Ex prefeitos Dinca e Totonho são alvo de ações por fracionamento de licitações. Primeira audiência é dia 10 de junho
Por Nill Júnior
Nesta quarta-feira (02) a Juíza Maria da Conceição Godoi Bertholini, da Vara Criminal da Comarca de Afogados da Ingazeira, recebeu três denúncias envolvendo várias pessoas e ex prefeitos. Os ex-prefeitos Totonho Valadares (Afogados da Ingazeira) e Dinca Brandino (Tabira) estão na lista.
Nos três processos, o Ministério Público questiona processos licitatórios. Segundo a denúncia, houve fracionamento de licitações no município de Afogados da Ingazeira, infringindo a Lei n° 8.666/93 também conhecida como Lei das Licitações.
Os processos tiveram início em Recife, em virtude do foro privilegiado de alguns dos envolvidos a exemplo dos ex-prefeitos. Como eles perderam tal prerrogativa após deixarem os mandatos, os processos foram remetidos para Vara Criminal da Comarca de Afogados da Ingazeira.
A Juíza determinou a citação de todos os denunciados e designou audiência de interrogatório para os residentes na Comarca para o dia 10 de junho, às 09h. Ela determinou ainda a expedição de Carta Precatória para interrogatório dos denunciados residentes em outras Comarcas.
Todos terão dez dias para defesa documental e testemunhal. Os processos, conforme o Blog do Sertão, tem os números 1057-15.2013.8.17.0110 , 0351-32.2013.8.17.0110 e 1058-97.2013.8.17.0110.
Candidata ao Senado apresentou propostas para saúde da mulher, combate à violência e ampliação das Delegacias da Mulher em Pernambuco durante entrevista à TV Guararapes. A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou de uma sabatina promovida pela TV Guararapes, na qual falou sobre propostas para as mulheres, sua passagem pela Câmara dos Deputados e […]
Candidata ao Senado apresentou propostas para saúde da mulher, combate à violência e ampliação das Delegacias da Mulher em Pernambuco durante entrevista à TV Guararapes.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou de uma sabatina promovida pela TV Guararapes, na qual falou sobre propostas para as mulheres, sua passagem pela Câmara dos Deputados e prioridades para um eventual mandato no Senado.
Entre os temas abordados, Marília citou sua participação na elaboração do projeto que deu origem à legislação federal de proteção e promoção da saúde menstrual. A proposta aprovada pelo Congresso estabeleceu medidas para ampliar o acesso gratuito a absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A candidata defendeu ainda a ampliação do atendimento às mulheres no climatério e na menopausa pelo Sistema Único de Saúde e pela Farmácia Popular.
No enfrentamento à violência contra a mulher, Marília afirmou que pretende defender ações que combinem prevenção, responsabilização dos agressores, proteção às vítimas, atendimento de saúde e iniciativas de qualificação profissional e geração de renda.
Outra proposta apresentada foi priorizar recursos e emendas parlamentares para ampliar a presença das Delegacias da Mulher no estado. A candidata defendeu inicialmente unidades em cidades-polo e, posteriormente, a expansão para municípios com mais de 50 mil habitantes.
“A gente precisa ter mais mulheres nos espaços de decisão no Parlamento. Mulher pensa política pública para mulher e por isso eu quero estar lá também”, afirmou.
Marília também falou sobre sua experiência na Câmara e disse que pretende utilizar o diálogo com diferentes bancadas para buscar investimentos e recursos para Pernambuco.
Foto: Léo Caldas
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Tribunal deverá decidir se a simulação utilizada pela campanha de Flávio Bolsonaro pode ser enquadrada como deepfake, prática proibida pelas regras eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima terça-feira (1º), o julgamento de uma ação apresentada pelo PT contra a divulgação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial. […]
Tribunal deverá decidir se a simulação utilizada pela campanha de Flávio Bolsonaro pode ser enquadrada como deepfake, prática proibida pelas regras eleitorais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima terça-feira (1º), o julgamento de uma ação apresentada pelo PT contra a divulgação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial.
O material foi utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, durante o lançamento de sua candidatura, em agosto. No vídeo, uma reprodução de Jair Bolsonaro feita por inteligência artificial simula um pronunciamento de apoio ao filho.
A análise poderá estabelecer um entendimento do TSE sobre o uso de avatares e reproduções digitais de pessoas reais durante a campanha eleitoral. A expectativa é que os ministros discutam se o conteúdo se enquadra na proibição de deepfakes e quais critérios deverão orientar casos semelhantes.
As deepfakes são conteúdos artificiais que simulam imagens, vídeos ou falas capazes de colocar uma pessoa em uma situação que não ocorreu. O uso desse recurso para prejudicar ou beneficiar candidaturas é proibido pela Justiça Eleitoral.
Regras para inteligência artificial
Em março, o TSE aprovou as normas sobre a utilização de inteligência artificial nas eleições de 2026.
Entre as medidas, a Corte proibiu que sistemas de inteligência artificial ofereçam recomendações sobre em quem o eleitor deve votar, mesmo quando esse tipo de orientação for solicitado pelo usuário.
As regras também proíbem montagens envolvendo candidatas com nudez ou conteúdo pornográfico e preveem responsabilização de plataformas que, nas situações previstas pela legislação, deixem de retirar perfis falsos ou publicações ilegais.
O julgamento acontece pouco mais de um mês antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro.
Fonte: Agência Brasil
Imagem: Reprodução
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Candidato ao Governo de Pernambuco reagiu à publicação em que Raquel Lyra questionou sua relação com Amizadai e afirmou que uma empresa ligada a ele recebeu recursos da Prefeitura do Recife. João Campos (PSB) se manifestou, na noite da quinta-feira (27), sobre o vídeo publicado pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), no […]
Candidato ao Governo de Pernambuco reagiu à publicação em que Raquel Lyra questionou sua relação com Amizadai e afirmou que uma empresa ligada a ele recebeu recursos da Prefeitura do Recife.
João Campos (PSB) se manifestou, na noite da quinta-feira (27), sobre o vídeo publicado pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), no qual ela questiona a relação do ex-prefeito do Recife com Amizadai Andrade da Silva, citado na reportagem da Record sobre uma suposta rede de ataques digitais.
“Quem deve explicações à Justiça sobre o uso de dinheiro público para destruir reputações não deveria usar a rede social para espalhar mentiras”, escreveu João.
Na publicação, o candidato rejeitou a afirmação de que teria amizade com Amizadai.“O homem apontado pela imprensa como suposto chefe do Gabinete do Ódio do Governo de PE nunca foi meu amigo e nunca trabalhou em minha equipe. Já a candidata que me ataca não pode dizer o mesmo”, afirmou.Mais cedo, Raquel havia publicado um vídeo com a legenda “mentira tem perna curta”. O material recuperou uma gravação antiga em que João envia felicitações a Amizadai e Poliana pelo nascimento da filha do casal e questiona: “Que amizade é essa, afinal?”.
O vídeo divulgado pela governadora também afirma que uma empresa ligada a Amizadai recebeu recursos da Prefeitura do Recife durante a gestão de João Campos. Na manifestação publicada posteriormente, João não tratou especificamente dessa afirmação.
A troca de acusações ocorre após reportagem do Jornal da Record mostrar gravações em que Amizadai fala sobre uma rede de perfis digitais e sobre contatos com integrantes do Governo de Pernambuco para “desidratar” adversários. O material foi levado à Polícia Federal.
João encerrou a manifestação afirmando que continuará fazendo uma “campanha limpa, à altura do que espera o povo pernambucano”.
Imagem: Reprodução/Instagram
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Governadora reagiu às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais e divulgou imagens antigas em que João Campos aparece enviando uma mensagem a Amizadai e à família dele. A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para contestar as acusações envolvendo a existência de uma suposta estrutura […]
Governadora reagiu às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais e divulgou imagens antigas em que João Campos aparece enviando uma mensagem a Amizadai e à família dele.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para contestar as acusações envolvendo a existência de uma suposta estrutura de ataques digitais ligada ao Governo de Pernambuco. Na publicação, ela questiona a relação entre João Campos (PSB) e Amizadai, citado na reportagem exibida pelo Jornal da Record.
“Mentira tem perna curta”, escreveu Raquel na legenda.
No vídeo, a publicação afirma que João tem apresentado Amizadai como responsável por ataques contra ele, mas sustenta que os dois mantinham uma relação anterior. Para embasar a acusação, é exibido um vídeo antigo no qual João envia uma mensagem de felicitações pela chegada da filha de Amizadai e Poliana.
“Mandar um abraço para a Poliana e a Amizadai pela chegada da pequena Giovana. Que Deus possa abençoar com muita luz, com muita saúde a família de vocês”, diz João na gravação recuperada pela publicação.
O material divulgado por Raquel também afirma que uma empresa ligada a Amizadai recebeu recursos da Prefeitura do Recife durante a gestão de João Campos. No vídeo apresentado pela governadora, não são detalhados os contratos, valores ou períodos desses pagamentos.
“Toda essa história surge justamente quando o João cai nas pesquisas. Essa história está muito mal contada. Que amizade é essa, afinal?”, questiona a publicação.
A manifestação ocorre após a reportagem da Record revelar gravações em que Amizadai fala sobre uma rede de perfis na internet e sobre reuniões com integrantes do Governo do Estado para “desidratar” adversários políticos. João Campos afirmou posteriormente que o material reforçava denúncias que vinha fazendo sobre um suposto “gabinete do ódio” e anunciou medidas jurídicas.
Raquel já havia negado qualquer participação na estrutura mencionada pela Record e afirmou que o servidor citado na reportagem foi exonerado do Governo de Pernambuco.
Assista ao vídeo divulgado por Raquel Lyra no Instagram do Blog do Nill Júnior, no perfil @nill_jr.
SBT News O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita. O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de […]
O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita.
O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de intenção de voto a uma série de ataques que, segundo ele, são coordenados há mais de um ano e meio contra sua imagem nas redes sociais.
João Campos disse ainda que “toda a direita pernambucana e o bolsonarismo” estão reunidos no palanque de Raquel Lyra. A declaração ocorre em meio à disputa pela liderança nas pesquisas eleitorais: levantamentos recentes apontaram uma inversão no cenário, com a governadora passando à frente do candidato do PSB.
Durante a entrevista, Campos voltou a acusar o governo estadual de manter uma estrutura de ataques contra adversários políticos, que teria utilizado recursos públicos. A Frente Popular de Pernambuco anunciou nesta quinta medidas judiciais e administrativas para apurar as denúncias relacionadas à suposta existência de um “gabinete do ódio” dentro da estrutura do governo.
A campanha de Raquel Lyra contesta as acusações. Em nota, afirmou que o PSB estaria recorrendo a “velhas práticas” e substituindo o debate de propostas por acusações sem provas.
Segundo a campanha, as ações anunciadas por Campos seriam baseadas em uma denúncia sem comprovação. A defesa de Raquel afirma ainda que foi a própria governadora quem determinou a exoneração imediata do servidor citado nas denúncias e a apuração dos fatos.
A campanha declarou que pretende recorrer à Justiça contra o que considera “mentiras” e afirmou que a governadora seguirá concentrada em apresentar resultados e trabalhar pela população de Pernambuco.
Campos fala em ataques coordenados
João Campos afirmou que os ataques contra ele começaram depois de sua reeleição para a Prefeitura do Recife, quando obteve quase 80% dos votos. Segundo o candidato, a ofensiva teria sido estruturada para promover sua “desidratação política”.
“Há mais de um ano e meio, eu venho sendo vítima recorrente de ataques criminosos por uma rede de ódio que comete calúnia, difamação e que supostamente é financiada por recursos públicos”, afirmou.
O candidato citou uma reportagem que, segundo ele, revelou a atuação de um servidor federal cedido ao governo de Pernambuco. Campos afirmou que o servidor teria relatado participação na coordenação de ataques contra ele e reuniões com integrantes do governo estadual.
Para o candidato, a situação precisa ser investigada pela Justiça Eleitoral, pela Controladoria-Geral da União (CGU), pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle estaduais.
Campos também rejeitou a possibilidade de que as medidas tenham como objetivo retirar Raquel Lyra da disputa eleitoral. Segundo ele, a intenção é garantir investigação e responsabilização de eventuais envolvidos.
“A gente não tá aqui para perseguir absolutamente ninguém. Agora, a gente não tá aqui para sofrer e ser vítima de violência”, disse.
Campos afirmou que o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a partir desta sexta-feira (28), será uma oportunidade para apresentar ao eleitorado suas propostas e resultados obtidos durante a gestão do Recife.
Direita no palanque de Raquel
Ao ser questionado sobre a estratégia para recuperar eleitores identificados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que atualmente optam por Raquel Lyra, Campos voltou a explorar a divisão política entre os dois palanques.
O candidato afirmou que sua aliança com Lula representa não apenas uma parceria eleitoral, mas uma convergência de pautas e projetos.
“Eu tenho muito orgulho do time que está comigo, do presidente que eu apoio, do partido que eu presido”, disse.
Em seguida, afirmou que a direita pernambucana está concentrada na candidatura adversária.
“Toda a direita pernambucana e o bolsonarismo tá reunido no palanque da nossa adversária”, declarou.
Campos disse que, de um lado, está o “campo democrático progressista” e, do outro, a direita e o bolsonarismo. Para ele, os ataques dos quais afirma ser vítima também teriam características de movimentos de extrema direita.
“Isso é exatamente o que você vê em regimes autoritários”, afirmou.
Lula em Pernambuco
João Campos também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá participar da campanha em Pernambuco. Segundo ele, a presença do presidente está sendo organizada pela direção nacional da campanha de acordo com a estratégia eleitoral.
O candidato afirmou que Lula tem papel importante na formação da Frente Popular de Pernambuco e na consolidação dos apoios partidários à sua candidatura.
Campos aposta ainda no vínculo político com o presidente para atrair eleitores lulistas que, segundo as pesquisas, atualmente estão divididos entre ele e Raquel Lyra.
Durante a entrevista, Campos se esquivou de responder se sonha em disputar a Presidência da República e afirmou que seu objetivo imediato é governar Pernambuco.
Ele também declarou acreditar na reeleição de Lula em 2026 e projetou uma eventual participação na construção da sucessão presidencial em 2030.
“Eu tenho o sonho de poder governar Pernambuco e de poder fazer o melhor mandato que alguém pode fazer no Estado”, afirmou.
O candidato disse ainda que, caso seja eleito, pretende governar Pernambuco ao mesmo tempo em que Lula comandaria o país em um eventual quarto mandato.
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