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Em coletiva, Eduardo critica Dilma, defende seu projeto para o país e diz que Paulo Câmara “tem pegada” para governar o Estado

Publicado em Sem categoria por em 29 de março de 2014

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O Governador Eduardo Campos falou agora a pouco em coletiva cedida à imprensa no Auditório da Pousada de Brotas, em Afogados da Ingazeira. Eduardo esteve ao lado do Prefeito José Patriota e do Secretário da Fazenda Paulo Câmara, pré-candidato ao Governo do Estado, assim como Raul Henry, que será candidato a vice e Bezerra Coelho, pré-candidato ao Senado. Sobre a  última vinda ao Pajeú,  afirmou que vinha agradecer a uma população que o ajudou a ser governador por duas vezes. Leia trechos importantes da entrevista coletiva:

Caso Petrobrás

A Petrobras valia R$ 458 bi nas bolsas e nesses três anos perdeu muito espaço. Perdeu metade do valor que tinha. Além de perder o valor que tinha as dívidas multiplicaram por quatro. Sobre a compra da refinaria de Pesadena, por R$ 1 bi e 200 mi, tendo a empresa adquirido por 46 milhões, quase trinta vezes menos, o governo Federal lançou uma nota em que  a Presidenta Dilma, que  à época como Ministra era presidente do Conselho, afirmando que se visse o relatório não teria autorizado a compra. Houve a demissão de um Diretor e a PF prendeu um ex-diretor já em outro problema. Defendemos a convocação da Presidência e o Ministro das Minas e Energia enquanto falavam em CPI. O Governo se articulou pra não deixar ninguém falar. Aí nossa bancada foi ao MP e subscreveu a CPI sem que isso seja pré julgamento, mas você não pode ver uma empresa perder metade do valor, se endividar 4  vezes, fazer um negócio como esse e não ouví-la. O Congresso ou abria ou abria a CPI. Só tinha um caminho. É pra investigar tudo, não tem problemas, mas o povo quer discutir a Petrobras. Agora, não  vamos é admitir que a CPI seja palco de disputa eleitoral.

Embate Eleitoral

Nós vamos fazer essa campanha aqui com Paulo Câmara, Raul, Fernando, como sempre fizemos nossas campanhas. Com um programa na mão ouvindo a população, um projeto que dialogue com o Pajeú, com as indústrias, é esse debate que vamos fazer. Não vamos para processo que resvale para agressão, para velha política. Respeitamos todos os nossos adversários. Nunca falei mal da pessoa de ninguém. Estirei a mão depois da eleição para todos os nossos adversários.

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Eduardo na chegada ao Auditório da Pousada de Brotas: cercado de correligionários

Bolsa Família

O bolsa família foi uma conquista importante da democracia, e teve sua evolução. Foi melhorado após criado no governo FHC. Com Lula, chamou Fome Zero e a preocupação dele como minha, é como chegar na vida de quem está precisando. É um programa exitoso e ninguém vai mexer com isso. Mas me preocupa saber que tem gente que precisa mas ainda não está dentro do Bolsa Família em Afogados, Iguaraci, Carnaíba, no Rio, São Paulo, Amazônia. Nosso compromisso é universalizar o Bolsa Família. Eu sonho que as filhas do Bolsa Família de hoje tenham escola de qualidade para que não sejam as mães do Bolsa amanhã. Mas enquanto tiver uma mãe precisando o Brasil tem que tirar dos ricos para olhar para os pobres. Desafio quem tem coragem de mexer com o Bolsa Família.

Presidenta Dilma

Tenho respeito pela presidenta Dilma como pessoa, como Presidente votada por mim também. Desde que o Brasil estabilizou sua moeda e colocou Lula para governar por oito anos a gente tinha a impressão de que as coisas iam melhorando, não na velocidade que a gente queria, mas iam. Dilma foi eleita por nós para melhorar o Brasil. Recebeu um país melhor que Lula encontrou para entregar melhor. Mas gente viu a economia desacelerar, a inflação aumentar, os brasileiros estão endividados demais da conta, inflação e juro pra cima, crescimento pra baixo. Nós queremos mudar para melhor, preservando os acertos e podendo olhar os erros com humildade. O povo foi pras ruas porque começou a sentir que as coisas não melhoraramA reforma agrária desacelerou, as obras estratégicas como a Transnordestina pararam. Não podemos passar a mão na cabeça, tem que tomar conta do Brasil, das conquistas.

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Projeto 2014

Se eu tivesse projeto pessoal, seria tranquilo terminar o governo, ser candidato a Senador ou aceitar os convites públicos para ser candidato em 2018. Eles só não conseguiram responder porque é bom pra 18 e não é bom pra 14. Não é uma posição de desrespeito a Lula, ao PT ou Dilma.

Prefeitos Eduardistas – em resposta a declaração de Fernando Ferro

Eu acho que a gente deve respeitar os prefeitos porque quem botou lá não fui eu ou Ferro, foi o povo com seu voto. Tenho relação republicana. Criei uma lei de distribuição de ICMS para favorecer pequenos municípios.  Calumbi recebia R$ 200 mil por ano, passou a receber R$ 2 milhões. Fiz pra todos, não para os do meu partido. Quando a Presidenta reduziu o FPM com a desoneração do IPI  juntando o problema com a seca, juntei todos e distribui uma cota de FPM para todos. Essa atitude de respeito faz com que os prefeitos me respeitem e o povo me respeite. Nossa relação é de quem crê na cidadania.

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Sentimento de mudança

De cada 100 brasileiros, de 67 a 73 querem mudança. Antes, quando Dilma foi reeleita, 77 queriam continuidade. Em Pernambuco, de cada 100 pernambucanos, 77 querem que esse conjunto continue a fazer o bem de Pernambuco. Vamos fazer um conjunto político que vai conduzir Pernambuco a uma vitórias nos planos estadual e federal.

Técnicos x políticos – perguntado sobre fala de Armando

Não divido o mundo dessa forma entre técnicos e políticos. Divido entre quem quer fazer as coisas boas e quem não quer. Tem muito político que não ajuda o país e muito técnico com grande contribuição. O mundo é feito de gente. Paulo Câmara é gente que acredita em gente, tem coração, vontade de fazer, tem pegada.  Funcionário público que entrou pela porta da frente. Conhece a vida das pessoas de perto, atendeu cortadores de cana. Não sei como você governa o que não conhece. O conheço a 20 anos. Ele escreveu meu primeiro programa de governo com Geraldo Júlio e Aristides Monteiro. Foi Secretário de duas pastas importantíssimas. Sei que vai fazer mais do que eu fiz porque Pernambuco está melhor que em 2006. Geraldo Júlio não pontuava e hoje é o melhor prefeito do país.

Antonio Figueira, Paulo Câmara, Eduardo Campos, José Patriota e Raul Henry, na coletiva. Foto Neyton Vinicius

Antonio Figueira, Paulo Câmara, Eduardo Campos, José Patriota e Raul Henry, na coletiva. Foto Neyton Vinicius

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