João Lyra e Fernando Bezerra, uma união estratégica

do JC Online
Atributo valorizado em qualquer profissão, a experiência não é um predicado que esteja exatamente em alta na Frente Popular, conjunto de partidos que sustenta o governo Eduardo Campos (PSB). O governador – condutor do processo sucessório em Pernambuco – está trabalhando para colocar no centro do debate uma outra linhagem de políticos à sua imagem e semelhança: jovens gestores. Um exemplo recente é o prefeito do Recife, Geraldo Julio, cuja marca de campanha foi um capacete.
Eduardo deseja apresentar seu candidato como um genuíno representante da nova política. Por isso, circula nos bastidores a informação de que estariam fora de jogo o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho e o vice-governador João Lyra Neto.
A informação é que eles não seriam capazes de simbolizar, no âmbito local, o que o governador pretende defender na seara nacional. Coincidência ou não, ambos estão bem próximos, numa espécie de aliança informal.
Mas a “nova política”, segundo uma definição do governador, é uma prática voltada para um comportamento político comprometido com os anseios populares, uma postura correta na aplicação dos recursos públicos e um Estado que invista na melhoria dos serviços oferecidos à população.
Não há nessa definição nenhuma citação à idade daqueles que possam representar essa forma de fazer política ou ao tempo de atuação na área. Mas o que afasta Lyra e FBC do páreo é o desejo de Eduardo de contemplar alguém que o tenha como referência.
Diante desse cenário, apesar de não trabalhar com a possibilidade de um desses dois correligionários figurar como candidato a governador, será complicado para Eduardo explicar a ambos o por quê de os dois não se encaixarem na vaga.
João Lyra e Bezerra Coelho têm perfis que guardam algumas semelhanças: ambos têm raízes políticas no interior e estão na política há mais de três décadas. João Lyra é de Caruaru, no Agreste. Bezerra Coelho, de Petrolina, no Sertão.
RAZÕES
Os dois voltaram a se encontrar, semana passada, em São Paulo. Eles aguardam uma conversa com Eduardo para ouvir a justificativa para serem rifados do processo. Lyra já está assumindo o comando da transição do governo, já que Eduardo anunciou que deixa a gestão em abril. Muitos o consideravam como o candidato natural, já que ele assumirá o governo. Mas, politicamente, Lyra não conseguiu nesses sete anos se firmar como o sucessor de Eduardo.
Bezerra Coelho tem como única alternativa tentar uma vaga para o Senado Federal, especialmente agora que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) desistiu da reeleição. Em 2010, quando Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB) foram os candidatos a senador pela Frente Popular, FBC também pleiteava a vaga. Posteriormente, acabou contemplado com a indicação para o Ministério da Integração.
Duas figuras relevantes do PSB devem sofrer revés com a finalização da chapa majoritária. A semana que vem deverá ser marcada pelo anúncio do escolhido, visto que é necessário ao candidato aparecer ao lado do governador já na semana pré-carnavalesca.



Além de Pernambuco (Raquel Lyra x João Campos), as disputas mais apertadas do Brasil estão na Bahia (ACM Neto x Jerônimo Rodrigues), com diferença oscilando em 2%, Alagoas (JGC x Renan Filho) na casa dos 3% e Ceará (Ciro Gomes x Elmano), com o atual governador reduzindo a diferença para 5%, ou menos.
Em Santa Catarina, Jorginho Melo (PL) tem 45% de vantagem sobre João Rodrigues (PSD). No Piauí, o petista Rafael Fonteles lidera com frente de 30 pontos sobre Joel Rodrigues, do PSD. E no Amapá, Dr Furlan (PSD) bate Clécio Luiz (UB) com 28% de vantagem.
O Deputado Estadual Luciano Duque (Podemos) manteve a palavra já empenhada por Miguel Duque e garantiu que ele cumpre o mandato de Deputado Federal se eleito, mesmo que tenha o nome cotado em 2028 para disputar a prefeitura de Serra Talhada. A declaração foi dada após pergunta desse jornalista na TV Farol.
Revoltante a morte de Abner Costa, professor de música e maestro da Banda Marcial da EREMA (Escola de Referência em Ensino Médio de Arcoverde), após um carro supostamente perder o controle em um racha na PE-270, na saída de Arcoverde para Buíque. Pior é saber que a interpretação desse crime como homicídio com dolo eventual vai percorrer um longo caminho.
Diferente do pai, uma característica dos irmãos Costa é a capacidade de não pegar ar nem sob pressão. Ontem, João Paulo Costa foi provocado pela fala de Maria Arraes, que disse não saber o que ele colocou de recursos em Afogados. Antes de confrontar a informação, disse “ter grande respeito por Maria” e que “desejava vê-la colega na ALEPE”. Tratou a informação como “infeliz”, disse que vai falar com ela ja que estão no mesmo palanque e que é um dos Deputados que mais destinaram recursos a Afogados.
O blog apurou com nomes próximos a Madalena Britto que a ex-prefeita se queixava de falta de contato ou retorno de Diogo Moraes para as demandas do enfrentamento da campanha em Arcoverde. Sabe-se lá porque, ele simplesmente parou de retornar. No estilo “merece meu amor quem a ele corresponde”, foi pra Regina da Saúde.
O candidato a Deputado Federal Danilo Simões estará no Debate das Dez da próxima quarta-feira. Danilo destacou recentemente em sua rede social que aceitou ser candidato por uma convocação de Raquel Lyra. Também, sem citar nomes, que a campanha é desigual contra nomes endinheirados na campanha, mas que depois que entrou na política, passou a ter responsabilidade com sua base.
Declaração semana:















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