Mudança no comando da campanha de Lula: Camilo Santana deve dividir coordenação com Edinho Silva

Lula prepara mudanças no comando da campanha para o segundo turno, com a ampliação da participação de Camilo Santana na coordenação. A expectativa é que o ex-governador do Ceará divida decisões estratégicas com Edinho Silva, em uma reorganização após o desempenho do primeiro turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara mudanças no comando de sua campanha para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Camilo Santana (PT-CE) deve ganhar espaço na coordenação-geral e passar a dividir decisões estratégicas com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, após avaliações internas sobre o desempenho da campanha no primeiro turno.
A reorganização ocorre depois de Lula terminar a primeira etapa da eleição na segunda colocação, com 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio. Segundo a reportagem, Edinho continuará na coordenação, mas a tendência é de redução da centralização exercida por ele durante o primeiro turno.
Camilo, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, já integrava a estrutura da campanha, mas havia reduzido sua participação para acompanhar as disputas eleitorais no Nordeste. Nesta nova etapa, deverá integrar o núcleo responsável pelas principais decisões políticas e pela articulação nacional.
Lula se reuniu nessa terça-feira (6), em Brasília, com Camilo e outras lideranças petistas do Nordeste. Participaram das conversas os governadores reeleitos Jerônimo Rodrigues, da Bahia; Elmano de Freitas, do Ceará; e Rafael Fonteles, do Piauí, além de Rui Costa e Jaques Wagner.
A estratégia passa por ampliar a votação do presidente no Nordeste, região em que o PT identifica espaço para crescimento no segundo turno, além de aumentar a participação de lideranças estaduais nas decisões da campanha.
Edinho Silva confirmou que Camilo deverá ter participação mais efetiva e também defendeu a entrada de outros nomes na coordenação. Rui Costa e Jaques Wagner estão entre os cotados, assim como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
“Nós temos que ampliar, porque nós temos que percorrer o Brasil em 20 dias, e quanto mais lideranças nós tivermos para organizar essas ações no Brasil todo, eu penso que é mais gente ajudando a dar conta dessa missão”, afirmou Edinho nessa terça-feira.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, também deverá ganhar participação na campanha, principalmente na preparação de Lula para discursos e debates do segundo turno.
A área de comunicação também é alvo de avaliações internas. Aliados têm feito críticas à condução adotada no primeiro turno e defendem ajustes na estratégia. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e o publicitário Raul Rabelo participaram de reuniões com Lula após a eleição.
Outra mudança prevista é a ampliação das viagens do presidente pelo país e de sua presença nas redes sociais. A campanha também pretende mobilizar os mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Lula e Flávio Bolsonaro voltam a disputar a Presidência no dia 25 de outubro.
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução
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