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Eduardo Campos faz críticas ao governo federal

Por Nill Júnior

Do DPNet

O governador Eduardo Campos (PSB), virtual candidato à Presidência da República, aproveitou a passagem por Nazaré da Mata, nesta segunda-feira (3), para fazer críticas ao governo federal. Campos declarou que quem está no poder não pensa no interesse público. “Brasília está cheia de gente que pensa mais em si do que na nação”, ressaltou. O governador aproveitou também para atacar o que chama de “velha política”. “O pacto que está aí é um pacto velho, carcomido e mofado. Ele não representa mais a ideia de nação mais ética e de Justiça”, disse.

Eduardo Campos falou rapidamente com a imprensa logo após apresentação dos maracatus em Nazaré da Mata.O governador estava acompanhado do secretário da Fazenda de Pernambuco, Paulo Câmara, e do ex-ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, escalados pelo gestor para a disputa do governo do estado e da vaga para o Senado através da Frente Popular. Campos também esteve na Associação das Mulheres de Nazaré da Mata, no centro da cidade.

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O governador evitou falar sobre a candidatura da ex-senadora Marina Silva (Rede) para vice na sua chapa de presidente. No entanto, o nome dela deve ser confirmado ainda neste mês. Pesquisas internas encomendadas pelo PSB mostram que o peso eleitoral do socialista cresce quando ele tem o nome associado ao de Marina Silva, que se filiou ao PSB após ver rejeitada a ação para que o seu partido fosse criado. Segundo um socialista ouvido pelo Diario, os nomes de Eduardo e Marina representam a consolidação de um projeto de governo.

Campos também esteve na Casa da Rabeca do Brasil, na Cidade Tabajara, em Olinda. O local foi palco da 10ª edição do Carnaval Mesclado, evento que reúne 60 grupos de maracatus, caboclinhos, frevo e cavalo marinho, entre outros ritmos que simbolizam a cultura pernambucana. Nas proximidades, também foi realizada a 24ª edição do Encontro Estadual de Maracatus de Baque Solto, que reuniu agremiações de todo o estado, que também se dirigiram à Casa da Rabeca.

“É uma alegria voltar à Casa da Rabeca, como faço todas as segundas-feiras de carnaval, para aplaudir a cultura pernambucana, para agradecer a resistência de tantos mestres que, ao longo de tempos até mais difíceis seguraram as nossas raízes e garantiram essa expressão bonita de nossa cultura”, destacou o governador, que antes de Olinda, esteve em Tracunhaém e Nazaré da Mata, ambos na Mata Norte, onde assistiu às apresentações de diversos maracatus, que também se apresentarão na Casa da Rabeca nesta segunda-feira.

Eduardo foi recebido por Pedro Salustiano, filho do rabequeiro Mestre Salustiano, que foi o fundador da Casa da Rabeca e do maracatu rural Piaba de Ouro. “Quero agradecer a Pedro e a toda a sua família, na memória do mestre Salustiano pela grande contribuição dada à cultura pernambucana. Desejar a todos um grande Carnaval em 2014, e que essa resistência do maracatu possa nos animar a resistir na construção de uma pátria livre, de um País mais justo e de um Pernambuco que siga em frente”, afirmou o governador. A agenda de carnaval do governador para esta segunda-feira ainda incluiu visitas aos municípios de Paudalho e Chã de Alegria, também na Mata Norte pernambucana.

Outras Notícias

DataTrends: Raquel tem 46% e João Campos, 38% na disputa pelo Governo de Pernambuco

Levantamento divulgado neste sábado (19) aponta oito pontos percentuais de diferença entre os dois principais candidatos. Em eventual segundo turno, os números são 49% a 41%. A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aparece com 46% das intenções de voto no cenário estimulado da nova pesquisa DataTrends para o Governo de Pernambuco. João […]

Levantamento divulgado neste sábado (19) aponta oito pontos percentuais de diferença entre os dois principais candidatos. Em eventual segundo turno, os números são 49% a 41%.

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aparece com 46% das intenções de voto no cenário estimulado da nova pesquisa DataTrends para o Governo de Pernambuco. João Campos (PSB) registra 38% e Ivan Moraes (PSOL), 1%. Os demais candidatos testados não pontuaram.

Brancos e nulos somam 8%, enquanto 7% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Raquel e João. Nesse cenário, a governadora aparece com 49% e o candidato do PSB, com 41%. Outros 7% votariam em branco ou nulo e 3% não souberam ou não responderam.

No potencial de voto, 34% dos entrevistados afirmaram que votariam em Raquel com certeza e 21% disseram que poderiam votar nela. Outros 37% declararam que não votariam na candidata de jeito nenhum.

Para João Campos, 29% disseram que votariam com certeza e 23% que poderiam votar. O percentual dos que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum também é de 37%.

A pesquisa aferiu ainda a avaliação do Governo de Pernambuco. Segundo o DataTrends, 67% aprovam a administração de Raquel Lyra, 28% desaprovam e 5% não souberam ou não responderam.

Na rodada anterior do instituto, realizada entre 7 e 9 de setembro, Raquel também marcava 46%, enquanto João tinha 36%. Na pesquisa divulgada neste sábado, Raquel permanece em 46% e João aparece com 38%. As variações entre as duas rodadas devem ser consideradas dentro das respectivas margens de erro e, isoladamente, não permitem afirmar uma tendência.

O DataTrends ouviu 1.200 eleitores de Pernambuco entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro máxima é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento para governador e Senado está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-05602/2026.Foto: Reprodução

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Marília Arraes recebe apoio do ex-prefeito do Recife e deputado estadual João Paulo

Petista, que governou a capital pernambucana por dois mandatos e também passou pela Câmara dos Deputados, anunciou apoio à candidatura da pedetista ao Senado. A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado recebeu nessa sexta-feira (18) a adesão de João Paulo Lima e Silva (PT), atual deputado estadual e um dos nomes de trajetória mais […]

Petista, que governou a capital pernambucana por dois mandatos e também passou pela Câmara dos Deputados, anunciou apoio à candidatura da pedetista ao Senado.

A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado recebeu nessa sexta-feira (18) a adesão de João Paulo Lima e Silva (PT), atual deputado estadual e um dos nomes de trajetória mais longa do partido em Pernambuco.

João Paulo foi prefeito do Recife por dois mandatos, exerceu mandato de deputado federal e atualmente integra a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ao anunciar a decisão, afirmou que passará a apoiar Marília na disputa por uma das duas vagas do estado no Senado.

“Conheço a história, a capacidade de trabalho e a coragem de Marília. Pernambuco precisa eleger senadores comprometidos com o presidente Lula, com a democracia e com os interesses do nosso Estado. Minha decisão é caminhar com Marília para o Senado”, declarou o petista.

Marília agradeceu o apoio e destacou a trajetória política do deputado. “Receber o seu apoio é motivo de muita alegria e também de responsabilidade”, afirmou.

A campanha da pedetista também divulgou, nas últimas semanas, apoios de prefeitos e outras lideranças políticas de municípios do interior e da Região Metropolitana do Recife.

Foto: Léo Caldas

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Gilmar Mendes decide que reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais

Ministro do STF considerou que o aumento de 15,04% corresponde a uma atualização monetária de programa já existente e não à criação de novo benefício em ano eleitoral. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nessa sexta-feira (18) que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família não viola a legislação eleitoral. A […]

Ministro do STF considerou que o aumento de 15,04% corresponde a uma atualização monetária de programa já existente e não à criação de novo benefício em ano eleitoral.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nessa sexta-feira (18) que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família não viola a legislação eleitoral. A decisão atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que buscava o reconhecimento da legalidade do decreto editado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com o reajuste, o valor mínimo pago pelo programa passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O governo informou que o percentual corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Na avaliação de Gilmar Mendes, a medida não cria um benefício novo, não modifica os critérios para ingresso no programa nem amplia o universo de famílias atendidas. Para o ministro, trata-se de atualização dos valores de uma política social já existente a partir de um critério objetivo de correção monetária.

O reajuste foi anunciado a 17 dias do primeiro turno das eleições e provocou questionamentos de adversários de Lula. O candidato à Presidência Renan Santos (Missão), por exemplo, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão da medida sob o argumento de que ela teria finalidade eleitoral. A ação no TSE foi distribuída ao ministro André Mendonça.

Na decisão do STF, Gilmar também diferenciou o reajuste atual das mudanças promovidas no Auxílio Brasil em 2022. Segundo o ministro, naquele caso houve ampliação temporária de benefícios, criação de novas prestações, antecipação de pagamentos e aumento do número de famílias atendidas durante o período eleitoral.

Os novos valores do Bolsa Família serão considerados na folha de outubro, com pagamentos previstos a partir do dia 19. O benefício médio estimado passará de R$ 675 para R$ 777.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Alejandro Zambrana/STF

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Justiça Eleitoral concede a Raquel dois direitos de resposta em propaganda de João Campos

Decisões envolvem peças sobre patrimônio e remuneração da governadora veiculadas no rádio, na televisão e nas redes sociais. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu, nesta sexta-feira (18), dois direitos de resposta à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) em ações contra propagandas da Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato João […]

Decisões envolvem peças sobre patrimônio e remuneração da governadora veiculadas no rádio, na televisão e nas redes sociais.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu, nesta sexta-feira (18), dois direitos de resposta à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) em ações contra propagandas da Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato João Campos (PSB). As decisões foram proferidas pelo desembargador eleitoral Fernando Braga Damasceno.

As peças questionadas abordavam a remuneração e a declaração de bens da governadora. Ao analisar o conteúdo, o magistrado apontou “grave descontextualização” na forma como algumas das informações foram apresentadas, considerando que poderiam induzir o eleitor a erro.

Um dos pontos analisados foi a referência a um saldo de R$ 1 em uma conta-corrente declarada por Raquel. Segundo a decisão, o valor correspondia a uma conta específica e foi apresentado na propaganda de forma associada ao patrimônio declarado pela candidata. O tribunal também considerou irregular a forma como a peça relacionou a remuneração da governadora ao suposto recebimento de valores incompatíveis com a Constituição.

No rádio e na televisão, a Justiça Eleitoral determinou a suspensão das peças questionadas e concedeu a Raquel um minuto de direito de resposta no início do programa eleitoral em bloco da coligação de João Campos. A propaganda contestada tinha 29 segundos, mas a legislação estabelece um tempo mínimo de um minuto para esse tipo de resposta.

A decisão também alcançou inserções de 30 segundos. Um relatório apresentado no processo apontou 210 veiculações da peça em diferentes emissoras. A resposta deverá ocupar os mesmos horários e espaços destinados ao material considerado irregular.

O segundo direito de resposta diz respeito às redes sociais. O TRE-PE determinou a retirada do vídeo questionado e estabeleceu que a resposta de Raquel seja publicada no mesmo perfil e com elementos de destaque semelhantes aos da postagem original.

A decisão também prevê que a resposta seja impulsionada com o mesmo valor utilizado na divulgação da peça contestada e permaneça disponível pelo dobro do período em que o conteúdo ficou publicado.

A campanha de João Campos tem prazo de até 36 horas para encaminhar às emissoras o material necessário à veiculação do direito de resposta.

Foto: Reprodução

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Lula diz que, se depender de sua vontade, vai acabar com as bets no Brasil

Presidente afirmou que eventual fim das apostas virtuais deve ser discutido a partir dos impactos sobre a saúde da população, e não da arrecadação de impostos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que pretende pôr fim ao funcionamento das casas de apostas virtuais no Brasil. A declaração foi feita […]

Presidente afirmou que eventual fim das apostas virtuais deve ser discutido a partir dos impactos sobre a saúde da população, e não da arrecadação de impostos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que pretende pôr fim ao funcionamento das casas de apostas virtuais no Brasil. A declaração foi feita durante um comício em Guarulhos, em São Paulo.

Ao abordar o tema, Lula classificou a expansão das apostas pela internet como um problema relacionado à ludopatia, transtorno caracterizado pela compulsão por jogos. Segundo o presidente, sua posição pessoal é pelo encerramento das atividades das bets no país.

Lula também disse que uma eventual decisão nesse sentido não deveria ser condicionada à perda de arrecadação tributária gerada pelas empresas do setor. Para ele, os impactos das apostas sobre a população, especialmente entre pessoas de baixa renda, devem ter prioridade no debate.

O presidente ainda contestou o argumento de que uma eventual proibição das plataformas poderia prejudicar financeiramente o futebol brasileiro, setor que passou a receber forte presença das empresas de apostas por meio de publicidade e patrocínios.

Na declaração reproduzida pela reportagem, Lula não apresentou detalhes sobre como uma eventual proibição seria implementada nem anunciou, naquele momento, uma medida formal do governo para encerrar as atividades das empresas.

O pronunciamento ocorreu durante um ato político em Guarulhos. Também participaram do evento Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, além de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado.

Fonte: Diário de Pernambuco
Ricardo Stuckert/Divulgação

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