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Na sombra da Covid-19, sarampo avança e provoca mortes no Brasil por falta de vacinação

Por André Luis

Sete pessoas morreram em 2020 de sarampo, das quais seis eram crianças com menos de 18 meses

Enquanto há grande expectativa sobre os imunizantes que protegerão contra a Covid-19 — dois deles aprovados pela Anvisa no domingo —, a cobertura vacinal de outras enfermidades não atinge o mínimo necessário. 

Seis das sete mortes causadas pelo sarampo no Brasil em 2020 ocorreram em crianças com menos de 18 meses. A sétima vítima foi um homem de 34 anos. Nenhum deles tinha histórico de vacinação contra a doença.

No ano passado, foram confirmados 8.419 casos de sarampo no país, até o dia 19 de dezembro. E há, ainda, 371 em investigação.

O estado do Pará concentra o maior número de casos confirmados — 5.375 diagnósticos — e cinco mortes (dois residentes no município de Belém, dois em Novo Repartimento e um em Igarapé-Miri). Ele é seguido por Rio de Janeiro, com 1.347 casos e uma morte (um menino residente no município de Nova Iguaçu); São Paulo, com 864 diagnósticos e uma morte (residente na capital); Paraná, com 377 casos; Amapá, 177 pessoas infectadas; e Santa Catarina, com 110 diagnósticos positivos. Outros 15 estados apresentaram menos de 100 casos de infecção pelo vírus do sarampo.

A vacinação é a única forma de proteção contra a doença. No entanto, a cobertura vacinal não tem atingido a porcentagem mínima para garantir que o vírus não circule em território brasileiro. Desde 2017, a primeira e segunda doses da tríplice viral em crianças — que além do sarampo protege também contra caxumba e rubéola — não alcançou os 95% de cobertura, necessários para deixar a população protegida. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que, até de 2 de outubro de 2020, a primeira dose tinha sido aplicada em apenas 70,64% do público-alvo (crianças com 12 meses), e a segunda dose — que inclui a proteção contra a varicela — foi inoculada em 55,77% das crianças com 15 meses. Leia a íntegra da reportagem de Evelin Azevedo, no  O Globo.

Outras Notícias

Ciclistas encontram Dilma em ciclovia e fazem foto em Porto Alegre

Do G1 Pelo segundo dia seguido, a presidente Dilma Rousseff, que está em Porto Alegre no feriado de carnaval, saiu de casa cedo para pedalar na Zona Sul da capital. Acompanhada de dois seguranças, ela fez seus exercícios diários em uma ciclovia à margem do Guaíba, por volta das 6h30 deste domingo (7). Um grupo […]

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Do G1

Pelo segundo dia seguido, a presidente Dilma Rousseff, que está em Porto Alegre no feriado de carnaval, saiu de casa cedo para pedalar na Zona Sul da capital. Acompanhada de dois seguranças, ela fez seus exercícios diários em uma ciclovia à margem do Guaíba, por volta das 6h30 deste domingo (7).

Um grupo de ciclistas pedalava na orla no mesmo horário que a presidente. “A gente sai para treinar todos os dias umas 5h30 da manhã, pra fazer uns 100 km. Hoje [domingo] deu um atraso e saímos às 6h30, e fomos conversando: ‘Essa deve ser a hora que a Dilma sai pra pedalar’. Chegando lá, encontramos ela. Cumprimentamos e ela comprimentou de volta”, contou ao G1 o cicloativista Eduardo Macedo. “Daí pedimos se poderíamos falar com ela e tirar uma foto”, completou.

Os passeios de bicicleta da presidente começaram no ano passado. Ela geralmente sai acompanhada de seguranças e vestindo calça, blusa, casaco e tênis próprios para atividades físicas, além de capacete e óculos escuros. “Ela estava bem receptiva. Disse que ganhou qualidade de vida pedalando”, acrescentou Macedo ao falar sobre o breve diálogo que teve com a presidente.

No sábado (6), Dilma também pedalou, na mesma ciclovia e por volta do mesmo horário. Ela está na cidade onde passa o feriado com a família. A filha dela Paula Araújo, e os dois netos de Dilma, Gabriel e Guilherme, o genro e o ex-marido Carlos Araújo, moram em Porto Alegre.

Dilma desembarcou na tarde de sexta-feira (5) na Base Aérea de Canoas, na Região Metropolitana. Após o desembarque, a presidente seguiu de helicóptero até o hipódromo do Jockey Club, no bairro Cristal, também na Zona Sul. Em seguida, foi de carro para a casa da filha.

Recentemente, a presidente Dilma esteve na cidade para conhecer seu neto mais novo, Guilherme, que nasceu no dia 7 de janeiro. Antes, Dilma esteve em Porto Alegre para passar o Natal e o Ano Novo com a família, quando já havia expectativa do nascimento de Guilherme, mas retornou a Brasília na tarde do dia 1º de janeiro, antes do parto.

Fernando Monteiro cumpre compromisso de nova estrada para Buíque

Depois de uma manhã cheia de anúncios para Arcoverde, no Sertão, que conquistou a recuperação da PE-220, pavimentação de ruas, melhorias no Hospital Municipal, além da reforma do aeroporto, entre outros avanços, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) acompanhou de perto, nesta sexta-feira (10) agenda também para o Agreste. Nesta direção, foi anunciado, na cidade […]

Depois de uma manhã cheia de anúncios para Arcoverde, no Sertão, que conquistou a recuperação da PE-220, pavimentação de ruas, melhorias no Hospital Municipal, além da reforma do aeroporto, entre outros avanços, o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) acompanhou de perto, nesta sexta-feira (10) agenda também para o Agreste.

Nesta direção, foi anunciado, na cidade de Buíque, o lançamento do certame para escolha da empresa que fará o projeto executivo da obra de implantação da Rodovia VPE-250, mais um compromisso do deputado pernambucano com o município se concretizando.

O trecho de 16 quilômetros, ligando a cidade ao distrito de Guanumbi, é um sonho antigo do prefeito Arquimedes Valença que foi abraçado e cumprido por Fernando Monteiro. A obra, autorizada pelo governador Paulo Câmara, tem orçamento previsto de R$ 480 mil e beneficiará mais de 60 mil habitantes da região. O edital deve ser publicado ainda este mês.

Fernando Monteiro fez questão de frisar seu apreço por Buíque e pelo prefeito Arquimedes.

“Que saudade ‘arretada’ que eu estava desse povo, de rever a todos. Hoje é um momento emocionante para mim, porque minha história política se confunde com a história de Arquimedes, que foi um dos primeiros apoios que tive quando eu comecei a galgar o sonho de me tornar um representante do povo pernambucano”, enfatizou o deputado.

“Ver esse tão esperado projeto, onde coloquei emenda, junto ao governador Paulo Câmara, saindo do papel, me enche de satisfação. Costumo dizer que a gratidão é a memória do coração e a única forma de retribuir aos que confiam em mim é trabalhar para transformar a vida do nosso povo. Quantas parcerias, emendas e obras em execução já concretizamos? Isso é minha obrigação. Promessa a gente só faz a Deus, com o povo a gente tem compromisso”, completou.

Em resposta, o prefeito Arquimedes destacou a amizade e união entre ambos. “Fernando Monteiro é uma pessoa responsável, que assumiu o município de Buíque para acompanhar de perto as nossas demandas e resolvê-las, ajudando-nos a driblar as adversidades. Saber que essa estrada será concluída fecha com chave de ouro as minhas conquistas enquanto homem público. Já sonho com esta estrada pronta e a sua conclusão será motivo para a maior festa que esta cidade já teve. É uma vitória do povo da nossa cidade”, ressaltou o gestor municipal.

Supremo forma maioria para suspender decreto de Bolsonaro

Por Edson Sardinha/Congresso em Foco Nove dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, nesta quarta-feira (12), pela suspensão de um decreto (9.759/2019) do presidente Jair Bolsonaro que extingue conselhos da administração pública federal a partir do próximo dia 28. Com a maioria formada, a decisão só será revertida se algum dos ministros que […]

Foto: Carlos Moura/STF

Por Edson Sardinha/Congresso em Foco

Nove dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, nesta quarta-feira (12), pela suspensão de um decreto (9.759/2019) do presidente Jair Bolsonaro que extingue conselhos da administração pública federal a partir do próximo dia 28.

Com a maioria formada, a decisão só será revertida se algum dos ministros que já votaram mudar de posição. Esta é a primeira vez que o Supremo julga um ato de Bolsonaro. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do presidente do tribunal, Dias Toffoli, que se comprometeu a pautar a ação nesta quinta-feira. Além dele, ainda deve votar o ministro Gilmar Mendes.

Cinco ministros votaram contra a íntegra do decreto, proibindo a extinção de todos os conselhos, mesmo aqueles que não foram criados por lei. Esse foi o entendimento dos ministros Edson Fachin, Luis Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello e Cármen Lúcia, que acolheram integralmente a ação do PT.

Eles divergiram do relator, Marco Aurélio Mello, e dos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski, que opinaram pela suspensão parcial do decreto. No entendimento deles, o instrumento utilizado por Bolsonaro só não pode extinguir colegiados formados anteriormente a partir de lei.

O julgamento, iniciado pela manhã com a leitura do voto do relator, foi retomado no início da tarde e deve ser concluído ainda hoje. Apenas depois da manifestação dos demais ministros será possível saber se a decisão alcançará todos os 2.593 conselhos administrativos ou uma parte deles. A decisão desta quarta-feira tem caráter liminar (provisório). Novo julgamento será marcado para julgar a ação em caráter definitivo.

Advogado do PT na causa, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão argumentou que a extinção dos conselhos que têm participação da sociedade civil viola os princípios republicano, democrático e da participação popular estabelecidos na Constituição. “Quem governa pode muito, mas não pode tudo. Não pode o presidente da República, sem ouvir o Congresso Nacional, sem lei formal, extinguir órgãos da administração”, ressaltou Aragão.

O ex-ministro da Justiça sustentou que o decreto usurpa a iniciativa reservada ao Congresso Nacional. O instrumento, segundo ele, não poderia revogar disposições legais que tratam do funcionamento de colegiados da administração pública, nos quais se incluem conselhos, comitês, comissões, grupos, juntas, equipes, mesas, fóruns e salas.

O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, também se posicionou a favor da ilegalidade do decreto. “Espero que os conselhos não sejam substituídos no processo decisório por grupos de Whatsapp”, ironizou durante sua fala.

Maria Arraes representa Pernambuco no ‘Encontro Internacional de Parlamentares Mulheres’ pelo Clima na COP 30

A deputada federal Maria Arraes (SD) representou Pernambuco no Encontro Internacional de Parlamentares Mulheres pelo Clima, realizado hoje, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém do Pará. Vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Maria participou de debates que destacaram o papel das mulheres na agenda climática global […]

A deputada federal Maria Arraes (SD) representou Pernambuco no Encontro Internacional de Parlamentares Mulheres pelo Clima, realizado hoje, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém do Pará. Vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Maria participou de debates que destacaram o papel das mulheres na agenda climática global e a importância da cooperação entre países.

Durante o evento, a deputada integrou painéis como “Mulheres, Clima e Poder”, que discutiu a liderança feminina na pauta ambiental; “Diálogo Interparlamentar para Fortalecer a Ação Climática e a Transição Justa na América Latina e no Caribe”, voltado à cooperação das regiões; e “O Papel do Parlamento na Implementação das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas)”, que tratou da responsabilidade dos legislativos na execução dos compromissos climáticos.

Segundo Maria, o enfrentamento às mudanças climáticas exige ação imediata. “O debate climático deixou de ser uma discussão sobre o futuro e passou a ser uma questão de sobrevivência no presente. Estar na COP 30 é reafirmar o compromisso de transformar projetos em ações concretas, capazes de reduzir os impactos que já sentimos em todo o mundo”, afirmou a parlamentar.

A participação de Maria na COP 30 reforça sua atuação legislativa voltada à prevenção e adaptação climática. Na Câmara, ela é autora de uma proposta que sugere ao Poder Executivo a criação de um grupo de trabalho nacional permanente para a prevenção de catástrofes climáticas. A iniciativa tem caráter intergovernamental e intersetorial e busca integrar ações de diferentes esferas e setores diante da recorrência de desastres no país, como as enchentes no Rio Grande do Sul e em Pernambuco, as secas na Amazônia e no Sertão Nordestino e os incêndios no Pantanal e no Cerrado.

O grupo seria composto por representantes das Defesas Civis e secretarias estaduais de Meio Ambiente e Infraestrutura, por órgãos federais – como os ministérios das Cidades, da Integração e Desenvolvimento Regional e do Meio Ambiente e Mudança do Clima –, além de instituições financeiras, como o BNDES, universidades, organizações da sociedade civil e o setor privado.

“É inaceitável que os estados continuem investindo mais em remediar tragédias do que em preveni-las. Precisamos mudar essa lógica e priorizar políticas estruturantes de prevenção”, destacou Maria.

TSE libera participação de Lula em programas de candidatos do PT

Veja Os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram, por unanimidade que a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em campanhas de candidatos do PT não configura irregularidade. Pela legislação, apoiadores podem aparecer em propagandas em até um quarto do tempo. A defesa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) havia apresentado à Justiça eleitoral uma representação contra a […]

Veja

Os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram, por unanimidade que a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em campanhas de candidatos do PT não configura irregularidade.

Pela legislação, apoiadores podem aparecer em propagandas em até um quarto do tempo.

A defesa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) havia apresentado à Justiça eleitoral uma representação contra a coligação “O Povo Feliz de Novo”, originalmente encabeçada por Lula, mas assumida por Fernando Haddad (PT) após o indeferimento da candidatura do ex-presidente.

A campanha do militar reformado alegava que todo o tempo da propaganda veiculada em 6 e 8 de setembro havia sido utilizado para fazer apologia a Lula.

Ministros entenderam que proibir ex-presidente de aparecer em peças de campanhas configuraria pena de banimento, o que seria incompatível com a democracia

O petista está preso em Curitiba desde abril deste ano, após condenação em segundo grau por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A defesa do ex-presidente afirma que não há provas e que ele tem sido perseguido por setores da Justiça.