Fernando Morais, do PSOL, ingressa com ação contra cálculo da iluminação pública em Afogados

Fernando (direita), quando anunciou que ingressaria com ação

Ação ainda argumenta que tributo custeia iluminação de prédios públicos e até Bombeiros. “Em 2016, arrecadou R$ 1.111.495,38 a mais que o custo do serviço”
O PSOL cumpriu a promessa e ingressou com ações contra o modelo de iluminação pública aplicado em Afogados da Ingazeira desde 2014. A ação é assinada individualmente, pelo presidente da legenda, Fernando Morais, e tem como advogado Célio Ernesto Júnior, o mesmo das ações contra os aumentos dos subsídios de vereadores, prefeito, vice e secretários em Afogados. A ação tem o número 0002614-12.2017.8.17.2110. A ação é contra a prefeitura, mas cita como interessados, a Hidroeletro, empresa que cuida da iluminação pública na cidade e a Celpe.
“A iluminação pública que devemos pagar é aquela usada para uso comum, de 18h às seis da manhã. A energia dos prédios públicos, não. O Código Tributário no artigo 107 diz que o sujeito passivo para custeio é o consumidor do município, cadastrado no território. A Casa de Apoio, por exemplo, está entrando na cobrança, como Bombeiros, quando já pagamos a taxa dos bombeiros” , disse Fernando em entrevista ao programa Manhã Total, em setembro.
O advogado Célio Ernesto Júnior diz que há vasta jurisprudência sobre o tema. “Serão propostas duas ações, uma ação direta proposta pelo partido para discutir a constitucionalidade. O código tributário conferiu um poder que o executivo não tem que é o de instituir a contribuição para despesa com iluminação de bens públicos”, afirmou. Outra ação popular será proposta para cobrar o dano retroativo.
Alega a ação que no período compreendido entre janeiro de 2013 a dezembro de 2016, o prefeito José Coimbra Patriota Filho empregou verbas públicas decorrentes da contribuição para custeio do serviço de iluminação pública (COSIP ou CIP), em fins diversos do estabelecido na Constituição Nacional.
“Por se tratar de tributo vinculado a uma finalidade específica, não se admite sua utilização para finalidades outras, que não o custeio das despesas incorridas pelo município com iluminação pública. Conforme as informações prestadas após pedidos de informações feitos à Prefeitura Municipal, ficou constatado que os munícipes afogadenses estão pagando, via COSIP, o consumo de energia elétrica de todos os prédios públicos municipais, e até mesmo de alguns prédios públicos afetados a serviços estaduais”, diz o advogado na ação.
“Segundo os relatórios que foram fornecidos pela própria Prefeitura Municipal e pela empresa responsável pela manutenção dos serviços de iluminação pública de Afogados da Ingazeira, nota-se a desproporcionalidade entre a receita arrecadada e a despesa com iluminação pública. Ao longo de 4 anos, o Município arrecadou R$ 3.299.258,38 a título de COSIP, enquanto a despesa com iluminação pública foi de apenas R$ 1.824.773,66. O montante gasto de forma irregular chegou a R$ 1.876.362,81, no período de 2013 a 2016. Para se ter uma melhor noção da discrepância, somente no ano de 2016, o superávit foi de R$ 1.111.495,38, entre o valor arrecadado a título de COSIP e o custo do serviço de iluminação pública”, acrescenta.
“É preciso destacar, ainda, que o custo com a manutenção (R$ 341.383,82) abrange tanto a manutenção do serviço de iluminação pública como a manutenção do serviço prestado aos prédios públicos. Assim, esse valor não expressa de maneira fidedigna o custo com a manutenção da iluminação pública”, segue.
A ação requer que a arrecadação do tributo que o Município chama de contribuição de iluminação pública seja depositada em conta judicial aberta para essa finalidade, até o julgamento final da ação, considerando que “no exercício de 2016 já se arrecadou o suficiente para 3 anos do referido serviço”.
Ainda que seja suspenso o pagamento das faturas de energia elétrica dos prédios públicos com verba da CIP, suspenso do pagamento das faturas de energia elétrica do corpo de bombeiros estadual, a condenação de José Patriota, a ressarcir o erário municipal, pelo pagamento indevido e ilegal de energia elétrica do Corpo de Bombeiros militar do Estado de Pernambuco e recomposição orçamentária devido ao uso ilegal da verba arrecada com a COSIP para pagar as faturas de energia elétrica dos prédios públicos.






Novembro começa com mais uma redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor a ser creditado referente ao primeiro repasse deste mês será de R$ 7,2 bilhões, já considerada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A transferência apresenta redução de 0,53% quando comparada com o mesmo período do ano anterior. Se for desconsiderada a inflação, a queda é ainda mais acentuada e chega a 4,88%. 
Sertão pernambucano vai ganhar com retomada da Transnordestina
A decisão de João Campos e Adelmo Moura de que o ex-prefeito de Itapetim vai para a coordenação de campanha do socialista e não disputará mandato deixou a pergunta: quem Adelmo, Sandrinho e cia vão apoiar? Começou a disputa interna.
Nomes aliados de Raquel querem aproveitar o vácuo criado pela desistência de Adelmo Moura: o já Deputado Luciano Duque, o ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, e o presidente do AVANTE, Sebastião Oliveira. Dos aliados de João, Diogo Moraes tem boas chances de ampliar bases.
O influencer e pré-candidato Charles de Tiringa disse ai radialista Júnior Cavalcanti que não foi atrás de forma predatória de vereadores da base de Márcia Conrado para o seu projeto. “Eles que vieram atrás de mim”. Pelo que Júnior transmitiu, a impressão passada por Charles é de que “ainda tem boi na linha”.
Adelmo Moura assistiu pacientemente nomes de fora da região minando a possibilidade de viabilidade eleitoral em torno de seu projeto. Quando fez a conta, viu que só uma definição de João Campos salvaria as contas para conquistar um mandato. A decisão foi ajudar na região e no Estado ao projeto João. Duro baque para a base socialista no Médio e Alto Pajeú, que perdeu José Patriota, e agora a possibilidade de retomar essa cadeira.
Dentro do Palácio do Campo das Princesas, a prefeita Márcia Conrado não fez nenhuma referência ao nome de Raquel Lyra pela conquista do CEU das Artes para Serra Talhada. “Obras do Governo Federal, do PAC, vai ser executada pelo Estado. O município doou o terreno. O presidente Lula liberou o recurso para que o Estado possa executar”. Foi em entrevista a Marcelo Patriota, na Ello TV.
O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, participou de uma reunião virtual com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e a governadora Raquel Lyra. Segundo ele, o próximo passo do projeto será a instalação de um porto seco em Salgueiro. “À nossa governadora Raquel Lyra, a gratidão, que nessa parceria com o presidente Lula já garantiram o estudo da viabilidade do nosso tão sonhado porto seco”, comemorou, citando os dois gestores.
Depois de um Encontro ASSERPE marcante, ainda tive tempo de receber em São José do Egito neste sábado, homenagem especial do Prêmio Referência 2025, do Cariri em Ação, assinado pelo respeitado Marivaldo Alcântara. Ainda deu tempo de ciceronear o querido Flávio Leandro, que dia 22 grava seu Fuá do Poeta, com vários convidados. Dia 7, estará ao vivo na Sexta Musical do programa Manhã Total, na Rádio Pajeú. Isso vale um abraço!
Frase da semana: 
O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), comemorou nas redes sociais a chegada de uma nova ambulância para a base do SAMU da III Macro na cidade. O veículo, entregue pelo Governo Federal através do Ministério da Saúde, representa um importante reforço para os serviços de emergência locais.













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