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Governo revoga portaria que transferia R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para a Secom

Por André Luis

Medida foi criticada por entidades de transparência. Ministério da Economia havia justificado a iniciativa dizendo que parte dos beneficiários optaram por receber o auxílio emergencial.

G1

O governo federal revogou nesta terça-feira (9) a portaria que transferia R$ 83,9 milhões do programa Bolsa Família para a Secretária de Comunicação da Presidência da República. A portaria de revogação foi assinada pelo Secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

Uma portaria publicada na edição da última quinta-feira (4) no “Diário Oficial da União”, também assinada por Waldery, havia transferido R$ 83,9 milhões de recursos do programa Bolsa Família para a comunicação institucional do Palácio do Planalto.

A verba era originalmente destinada ao Bolsa Família na região Nordeste. Segundo o governo, a transferência de dinheiro do Bolsa Família para a Secom tinha sido motivada por uma baixa execução orçamentária do programa. Isso porque beneficiários puderam optar por receber o Bolsa Família ou o auxílio emergencial de R$ 600, criada para ajudar trabalhadores informais afetados pela crise do coronavírus.

a justificativa do governo, houve alta procura pelo auxílio, o que fez parte do dinheiro para o Bolsa Família ficar sem uso.

Em nota, o governo informou ainda que para atender ao teto de gastos é preciso compensar a ampliação de uma despesa com a redução de outra.

O auxílio emergencial é de R$ 600, superior ao benefício médio do Bolsa Família (R$ 188,16 em março).

Críticas à medida

Quando o governo editou a portaria, o diretor Transparência Brasil (entidade que analisa gastos públicos), Manoel Galdino, disse que a medida era “injustificável”.

“Tirar esse dinheiro agora vai prejudicar essas famílias agora e nos próximos meses, quando o auxílio emergencial acabar. E a segunda razão é que transferir esse dinheiro para publicidade da Secom, que não é do Ministério da Saúde, é injustificável. É absurdo diante da necessidade humana de comer, de pagar suas contas, de pagar seu aluguel, ter onde morar, que é super importante nesse momento de crise econômica em que o país está vivendo. O governo não tem que estar preocupado com política agora, com o governo Bolsonaro, falar das ações do governo, sendo que tem gente passando fome e gente morrendo”, afirmou.

Outras Notícias

Miguel Coelho participa de ato político em Toritama

Pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo União Brasil, Miguel Coelho esteve na noite desta quarta-feira (13), em Toritama, no Agreste Central, onde participou do primeiro ato político de apoio à sua pré-candidatura e da deputada estadual Alessandra Vieira (pré-candidata a vice), comandado pelo gestor da Capital do Jeans, Edilson Tavares (MDB). Líder de uma das […]

Pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo União Brasil, Miguel Coelho esteve na noite desta quarta-feira (13), em Toritama, no Agreste Central, onde participou do primeiro ato político de apoio à sua pré-candidatura e da deputada estadual Alessandra Vieira (pré-candidata a vice), comandado pelo gestor da Capital do Jeans, Edilson Tavares (MDB).

Líder de uma das principais cidades do Agreste Central, o prefeito de Toritama reiterou o apoio aos pré-candidatos do União Brasil. 

Edilson Tavares destacou a capacidade de gestão de Miguel em quase seis anos no comando da cidade sertaneja e afirmou que chegou o momento da população se engajar cada vez mais no movimento de mudança que Pernambuco necessita para voltar a ser protagonista. Para o prefeito emedebista, Miguel e Alessandra são as melhores opções para o estado voltar a se desenvolver.

“Temos o segundo maior polo de confecções do Brasil, que gera milhares de empregos e grandes receitas, mas que está abandonado pelo atual governo. Temos uma região de grande importância econômica, mas que sofre com a falta de água, que perde dinheiro com a falta de abastecimento, que tem sofrido impactos negativos com essa negligência do atual governo. Toritama é a Petrolina do Agreste, e por tudo o que Miguel fez lá, ele é a esperança de mudança. Esse ato é o primeiro em nossa região para mostrar a força de Miguel e Alessandra, para dizer que Pernambuco vai mudar”, declarou Edilson Tavares.

Miguel Coelho ressaltou a importância de Toritama, a relevância estratégica do Agreste e disse que o apoio de Edilson Tavares torna-se imprescindível na corrida eleitoral, tendo em vista que Alessandra Vieira é natural de Santa Cruz do Capibaribe, município vizinho ao do prefeito, e forma, junto com as demais cidades do entorno uma região determinante para as pretensões eleitorais da chapa do União Brasil.

“Edilson é como o jogador camisa 10 que faltava no time para ganhar o campeonato. E eu tenho convicção de que formaremos uma seleção forte para avançar ainda mais. Pernambuco cansou de promessas, de falta de compromisso, de incompetência. Vamos incendiar essa campanha para vencer as eleições e fazer o Leão do Norte voltar a ser respeitado”, completou.

O evento foi recheado de lideranças do Agreste como os prefeitos Zé Martins (João Alfredo), Juliana de Chaparral (Casinhas), os pré-candidatos a deputado estadual, Cleber Chaparral, Dilson Oliveira, Coronel Osthervald, além de ex-prefeitos e vereadores. 

O ato político também assegurou a chegada de novos aliados na região. A oposição com Miguel foi reforçada em Toritama com o presidente da Câmara, Ferreirinha (MDB), os vereadores Dr. do São João (PP), Zé Neto (PP), Derivaldo (PP), Loló (PSD), Marli Enfermeira (PP), Jeziel (PP), e a ex-vice-prefeita, Lucinha Pereira.

TRE-PE realiza diplomação dos eleitos no dia 19 de dezembro

No próximo dia 19 de dezembro, a partir das 16h, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, o TRE de Pernambuco realizará a cerimônia de diplomação dos eleitos nos pleitos de 2 e 30 de outubro de 2022.  A solenidade habilita os eleitos ao exercício do cargo. No caso de Pernambuco, são 49 deputados e […]

No próximo dia 19 de dezembro, a partir das 16h, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, o TRE de Pernambuco realizará a cerimônia de diplomação dos eleitos nos pleitos de 2 e 30 de outubro de 2022. 

A solenidade habilita os eleitos ao exercício do cargo. No caso de Pernambuco, são 49 deputados e deputadas estaduais, 25 parlamentares federais.

Também, a senadora eleita, Teresa Leitão, a governadora eleita, Raquel Lyra e a sua vice-governadora eleita, Priscila Krause. 

O evento será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do TRE-PE.

Planalto reúne seis ministros para discutir crise hídrica no país

Do Correio Braziliense O governo já começa a preparar o discurso para um possível racionamento de energia. Na quinta-feira, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que o país pode enfrentar “problemas graves” de abastecimento de energia elétrica se o nível dos reservatórios das usinas atingir um patamar de 10%. No Sudeste e […]

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Do Correio Braziliense

O governo já começa a preparar o discurso para um possível racionamento de energia. Na quinta-feira, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que o país pode enfrentar “problemas graves” de abastecimento de energia elétrica se o nível dos reservatórios das usinas atingir um patamar de 10%. No Sudeste e no Centro-Oeste, as reservas já estão em apenas 17% da capacidade total, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Ontem, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reuniu os titulares de seis ministérios — da Integração Nacional, Gilberto Occhi; de Minas e Energia, Eduardo Braga; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Agricultura, Kátia Abreu; do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias; e do Desenvolvimento Social, Tereza Campello — para tratar da questão hídrica. O objetivo da reunião foi colocar recursos disponíveis em parcerias e projetos que resolvam a crise hídrica brasileira.

Como 75% da energia do país são provenientes de fontes hidrelétricas, a situação crítica de abastecimento de água ameaça também a geração de energia, sobretudo porque a pior seca dos últimos 80 anos adentrou o período úmido. Em relatório divulgado ontem, o ONS reduziu a previsão do volume de chuvas em janeiro para todas as regiões do país. Agora a média histórica para o mês, que já estava baixa, em 44%, caiu para 43% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No ano passado, choveu 54% da média histórica em janeiro, mês considera o mais volumoso do período úmido.

Na avaliação do diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico — Ilumina, Roberto Pereira d’Araujo, o problema do país não é apenas climático. “Nós temos publicado, há mais de dois anos, que a tendência é de ficarmos com reservas menores em relação ao consumo. Era evidente, desde 2009, que os reservatórios do país estavam numa trajetória descendente”, ressaltou.

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, quanto maior o problema, mais difícil sair dele. “O governo foi escondendo e continua, mesmo depois das eleições, com atitude muito imobilista. A única coisa que fez foi o tarifaço, que, na minha opinião, não vai ser suficiente”, disse. Segundo ele, dada a gravidade da crise, o governo deveria fazer como Fernando Henrique Cardoso, em 2001 — ano do racionamento —, e criar um comitê gestor de crise para buscar uma solução.

Chuva nos sertões do Pajeú e Moxotó

por Anchieta Santos Em Afogados da Ingazeira, a chuva que caiu nesta segunda depois das 19hs apagou a poeira. Enquanto em Ingazeira choveu bem a tarde e à noite. Houve registro de boa chuva também em Iguaraci, Sertânia e na zona rural de Tuparetama onde foram registrados 33mm no sitio Carnaúba. Para hoje o clima […]

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por Anchieta Santos

Em Afogados da Ingazeira, a chuva que caiu nesta segunda depois das 19hs apagou a poeira. Enquanto em Ingazeira choveu bem a tarde e à noite.

Houve registro de boa chuva também em Iguaraci, Sertânia e na zona rural de Tuparetama onde foram registrados 33mm no sitio Carnaúba.

Para hoje o clima tempo indica 60% de possibilidade para chover 09mm em Afogados.

Tadeu vê “rosário de crimes de responsabilidade” de Bolsonaro e pede providências ao Congresso

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB), vice-líder da Oposição na Câmara, considerou “extremamente graves” as razões pelas quais o presidente Jair Bolsonaro resolveu exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, o que provocou a saída do governo do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Segundo disse Moro, em entrevista coletiva, hoje […]

Foto: Dinho Souto/PSB na Câmara

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB), vice-líder da Oposição na Câmara, considerou “extremamente graves” as razões pelas quais o presidente Jair Bolsonaro resolveu exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, o que provocou a saída do governo do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Segundo disse Moro, em entrevista coletiva, hoje de manhã, Bolsonaro agiu para interferir politicamente na PF e assumiu isto. Para Tadeu, o presidente cometeu um “rosário de crimes de responsabilidade” e o Congresso deve estar pronto para agir de modo a cobrar do presidente as explicações devidas.

“O presidente disse a Moro que queria, sim, interferir politicamente na Polícia Federal, conhecer relatórios, falar com os superintendentes. Também afirmou que estava preocupado com dois inquéritos que correm no STF.” Sem contar com o fato de colocar na exoneração de Valeixo a assinatura de Moro, sem o conhecimento deste”, enumerou Tadeu. “São acusações gravíssimas que não podem passar em branco”, salientou.

Logo após a entrevista coletiva de Moro, o PSB começou a recolher assinaturas para a instalação de uma CPI para investigar as graves acusações de Moro contra Bolsonaro. A iniciativa é do deputado Aliel Machado, do Paraná, mas contará com o apoio da bancada.

Nessa quinta-feira, em pronunciamento virtual na sessão da Câmara dos Deputados, Tadeu Alencar já havia alertado o Parlamento sobre a gravidade das últimas ações de Jair Bolsonaro, no momento em que o País luta para mitigar os efeitos da crise planetária provocada pela pandemia do Coronavírus. O socialista citou a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afastado do cargo “de forma irresponsável” pelo presidente quando realizava um trabalho alinhado com as autoridades sanitárias, com a Organização Mundial de Saúde e com praticamente todos os países. E os episódios de domingo passado, quando Bolsonaro participou de atos pró-ditadura militar, com ataques e pedidos de intervenção no STF e no Congresso Nacional.

“É espantosa a capacidade de Bolsonaro em criar instabilidades quando deveria estar trabalhando e cuidando do País. Era para ele estar cuidando do combate à pandemia e não participando de manifestações que atentam contra as instituições, que pregam o fechamento do Congresso Nacional e do STF, além de defender o AI-5. É uma insanidade que deve ser contida. A camisa de força é a Constituição Federal. Alegando que não faltará coragem para defender a Democracia, Alencar disparou: “Dr. Ulysses já o afirmava, ‘o caminho maldito nós conhecemos‘, por isso a reação do parlamento tem que ser enérgica“.