MP intervém e Celpe acelera ligações para funcionamento da Adutora
Por Nill Júnior
Promessa é de que a água chegará nesta terça em São José do Egito e na sequência em Tuparetama.
O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto, em nome da 3º Circunscrição do MP, acaba de informara ao blog, que houve uma determinação da Presidência da Celpe para agilizar as ligações para que a Adutora do Pajeú comece a atender municípios que estão em colapso total no abastecimento.
Como fora anunciado, havia estações elevatórias prontas em Tabira e Riacho do Meio, mas que dependiam da ligação da Celpe para funcionar. A de Tabira funcionava com motor a diesel, só para testes.
“Hoje uma equipe da Celpe veio ligar. O trabalho se concentra na Estação Elevatória 7, em Tabira e na sequência fará a da Estação 8, em Riacho do Meio. Foi necessário fazer um chamado estudo de seletividade”, diz Lúcio.
Ele acrescenta que as equipes estão trabalhando esses dias à noite, entrando pela madrugada, porque um gerador quebrou e precisou vir outro equipamento de Salvador.
O cronograma original prometido por Dnocs, Projetec e Compesa não seria mantido se não fosse essa jornada extra. “Se tudo der certo, a água chegará nesta terça em São José do Egito e na sequência em Tuparetama”.
A garantia, diz o promotor, é para que cerca de oito dias depois, chegue em Iguaraci e na Ingazeira.
Lideranças do PSB de Pernambuco trabalham para eleger João Campos a deputado federal com votação expressiva Por João Valadares / Folha de São Paulo A candidatura a deputado federal de João Campos (PSB), 24, filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, tem provocado desconfortos e insatisfações veladas entre políticos do PSB e de […]
Lideranças do PSB de Pernambuco trabalham para eleger João Campos a deputado federal com votação expressiva
Por João Valadares / Folha de São Paulo
A candidatura a deputado federal de João Campos (PSB), 24, filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, tem provocado desconfortos e insatisfações veladas entre políticos do PSB e de outros partidos aliados que tentam a reeleição para a Câmara.
De acordo com os descontentes, o apoio efetivo e o esforço do governador Paulo Câmara e do prefeito de Recife, Geraldo Júlio, para que João tenha uma votação expressiva em sua estreia na política desorganizam as bases eleitorais no estado.
Em reserva, os insatisfeitos classificam a estratégica de campanha como um “rolo compressor”.
No ninho do PSB pernambucano, o lema é que não basta apenas eleger João Campos. É preciso, pela carga simbólica que carrega, torná-lo o mais votado.
Nos bastidores, o assunto é tratado com bastante reserva justamente por envolver o escolhido para herdar, nestas eleições, o espólio eleitoral da família Arraes.
O deputado Felipe Carreras (PSB), ex-secretário de Turismo do governo de Pernambuco, deputado federal mais votado em Recife em 2014, começou a dividir obrigatoriamente algumas áreas da cidade com Campos.
O movimento tem gerado atritos internos. O presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, tem dado o suporte necessário para turbinar a campanha. Renata Campos, viúva de Eduardo, também auxilia naturalmente os movimentos do filho.
A disputa que acirra a guerra surda entre integrantes do mesmo partido é pelo chamado “voto de estrutura”, uma espécie de eufemismo para denominar o velho voto de curral, fruto de antigas relações assistencialistas estabelecidas entre governo, deputados, vereadores e prefeitos.
Carreras tem visto vereadores da base do prefeito Geraldo Júlio migrarem para a candidatura do filho de Eduardo. Um dos exemplos é a vereadora Aline Mariano (PP), que o apoiou na eleição de 2014 e hoje dividiu “suas áreas” para a entrada de Campos. Outro nome importante é o do presidente da Câmara, Eduardo Marques, que articula nos bastidores apoio para a campanha.
Carreras era casado com a sobrinha de Renata Campos. O deputado federal tem pretensões de ser o candidato do PSB a prefeito de Recife em 2020.
Recentemente, o ex-secretário aproveitou o encontro entre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e Paulo Câmara para demonstrar seu descontentamento. Um dia após a reunião em Pernambuco, o deputado postou em rede social que não votaria no ex-presidente Lula ou em qualquer candidato petista.
O mal-estar no núcleo duro do governo Paulo Câmara e no PSB foi geral e interpretado por alguns como a parte mais visível da insatisfação.
O tio de João Campos, Antônio Campos, rompido com o PSB desde a morte do seu irmão, em agosto de 2014, criticou a forma de condução do processo. Ele vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Podemos. “O excesso de estrutura de João e a máquina de votos bancada pelo palácio poderá expô-lo. Ele não precisa disso para se eleger”, criticou. Paulo Câmara, por meio da assessoria de imprensa, preferiu não responder. João Campos também não quis falar.
“Acho que a votação de João deve observar o comportamento que se verificou em eleições de Miguel Arraes, Eduardo Campos, Ana Arraes. Votações expressivas que correspondem ao tamanho do legado político construído a partir de doutor Arraes”, diz o líder do PSB na Câmara Federal, Tadeu Alencar.
Com o apoio do IPA, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira conseguiu destravar o garantia safra, que começa a ser pago nesta quarta (18), para os agricultores Afogadenses. Até Novembro, serão injetados na economia do município 902.700 Reais, divididos em cinco parcelas. Serão beneficiadas 1.062 famílias, com R$ 850,00 cada, em cinco parcelas de 170 […]
Com o apoio do IPA, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira conseguiu destravar o garantia safra, que começa a ser pago nesta quarta (18), para os agricultores Afogadenses. Até Novembro, serão injetados na economia do município 902.700 Reais, divididos em cinco parcelas. Serão beneficiadas 1.062 famílias, com R$ 850,00 cada, em cinco parcelas de 170 Reais.
Começam a receber hoje, agricultores que tenham o NIS (inscrição na seguridade social) com final 1. Amanhã recebem os agricultores com final 2 e assim sucessivamente. Para garantir o também chamado seguro safra, além do empenho do Prefeito José Patriota, a Prefeitura também pagou, rigorosamente em dia, a contrapartida de R$ 54.162. O Governo de Pernambuco entrou com R$ 108.324,00.
“Foi uma grande luta. Não podíamos deixar essa injustiça ser praticada com nossos agricultores, que tiveram perdas significativas em seus plantios. Corremos atrás, e com o apoio do Governo do Estado, conseguimos destravar e garantir mais esse incremento de receita para os nossos agricultores, e porque não dizer, também para o comércio local,” avaliou o Prefeito José Patriota.
Servidores da Secretaria Municipal de Agricultura, que funciona no prédio da antiga CAGEPE, estarão de prontidão para tirar dúvidas e prestar esclarecimentos aos agricultores, de segunda à sexta, no horário das 7h às 13hs.
Por André Luis Na sabatina que participou, on-line, nesta segunda-feira (29), no programa Manhã Cidade da Rádio Cidade de Caruaru, a candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade), deu a entender que não participará de debates no primeiro turno das eleições. Ao ser questionada sobre a ausência no debate da Rádio Liberdade com um […]
Na sabatina que participou, on-line, nesta segunda-feira (29), no programa Manhã Cidade da Rádio Cidade de Caruaru, a candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade), deu a entender que não participará de debates no primeiro turno das eleições.
Ao ser questionada sobre a ausência no debate da Rádio Liberdade com um pool de emissoras, inclusive a Rádio Pajeú, na última sexta-feira (26), Marília justificou a sua ausência informando que foi convidada para mais de 60 sabatinas e debates no período do primeiro turno. “Se formos a todos não tem como realizar a campanha. Só aí em Caruaru foram quatro convites para debates e seis sabatinas e estamos com muito cuidado com essa agenda”, afirmou.
Ela disse preferir participar de sabatinas pois se tem mais tempo de responder aos assuntos abordados.
Marília também criticou o nível do debate da última sexta-feira, questionando se foi um debate de ideias. Vi trechos e só troca de farpas e agressões. Ninguém debateu ideias, debateram quem ia lacrar e gerar conteúdo para a sua rede social. Não estavam preocupados em expor as ideias ou respeitar o ponto de vista do outro”, criticou.
A candidata disse ainda que o debate pareceu um ringue e que não estava disposta a participar desse tipo de embate.
“Estamos aqui para unir, agregar e não entrar em brigas. Eu já fui muito agredida e vamos continuar avaliando. Agora eu ressalto, será que os debates são mesmos para ideias? Tem gente que gosta de ver candidatos brigando e acha legal. Eu não acho que seja o momento pra isso”, pontuou.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso indiscriminado da cloroquina para casos de coronavírus nesta quinta-feira (9) e chegou a recomendar que as pessoas troquem de médico, caso não recebam o tratamento que gostariam. “É uma oportunidade. Você pergunta para qualquer um. Você está infectado. Você tomaria? Claro que tomaria. A minha mãe […]
O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso indiscriminado da cloroquina para casos de coronavírus nesta quinta-feira (9) e chegou a recomendar que as pessoas troquem de médico, caso não recebam o tratamento que gostariam.
“É uma oportunidade. Você pergunta para qualquer um. Você está infectado. Você tomaria? Claro que tomaria. A minha mãe está com 93 anos, está na cara que ela vai tomar, democraticamente vai tomar. Vai consultar o médico, claro. E com toda certeza o médico vai ser favorável. Eu tenho certeza disso”, disse Bolsonaro, em live no Facebook.
E se não for? O presidente, com ironia, encaminha a solução… “O médico não abandona o paciente, mas o paciente troca de médico. Se ele receita algo que você sabe que não vai dar certo? Você tem todo o direito de trocar de médico”, afirmou Bolsonaro.
O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem dito para continuar no cargo que “médico não abandona paciente”.
Como um propagandista farmacêutico, o presidente exibiu várias vezes uma caixa do remédio a base da substância e voltou a prometer fabricação no país com matéria-prima importada da Índia, acordo anunciado no pronunciamento de ontem.
O uso da cloroquina para combater o coronavírus e tratar a covid-19 não é consenso na comunidade científica. Ainda faltam estudos robustos que comprovem e a sua eficácia e também sobre os seus efeitos colaterais.
Bolsonaro também citou novamente o cardilogista Roberto Kalil, que afirmou ter usado cloroquina para se tratar da covid-19 e aproveitou para atacar outra vez o infectologista David Uip e o governador João Doria.
“Kalil, confessou né, confirmou que utilizou, diferente daquele outro colega, que é ligado ao governador lá. Esse politizou o problema”, disse o presidente.
*Por Eduardo Cubas, no Estadão O sentimento da sociedade brasileira por uma reforma política após a última década de sucessivos escândalos de corrupção, iniciado pelo caso “mensalão” e que tem na operação “lava jato” uma espécie de “cereja do bolo” em termos de combate ao crime organizado, está tendo o efeito (in)desejável de discussões que levam à adoção […]
O sentimento da sociedade brasileira por uma reforma política após a última década de sucessivos escândalos de corrupção, iniciado pelo caso “mensalão” e que tem na operação “lava jato” uma espécie de “cereja do bolo” em termos de combate ao crime organizado, está tendo o efeito (in)desejável de discussões que levam à adoção do sistema fechado de listas eleitorais (na contração do que se pede em termos de transparência) bem como na “iconização” de um personagem ocupante de alto escalão do Poder Judiciário: o Ministro Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Juiz Gilmar Mendes.
Trato, nestas linhas, desse fenômeno ao estilo “Trumpista Judicial” em produzir sobre si factoides em que um Magistrado atrai a atenção da imprensa nacional e tornam manchetes uma espécie de atuação aparentemente do tipo politiqueira. A crítica doutrinária que aqui se materializa decorre da última manifestação trazida pela imprensa onde S.Exa., o Min. Gilmar Mendes, diz que “política não pode ser feita por juízes ou promotores”, quando se acusa a esses vazamentos seletivos de investigações judiciais.
Indaga-se se “política” pode ser realizada por Juízes da Suprema Corte?
Fico a imaginar o que V.Exa. diria se um Juiz de 1º Grau fosse visto jantando com um réu. Melhor, viajasse com esse réu. Comentasse sobre processos em curso desse réu. Aliás, dadas às condições históricas e da emblemática conjecturização, supomos do Juiz Sérgio Moro flagrado almoçando com o ex-Presidente Lula, que é réu em ação penal conduzida pelo mesmo. O que aconteceria? Como hipótese, V.Exa., no mínimo, concederia uma (e)liminar e tiraria o Juiz da condução do processo, sem prejuízo de se oficiar ao Conselho Nacional de Justiça para as providências cabíveis, aliás, como já o fez no conhecido caso do Juiz Fausto de Santis, de São Paulo.
Assim, como a história sabe que me garante a autoridade moral de escrever essa missiva, por ser o único Juiz Federal que lhe impugnou a indicação ao cargo de Ministro do STF mediante ação popular; ela também o absolve por ter tido a “coragem” de conceder liminar pela farsa na indicação ao cargo de Ministro da Casa Civil do Sr. Lula, viabilizando o prosseguimento da ação penal, ainda que tal tenha sido originada de um suposto(!) vazamento seletivo. Teria feito política com essa decisão?
Portanto, questionar vazamentos seletivos soa, no mínimo, hipocrisia judicial. Ou vale, ou não vale. Decidir de dois jeitos é que é inaceitável.
Lealdade com suas próprias decisões é o mínimo que se espera de um julgador. Por isso que aqui se
divisa a fronteira entre politicagem e política, cujos conceitos são do domínio público.
Nesse ponto, colega Gilmar Mendes, afinal, somos ambos Juízes, e na qualidade de Presidente de Associação de Juízes Federais é que estamos buscando o direito de exercer política transparente, honesta, impessoal e voltada para o interesse da nação e do povo, donos da soberania do Estado, como facultada em países desenvolvidos tais a Espanha, França, Estados Unidos e tantos outros, para que o Brasil possa deixar de ser “um país de trambiques”, especialmente, judiciários.
*Eduardo Cubas é presidente da União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf). E na minha terra isso se chama “pau da molesta dos cachorros”.
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