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Lula liga para aliados em Pernambuco para saber sobre o suposto “gabinete do ódio”

Por Michael Andrade

Ele buscou informações sobre a disputa judicial entre João Campos e Raquel Lyra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para aliados políticos em Pernambuco, nessa sexta-feira (28), para entender os últimos acontecimentos relacionados ao suposto “gabinete do ódio” e os desdobramentos judiciais envolvendo João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).

A informação foi publicada pela coluna Diario Político, do Diario de Pernambuco, assinada pela jornalista Renata Bezerra de Melo. Segundo a publicação, Lula tentou inicialmente conversar com uma liderança pernambucana que estava em um voo e não pôde atender. Depois, conseguiu contato com outro integrante da Frente Popular.

O presidente teria solicitado informações sobre o contexto da disputa política e sobre as medidas adotadas na Justiça. Durante a conversa, recebeu um relato detalhado dos acontecimentos que levaram o caso ao Judiciário.

O contato ocorreu após o jurídico da coligação liderada por João Campos anunciar que apresentaria uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A Frente Popular também informou que acionaria outros órgãos para apurar a possível utilização de servidores e recursos públicos em ataques políticos contra adversários do governo estadual.

Nessa sexta-feira (28), Raquel Lyra também recorreu à Justiça. A governadora protocolou uma interpelação judicial criminal na 16ª Vara Criminal da Capital, com fundamento no artigo 144 do Código Penal, para que João Campos esclareça declarações feitas em vídeo na última terça-feira (26).

Na gravação, o candidato do PSB atribuiu a “quem senta na cadeira para governar Pernambuco” a coordenação de uma suposta “milícia digital” a partir do Palácio do Campo das Princesas. Raquel pede que o socialista identifique a quem se referiu e apresente os fatos utilizados como base para a declaração.

A interpelação é um pedido formal de esclarecimentos e não representa, até o momento, uma queixa-crime ou um pedido de condenação contra João Campos.

A coluna também informou que aliados discutem a definição de uma nova agenda de Lula em Pernambuco. Lideranças petistas avaliam que as vaias dirigidas ao presidente durante a convenção de Raquel Lyra alteraram a leitura sobre a possibilidade de um palanque duplo no estado. O avanço da disputa entre as duas candidaturas para o Judiciário passa a integrar essa avaliação política.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Valter Campanato

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Outras Notícias

Jovem morre entre Afogados e Ingazeira

Na tarde deste domingo (24), o afogadense conhecido como Fabiano Silva, de apelido “Darcinha”, idade não informada, morreu de acidente de moto. Ele morava no São Braz, mais tinha residência em um sítio no caminho da cidade de Ingazeira, também no Pajeú. Ele teria perdido o controle da moto e faleceu no local. A PE […]

Na tarde deste domingo (24), o afogadense conhecido como Fabiano Silva, de apelido “Darcinha”, idade não informada, morreu de acidente de moto.

Ele morava no São Braz, mais tinha residência em um sítio no caminho da cidade de Ingazeira, também no Pajeú.

Ele teria perdido o controle da moto e faleceu no local. A PE 283 é conhecida por trechos muito sinuosos. Ainda não há mais detalhes sobre se isso ou outra causa motivou o acidente. Imagem ilustrativa. 

Temer pode ser conduzido coercitivamente para depor no processo de Geddel, diz blog

Ex-presidente pediu dispensa pela segunda vez, mas juíza entende que presença é necessária. O blog do Lauro Jardim publicou na manhã desta quarta-feira (6), que a juíza da 5ª Vara Federal em Brasília, Diana Wanderlei, determinou que Michel Temer compareça à Justiça Federal em São Paulo nesta quinta-feira (7) para depor por vídeo conferência, como […]

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ex-presidente pediu dispensa pela segunda vez, mas juíza entende que presença é necessária.

O blog do Lauro Jardim publicou na manhã desta quarta-feira (6), que a juíza da 5ª Vara Federal em Brasília, Diana Wanderlei, determinou que Michel Temer compareça à Justiça Federal em São Paulo nesta quinta-feira (7) para depor por vídeo conferência, como testemunha no processo contra seu amigo o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

No último dia 22 de outubro, o STF condenou o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima. Eles foram julgados no caso das malas e caixas com 51 milhões em cédulas de real e de dólar em um apartamento em Salvador, em 2017.

Ainda segundo o blog: Temer havia pedido para ser dispensado da oitiva e autorizado a enviar seus esclarecimentos por escrito. Alegava que tinha direito à regalia por ser ex-presidente da República.

O blog também informou que: Diana Wanderlei não só vetou o pleito, como mandou a Polícia Federal ficar a postos. A magistrada adiantou que vai expedir um mandado de condução coercitiva, caso Temer não compareça, e que ele poderá responder por desobediência. E justificou.

“Pondero que o juízo já possibilitou a ausência da oitiva da testemunha uma vez, não sendo admitido que pela segunda vez não compareça[…], o que caracterizaria abuso de direito. Reforço que para realizar uma audiência como esta, muitos gastos públicos de recursos foram dispensados. No mais, a testemunha será questionada pelas partes e pelo juízo, não sendo o caso de respostas prontas.”

Humberto pede pressão popular contra o Impeachment

A quatro dias da votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu à tribuna da Casa nesta quarta-feira (13) para pedir ao povo brasileiro intensa mobilização nesta reta final “em defesa da democracia e deste Brasil socialmente mais […]

A quatro dias da votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu à tribuna da Casa nesta quarta-feira (13) para pedir ao povo brasileiro intensa mobilização nesta reta final “em defesa da democracia e deste Brasil socialmente mais justo” construído a partir das políticas públicas implementadas pelos Governos Lula e Dilma ao longo da última década.

Falando diretamente aos brasileiros, Humberto pediu para que não abram mão nem de um palmo de cada espaço público que ocuparem em favor dos avanços institucionais, sociais e econômicos, da Constituição Federal e contra o retrocesso e a ruptura da ordem democrática.

No discurso, o parlamentar pediu para que os eleitores procurem saber como votam os seus deputados a fim de pressioná-los “de maneira respeitosa e sem agressões”. “Pressionem os indecisos e aqueles que dizem que vão votar a favor do impeachment. Dialoguem com eles para que mudem de voto ou se abstenham de compactuar com essa destruição que querem impor às políticas públicas exitosas do Brasil”, insistiu.

Em Brasília, palco da votação de domingo, há vários grupos contrários ao golpe chegando de todos os cantos do país, desde o começo da semana, para passeatas na Esplanada dos Ministérios. Vários atos estão programados em todo o país até domingo.

Para o líder do Governo, o que está em conflito nesse processo do impedimento da presidenta são dois Brasis: o do arrocho, miséria, desemprego e privatização das riquezas nacionais, representado pela “trupe que quer golpear Dilma” e destituí-la do cargo para devolver o país à década de 90, e o Brasil do avanço.

Humberto também chamou a atenção para as estimativas feitas, principalmente do lado da oposição, dos votos contrários à presidenta Dilma. Para ele, os últimos dias fizeram surgir outra profissão além da de analista político: a de contador de votos favoráveis.

O senador ressaltou que o jogo ainda não está resolvido, pois há avanços e retrocessos, a cada hora, para os dois lados, e que não existe um só levantamento feito por instituições sérias que dê os 342 votos necessários aos golpistas ou mesmo os 172 votos necessários aos defensores do Estado democrático de Direito. “Quem quer que se arrisque nessa definição ou está dando palpite ou está fazendo bravata”, criticou.

Raquel se reúne com prefeitos do Estado

Após ter se reunido com a bancada federal em Brasília e com os deputados estaduais com mandato e eleitos, a governadora eleita, Raquel Lyra (PSDB), e a sua vice, Priscila Krause (Cidadania), convidam os prefeitos e prefeitas de todo Estado para um encontro, na próxima quarta-feira (7). O evento acontecerá no Espaço Renato Machado, às […]

Após ter se reunido com a bancada federal em Brasília e com os deputados estaduais com mandato e eleitos, a governadora eleita, Raquel Lyra (PSDB), e a sua vice, Priscila Krause (Cidadania), convidam os prefeitos e prefeitas de todo Estado para um encontro, na próxima quarta-feira (7).

O evento acontecerá no Espaço Renato Machado, às 14h30, em Caruaru. O local fica próximo ao antigo Paladium, no início da estrada sentido Riacho das Almas.

Morre Carlos Ustra, ex-chefe de órgão de repressão na ditadura

Morreu na madrugada desta quinta-feira (15) o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, de 83 anos, que foi chefe de órgão de repressão política durante a ditadura militar. Ele havia sido internado no Hospital Santa Helena, em Brasília, para tratamento de um câncer. A família informou que ele fazia quimioterapia e estava com a imunidade baixa. […]

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Morreu na madrugada desta quinta-feira (15) o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, de 83 anos, que foi chefe de órgão de repressão política durante a ditadura militar. Ele havia sido internado no Hospital Santa Helena, em Brasília, para tratamento de um câncer. A família informou que ele fazia quimioterapia e estava com a imunidade baixa.

Em 23 de abril, ele foi encaminhado à UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA) com suspeita de infarto, após um mal-estar.

De 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, Ustra foi chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), do II Exército, órgão utilizado para reprimir manifestações políticas contrárias à ditadura militar.

Polêmica: Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade em 2013, o coronel afirmou que a presidente Dilma Rousseff participou de “organizações terroristas” para implantar o comunismo no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Segundo Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma “ditadura do proletariado”.

Convocado para depor sobre supostos crimes contra os direitos humanos no DOI-Codi, Ustra conseguiu na Justiça o direito de permanecer calado. A defesa de Ustra sugeriu o envio de uma cópia do livro “Verdade sufocada”, em que o militar descreve sua atuação no órgão, mas o coronel aceitou comparecer e falar sobre o período.

Em dezembro, o relatório final da Comissão da Verdade incluiu o nome de Brilhante Ustra entre os377 responsabilizados por mortes na ditadura. Durante o comando do militar no DOI-Codi, o relatório cita registros de ao menos 45 mortes e desaparecimentos políticos. (G1)