

“Tenho sempre conversado com pessoas da direção nacional e sempre a gente tem um sinal verde para continuar andando, construindo a candidatura”, assegura.

Apesar de ser prima do falecido governador Eduardo Campos, há anos Marília marcha em campo diferente do grupo que lidera a política pernambucana.

“Não trato política como assunto de família, estamos em campos opostos”, afirma, citando ter contato com os primos apenas em eventos de família. “Eu não trato política como herança, não há espólio para ser herdado por parentes. As ideias que a gente concorda, a gente defende independentemente de ser família”, diz.

Senador petista defende aliança

Um dos maiores defensores da aliança PT-PSB no estado é o senador Humberto Costa (PT), que disputará a reeleição em 2018. Para ele, a principal motivação é nacional, visando reforçar a candidatura do ex-presidente Lula e porque o partido pretende ter alianças em vários Estados do país com os socialistas.

“Eu acho que é possível [aliança nacional PT-PSB], se não do ponto de vista formal, sem uma coligação, pelo menos teria o apoio em vários estados relevantes para nós. Por isso a decisão hoje é da executiva nacional”, alerta.

Localmente, ele afirma que defende união em torno do nome de Paulo Câmara para tentar, entre outros pontos, ter maior força par disputa dos cargos legislativos.

“Para o PT, é sair da condição de isolamento. A aliança viria para recuperar nossa bancada federal, possibilidade de eleger senador e retomar o partido que está muito fragilizado no Estado”, disse.

PT hoje é oposição

O PT é hoje oposição a Paulo Câmara. A deputada Teresa Leitão (PT), por sinal, é vice-líder da oposição e uma das maiores entusiastas da ideia de Marília disputar o governo do estado.

“Ouvimos pontos importantes nesta reunião, ditos pela presidente Gleisi [Hoffmann, do PT]. Um deles é que nada será fechado de forma unilateral e não haverá intervenção da nacional”, conta.

Ex-petista e atual líder do governo na Assembleia Legislativa, Isaltino Nascimento (PSB), avalia que uma eventual aliança será benéfica para os dois partidos e cita como motivo o cenário nacional.

“Já existe um ensaio de aproximação dos partidos como PT, PSOL, PSB, PDT, com o manifesto para um novo país. E as ideias de alianças são postas e há tempo para se definir”, diz. “Essa aliança nos fortalece, num processo maduro, sem que haja vencedores e vencidos e que possamos construir uma aliança para enfrentar esse momento adverso do país”, completa.

Segundo um deputado estadual socialista ouvido sob a condição de anonimato, a aliança com o PT já é discutida pela cúpula dos partidos há meses e a ratificação seria a melhor saída para os partidos. “Não tem como deixar de lado um momento desses para arriscar dividir o palanque do campo popular. Isso já foi debatido e decidido”, disse.

MP intervém para garantir celeridade em obras da Adutora

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto, em nome dos promotores do Pajeú, comentou a informação de que de que o DNOCS anunciou o cronograma com a possibilidade da água chegar em Tuparetama e São José do Egito até o dia 23. Mas alertou: “isso depende de uma série de fatores. O Ministério Público oficializou […]

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O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto, em nome dos promotores do Pajeú, comentou a informação de que de que o DNOCS anunciou o cronograma com a possibilidade da água chegar em Tuparetama e São José do Egito até o dia 23.

Mas alertou: “isso depende de uma série de fatores. O Ministério Público oficializou e vamos buscar um contato direto com o Presidente da Celpe para acelerar as ligações elétricas. Os testes de pressão vão ser feitos com um gerador trazido pela empresa MRM, mas água não vai poder ser bombeada para abastecimento com  gerador”.

Ele informou que houve um atraso no carro dos painéis elétricos. “Após isso, o próximo passo da luta é levar a água para Itapetim”. Afirmou também que a  Compesa vai ajudar para que, chegando água em São José, chegue na Adutora do Rosário, fazendo o caminho inverso e socorrendo  Iguaraci, Ingazeira e Jabitacá.

O promotor comenta que o MP destravou um debate de fronteira entre Tuparetama e São José do Egito. “Deverá haver uma desapropriação de uma área para a estação elevatória na saída de São José. Mas, a princípio, houve um questionamento  porque São José desapropriaria uma área que servirá para Itapetim”.

O MP  colocou para os Vereadores e Prefeitura de São José do Egito que deve-se superar essa discussão menor em nome da universalidade da água.

Pernambuco em Ação do Agreste Central é adiado

Em comunicado, a Secretaria de Imprensa do Governo de Pernambuco, avisa que o Seminário Pernambuco em Ação que aconteceria na Cidade de Caruaru, foi adiado devido a necessidade do governador Paulo Câmara ter que participar de reunião da Executiva Nacional do PSB em Brasília no próximo sábado (21). Leia: COMUNICADO Comunicamos que fica adiada a […]

Em comunicado, a Secretaria de Imprensa do Governo de Pernambuco, avisa que o Seminário Pernambuco em Ação que aconteceria na Cidade de Caruaru, foi adiado devido a necessidade do governador Paulo Câmara ter que participar de reunião da Executiva Nacional do PSB em Brasília no próximo sábado (21). Leia:

COMUNICADO

Comunicamos que fica adiada a realização da rodada do Seminário Pernambuco em Ação do Agreste Central, que ocorreria na cidade de Caruaru. A mudança foi necessária devido à grave crise nacional e à necessidade de o governador Paulo Câmara, como vice-presidente nacional do PSB, participar, na manhã deste sábado (21/05), em Brasília, da reunião da Executiva Nacional do partido. A nova data do Pernambuco em Ação do Agreste Central será divulgada em momento oportuno.

Secretaria de Imprensa do Governo de Pernambuco

Mortes por Covid-19 superam óbitos anuais por câncer de mama e acidente de moto

Dados desta sexta-feira (8) da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) apontam que Pernambuco registrou 82 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas e bateu um novo recorde. Durante esta semana, o estado registrou, diariamente, mais de 30 mortes. Na segunda (4), foram 39. Na terça, o número subiu para 58, até então a maior […]

Dados desta sexta-feira (8) da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) apontam que Pernambuco registrou 82 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas e bateu um novo recorde.

Durante esta semana, o estado registrou, diariamente, mais de 30 mortes. Na segunda (4), foram 39. Na terça, o número subiu para 58, até então a maior quantidade de óbitos por dia. Na quarta, foram 54 mortes e, na quinta, mais 42.

Agora, o estado totaliza 927 mortes. Pernambuco tem, ao todo, 11.587 casos confirmados da doença. Mais 141 óbitos com suspeita de relação com o novo coronavírus estão aguardando processamento de testes no Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE).

Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta no Palácio do Campo das Princesas, o secretário estadual André Longo fez um alerta sobre as quase mil mortes já notificadas no estado. Segundo ele, a quantidade de óbitos por Covid-19, registrados em 45 dias, já supera os números de mortes provocadas por armas brancas em todo o ano de 2018 no estado, por exemplo.

“Para se ter a ideia da real dimensão dessas mortes, que estão causando sofrimento e dor a centenas de famílias que tiveram a vida de um ente querido ceifada, esse quantitativo representa mais do que todas as mortes registradas em Pernambuco em 2018 por agressão por arma branca (518 óbitos), do que os cânceres de mama (818), próstata (789) e colo do útero (335). As 927 mortes pela Covid-19 já superaram, inclusive, o número de vítimas fatais por acidentes de moto, que têm uma média de 800 óbitos por ano no estado”, comparou.

A taxa média de ocupação atual nos leitos criados exclusivamente para a Covid-19 na rede pública é de 93%, de acordo com o novo boletim epidemiológico do estado, sendo 96% nas UTIs.

Na rede privada, segundo Longo, a ocupação dos leitos está em 95%. “Os nossos esforços diários permitiram abrir 932 leitos, sendo 471 de UTI. No entanto, a velocidade do avanço do vírus tem gerado uma grande demanda por vagas. Mais de 200 pacientes aguardam por uma vaga em UTI”, disse o secretário.

Não estar em uma UTI não significa que os pacientes estão desassistidos, de acordo com o médico infectologista Demetrius Montenegro, chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc). Cerca de 200 respiradores estão distribuídos pelo estado em salas de estabilização e salas vermelhas de unidades como policlínicas e UPAs.