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Eduardo Campos ‘só não foi denunciado porque faleceu’, diz Dodge

Por André Luis
Eduardo em visita à Refinaria Abreu e Lima, em 2013. Foto: Aluisio Moreira/Governo de Pernambuco

Do blog de Jamildo

“O então governador Eduardo Campos tinha atribuição para tratar de todas as questões de infraestrutura e de incentivos fiscais relacionadas à Rnest (Refinaria Abreu e Lima. Ele só não foi denunciado porque faleceu, extinguindo-se sua punibilidade”. A declaração faz parte de um memorial apresentado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin para reforçar a denúncia contra o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Fachin decidiu nessa segunda-feira (7) encaminhar o inquérito contra o agora emedebista para a 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro.

“A corrupção de Fernando de Souza Coelho está estreitamente vinculada à corrupção do ex-governador pernambucano. Uma está estreitamente imbricada com a outra”, acusa o documento.

Além de FBC, são investigados os empresários Aldo Guedes, ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, comprador do avião usado por Eduardo Campos na campanha presidencial de 2014. Ambos são apontados como operadores do suposto esquema.

A denúncia foi apresentada em outubro de 2016, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antecessor de Dodge no cargo. As investigações começaram com base nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. O Ministério Público Federal (MPF) acusa Fernando Bezerra Coelho de ter recebido pelo menos R$ 41,5 milhões das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa entre 2010 e 2011, quando era secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, no governo Eduardo Campos.

Para o MPF, parte do dinheiro foi entregue como doação eleitoral na campanha do socialista à reeleição em Pernambuco, em 2010.

O valor teria sido em troca da garantia de infraestrutura e incentivos fiscais para as obras da refinaria, em que as três construtoras tinham contratos.

“Não há necessidade de provar ou imputar a mercancia de ato de ofício para a configuração do crime de corrupção passiva. No caso, todavia, houve atos de ofício. O acusado e os outros partícipes – em particular o então governador Eduardo Campos – efetivamente praticaram diversos atos de ofício para assegurar a infraestrutura e garantir a concessão de incentivos tributários de competência estadual para as obras de instalação da Rnest”, afirma Dodge a Fachin no documento. “A assunção dos compromissos para implantação da Refinaria Abreu e Lima ocorreram inicialmente em 2005 ou 2006, mas a efetiva adoção de providências nesse sentido pelo Estado de Pernambuco se deu ao longo de 2007 e dos anos seguintes, na gestão de Eduardo Campos como governador e do próprio acusado como secretário estadual de Desenvolvimento Econômico”, relata ainda.

“O cumprimento das contraprestações pelo recebimento da propina, portanto, encontra-se evidenciado por diversos atos, notadamente pelos atos e contratos administrativos, referentes a obras de infraestrutura e incentivos tributários concedidos pelo Estado de Pernambuco para viabilizar a Rnest. Parte significativa deles foi assinada por Eduardo Campos ou por Fernando Bezerra de Souza Coelho ou mesmo pelos dois em conjunto, inclusive com Paulo Roberto Costa”, diz a procuradora-geral da República. “No caso concreto, é irrelevante saber se a concessão de incentivos fiscais integrava ou não a esfera de competência funcional de Fernando Bezerra de Souza Coelho como secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Com efeito, ele tinha a atribuição de implementar as obras de infraestrutura necessárias à instalação e ao funcionamento da Refinaria, especialmente na condição de presidente do Porto de Suape”.

Para Raquel Dodge, o suposto esquema vai além dos fatos investigados. “A atuação criminosa não se limitou aos fatos ora imputados aos denunciados. Os fatos tratados no caso revelam que existia, no Estado de Pernambuco, um grupo de pessoas e empresas responsáveis pela intermediação, pelo recebimento e pelo repasse, de forma oculta e disfarçada, de vantagens indevidas destinadas a Eduardo Campos, inclusive solicitadas, com vontade livre e consciente e unidade de desígnios com Eduardo Campos, por Fernando Bezerra de Souza Coelho, principalmente para fins de financiamento ilícito de campanhas eleitorais”, afirma.

Defesa

“A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), representada pelo advogado André Luís Callegari, entende que, em que pese a determinação do ministro Edson Fachin em remeter os autos à 13a Vara Federal de Curitiba, é necessário atentar que os fatos narrados no inquérito não guardam qualquer relação que leve à Justiça Federal do Paraná e os precedentes da 2ª Turma são exatamente contrários à decisão. É importante destacar, ainda, que a denúncia contra o senador não foi sequer recebida, havendo empate entre os ministros, com dois votos contrários. Pela jurisprudência, esta situação pesa a favor do parlamentar. A defesa do senador tomará as medidas cabíveis, com a certeza de que prevalecerá a rejeição da denúncia, qualquer que seja o grau de jurisdição competente. André Callegari observa, ainda, que Fernando Bezerra Coelho votou, no Senado, pelo fim do foro por prerrogativa de função”, afirma a nota da defesa do senador.

O advogado Ademar Rigueira, que defende Aldo Guedes, afirmou que vai recorrer da decisão. Ele argumenta que há uma decisão da Segunda Turma do Supremo encaminhando para a Justiça Estadual de Pernambuco outro caso semelhante.

No último dia 24, o caso em que o empresário é acusado de receber propina da Odebrecht por obras também na Refinaria Abreu e Lima. Vencendo o voto de Fachin, que era favorável a manter o caso com Moro, Dias Toffoli considerou que o dano de um suposto crime não seria da Petrobras, e sim do Governo de Pernambuco.

Outras Notícias

Itapetim dá passo para implementação da Política Municipal do Meio Ambiente

O município de Itapetim deu um grande passo com a elaboração da minuta do Plano de Ação que programa as fases de implementação da Política Municipal do Meio Ambiente no município. O plano tem como objetivo a preservação e conservação do meio ambiente, de forma a assegurar as condições ecologicamente adequadas para um desenvolvimento socioeconômico […]

O município de Itapetim deu um grande passo com a elaboração da minuta do Plano de Ação que programa as fases de implementação da Política Municipal do Meio Ambiente no município.

O plano tem como objetivo a preservação e conservação do meio ambiente, de forma a assegurar as condições ecologicamente adequadas para um desenvolvimento socioeconômico local eficaz, integrado e sustentado, atendendo o previsto na Política Nacional do Meio Ambiente, a qual tem como ênfase inicial a Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos no município.

São 26 etapas que terão sua execução iniciada com a elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) e culminância com o encerramento do lixão, com obras de recuperação da área degradada e início da operação do aterro sanitário, conjugada com o programa de coleta seletiva de resíduos sólidos.

A preservação de um meio ambiente equilibrado é prioridade da gestão municipal.

Motta e Alcolumbre: os inimigos da nação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comandam o Congresso Nacional no momento em que acumulam os piores índices de imagem entre políticos medidos pela AtlasIntel/Bloomberg. Motta tem 87% de imagem negativa e só 2% positiva; Alcolumbre aparece com 81% negativa e 3% positiva. […]

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comandam o Congresso Nacional no momento em que acumulam os piores índices de imagem entre políticos medidos pela AtlasIntel/Bloomberg.

Motta tem 87% de imagem negativa e só 2% positiva; Alcolumbre aparece com 81% negativa e 3% positiva.

A pesquisa foi divulgada na quinta-feira (30), no mesmo dia em que o Congresso se movimentou para analisar o veto integral do presidente Lula (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, pauta reduziu penas de condenados pela trama golpista de 8 de janeiro.

A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.008 pessoas entre 22 e 27 de abril de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%.

O exemplo de Hugo Motta 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem 87% de imagem negativa da população brasileira e só, e ainda incríveis 2% de positiva.

Ele consegue ter avaliação negativa maior que Davi Alcolumbre.

Presente nos principais acordões e conchavos do país, Motta é Deputado Federal desde 2011, fruto da influência política de sua família a partir de Patos, Paraíba. É o padrinho oficial das pautas de desmonte ambiental e de degradação da imagem do Congresso.

Próximo de Eduardo Cunha, fez parte da “tropa de choque de Cunha”, a qual integravam os deputados de maior proximidade do então presidente da Câmara dos Deputados.

Durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista, que retirou direitos dos trabalhadores. Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

Foi escolhido por Arthur Lira para ser o candidato à sua sucessão ao cargo de Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, justamente por seu currículo contra as pautas populares.

Motta é um exemplo da instrumentalização da política para os interesses do poder e do abismo entre o que quer a sociedade e o que têm pautado o Congresso Nacional.

Donald Trump se diz arrependido por declarações ofensivas

Donald Trump fez na quinta-feira uma confissão surpreendente e se declarou arrependido das palavras ofensivas que pronunciou durante a campanha eleitoral, ao assumir a postura de um candidato mais propenso à busca de consensos. “Às vezes, no calor do debate e falando sobre uma grande variedade de temas, não escolhemos as palavras corretas e dizemos […]

Donald_Trump_September_3_2015

Donald Trump fez na quinta-feira uma confissão surpreendente e se declarou arrependido das palavras ofensivas que pronunciou durante a campanha eleitoral, ao assumir a postura de um candidato mais propenso à busca de consensos.

“Às vezes, no calor do debate e falando sobre uma grande variedade de temas, não escolhemos as palavras corretas e dizemos coisas equivocadas”, afirmou Trump durante um ato em Charlotte, na Carolina do Norte.

“Isso aconteceu comigo e, acreditando ou não, eu lamento”, disse, provocando aplausos entre a multidão. “Realmente lamento, e em especial quando causou dor às pessoas”, acrescentou, garantindo aos seus seguidores que “sempre direi a verdade a vocês”.

Esta declaração, que foi lida por ele, marca uma inflexão em seu estilo de campanha. Nos últimos dias e em meio a sua queda nas pesquisas, Trump havia expressado seu desejo de retomar os discursos explosivos que fizeram sucesso durante as primárias republicanas.

Nesta mesma semana, Trump renovou sua equipe assessora na campanha eleitoral e nomeou como diretor Steve Bannon, dono do site conservador Breitbart News, um homem sem experiência política, mas reconhecido por sua virulência. Mas suas polêmicas mais recentes – especialmente seus confrontos com os pais de um capitão muçulmano que morreu no Iraque – o afetaram duramente.

Seus críticos também o acusaram de incitar a violência contra sua rival democrata Hillary Clinton, mediante declarações ambíguas sobre o direito ao porte de armas. Sem alterar as linhas gerais de seu discurso – muro na fronteira com o México, protecionismo comercial -, Trump se apresentou na quinta-feira como um agente da mudança, em contraposição a Hillary que, segundo ele, representa o establishment e favorece os ricos e poderosos.

Ao chamar novamente Hillary de “mentirosa”, propôs reforçar as normas éticas do governo e combater o tráfico de influência. Além de integrar Bannon em seu comando, Trump nomeou como diretora de sua campanha a pesquisadora republicana Kellyanne Conway, especialista em comunicação com as mulheres.

Zé Gomes lança “Porquinho sem Rabo Preso” para ampliar financiamento popular

Após uma semana de atividades suspensas, em respeito à comoção pela morte do ex-governador Eduardo Campos, o candidato a governador Zé Gomes (PSOL) reiniciou nesta terça-feira (19/8) sua campanha nas redes sociais. Em seu perfil no facebook, ele reeditou um mascote, o Porquinho Sem Rabo Preso (confira aqui: http://on.fb.me/1pXWUcB), para divulgar sua proposta de financiamento popular à campanha eleitoral. […]

porquinhoApós uma semana de atividades suspensas, em respeito à comoção pela morte do ex-governador Eduardo Campos, o candidato a governador Zé Gomes (PSOL) reiniciou nesta terça-feira (19/8) sua campanha nas redes sociais.

Em seu perfil no facebook, ele reeditou um mascote, o Porquinho Sem Rabo Preso (confira aqui: http://on.fb.me/1pXWUcB), para divulgar sua proposta de financiamento popular à campanha eleitoral. Nesta quarta-feira (20), serão retomadas as agendas de rua do candidato.

O Porquinho Sem Rabo Preso simboliza a opção do PSOL por não aceitar dinheiro de empreiteiras, bancos e donos de concessionárias de serviço público.

As vedações a doações eleitorais por empresas interessadas em receber benefícios do Estado se baseia na convicção de que o atual modelo de financiamento faz com que os governantes, uma vez eleitos, fiquem devendo favores aos seus doadores de campanha, em prejuízo da população.

Luciano Duque admite conversa sobre aproximação com governo Raquel

O Deputado Estadual Luciano Duque (SD) confirmou a este jornalista que abriu diálogo para uma aproximação política com a base da governadora Raquel Lyra. Duque estava participando com maior intensidade de agendas com a governadora e até elogiado nas redes sociais algumas políticas públicas anunciadas. A pergunta foi para o comentário assinado no Sertão Notícias, […]

O Deputado Estadual Luciano Duque (SD) confirmou a este jornalista que abriu diálogo para uma aproximação política com a base da governadora Raquel Lyra.

Duque estava participando com maior intensidade de agendas com a governadora e até elogiado nas redes sociais algumas políticas públicas anunciadas.

A pergunta foi para o comentário assinado no Sertão Notícias, da Cultura FM. Duque foi questionado sobre a possibilidade de aproximação com a base governista no estado.

Duque não titubeou e deu detalhes dessa aproximação. “De fato nós nos reunimos, eu, Marcelo e Gustavo Gouveia e tivemos uma conversa. E estou aguardo uma reunião com a governadora. Isso para conversarmos sobre possibilidades. Mas não tem nada  definido ainda”, adiantou.

A possibilidade de aproximação irá gerar fatos curiosos. Um deles, da expectativa de como fica a relação a partir de Serra Talhada. A prefeita Márcia Conrado é aliada de primeira ordem da governadora. Mas Raquel também precisa consolidar uma base sólida na Assembleia Legislativa para evitar derrotas como as que marcaram  início de sua gestão. Em suma, precisaria dos dois nomes.