Gonzaga Patriota visita onze municípios de Pernambuco
Por André Luis
Na região, parlamentar passou por Arcoverde, Sertânia, Itapetim, Brejinho, São José do Egito, Tabira, Solidão, Afogados da Ingazeira e Iguaracy.
O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) reservou a agenda deste final de semana para visitar prefeitos e vereadores eleitos e reeleitos e anunciar emendas para ajudar no desenvolvimento dos municípios.
O socialista passou por Bonito, Caruaru, Arcoverde, Sertânia, Itapetim, Brejinho, São José do Egito, Tabira, Solidão, Afogados da Ingazeira e Iguaracy.
Em Bonito, Patriota se reuniu com o prefeito Gustavo Adolfo, secretários e vereadores, para discutir a aplicação de emendas já alocadas pelo parlamentar para o município. Após, seguiu para Caruaru onde participou de uma reunião com representantes da EDUCATE, empresa especializada em cursos de qualificação profissional na área de trânsito, transporte e segurança pública.
Em seguida, partiu para Arcoverde, onde se colocou à disposição do prefeito Wellington Maciel para ajudar na sua administração. Em sua terra natal, Sertânia, Gonzaga Patriota, ao lado do prefeito Ângelo Ferreira, visitou as obras da reforma e construção da quadra da Escola Constância Rodrigues e conferiu os locais que irão receber ciclovia e pista de caminhada na cidade, com recursos de suas emendas.
Já em Itapetim, o socialista tratou com o prefeito Adelmo Moura a possibilidade de incluir o município no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da CONAB, como fez em Araripina com a farinha e em Dormentes com a carne de Bode e Carneiro.
Depois partiu para Brejinho e se encontrou com o ex-prefeito, seu velho amigo, José Vanderlei, a quem garantiu continuar contribuindo com emendas para o município. “Mesmo sem estarmos com a prefeitura, temos que continuar fazendo o nosso trabalho, por isso me coloco sempre à disposição para dar continuidade ao que a gente já tem feito na cidade de Brejinho”, disse Patriota.
Em Tabira, o deputado esteve com a secretária de saúde, Genedy Brito e com o vereador Waldemir Filho a quem afirmou que vai apresentar emendas para infraestrutura; equipamentos agrícolas, como tratores e um veículo para o TFD (Tratamento fora de domicílio), que o município não tem.
Em seguida, esteve em Solidão com o prefeito Djalma da Padaria que solicitou recursos para construção de uma Secretaria de Saúde. “Me comprometi em alocar recursos na ordem de R$ 600 mil para atender esse pleito do prefeito, onde sou o deputado majoritário”, disse Gonzaga Patriota.
O parlamentar ainda passou por Afogados da Ingazeira onde visitou seu velho amigo telegrafista, Gastão Cerquinha, hoje com 98 anos de idade e ainda se reuniu com seu compadre Totonho Valadares e outras lideranças políticas afogadenses, para se colocar à disposição da nova gestão municipal, com Sandrinho e Daniel Valadares.
Em Iguaracy, cidade que Gonzaga Patriota passou a ser também cidadão, como o é em todas essas outras por onde passou neste final de semana, se reuniu com o vereador Manoel Olímpio e se comprometeu em alocar recursos para ajudar na administração do prefeito Zeinha.
Por Júnior Alves/Tabira Hoje O vereador interino Joel Mariano (MDB) esteve falando ao Programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM, desta quinta-feira (16) e contou sobre suas expectativas nesta passagem rápida que terá pela Câmara no lugar de Edmundo Barros que se afastou para um procedimento cirúrgico. Joel disse que estava muito focado nos trabalhos […]
O vereador interino Joel Mariano (MDB) esteve falando ao Programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM, desta quinta-feira (16) e contou sobre suas expectativas nesta passagem rápida que terá pela Câmara no lugar de Edmundo Barros que se afastou para um procedimento cirúrgico.
Joel disse que estava muito focado nos trabalhos da secretaria de Agricultura, pasta que vinha ocupando no governo da prefeita Nicinha Melo, e o que lhe encorajou para assumir a vereança foi o próprio Edmundo que em conversa com ele por telefone, o mesmo disse que tinha certeza que Joel não iria desonrar a bancada e nem a sociedade.
Para um mandato discreto de 60 dias, como bem disse ele, sua estada será para votar projetos, proposições, requerimentos e indicações.
Inclusive o parlamentar disse que já nesta quinta-feira esteve em seu gabinete estudando dois projetos de lei que precisa votar e já identificou em um deles a necessidade de adicionar duas emendas aditivas “porque o negócio está meio esquisito e precisa melhorar”, disse.
Sobre a polêmica que aconteceu em sua sessão de posse, onde o vereador Dicinha do calçamento proferiu palavrões na Tribuna, Joel Mariano disse que as palavras ditas pelo parlamentar não são adequadas nem ao lugar e nem ao momento.
“Eu disse ao presidente que em situações como esta ele tem que aplicar o que determina o regimento. Não tem necessidade de utilizar expressões como aquelas. Não precisa baixar o nível para expressar a indignação contra quem quer que seja. Eu não concordei com o fato e garanto à sociedade de Tabira que, nestes 60 dias, em nenhuma hipótese eu utilizarei de expressões desta natureza para desmoralizar a casa ou a sociedade”, disse Joel Mariano.
Navegando pelo meu feed do Instagram neste domingo (14), me deparei com duas informações de extrema importância, que mostram estudos recentes que revelam aspectos cruciais sobre a juventude contemporânea, destacando tanto sua relação com a informação quanto seu posicionamento político. A primeira informação, divulgada pela Fundação Tide Setubal, revela que segundo a pesquisa TIC Kids […]
Navegando pelo meu feed do Instagram neste domingo (14), me deparei com duas informações de extrema importância, que mostram estudos recentes que revelam aspectos cruciais sobre a juventude contemporânea, destacando tanto sua relação com a informação quanto seu posicionamento político.
A primeira informação, divulgada pela Fundação Tide Setubal, revela que segundo a pesquisa TIC Kids Online, conduzida pelo NIC.br, 43% dos jovens enfrentam dificuldades em verificar a veracidade das informações que consomem, evidenciando um desafio na formação de uma participação bem informada na sociedade.
Já a informação divulgada no Portal de Jornalismo Antirracista Notícia Preta, aponta que por outro lado, um estudo global conduzido pela Agência Internacional de Pesquisas Glocalities aponta para um fenômeno preocupante: o crescimento do conservadorismo entre os jovens, resultado do “desespero e desilusão” com a política tradicional. Essa pesquisa, que analisou mais de 300.000 indivíduos em cerca de 20 países, incluindo o Brasil, ressalta uma tendência de aumento do conservadorismo em contraponto à ascensão de movimentos e partidos de direita.
A intersecção desses dados revela um panorama desafiador. Enquanto parte significativa da juventude carece de habilidades para discernir informações confiáveis, outra parcela se vê cada vez mais atraída por discursos conservadores, muitas vezes caracterizados pelo simplismo e pela polarização. Esse contexto apresenta uma ameaça à saúde democrática, que depende da participação informada e crítica de seus cidadãos.
Diante disso, surge a urgência de investir em educação para a democracia e alfabetização midiática e digital. A capacidade de discernir entre informações verdadeiras e falsas é essencial para a formação de cidadãos conscientes e engajados. Além disso, é preciso compreender as razões por trás do crescente conservadorismo entre os jovens e buscar alternativas que os aproximem da política de maneira construtiva e inclusiva.
A democracia só pode florescer quando seus participantes são capazes de compreender, questionar e contribuir para o debate público de forma informada e responsável. Portanto, é fundamental que a sociedade como um todo, desde instituições educacionais até governos e organizações da sociedade civil, se mobilize para promover a educação e o engajamento cívico dos jovens, garantindo assim um futuro democrático e plural.
Nesta sexta-feira (4), o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, durante entrevista ao programa ‘Política em Foco’ da Salgueiro FM, afirmou sobre a possível presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro, na entrega da Estação de Bombeamento do Eixo Norte 3, em Salgueiro, no Sertão Central. “Com o presidente Bolsonaro a gente terminou a Transposição, […]
Nesta sexta-feira (4), o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, durante entrevista ao programa ‘Política em Foco’ da Salgueiro FM, afirmou sobre a possível presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro, na entrega da Estação de Bombeamento do Eixo Norte 3, em Salgueiro, no Sertão Central.
“Com o presidente Bolsonaro a gente terminou a Transposição, a gente fez a Transposição chegar no Ceará… E agora no dia 8 [de fevereiro], se Deus quiser, a gente vai estar aí em Salgueiro com o presidente. Eu não estou confirmando, mas estamos lutando pra levar o presidente”, disse.
Gilson Machado, que é conhecido no universo forrozeiro por ser líder da banda pernambucana Forrozão Brucelose, também falou sobre investimentos nas áreas de infraestrutura e turismo, destacando a transformação do frevo e do forró em patrimônios culturais do Brasil.
Ele também afirmou que espera o retorno das festas juninas este ano, com forte investimento do Governo Federal. As informações são do portal Nayn Neto.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), cumpre ao lado do prefeito Luciano Duque sua primeira agenda na capital federal. Dizendo estar com agenda repleta de trabalho, a gestora e o pré-candidato a estadual estiveram com o Deputado Federal Carlos Veras, também do PT. “Conquistamos junto ao deputado federal Carlos Veras (PT-PE) recursos na […]
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), cumpre ao lado do prefeito Luciano Duque sua primeira agenda na capital federal.
Dizendo estar com agenda repleta de trabalho, a gestora e o pré-candidato a estadual estiveram com o Deputado Federal Carlos Veras, também do PT.
“Conquistamos junto ao deputado federal Carlos Veras (PT-PE) recursos na ordem de R$ 2 milhões e 600 mil para serem investidos na saúde de Serra Talhada, proporcionando melhorias e reafirmando o nosso compromisso de cuidar das pessoas”, disse wm uma rede social.
“Quero agradecer em nome do povo de Serra Talhada ao amigo Carlos Veras e ao ex-prefeito e amigo de todos os serra-talhadenses, Luciano Duque”, concluiu.
Blog do Marcello Patriota No dia 19 de março de 1971 (Dia de São José), o jornalista americano Joseph Novitski esteve em São Jose do Egito (PE) para fazer uma reportagem especial para o jornal norte-americano The New York Times, fundado em 18 de setembro de 1851 por Henry Jarvis Raymond e George Jones e […]
Reportagem histórica publicada no jornal norte-americano New York Times, mostra drama da seca em São José do Egito.
Blog do Marcello Patriota
No dia 19 de março de 1971 (Dia de São José), o jornalista americano Joseph Novitski esteve em São Jose do Egito (PE) para fazer uma reportagem especial para o jornal norte-americano The New York Times, fundado em 18 de setembro de 1851 por Henry Jarvis Raymond e George Jones e até hoje em circulação no EUA. O NYT, como também é conhecido, é um dos jornais de maior credibilidade no mundo, tendo ganhado 117 prêmios Pulitzer, maior prêmio do jornalismo mundial.
Após passar alguns dias em São José do Egito, Joseph Novitski escreve sobre a situação em que se encontrava o Nordeste brasileiro, que na época sofria uma terrível seca, e mais especificamente São José do Egito, que não escapou desse flagelo. Apesar da reportagem ser o olhar e a descrição de um estrangeiro sobre nosso local, a riqueza de detalhes como que ela narra a situação que encontra no Sertão do Pajeú é impressionante. Inclusive como ele percebe a política e o poder no Pajeú, demonstrando conhecer os meandros do sistema que vigorava e ainda persiste em nossa região.
A reportagem foi publicada oito dias depois, num sábado, dia 27 de março do mesmo ano, na página 8 do referido jornal. Fizemos uma tradução simples para que as pessoas possam ler o que foi escrito há 48 anos sobre São José do Egito e o Nordeste, e nunca tinha sido publicado aqui. Essa é apenas uma das muitas publicações que doravante surgirão. Abaixo, íntegra do texto em tradução da equipe do CPDOC:
No Nordeste do Brasil, uma seca e um desespero silencioso
Por Joseph Novitski Especial para o New York Times
SJEGITO, Brasil, 19 de março – A procissão em homenagem a São José se moveu em silêncio sob um céu claro do fim da tarde com os filhos mais pequenos. No domingo, com a cabeça erguida e as mulheres mais velhas, rosários emaranhados nos dedos, atrás de uma cruz de madeira simples. Parecia um ato de contrição, e não de ação de graças ou de oração pela chuva, como a procissão anual do Dia de São José havia sido nos últimos 141 anos aqui.
A seca, que varre o Nordeste em intervalos irregulares há pelo menos 200 anos, atingiu São José do Egito e o resto da região no ano passado, em meio a uma transição social da Idade Média para a sociedade industrial. Oito milhões afetados. A marcha tranquila proporcionou o clima de desespero passivo nesta cidade agrícola do interior, que, como centenas de outras, mal sobreviveu à grande seca de 1970.
Oito milhões de pessoas dos 28 milhões que vivem no Nordeste do Brasil foram seriamente afetadas pela a seca, que murchava as colheitas, aniquilou os estoques de alimentos e sementes e matou o gado. A região, um milhão de milhas quadradas nos trópicos que conta como a maior área atrasada da América Latina, foi prostrada.
O governo brasileiro manteve cerca de 2,5 milhões de pessoas vivas por meses por meio de um programa de assistência que custou US $ 67 milhões. A afirmação oficial é que ninguém morreu de fome. “Nós não morremos de fome, capitão”, disse um refugiado a um visitante no auge da seca no ano passado. “Nós simplesmente morremos cedo de uma morte lenta.” Projetos de trabalho dissolvidos. A seca de 1970 revelou a pobreza nua do sertão negligenciado novamente.
Os estoques de alimentos estavam esgotados e não há certeza de que a região possa cultivar alimentos o suficiente para sustentar-se este ano. As chuvas chegaram desigualmente pela região e os projetos de trabalho de assistência do governo – construindo estradas e barragens à mão – foram dissolvidos. Mesmo que haja sementes suficientes para o plantio e chuva suficiente para as colheitas, há cerca de quatro meses de mais fome pela frente antes que o primeiro alimento seja colhido.
Quando choveu em São José do Egito, no início deste ano, crianças rolaram e gritaram, espirrando na água marrom que corria pelas calhas. Os homens saíram e ficaram rindo nas ruas, as cabeças jogadas para trás sob a chuva. Os agricultores de subsistência, como centenas ou milhares de outros que alimentam a região e a si próprios com parcelas rudimentares de milho, feijão e mandioca, plantaram suas últimas sementes e esperavam.
Mas as chuvas nas terras negras semiáridas do Nordeste nunca são constantes. O milho em torno de São José do Egito e em outras cidades está murchando. Quando a procissão do dia de São José terminou, não havia chuva naquele dia e nem a tradição de séculos nem as previsões modernas do governo garantiam que a seca de 1970 havia terminado.
A eletricidade é introduzida – No final de 1970, a prostração do nordeste – um quinto desse imenso país – mostrou que a primeira tentativa de tornar a área auto-sustentável havia falhado. Este ano não havia uma clara esperança para o futuro, apenas a indicação de uma nova abordagem. Dez anos de intenso desenvolvimento com dinheiro brasileiro e estrangeiro começaram a mudar o sertão.
Em São Jose do Egito, por exemplo, a energia elétrica veio em fios de alta tensão em 1966. Uma nova instalação hidráulica para a cidade de 6.000 habitantes foi concluída em 1960. As roupas fabricadas em novas fábricas na costa atlântica a leste substituíram o algodão caseiro. Esses desenvolvimentos são exemplos locais do esforço que em 10 anos triplicou a produção de eletricidade na região e dobrou o número de consumidores.
Seis vezes mais estradas pavimentadas se desenrolavam no Nordeste do que em 1969. Mas o fatalismo de um povo acostumado a viver constantemente perto da fome demorou a mudar. Em 1964, por exemplo, o serviço de extensão agrícola local aqui recebeu 50 arados de aço para vender ao custo com uma garantia de devolução do dinheiro. Três foram vendidos. A ferramenta mais avançada nos campos ainda é uma enxada de lâminas grandes.
Plano de incentivos fiscais – A administração eficiente do programa de assistência à seca do governo manteve os fundos no ano passado fora das mãos dos chefes políticos locais, que no passado funcionavam quase como senhores feudais.
Em todo o Nordeste, seu poder e sua riqueza diminuíram, mas quando Walfredo Siqueira, o pequeno prefeito de São José do Egito, 60 anos, e o chefe político da cidade, faz suas rondas informais nos dois bares da cidade à noite, homens balançam a cabeça em respeitosa saudação.
O chefe de polícia nomeado pelo prefeito caminha ao lado de seu chefe, seu coldre de couro marcado aparecendo por baixo de um paletó cinza manchado. A eficiência e o progresso deveriam acompanhar um esforço planejado de desenvolvimento do governo que começou em 1959, um ano após a última grande seca.
Após a seca e a inquietação social que se seguiu, a constante pobreza do nordeste foi vista como uma ameaça à estabilidade do Brasil. O Nordeste era um país super povoado e atrasado dentro das fronteiras do Brasil, arrastando-se como, um peso pesado na região sul do país, onde as indústrias estavam crescendo e se espalhando, tornando-se um negócio moderno.
Os planejadores brasileiros, aplicando uma teoria que era popular no mundo subdesenvolvido, concentraram-se em incentivar os investidores do sul a investir seu dinheiro no desenvolvimento industrial privado no Nordeste por meio de um plano de incentivo fiscal notavelmente bem-sucedido que entrou em vigor em 1962.
A teoria, apoiada por quase US $ 300 milhões em ajuda dos Estados Unidos de 1962 a 1968, era a de que o investimento público em eletricidade, estradas, comunicações e educação apoiaria novas indústrias. A ideia era que os impostos sobre a produção industrial acabariam por fornecer fundos públicos para investimentos sociais no sertão.
O programa era trazer mudanças e prosperidade para o Nordeste, mas a estrutura secular da agricultura rural, que suporta cerca de metade da população da região, foi praticamente negligenciada.
Ênfase na Agricultura – Mais de 200 novas fábricas começaram em sete cidades ao longo da costa atlântica, criando cerca de 150.000 novos empregos na indústria. Mas existem milhares de homens que se mudaram da terra para encontrar trabalho. A mudança foi lenta e superficial e a prosperidade não é aparente fora das cidades costeiras. “Nos últimos 10 anos, a situação no sertão ficou realmente pior”, disse José Tamer, o novo diretor de planejamento da agência governamental que dirige o desenvolvimento regional desde 1959, a Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste.
Ele falou no final dos últimos dias de trabalho sobre um novo plano regional que está sendo elaborado na sede da superintendência em Recife, capital informal do Nordeste, 240 milhas a leste de São José do Egito. “Houve uma tremenda perda de capital”, acrescentou. “Não há números, mas você pode vê-lo empiricamente. Você conhece um cara que você conhecia há dez anos e que tinha um belo cavalo de sela na época. Agora ele nem tem mula.”
O governo brasileiro manteve nordestinos em suas terras inóspitas e vivos nos níveis de subsistência durante a seca. Sob seu impacto, no entanto, houve uma mudança imperceptível recentemente nos planos de desenvolvimento para a região. A ênfase, mostrada nas recentes decisões de disponibilizar o equivalente a US$ 30 milhões para empréstimos baratos a pequenos agricultores e desenvolver 40 projetos de irrigação no Nordeste, foi afastada da indústria e da agricultura.
De acordo com a mudança, os dois primeiros empréstimos do governo dos Estados Unidos à região a serem autorizados desde 1968 são para a agricultura. Os empréstimos, autorizados este mês, fornecerão US $ 25 milhões para estradas rurais e US $ 15 milhões para novos centros de marketing agrícola nas cidades inchadas.
No final da procissão em São José do Egito, subiram orações por chuva, milho, água e feijão. Mas pelo menos 300 homens estavam desaparecidos na missa ao ar livre. Eles estavam trabalhando no último dia de pagamento em um dos três trabalhos do governo. O projeto deve ser encerrado com sua barragem ainda um monte incompleto de rocha cinza. E para onde eles irão? E o que eles vão fazer? “Eu não sei, senhor”, disse Cícero da Silva, um trabalhador de campo que trabalha na barragem, que não possui terras próprias, sementes e esperança de crédito bancário. “Faremos o que Deus quiser e o que os homens ordenam que façamos.”
Um dos objetivos basilares do CPDoc-Pajeú é justamente publicizar tudo o que foi escrito sobre nosso povo, nossa história e/ou nossa cultura, por isso que adotamos o lema SCIENTIA LIBERAT: O Conhecimento Liberta.
O CPDOC – O Centro de Estudos e Documentação do Pajeú – CPDoc, nasceu da carência de estudos e pesquisas sobre a história do Pajeú e suas adjacências. Ele é feito por pesquisadores autóctones. A necessidade de conhecer e tornar notória nossa secular história levou a um pequeno grupo de estudiosos e pesquisadores de vários ramos do saber a se unirem em torno de um grupo cujo elo mais forte é o amor por sua terra, por seu povo, sua cultura e suas raízes.
Tocam o projeto: Aldo Branquinho, Felipe Pedro Aragão, Hesdras Souto, Lindoaldo Campos, Jair Som e Rafael Moraes.
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