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“Não tem trégua, é preciso investigar todos, sem distinção”, diz Lula sobre ministros do STF

Por Michael Andrade

Presidente afirmou que a Corte enfrenta uma crise de credibilidade e defendeu apuração das suspeitas relacionadas ao caso Banco Master, incluindo integrantes do Supremo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em entrevista à Record nessa terça-feira (15), que todas as suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal no caso Master sejam investigadas e afirmou que eventuais responsáveis devem ser julgados e punidos.

“A Suprema Corte agora já está dotada de todas as informações, o sigilo já foi quebrado. Portanto, o Fachin tem a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o quê na Suprema Corte”, declarou, em referência ao presidente do STF, Edson Fachin.

Lula também criticou a condução do caso por André Mendonça, afirmando que o ministro teria mantido informações sob sigilo e divulgado seletivamente parte do material. A declaração representa uma acusação feita pelo presidente contra Mendonça.

“Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado, e só soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem estava metido nisso”, disse.

O presidente questionou ainda a ausência de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques no julgamento. Toffoli declarou suspeição, enquanto Nunes Marques afirmou impedimento e deixou de participar da votação.

“Ninguém do STF pode ficar sob suspeita, é preciso apurar e quem cometeu erro que pague”, afirmou Lula. Ele também defendeu a abertura dos sigilos necessários para esclarecer as suspeitas.

A sessão do Supremo terminou sem uma decisão definitiva. Flávio Dino pediu vista quando o placar estava em 4 a 3 pela manutenção, em processos separados, das análises envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Outras Notícias

Bancada de PE condena decisão sobre Transnordestina

A bancada de Pernambuco no Congresso Nacional divulgou, hoje, uma nota criticando a afirmação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, de que o traçado da Ferrovia Transnordestina será entregue pela concessionária somente até o Porto de Pecém, no Ceará.  Os parlamentares cobram a conclusão do trecho de ligação do projeto até o Porto de […]

A bancada de Pernambuco no Congresso Nacional divulgou, hoje, uma nota criticando a afirmação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, de que o traçado da Ferrovia Transnordestina será entregue pela concessionária somente até o Porto de Pecém, no Ceará. 

Os parlamentares cobram a conclusão do trecho de ligação do projeto até o Porto de Suape, em Pernambuco. Confira a nota na íntegra:

A bancada de Pernambuco no Congresso está indignada com a afirmação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, de que o traçado da Ferrovia Transnordestina será entregue pela Concessionária somente até o Porto de Pecém, no Ceará, relegando à própria sorte a ligação do projeto até o Porto de Suape, em Pernambuco. 

Esperamos que o governo reconsidere essa decisão e que não opte por uma condução desastrosa que deve prejudicar milhões de pernambucanos e nordestinos a partir de um mero interesse pessoal e financeiro do concessionário, que opera no terminal de Pecém. 

A decisão tomada ignora as incontestáveis vantagens do Ramal Suape, que tem o melhor porto e que já recebeu diversos investimentos.  

O trecho da ferrovia até Suape é 100 km mais curto do que o de Pecém, com investimento para conclusão das obras em torno de R$ 1,5 bilhão a menos. Outro aspecto é que o Ramal Suape é indiscutivelmente a alternativa ambientalmente mais sustentável e pode encurtar as distâncias, causando menores emissões de gases de efeito estufa. 

Essa é uma perda incalculável para nosso estado e nós da bancada faremos uma reunião urgente para nos mobilizar junto ao governo federal e ao próprio ministro para que esse grande projeto logístico continue em seu traçado pelo nosso estado.

Bancada dos deputados pernambucanos no Congresso

De vendedor de picolé em Água Branca a Comandante Regional da PMCE: a bela história de Gilmá Henrique

A história de Gilmá Henrique do Nascimento é daquelas que emocionam e inspiram. Nascido em junho de 1986, na cidade de Água Branca, no Sertão da Paraíba, filho da faxineira Rosa Ferreira do Nascimento, foi criado pela avó, Jovelina Juliana de Jesus, agricultora e lavadeira. A infância foi marcada por dificuldades financeiras, mas também por […]

A história de Gilmá Henrique do Nascimento é daquelas que emocionam e inspiram. Nascido em junho de 1986, na cidade de Água Branca, no Sertão da Paraíba, filho da faxineira Rosa Ferreira do Nascimento, foi criado pela avó, Jovelina Juliana de Jesus, agricultora e lavadeira. A infância foi marcada por dificuldades financeiras, mas também por valores como honestidade, disciplina, trabalho e perseverança.

Ainda menino, ajudava no sustento da família vendendo picolés, carregando feiras e trabalhando como carroceiro no Mercado Público Municipal. Com o dinheiro que conseguia, comprava o próprio material escolar e contribuía até mesmo com a alimentação da casa. Muitas vezes, a família sequer tinha pão para o café da manhã, realidade que jamais apagou seus sonhos.

Mesmo diante das adversidades, destacou-se nos estudos. Liderou o movimento estudantil durante o ensino médio e conquistou aprovações em diversos concursos públicos. Foi aprovado para Agente de Endemias, Agente Penitenciário da Paraíba e também atuou como Recenseador do IBGE. Paralelamente, trabalhou como radialista, ingressou no curso de Jornalismo e, após superar dificuldades financeiras que interromperam temporariamente sua graduação, retornou aos estudos e concluiu a formação em Comunicação Social.

A vocação para servir à sociedade o levou às forças de segurança pública. Ingressou na Polícia Militar da Paraíba, onde permaneceu por nove anos, sendo três anos como Soldado e seis anos como Sargento, destacando-se pela dedicação à preservação da ordem pública. Em seguida, foi aprovado para o cargo de Agente de Investigação da Polícia Civil de Pernambuco, ampliando sua experiência na atividade policial.

Persistente, continuou estudando até alcançar um dos maiores objetivos de sua carreira: a aprovação no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Ceará, tornando-se 1º Tenente da PMCE.

Nos quase cinco anos de atuação no Ceará, exerceu funções estratégicas nos municípios de Barbalha, Juazeiro do Norte, Brejo Santo e Mauriti, onde atuou como Subcomandante de unidades e Chefe de Seções, acumulando experiência em planejamento operacional, gestão de efetivo e coordenação de ações voltadas à preservação da ordem pública.

O reconhecimento pelo trabalho veio no dia 3 de julho de 2026, quando foi nomeado pelo Comandante-Geral da Polícia Militar do Ceará para assumir o comando da 2ª Companhia do 34º Batalhão da PMCE, Unidade responsável pelo policiamento ostensivo dos municípios de Várzea Alegre, Lavras da Mangabeira, Cedro e Granjeiro.

A nova missão representa um enorme desafio. Sob sua responsabilidade estão aproximadamente 100 mil habitantes, distribuídos em uma área territorial de cerca de 2.616,7 km², exigindo liderança, planejamento estratégico e compromisso permanente com a segurança pública.

Mais do que uma ascensão profissional, a trajetória de Gilmá simboliza o poder transformador da educação, do trabalho e da perseverança. O menino que um dia vendeu picolés e carregou feiras pelas ruas de Água Branca tornou-se oficial da Polícia Militar e, hoje, comanda uma importante unidade operacional no interior do Ceará.

Sua história reafirma uma verdade simples e poderosa: a origem pode moldar o caráter, mas não determina o destino. Com disciplina, estudo e fé, o filho de uma faxineira e o neto de uma agricultora transformaram dificuldades em combustível para vencer, tornando-se exemplo para milhares de jovens que sonham em mudar de vida por meio do esforço e da dedicação.

Sanharó vai ganhar escola modelo para 780 alunos

A Prefeitura de Sanharó apresentou, nesta sexta-feira (31), o projeto para a construção de uma moderna escola, com 12 salas de aula e capacidade para atender 780 alunos em dois turnos ou 390 em tempo integral. Anova unidade escolar, que será a maior da rede municipal de ensino, vai contar com salas amplas, laboratório e […]

A Prefeitura de Sanharó apresentou, nesta sexta-feira (31), o projeto para a construção de uma moderna escola, com 12 salas de aula e capacidade para atender 780 alunos em dois turnos ou 390 em tempo integral.

Anova unidade escolar, que será a maior da rede municipal de ensino, vai contar com salas amplas, laboratório e laboratório de robótica, biblioteca, refeitório, quadra poliesportiva e todos os equipamentos necessários à inclusão e acessibilidade.

O projeto segue o padrão indicado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e oferece todas as condições para atender deficientes auditivos, físicos e visuais porque cumpre as normas determinadas para permitir a inclusão.

“Lutamos muito por essa escola, é uma conquista de todos e mostra o nosso compromisso com a Educação, onde já avançamos muito e vamos avançar ainda mais”, disse o prefeito Heraldo Oliveira.

Ele lembrou que Sanharó está crescendo em todos os índices da Educação. Entre outras conquistas, a cidade está hoje entre os dez municípios de Pernambuco que se destacaram no crescimento dos resultados dos anos finais do ensino fundamental, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco (Idepe).

Depois da apresentação do projeto, o documento foi entregue à Comissão Permanente de Licitação para dar andamento ao processo.

Teto para cachês: tem prefeito que não vai querer se adequar

A Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), sob a nova presidência de Pedro Freitas, aprovou nesta terça-feira (17), um teto para cachês de atrações em eventos municipais: R$ 350 mil por artista. A decisão — celebrada por parte do meio cultural e criticada por prefeitos que defendem maiores gastos com shows — permite contratações acima desse […]

A Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), sob a nova presidência de Pedro Freitas, aprovou nesta terça-feira (17), um teto para cachês de atrações em eventos municipais: R$ 350 mil por artista. A decisão — celebrada por parte do meio cultural e criticada por prefeitos que defendem maiores gastos com shows — permite contratações acima desse valor apenas quando os recursos sejam “carimbados”, ou seja, provenientes de fontes externas ao orçamento municipal (parcerias privadas, emendas federais ou recursos específicos).

Nill Júnior, em comentário na Rádio Itapuama FM, classificou a medida como necessária para conter a “hiperinflação” dos cachês e resgatar o caráter cultural das festas públicas, encarecido nos últimos anos por megashows que, segundo ele, descaracterizam celebrações tradicionais como o São João. O jornalista também destacou o perfil do novo presidente — ex-superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco, ex-vice da Caixa Econômica e ex-prefeito de Aliança — como um “sangue novo” capaz de retomar o protagonismo da AMUPE.

A medida tende a servir como parâmetro para órgãos de controle: Ministério Público de Contas, Tribunais de Contas estaduais e federal poderão utilizá-la ao avaliar gastos municipais com eventos. Nill apontou que já há intervenções cautelares desse tipo, por conflitos entre despesas festivas e prioridades como saúde, educação e saneamento. Ele citou ainda casos controversos — como contratações de artistas em cidades com déficits básicos de infraestrutura — e sugeriu que prefeituras busquem parcerias público-privadas caso queiram ultrapassar o limite sem comprometer os cofres públicos.

A deliberação da AMUPE abre espaço para debate entre gestores municipais: haverá quem acate o teto e quem tente contornar a regra. Mas, na avaliação do comentarista, a decisão marca um ponto de inflexão que facilitará futuras fiscalizações e pode reduzir gastos excessivos em eventos custeados pelos municípios.

Audiência pública sobre o PNE debate enfrentamento a desigualdades

Uma nova audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) acontece na terça-feira (8), às 10h. O evento, promovido pela Comissão de Educação e Cultura do Senado (CE), vai tratar de temas como o enfrentamento das desigualdades no sistema educacional, e a ampliação da participação social na formulação do PNE. A audiência faz parte […]

Uma nova audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) acontece na terça-feira (8), às 10h. O evento, promovido pela Comissão de Educação e Cultura do Senado (CE), vai tratar de temas como o enfrentamento das desigualdades no sistema educacional, e a ampliação da participação social na formulação do PNE.

A audiência faz parte do ciclo de debates proposto pela presidenta da CE, senadora Teresa Leitão (PT-PE), e será transmitida pela TV Senado. Qualquer pessoa pode antecipadamente enviar perguntas ou sugestões pelo fone 0800 061 2211 ou pelo Portal e-Cidadania.

“O envolvimento da sociedade é essencial para garantir um Plano Nacional de Educação que reflita nossas reais necessidades e desafios. Queremos ouvir diferentes perspectivas para construir uma política educacional inclusiva e eficaz”, explica Teresa Leitão.

O debate tem participação confirmada dos seguintes convidados: Roberta Guedes, do Fórum Nacional de Educação; Álvaro Domingues Júnior, do Fórum Nacional de Conselhos Estaduais de Educação; Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação; Manoel Humberto Gonzaga Lima, da União dos Conselhos Municipais de Educação; e Waldeck Carneiro, do Fórum Nacional de Gestão Democrática da Educação.