Flávio ficou na Argentina enquanto aliados plantavam notícia de que já estava nos EUA. Agora, está a caminho da Bolivia e vai a América

Rede de mentiras
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família chegaram ao Equador na manhã desta quarta-feira (28), em voo que partiu da Argentina e que tem destino a Miami.
Segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, o voo LV-JQW pousou em Guayaquil às 5h46 no horário de Brasília e não cruzou espaço aéreo brasileiro —sobrevoou o Paraguai, Bolívia e Peru.
Flávio Bolsonaro (PL) e três familiares entraram na Argentina na noite de terça-feira (27) pela Ponte Internacional Tancredo Neves (anteriormente conhecida como Ponte da Fraternidade), na província de Misiones (em Foz do Iguaçu, pelo lado do Brasil), segundo informou a Direção Nacional de Migrações da Argentina. Como não entregou o passaporte à PF, estava com documentação legal.
De acordo com o plano de voo informado pelas autoridades argentinas, o destino da aeronave era Guayaquil, no Equador.
Detalhe: Daniel Noboa, presidente do Equador, está alinhado politicamente à direita, a Trump, e tem afinidade ideológica com Flávio Bolsonaro.
A jogada
Agora, conclui-se que aliados de Flávio plantaram na imprensa a informação de que ele já estava em solo americano e desviaram as atenções, enquanto outra frente trabalhava a ida para os EUA.
Flávio não era condenado, mas tinha três inquéritos em andamento. O STF pediu seus passaportes para que ele pudesse responder aos crimes no Brasil, principalmente porque tem foro privilegiado e iria perdê-lo pela primeira vez em janeiro.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O dinheiro teria servido para manter o irmão Eduardo nos EUA.
Outro investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo operações com plataformas de apostas on-line (bets) e a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido em escândalos como do INSS.
Flávio ainda é acusado de ligação com milicianos, escapou por decurso de prazo do caso das rachadinhas e teve aumento do patrimônio incompatível com a renda de senador.
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Trump usa o caso para mentir e acusar o processo eleitoral no Brasil como suspeito, para atacar a eleição americana, onde pode perder e busca o mesmo argumento de 2020, quando perdeu a reeleição para Joe Biden.















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