‘Mordaça’, diz Marco Aurélio sobre decisão do STF de tirar reportagens do ar
Por André Luis
Foto: Carlos Moura/STF
Foto: Carlos Moura/STF
Ministro da Corte comentou à Rádio Gaúcha a decisão do colega Alexandre de Moraes sobre textos da revista ‘Crusoé’ e do site ‘O Antagonista’.
G1
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta quinta-feira (18), a decisão do colega Alexandre de Moraes, que determinou a retirada de conteúdo dos sites da “Crusoé” e de “O Antagonista”.
“Mordaça, mordaça. Isso não se coaduna com os ares democráticos da Constituição de 1988. Não temos saudade de um regime pretérito. Não me lembro, nem no regime pretérito, que foi um regime de exceção, coisas assim, tão violentas como foi essa. Agora o ministro deve evoluir, deve afastar, evidentemente, esse crivo que ele implementou”, afirmou Marco Aurélio.
Na última terça-feira (16), o ministro já havia dito à TV Globo que houve “censura” e retrocesso” na decisão.
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta quinta-feira (18), a decisão do colega Alexandre de Moraes, que determinou a retirada de conteúdo dos sites da “Crusoé” e de “O Antagonista”.
“Mordaça, mordaça. Isso não se coaduna com os ares democráticos da Constituição de 1988. Não temos saudade de um regime pretérito. Não me lembro, nem no regime pretérito, que foi um regime de exceção, coisas assim, tão violentas como foi essa. Agora o ministro deve evoluir, deve afastar, evidentemente, esse crivo que ele implementou”, afirmou Marco Aurélio.
Na última terça-feira (16), o ministro já havia dito à TV Globo que houve “censura” e retrocesso” na decisão.
Nos rastros dos bandidos que atacaram o Banco do Brasil de Itapetim a Polícia continua trabalhando. Somente no início da noite de ontem o esquadrão antibombas da PM encerrou a varredura na agência onde bananas de dinamite que não explodiram durante o assalto que aconteceu na madrugada, foram encontradas e explodidas em um local distante. […]
Nos rastros dos bandidos que atacaram o Banco do Brasil de Itapetim a Polícia continua trabalhando. Somente no início da noite de ontem o esquadrão antibombas da PM encerrou a varredura na agência onde bananas de dinamite que não explodiram durante o assalto que aconteceu na madrugada, foram encontradas e explodidas em um local distante.
De acordo com o delegado Ubiratam Rocha comandante da Força tarefa de Roubos e Furtos que comanda a busca pelos assaltantes, uma mulher estaria entre os quase 20 homens participantes do assalto.
Uma metralhadora com tripé foi usado na carroceria da caminhonete Hyllux de cor vinho. Durante o assalto os bandidos dispararam contra a DP, a Companhia da PM, o cartório e a praça principal da cidade.
Para se ter uma ideia, somente contra a delegacia da polícia civil foram disparados: 03 (três) tiros Cal.12; 12(doze) Cal .40; 03(três) Cal .44; 11(onze) Cal 5.56; 31(trinta e uma) Cal .9mm e 03(três) Cal .762 e ainda foram encontrados 05(cinco) cartuchos intactos de Cal .762. O valor levado ainda não foi revelado pelo banco e nem a policia conseguiu prender até agora nenhum assaltante.
Já para o presidente da Comissão, nenhuma autoridade vai poder engavetar o relatório O relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou durante a leitura do relatório final da CPI, nesta quarta-feira (20), que a Comissão “foi a única no mundo a eviscerar as mazelas do chefe de uma nação. Esta CPI é […]
Já para o presidente da Comissão, nenhuma autoridade vai poder engavetar o relatório
O relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou durante a leitura do relatório final da CPI, nesta quarta-feira (20), que a Comissão “foi a única no mundo a eviscerar as mazelas do chefe de uma nação. Esta CPI é a primeira a comprovar as digitais de um presidente da República na morte de milhares de cidadãos”.
O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AL), destacou, após a leitura do relatório que nenhuma autoridade vai poder engaveta-lo. Segundo ele, o documento vai ser debatido pela sociedade e passa a ser não só o relatório da CPI, mas também das vítimas da pandemia.
Antes do encerramento da reunião, Omar criticou o presidente da República, Jair Bolsonaro, que teria dado gargalhada ao saber do conteúdo.
Aziz encerrou os trabalhos da CPI e convocou reunião para a próxima terça-feira (26), quando os parlamentares devem votar o relatório proposto por Renan Calheiros.
Antes do encerramento da reunião, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), enfatizou a “trágica condução no enfrentamento da pandemia”, com assessoramento oficial ou do “gabinete paralelo” pelos “piores ministros da história”, que ocasionaram uma das maiores letalidades por covid-19 no mundo.
“Resultado funesto, sepulcral, derivado da soma de muitos erros e práticas mortais que conjugaram heresias científicas fatais como imunidade de rebanho, remédios ineficazes, boicote irracional e deliberado às vacinas e experimentos de triste memória nazista com seres humanos”
Além das mortes, “a vida foi desprezada” também pela fome, desemprego, e indigência, segundo o senador, para quem “o governo Jair Bolsonaro entrará na história como o mais baixo degrau da indigência humana e civilizatória”.
“O que testemunhamos foi uma tropa de jagunços institucionais, de instintos primitivos em estado anímico de matar”, pontuou Renan Calheiros.
Por Magno Martins Quando garoto em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, adorava futebol. Não jogava bem, mas admirava quem tinha o domínio e a arte da bola. Ferroviário, Guarany e Bac eram times da elite do futebol do Sertão, celeiros de craques. Muitos jogadores já fizeram a última viagem. Outros, continuam cumprindo a sua […]
Quando garoto em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, adorava futebol. Não jogava bem, mas admirava quem tinha o domínio e a arte da bola.
Ferroviário, Guarany e Bac eram times da elite do futebol do Sertão, celeiros de craques. Muitos jogadores já fizeram a última viagem. Outros, continuam cumprindo a sua missão, resistindo a pegar o último pau-de-arara.
Serra-pau, que reencontrei na última vez que estive em Afogados, vivendo de um pequeno comércio na praça ao lado da Catedral, pertenceu à galáxia dos craques. Era zagueiro, beque central como a gente dizia na linguagem amatutada. Duro na queda, daqueles que praticavam a filosofia “do joelho para baixo, tudo é canela”.
Pertencia ao Ferroviário, contemporâneo de Colher de Pau, Clóvis de Dóia, Surrão, Biu de Zeca, Lulu Pantera e Antônio Martins. Além de bom atleta, Serra-pau jogava com paixão. Era tanto amor ao time que chorava diante de uma derrota. Bom caráter, leal, amigo e sem nenhum atributo contaminado pelo estrelismo.
Cansei de ver vê-lo chorar nos ombros do meu pai quando o Ferroviário perdia para o Guarany. Papai era presidente do time e as tertúlias do choro se davam na calçada de nossa casa onde hoje funciona o Banco do Brasil. Um casarão, tinha até um vasto salão para a equipe usar como espaço de concentração e vestuário.
Tempos bons. Nas vitórias do Ferroviário, papai agradava aos jogadores dando uns trocados, dinheiro que tirava do apurado da sua loja comercial sem prestar contas a mamãe, cuja firma estava registrada no seu nome. Papai enrolava, mas se dava mal. Quando ela descobria o “rombo” no caixa, braba como um leão, mamãe esbravejava, enquanto ele negava na maior cara de pau.
Papai era um comerciante de miudezas em geral muito bem sucedido em Afogados da Ingazeira. Mas jogou muito dinheiro pela janela na política – foi vereador por quatro mandatos e vice-prefeito – e no futebol. Seu “sócio” no poço sem fundo do Ferroviário era o juiz Virgílio Amaral, igualmente doente pelo time.
Serra de Pau é um símbolo de um passado impregnado nas memórias dos meus anos dourados. No espelho da vida, revejo mil rostos, alguns velhos, outros cansados, perdidos em passados distantes. Chego à conclusão que são pedaços de mim que flutuam no tempo, pássaros sem rumo e sem pouso, a buscar seus ninhos no céu da memória.
O jornalismo é feito de histórias e histórias são retratos do passado. Enquanto existir recordações fotográficas sentimentais, o tempo passado, para mim, não morrerá jamais. Hoje, posso dizer que a vida não pode ser rebobinada como uma fita. Cada personagem e cena têm o seu lugar na história. É só não descartar as emoções sentidas nem menosprezar as atitudes escolhidas. O tempo não cura as feridas. Elas ficam ali para que a gente sempre se lembre do que passou.
Ministro evita cravar aliança com Raquel Lyra e diz que ouvirá bases e presidente Lula Em meio a especulações sobre uma possível composição com a governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano, o ministro de Portos e Aeroportos e pré-candidato ao Senado, Silvio Costa Filho (Republicanos), afirmou nas redes sociais, na noite desta segunda-feira […]
Ministro evita cravar aliança com Raquel Lyra e diz que ouvirá bases e presidente Lula
Em meio a especulações sobre uma possível composição com a governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano, o ministro de Portos e Aeroportos e pré-candidato ao Senado, Silvio Costa Filho (Republicanos), afirmou nas redes sociais, na noite desta segunda-feira (16), que a definição do partido sobre o pleito em Pernambuco será tomada “na hora certa” e de forma coletiva. Segundo ele, a decisão envolverá diálogos com lideranças políticas do Estado e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desenvolvimento
O posicionamento público de Silvio Costa Filho ocorre em cenário de indefinição sobre a formação das alianças eleitorais em Pernambuco. Sem citar diretamente a governadora Raquel Lyra, o ministro limitou-se a dizer que o Republicanos está “dialogando sobre o processo eleitoral” no Estado e que a decisão ainda será amadurecida internamente.
Silvio Costa Filho ressaltou que, nos próximos dias, pretende ouvir diferentes segmentos da política local, incluindo prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e deputados, antes de fechar a posição da sigla. Ele também indicou que o presidente Lula será consultado nesse processo.
Posições e declarações
Em sua manifestação, o ministro destacou o caráter coletivo da escolha e associou o debate eleitoral a uma agenda de desenvolvimento para Pernambuco. “Nós, do Republicanos, estamos dialogando sobre o processo eleitoral em Pernambuco e, na hora certa, vamos tomar uma decisão coletiva”, escreveu.
Silvio Costa Filho afirmou ainda que o processo será conduzido “com responsabilidade e diálogo” e vinculou a futura decisão a compromissos com desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda e a construção de “um estado mais justo e mais solidário”.
Política é coisa séria, não lugar para aventureiros Por André Luis – Jornalista do blog A declaração do cantor sertanejo Gusttavo Lima sobre sua possível candidatura à Presidência da República em 2026 reacende um debate importante: o que qualifica alguém a ocupar o cargo mais alto do país? Em entrevista ao portal Metrópoles, Lima afirmou […]
Política é coisa séria, não lugar para aventureiros
Por André Luis – Jornalista do blog
A declaração do cantor sertanejo Gusttavo Lima sobre sua possível candidatura à Presidência da República em 2026 reacende um debate importante: o que qualifica alguém a ocupar o cargo mais alto do país? Em entrevista ao portal Metrópoles, Lima afirmou que o Brasil precisa de alternativas e que sua candidatura seria um “gesto” para unir a população. No entanto, ao analisar sua trajetória, seu histórico de controvérsias e a falta de qualquer experiência política ou administrativa, a proposta soa mais como oportunismo e aventura pessoal do que como um projeto sério para o país.
Entre polêmicas judiciais e o apoio bolsonarista
Gusttavo Lima não é estranho ao universo político, embora nunca tenha exercido qualquer função pública. Ele foi um entusiasta do governo de Jair Bolsonaro, que atualmente enfrenta acusações relacionadas a tentativas de minar a democracia brasileira. O cantor tenta, agora, se desvincular da polarização política que ajudou a sustentar, ao afirmar que sua candidatura “não é sobre direita ou esquerda”. A contradição é evidente: como alguém pode se apresentar como um símbolo de união ao ignorar os próprios atos que fomentaram divisões?
Além disso, Gusttavo Lima carrega um histórico que pode se tornar um peso em qualquer projeto político. Recentemente, foi associado a investigações envolvendo o patrocínio de casas de apostas, um setor que tem levantado preocupações sobre lavagem de dinheiro e práticas ilegais. Ele também foi acusado de receber valores exorbitantes de prefeituras para realizar shows, o que gerou questionamentos sobre a transparência e o uso do dinheiro público. Esses episódios colocam em dúvida sua ética e comprometimento com uma gestão responsável.
E tem mais: Gusttavo Lima foi indiciado por lavagem de dinheiro e associação criminosa, após a investigação da Polícia Civil de Pernambuco. A Justiça de Pernambuco chegou a expedir um mandado de prisão para o artista no dia 23 de setembro, mas o pedido foi revogado no dia seguinte. Ele é suspeito de estar envolvido com uma organização criminosa que teria movimentado aproximadamente R$ 3 bilhões provenientes de atividades ilícitas.
O “outsider” da vez e a banalização da política
A estratégia de Gusttavo Lima reflete um padrão recente na política brasileira: o uso do discurso de “outsider” como um passaporte para entrar no cenário eleitoral. Essa postura, que também foi utilizada por figuras como Pablo Marçal, demonstra como o oportunismo se aproveita da crise de representatividade política para buscar ganhos pessoais. No entanto, o Brasil já pagou caro por eleger, num passado bem recente, lideranças despreparadas que transformaram o país em um palco de incertezas e retrocessos.
Governo não é lugar para amadores ou celebridades que confundem popularidade com capacidade de liderança. A Presidência exige preparo, conhecimento técnico e experiência para lidar com as complexidades de um país com mais de 212 milhões de habitantes. Narrativas de superação pessoal podem ser inspiradoras, mas não substituem a competência necessária para gerir crises, liderar equipes técnicas e propor políticas públicas eficazes.
O Brasil não pode mais se dar ao luxo de improvisar
A ideia de Gusttavo Lima se lançar como candidato é, na prática, mais uma jogada de marketing pessoal do que um plano concreto para o futuro do país. A política, especialmente em tempos de crise, não pode ser reduzida a um show midiático ou a um experimento de egos.
A candidatura de aventureiros sem preparo desvia o foco dos verdadeiros problemas do Brasil, prejudica o debate público e desrespeita a seriedade que a política exige. Para um país que luta contra desigualdades, corrupção e desafios econômicos, a Presidência não pode ser tratada como um palco para projetos pessoais. O Brasil merece mais do que promessas vazias ou figuras midiáticas em busca de holofotes. Afinal, política é coisa séria, não lugar para aventureiros.
Viva a cultura
A Festa de Reis de São José do Egito, em sua 158ª edição, ganhou novos ares com a implantação do Polo Cultural, reafirmando a cidade como berço da poesia e da cultura do Sertão do Pajeú. Conhecida como a “Terra dos Poetas”, São José do Egito mantém viva a herança de nomes como Antônio Marinho, Lourival Batista, Otacílio Batista, Dimas Batista e Rogaciano Leite. O Polo, localizado na rua João Pessoa, trouxe apresentações que celebraram essa rica tradição, com destaque para a banda de pífanos de Riacho do Meio, o poeta Paulo Passos e a dupla de violeiros Afonso Pequeno e Arnaldo Pessoa, além do aclamado Maciel Melo.
A iniciativa resgatou e exaltou a essência cultural do Sertão, oferecendo um espaço democrático onde música, poesia e tradição se encontraram para celebrar a identidade nordestina. São José do Egito reafirma seu papel como guardiã das artes populares, transformando a Festa de Reis em um tributo à história e ao talento do povo sertanejo.
Viva a cultura 2
O Chama Violeta é um festival de artes integradas realizado na comunidade rural Minadouro, em Ingazeira-PE, que celebra a diversidade cultural do Sertão do Pajeú. Em sua sexta edição, que ocorre de 9 a 12 de janeiro de 2025, o evento promove 25 horas de programação gratuita, incluindo espetáculos de dança, teatro, circo, música, cinema, poesia e cultura popular, além de oficinas e rodas de conversa. As atividades, realizadas em terreiros e espaços abertos, contam com artistas de várias partes do Brasil e visam descentralizar o acesso à cultura, transformando a comunidade em um verdadeiro palco artístico.
Idealizado pela produtora cultural Odília Nunes, o festival é uma iniciativa independente e coletiva que inspira outros projetos culturais ao mostrar alternativas de promoção cultural longe dos grandes centros. Com financiamento coletivo e trabalho voluntário, o Chama Violeta reflete o poder transformador da arte ao unir, educar e valorizar as identidades locais, reafirmando a força criativa do interior pernambucano. Vale muito a pena acompanhar!
Um lugar chamado São José do Egito
São José do Egito, berço dos poetas e das tradições, parece também ser palco de uma novela política que nunca cansa de surpreender. O mais recente episódio foi a eleição para a presidência da Câmara, protagonizada por Romerinho Dantas e Vicente de Vevéi. Com reviravoltas dignas de um enredo bem amarrado, a trama contou com desistências estratégicas e articulações de última hora, transformando o embate final em uma disputa acirrada. A vitória de Romerinho, por 7 a 6, não apenas redesenhou a Mesa Diretora, mas também adicionou mais um capítulo intrigante à saga política local.
Assim como nas novelas mais envolventes, o desfecho dessa eleição deixa no ar a expectativa do que está por vir. As articulações de bastidores, os apoios inesperados e o histórico de disputas emocionantes reforçam que, em São José do Egito, a política é uma arte performática que rivaliza com sua rica tradição poética. Resta saber quais personagens e enredos surgirão nos próximos capítulos dessa história que mistura cultura, poder e estratégia como só o Sertão do Pajeú sabe fazer.
Mudanças na Alepe
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) recebeu dois novos deputados: Cayo Albino (PSB), que assume a vaga de Eriberto Filho, e Wanderson Florêncio (Solidariedade), substituindo Lula Cabral. Empossados na última sexta-feira (3), Albino, aos 26 anos, é o deputado mais jovem da Alepe e promete atuar em defesa de Garanhuns e outras regiões do estado. Já Florêncio retorna ao Legislativo após atuar de 2018 a 2022, com foco em pautas como o meio ambiente, cultura, acessibilidade e cidades sustentáveis.
Além das posses, outras mudanças incluem a saída de Cléber Chaparral, agora prefeito de Surubim, e o retorno de Antônio Coelho ao mandato em 2025, após sua licença para chefiar a Secretaria de Turismo do Recife. Com isso, Edson Vieira deixa a suplência para se tornar titular do mandato, consolidando novas configurações no Legislativo pernambucano.
Será que agora vai?
A promessa de saneamento em Afogados da Ingazeira, que já percorreu mais de uma década, parece estar ganhando um novo fôlego. Em 2012, o então prefeito Totonho Valadares assinou um contrato de R$ 36 milhões com a empresa MAF Projetos e Obras LTDA, sob a supervisão da Compesa, para executar um sistema de esgotamento sanitário na cidade. O projeto prometia transformar a infraestrutura do município com estações de tratamento, elevatórias e quase 200 km de tubulação. Contudo, ao longo dos anos, o que se viu foi uma obra estagnada e uma série de obstáculos que impediram a concretização desse sonho.
Agora, em 2025, a história parece repetir-se com novos protagonistas. O prefeito Sandrinho Palmeira anunciou investimentos de R$ 25 milhões, provenientes de recursos do comitê da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, para a retomada das obras. O projeto ainda está nas mãos da mesma Compesa, responsável pela execução anterior. A pergunta que fica para os afogadenses é: será que agora vai?
Frase da Semana
“Meu maior objetivo é selar a paz no legislativo, promovendo discussões que busquem o bem comum e deixando de lado questões pessoais.”
Do vereador de São José do Egito, Romerinho Dantas (PSB), após ser eleito presidente da Câmara Municipal.
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