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Outro lado: lideranças questionam institutos que deram queda de vantagem para Raquel

Por Nill Júnior

Trazendo um resultado considerado completamente fora da curva em relação à sequência de pesquisas já divulgadas sobre a corrida pelo Governo de Pernambuco — indicando uma inesperada redução da diferença entre o prefeito do Recife, João Campos, e a governadora Raquel Lyra — o levantamento atribuído às recém-criadas Opinform Inova Simples I.S. e Opindata Inova Simples I.S., ambas sediadas em Macaparana (PE), tem provocado forte estranhamento entre políticos pernambucanos que discordam frontalmente dos números.

Nos bastidores, afirmam que o estudo carece de elementos mínimos de credibilidade, começando pela ausência de informações básicas sobre metodologia, amostragem e capacidade operacional das empresas responsáveis.

A desconfiança aumenta quando se observa que dados públicos da Receita Federal e de plataformas de consulta corporativa apontam que as duas empresas apresentam características típicas de entidades criadas apenas para servir como fachada. Ambas foram constituídas entre meados e o final de 2024, não têm nome fantasia registrado, atuam no mesmo segmento de pesquisas de mercado e de opinião e partilham uma peculiar coincidência: nasceram na mesma cidade do interior de Pernambuco, um município sem tradição na área de pesquisa e tecnologia. Para políticos que acompanham a disputa estadual, é difícil acreditar que duas startups desse tipo surgiriam simultaneamente no mesmo local e com nomes tão semelhantes, indicando vícios.

Outro ponto destacado por eles é a inexistência de histórico público, portfólio, quadro técnico identificável ou presença institucional das empresas — atributos considerados fundamentais para quem realiza estudos com potencial de interferência no debate político. Soma-se a isso o fato de que CNPJs com perfis semelhantes aos da Opinform e da Opindata têm aparecido em aplicativos que prometem pagamentos por avaliações de produtos, quizzes ou serviços de “opinião remunerada”, muitos deles alvo de queixas por exigir taxas de liberação ou dados financeiros sob justificativas pouco claras.

Outras Notícias

Governador de Roraima tem mandato cassado por distribuição de cestas básicas no período eleitoral

Por Yara Ramalho e Rayane Lima, g1/RR O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) nesta segunda-feira (14) por distribuição de cestas básicas no período eleitoral de 2022. Ele está no segundo mandato. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — com isso, […]

Por Yara Ramalho e Rayane Lima, g1/RR

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) nesta segunda-feira (14) por distribuição de cestas básicas no período eleitoral de 2022. Ele está no segundo mandato. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — com isso, ele permanece no cargo até a decisão superior.

Em nota, Denarium disse que está com “a consciência tranquila de que fiz o correto pelo bem do nosso povo. As ações realizadas pelo nosso governo sempre tiveram objetivo de ajudar quem mais precisa”. O governo do estado informou que o governador recorrerá da decisão.

A cassação foi decidida pelo voto da presidente do TRE-RR, desembargadora Elaine Bianchi. Ao votar para que Denarium perdesse o mandato, ela determinou que ele deverá deixar o cargo para realização de novas eleições assim que for publicado o acórdão do julgamento.

“O Governo do Estado vai manter a linha de total transparência das ações governamentais e se posicionará durante as novas fases processuais”, disse.

Antonio Denarium teve o mandato cassado por quatro votos. No julgamento, votaram a favor da cassação os juízes Felipe Bouzada, relator do processo, a juíza Joana Sarmento, desembargadora Tânia Vasconcelos e a presidente da corte, Elaine Bianch. Os juízes Francisco Guimarães, Ataliba de Albuquerque e Luiz Alberto votaram contra. Luiz foi a favor da aplicação de multa.

“Esta corte por maioria dos votos, deu procedência a representação especial eleitoral, reconhecendo a prática de conduta vedada e imposição de multa equivalente a 100 mil UFSR e 21mil UFRS, respectivamente, para Antônio Oliveira Garcia de Almeida, e Tânia Soares de Souza”, disse a presidente.

A multa aplicada a Denarium equivale a mais de R$ 106 mil. O processo para que Denarium fosse cassado foi ingressado pelo partido Avante, por meio do diretório regional em Roraima.

“E especificamente em relação ao representado Antonio Oliveira Garcia de Almeida pela cassação do seu diploma com a determinação de realização de novas eleições e remessa de cópia integral do feito, ao Ministério Público estadual”, determinou Bianchi.

Ação do Avante

O TRE-RR acolheu o pedido do diretório regional do Avante, que ajuizou uma ação. Na ação, o Avante alegou que o governo usou “programas sociais destinados a pessoas carentes intuito eleitoreiro” por meio da Lei no 1.639, de 24 de janeiro de 2022. Isto porque o governo teria feito a ampliação do “Cesta da Família” para captar votos durante as eleições de 2022.

“Houve significativo aumento do número de beneficiados dos projetos sociais decorrentes da aprovação da lei supramencionada. No ano de 2022 os Representados já gastaram mais que o dobro dos exercícios 2020 e 2021 com verbas destinadas ao fortalecimento da política de segurança alimentar e nutricional – cerca de R$ 11.166.595,84”, cita o pedido.

O julgamento do TRE começou no dia 30 de maio, mas foi adiado duas vezes após pedido de vistas dos juízes Francisco Guimarães e Ataliba de Albuquerque. À época, Ataliba levou uma questão de ordem sobre a decadência da ação a respeito do vice da chapa não ser mencionado no processo.

Sepultamento de Vanuza Veras será às 19h30, informa família

O ex-prefeito de Iguaracy,  Francisco Dessoles, cunhado de Vanuza Veras Valadares,  informa em nome da família que o sepultamento ocorrerá às 19h30 de hoje. O local está mantido,  o Cemitério São Judas Tadeu,  em Afogados da Ingazeira.  Dessoles é casado com Vera Veras, irmã de Vanuza. O ex-prefeito está muito abalado. Vanuza faleceu na manhã […]

O ex-prefeito de Iguaracy,  Francisco Dessoles, cunhado de Vanuza Veras Valadares,  informa em nome da família que o sepultamento ocorrerá às 19h30 de hoje.

O local está mantido,  o Cemitério São Judas Tadeu,  em Afogados da Ingazeira.  Dessoles é casado com Vera Veras, irmã de Vanuza. O ex-prefeito está muito abalado.

Vanuza faleceu na manhã deste domingo (20), no Recife. Tinha 53 anos. Ela era esposa de Toninho Valadares, filho do ex-prefeito Totonho Valadares e irmão de Daniel Valadares, vice-prefeito de Afogados da Ingazeira.

Vanusa, que era servidora da X Gerência Regional de Saúde (X GERES), vinha lutando já há algum tempo contra um câncer, tendo passado por tratamento, inclusive em São Paulo.

Nas redes sociais, a X GERES lamentou o falecimento de Vanusa. “A morte é uma certeza, mas continua nos surpreendendo quando chega tão precoce e leva uma pessoa tão querida e amada. Toda a família da X GERES chora sua partida, e pede a Deus que Ele possa confortar nossos corações e de todos os familiares da nossa amiga e funcionária pública, Vanusa Veras”.

O marido, Toninho Valares, disse ao blog que fica o sentimento de gratidão a Deus por ter lhe concedido o privilégio de ter convivido com Vanusa.

Situação crítica de estradas ameaça rotina e economia de Tabira

A Coluna do Domingão, publicada ontem no blog, voltou a levantar o debate sobre a preocupante situação da PE-320 na altura do Sítio Santa Clara, no município de Tabira. A deterioração da via tem gerado indignação e preocupação entre os moradores e motoristas que transitam pelo local. O texto chamou a atenção que se a […]

A Coluna do Domingão, publicada ontem no blog, voltou a levantar o debate sobre a preocupante situação da PE-320 na altura do Sítio Santa Clara, no município de Tabira. A deterioração da via tem gerado indignação e preocupação entre os moradores e motoristas que transitam pelo local.

O texto chamou a atenção que se a prefeita Nicinha Melo não tomar medidas urgentes e pressionar a governadora Raquel Lyra por uma solução, Tabira, conhecida como a Cidade das Tradições, corre o risco de ficar isolada. A precariedade da estrada tem dificultado o acesso e a circulação, impactando diretamente a rotina e a economia da região.

Nos últimos tempos, Nicinha Melo tem sido cobrada pela população quanto aos benefícios de seu alinhamento político com a governadora.

A ampliação do Curral do Gado foi uma ação positiva, beneficiando os comerciantes e produtores locais. No entanto, a urgência de uma intervenção na PE-320 torna-se cada vez mais evidente, sendo essencial para garantir a mobilidade e o desenvolvimento de Tabira.

Outro ponto cobrado, é o trecho com 16 km da PE 304 que liga Tabira a Água Branca e há muito tempo espera uma solução do Governo do Estado. A estrada fica no outro extremo de Tabira, que com duas importantes estradas que estão em estado intransitável pode ter a sua economia prejudicada. 

Desemprego fica em 12,2% e tem a maior taxa da série para outubro

G1 No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desemprego no país chegou a 12,2%, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando apenas o trimestre de agosto a outubro, o índice é o maior da série história, que teve início em 2012. A taxa […]

G1

No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desemprego no país chegou a 12,2%, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando apenas o trimestre de agosto a outubro, o índice é o maior da série história, que teve início em 2012.

A taxa recuou em relação ao trimestre anterior, de maio a julho, quando ficou em 12,8%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, que registrou índice de 11,8%, o desemprego cresceu.

A população desocupada somou 12,7 milhões – o maior número para outubro desde 2012. O número indica uma queda de 4,4% na comparação com o trimestre anterior (menos 586 mil pessoas) e uma alta de 5,8% sobre um ano antes (mais 698 mil pessoas).

Já a população ocupada chegou a 91,5 milhões. Esse é o maior contingente para um trimestre encerrado em outubro desde 2015. O número ficou acima tanto em relação ao trimestre anterior (1,0%) como contra o mesmo trimestre de 2016 (1,8%).

“O que a gente está assistindo desde o trimestre terminado em abril é o aumento da ocupação e queda da desocupação. A desocupação continua em alta, embora com força menor. O que muda é a ocupação, que está crescendo acima do crescimento da população”, disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Desse total de empregados, 33,3 milhões de pessoas tinham carteira de trabalho assinada – praticamente o mesmo número do trimestre anterior. Frente a um ano atrás, 738 mil pessoas a deixaram de ser registradas (uma queda de 2,2%). Azeredo enfatizou que a informalidade é que continua aumentando o nível da ocupação no país. “Não temos nesta pesquisa a geração de um posto sequer de carteira assinada.”

Guedes pede desculpas por comparação com parasitas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu desculpas, hoje, por ter se expressado “mal” ao comparar servidores públicos a parasitas e afirmou que sua declaração foi tirada do contexto. “Eu me expressei muito mal, e peço desculpas não só a meus queridos familiares e amigos, mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente […]

Por Julia Duailibi

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu desculpas, hoje, por ter se expressado “mal” ao comparar servidores públicos a parasitas e afirmou que sua declaração foi tirada do contexto.

“Eu me expressei muito mal, e peço desculpas não só a meus queridos familiares e amigos, mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente eu possa ter ofendido”, declarou o ministro em mensagem de WhatsApp enviada a amigos e jornalistas. O ministro disse ainda que “não queria jamais ofender pessoas simples que cumprem seus deveres”.

Na sexta-feira passada, em uma palestra na Fundação Getúlio Vargas do Rio, o ministro declarou: “O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação. Tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo, e o cara virou um parasita. O dinheiro não chega ao povo, e ele quer aumento automático. Não dá mais”.

A declaração de Guedes repercutiu mal, principalmente no Congresso, que deve analisar a reforma administrativa ainda neste semestre. Os servidores compõem uma categoria com muita capacidade de articulação e influência perante os parlamentares — não raro conseguem fazer valer suas pautas. Para deputados e senadores, a frase do ministro pode prejudicar o trâmite das mudanças que o governo pretende implementar.

Na mensagem de WhatsApp, Guedes disse que sua declaração foi tirada de “contexto”. “Falei de estados e municípios em casos extremos. Quando toda a receita vai para salários e nada para saúde, educação e segurança. Se o Estado existe para si próprio, então é como um parasita. (O Estado perdulário) maior que o hospedeiro (a sociedade).”

O ministro disse que ele não se referia a pessoas. “Falava dos casos extremos em que municípios e estados gastam todas as receitas com salários elevados, de modo que nada sobrava para educação, segurança saúde e saneamento.” De acordo com Guedes, nesses casos, não se pode dar “aumento automático de salários”.

“Eu não falava de pessoas e sim do risco de termos um Estado parasitário. Aparelhado politicamente. Financeiramente inviável. O erro é sistêmico, e não é culpa das pessoas que cumprem os seus deveres profissionais, como é o caso da enorme maioria dos servidores públicos”, declarou Guedes na mensagem.

Com o pedido de desculpas desta segunda, o ministro tenta reverter a repercussão negativa que a declaração teve perante os servidores, evitando assim que haja uma contaminação na pauta de reformas propostas pelo governo – a tributária também deve aportar no Congresso nas próximas semanas.

O governo elabora uma proposta de mudança nas regras dos servidores públicos, mas a ideia é que as mudanças mais polêmicas, como o fim da estabilidade e a reforma nas carreiras, sejam adotadas apenas para quem vai entrar no sistema. Alguns pontos, porém, devem valer para os servidores atuais, como o fim das aposentadorias compulsórias para quem respondeu processo administrativo.