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MPPE descobre mais de 14 mil servidores estaduais e municipais recebendo auxílio emergencial

Por André Luis

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo de Inteligência do MPPE (Nimppe), órgãos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio de levantamentos realizados em bases de dados, apuraram uma grande quantidade de auxílios emergenciais concedidos pelo Governo Federal a cidadãos por causa da pandemia de Covid-19 estão irregulares. 

As investigações revelaram indícios de que 14.170 servidores estaduais e municipais (ativos e inativos) obtiveram o auxílio emergencial.

Segundo as investigações, servidores com vínculos municipal ou estadual, e que integravam a folha de pagamento do poder público em abril de 2020, teriam sido contemplados com o auxílio emergencial. 

Estima-se que o pagamento indevido do auxílio teria chegado a um montante de R$ 9.965.400,00.

“A partir de notícias recebidas sobre a possibilidade de existência de servidores receberem indevidamente o auxílio emergencial, o Gaeco e o Nimppe partiram para um levantamento e um cruzamento de dados a fim de aferir as denúncias. Ainda é um levantamento preambular, que será disponibilizado aos promotores de Justiça de cada município para que deem continuidade às apurações, sempre com auxílio do Gaeco e do Nimppe”, afirmou o coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça George Diógenes Pessoa.

O MPPE, entretanto, alerta que as pessoas identificadas podem ter sido vítimas de fraudadores, que usaram seus dados. “Há um indício de fraude, quer seja por parte do servidor ou de alguém que usou indevidamente os dados dele”, salientou George Diogenes Pessoa.

Petrolina, Pesqueira, Garanhuns e Saloá são os municípios que possuem o mais elevado número de servidores que receberam auxílio emergencial. Também foi constatado pelo MPPE que em 155 municípios pernambucanos, pelo menos um servidor recebe auxílio emergencial.

O levantamento realizado será encaminhado aos promotores de Justiça dos municípios em que foram identificados a presença dos mencionados servidores, para o aprofundamento das investigações sobre a possível fraude.

Outras Notícias

Serra: Mauricinho Melo deve assumir a Ciretran

O empresário Mauricinho Melo deverá ser o novo coordenador da 19ª Ciretran de Serra Talhada. Procurado pelo comunicador Tony Alencar, da Rádio Cultura FM, o empresário confirmou que recebeu o convite para assumir o órgão e que teria aceitado, porém estaria aguardando o retorno da pessoa que lhe fez o convite para bater oficialmente o […]

O empresário Mauricinho Melo deverá ser o novo coordenador da 19ª Ciretran de Serra Talhada.

Procurado pelo comunicador Tony Alencar, da Rádio Cultura FM, o empresário confirmou que recebeu o convite para assumir o órgão e que teria aceitado, porém estaria aguardando o retorno da pessoa que lhe fez o convite para bater oficialmente o martelo.

O nome de Mauricinho Melo seria uma indicação do vereador Zé Raimundo ao deputado Rodrigo Novaes, com a aprovação da prefeita Márcia Conrado. Antes de Mauricinho foram especulados diversos nomes para a vaga deixada por Duquinho, a exemplo do assessor de gabinete da gestão Márcia, César Kaique.

Empresário do setor de eventos, Mauricinho Melo é filho do atual presidente da CDL, Maurício Melo.

Empresário Téa da Damol diz no rádio que Flávio Marques é um ótimo nome para governar Tabira

Crítico da política de grupos, que segundo ele se revezam no comando do município com o discurso que amam Tabira, o empresário Jose de Arimatéia, o Téa da Damol falou a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM. “São grupos que comem às custas do povo e o município só anda pra trás”. Sempre atento à […]

Crítico da política de grupos, que segundo ele se revezam no comando do município com o discurso que amam Tabira, o empresário Jose de Arimatéia, o Téa da Damol falou a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM.

“São grupos que comem às custas do povo e o município só anda pra trás”. Sempre atento à política da Cidade das Tradições, mesmo residindo em São Paulo, Téa não se esquivou quando provocado sobre as eleições municipais de 2020.

“Dos nomes que estão ai, enxergo em Flávio Marques alguém que pode reverter a situação de marasmo que Tabira se encontra. Flávio deu provas na Secretária de Administração que está preparado. O aparelhamento da Guarda Municipal que serve de referência para muitas cidades é um exemplo”.

E seguiu: “Flávio é jovem, criativo e pode fazer diferente do que temos vivido por tanto tempo”. Téa ainda deixou um recado para Flávio de que eleito, não governe Tabira apenas para os aliados, mas para o povo sofrido de todo município. Falando sobre a politica nacional, Téa disse que a politica econômica é o maior acerto do Governo Bolsonaro.

O falso patriotismo de quem bate continência para a bandeira dos EUA

Por André Luis – jornalista do blog Vivemos tempos estranhos — mas não inexplicáveis. Parte do Brasil mergulhou num delírio nacionalista tão disfarçado que muitos ainda chamam de “patriotismo” o que, na prática, é apenas submissão, ressentimento e autoritarismo mal disfarçado. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2025, expôs mais […]

Por André Luis – jornalista do blog

Vivemos tempos estranhos — mas não inexplicáveis. Parte do Brasil mergulhou num delírio nacionalista tão disfarçado que muitos ainda chamam de “patriotismo” o que, na prática, é apenas submissão, ressentimento e autoritarismo mal disfarçado. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2025, expôs mais uma vez as contradições dos chamados “patriotas” brasileiros — seguidores fiéis do bolsonarismo e da extrema-direita tupiniquim.

Não é de hoje que essa turma troca o verde e amarelo pela reverência quase religiosa à bandeira dos EUA. É comum vê-los batendo continência para o símbolo de outro país, como se o Brasil fosse um protetorado americano. Agora, com Trump de volta ao poder, a submissão se tornou ainda mais escancarada: apoiam sem pestanejar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao país, medida que prejudica diretamente nossa economia e os próprios produtores que eles dizem defender. Isso é patriotismo?

A incoerência se agrava quando os mesmos “patriotas” celebram as sanções internacionais articuladas por Trump contra ministros do Supremo Tribunal Federal — uma afronta direta à soberania nacional e ao sistema de Justiça brasileiro. Defender que um governo estrangeiro puna integrantes da mais alta corte do seu próprio país não é só absurdo: é traição à pátria disfarçada de moralismo seletivo.

Enquanto isso, seguem repetindo o discurso da “liberdade”, mas aplaudem censura, perseguição política e violência contra jornalistas. Dizem defender a “família”, mas empurram armas nas mãos da população. Clamam por “honestidade”, mas fecham os olhos para os escândalos que envolvem Bolsonaro, seus filhos, ex-ministros e aliados — de rachadinhas a joias sauditas, de tráfico de influência a lavagem de dinheiro.

Esses falsos patriotas não amam o Brasil. Amam o poder, o conflito e a sensação de superioridade moral que construíram a partir de fake news, teorias da conspiração e uma visão de mundo binária, rasa e autoritária. Usam a bandeira nacional como capa, mas servem a interesses que nada têm a ver com o povo brasileiro.

A verdadeira defesa do Brasil passa por fortalecer as instituições, respeitar a democracia, proteger a soberania e construir justiça social. Quem de fato ama este país quer ver mais educação, mais empregos, mais saúde, mais oportunidades — e menos golpe, menos ódio e menos submissão a qualquer governo estrangeiro.

Está na hora de reconectar o patriotismo com o povo. Com o Brasil real. Porque, enquanto alguns se ajoelham para a bandeira americana, milhões de brasileiros seguem lutando todos os dias por um país digno — que se ame de verdade, de pé e de cabeça erguida.

Serviço militar facultativo para mulheres avança no Senado, afirma Humberto

Para garantir às mulheres os mesmos direitos que os homens na prestação do serviço militar, o Projeto de Lei do Senado nº 213/2015, que trata do tema, está avançando na Casa. De autoria da procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o texto conta com o apoio integral da bancada do PT, liderada pelo […]

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Para garantir às mulheres os mesmos direitos que os homens na prestação do serviço militar, o Projeto de Lei do Senado nº 213/2015, que trata do tema, está avançando na Casa. De autoria da procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o texto conta com o apoio integral da bancada do PT, liderada pelo senador Humberto Costa (PE).

“É uma visão ultrapassada proibir às mulheres o direito à defesa da Pátria. Muitas delas já fazem carreira nas Forças Armadas, mas não podem realizar o alistamento militar como os homens. Isso é discriminatório e já não tem mais amparo em muitos países, onde mulheres seguem carreiras militares com competência e muito brilhantismo”, explicou Humberto.

O projeto de lei, que tem caráter de ação afirmativa, “assegura às mulheres a prestação do serviço militar, desde que por ele optem no mesmo prazo legal previsto para a apresentação dos demais brasileiros”. As Forças Armadas se mostraram favoráveis à medida, que, depois de passar pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), tramita agora na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), da qual Humberto é integrante.

“Esse texto já recebeu parecer favorável também na CRE. Lá, ele tem caráter terminativo. Ou seja, vamos votá-lo, aprová-lo na Comissão e ele já segue direto para análise da Câmara dos Deputados”, informou o líder do PT.

A partir de requerimento da deputada federal Marília Arraes, Lei Paulo Gustavo é aprovada

O Projeto de Lei Complementar, que injetará R$ 3,8 bi na Cultura, é essencial para a retomada das atividades do setor, um dos mais atingidos pelos efeitos da Pandemia de Covid-19 no Brasil A aprovação da Lei Paulo Gustavo (PLP 73/2021), hoje, na Câmara dos Deputados, representa uma importante vitória do setor cultural brasileiro e […]

O Projeto de Lei Complementar, que injetará R$ 3,8 bi na Cultura, é essencial para a retomada das atividades do setor, um dos mais atingidos pelos efeitos da Pandemia de Covid-19 no Brasil

A aprovação da Lei Paulo Gustavo (PLP 73/2021), hoje, na Câmara dos Deputados, representa uma importante vitória do setor cultural brasileiro e só foi possível graças a iniciativa da deputada federal Marília Arraes (PT/PE) – que apresentou, no último dia 02/02, no reinício dos trabalhos legislativos, um requerimento para que a matéria, fosse debatida na Casa. 

“A proposta, de autoria do senador Paulo Rocha (PT/SP), é bem mais que um socorro ao setor cultural, trata-se da efetivação da cultura como um direito para os brasileiros. Os R$ 3,8 bilhões previstos, virão do superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC), ou seja, o projeto vai garantir que o dinheiro do setor seja direcionado a quem mantém a arte brasileira de pé, ainda que em tempos de pandemia”, destacou a deputada Marília Arraes. 

A matéria, que já havia sido aprovada no Senado, deu entrada na Câmara em 01/12/2021 e apesar de ter tido o regime de urgência aprovado pelo plenário, logo em seguida, acabou não sendo colocada em pauta até o final do ano legislativo. 

PREJUÍZOS –  O setor cultural foi o primeiro a parar desde que a pandemia da Covid-19 obrigou o poder público a adotar medidas emergenciais de isolamento. Artistas e produtores de todo o país viram-se na obrigação dolorida de fechar as cortinas e pausar atividades em meio às incertezas que ainda hoje nos afligem.

“A Lei Aldir Blanc, da qual sou uma das coautoras, e que foi aprovada pelo Congresso em 2021, com o intuito de direcionar um auxílio emergencial à categoria, foi de fundamental importância para milhares de profissionais do setor tivessem o mínimo de assistência já que infelizmente o governo federal optou por postergar qualquer medida efetiva de suporte a quem faz a Cultura no Brasil. A Lei Paulo Gustavo se soma a uma série de iniciativas que a bancada do PT tem adotado em defesa de nosso povo e seus direitos”, destacou a parlamentar. 

INSPIRAÇÃO – A Lei Aldir Blanc serviu de inspiração para o PLP, tornando o benefício proposto anteriormente em um auxílio de caráter permanente, anual, a partir da utilização de recursos a serem distribuídos de modo descentralizado da União para os entes subnacionais. A maior fatia, R$ 2,7 bilhões, será direcionada ao setor audiovisual, sendo o restante voltado à aplicação na área cultural, de maneira geral.