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Disputa eleitoral na internet já está acirrada

Por Nill Júnior

DilmaAécio-eduardo

do JC Online

A campanha eleitoral ainda não começou oficialmente, mas na internet a disputa entre os concorrentes à Presidência da República mais bem pontuados nas pesquisas de intenção de voto – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – já está bastante acirrada.

Com uma estratégia mais agressiva, o PT vem colocando os correligionários em campo para garimpar tudo o que pode ser usado contra os adversários, sobretudo os tucanos. Recentemente, utilizaram uma declaração dada pelo ex-BC Armínio Fraga, cotado para ser um dos homens-fortes da economia num eventual governo tucano de Aécio, em uma entrevista exclusiva concedida ao Estadão, para dizer que os tucanos têm preconceito com os ganhos das classes mais baixas. Uma das críticas partiu da página da deputada petista Margarida Salomão (MG), no Facebook. Até esta quinta-feira (24), o post sobre o tema já tinha mais de 23 mil compartilhamentos.

Um dos coordenadores da área digital do tucano Aécio Neves, Maurício Brusadin, disse em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que o PT está com um exército em campo. Contudo, assegura que o PSDB não teme esse contingente porque eles ainda estão falando entre si, “como numa conversa de boteco”. Brusadin, que tem em seu currículo a estratégia digital da bem-sucedida campanha da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República nas eleições passadas, diz que apesar “do barulho” que o PT faz nas redes sociais, as menções negativas contra o partido e seus dirigentes também são bastante disseminadas. “Por essa razão, não estamos nos pautando por esses ataques, pretendemos fazer uma campanha do bem nas redes sociais”, destaca.

Brusadin rebate as críticas de que os tucanos estão num ritmo ainda lento na internet, em comparação ao PT. Segundo ele, a estratégia do PSDB nessa seara é justamente atrair os que reivindicam mudanças, mas não estão ainda inseridos no universo político, um contingente estimado entre 30 a 40 milhões de pessoas. “Nossa ideia é estabelecer, neste momento, um diálogo com o pessoal que está fora do universo da política, sair dessa disputa ‘Corinthians x Palmeiras’ que (o PT) tenta impor e construir propostas com base nessas conversas, mostrando que o jovem tem espaço na construção de um novo Brasil.”

Para o especialista em pesquisa eleitoral e marketing político Sidney Kuntz, o grande desafio das campanhas na internet é transferir os votos potenciais dos simpatizantes para as urnas, para o mundo real. Brusadin concorda com a avaliação, dizendo que o PSDB tem trabalhado no sentido de levar as discussões das redes sociais para o mundo real. “O PT está trabalhando para transformar a web em um campo de guerra, mas usaremos a internet para a construção de propostas que possam modificar o Brasil, não vamos embarcar na provocação dos petistas”, avisa.

Ao falar da presença do PT nas redes sociais, Brusadin cita, por exemplo, que apesar do chamado ‘exército petista nas redes sociais’, os tucanos e simpatizantes da sigla conseguiram emplacar, recentemente no trend topics do Twitter a hashtag #DilmaTemMedoDaCPI. E ironiza: “O PT não tem o potencial de rede que imagina ter, para dentro (da própria rede) eles podem até ter, mas para fora não. A web é um meio e não um fim, não adianta usá-la sem boas propostas, é o mesmo que dar um megafone para um mudo.”

Além de PT e PSDB, o PSB de Eduardo Campos também tem investido nas redes sociais. A vice em sua chapa, Marina Silva, tem experiência neste campo, quando disputou a Presidência da República em 2010 e conseguiu uma votação expressiva, de cerca de 20 milhões de votos, graças às redes sociais, em que um dos coordenadores dessa área, na época, era Brusadin. No lançamento oficial da chapa Campos/Marina, os dois participaram de um bate-papo com internautas.

A conversa com internautas tem sido um recurso utilizado também pela presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição. Na quinta-feira, 24, ela participou de um bate-papo com internautas por meio da página oficial do Palácio do Planalto no Facebook.

Outras Notícias

Campanhas já gastaram R$ 288,7 milhões com a Meta em 2026, mais que o dobro de 2022

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022. O levantamento foi feito a partir […]

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022.

O levantamento foi feito a partir das prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considera pagamentos realizados diretamente à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.

O crescimento dos gastos acompanha a expansão do impulsionamento de conteúdo nas campanhas. Em 2018, a Meta recebeu R$ 22,7 milhões diretamente dos candidatos. Na eleição nacional seguinte, em 2022, o montante chegou a R$ 129 milhões e, neste ano, já alcança R$ 288,7 milhões.

A participação da empresa no total das despesas eleitorais também aumentou. Os pagamentos diretos à Meta representavam 0,7% dos recursos gastos pelas campanhas em 2018. Em 2026, já correspondem a 6% do total declarado até agora.

Entre os partidos, o PL lidera as despesas diretas com a plataforma, com R$ 63,7 milhões. O PT aparece em seguida, com R$ 37,9 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 30,3 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 23,3 milhões.

Na comparação entre candidaturas individuais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 7,45 milhões em contratações diretas com a Meta. Lula (PT) informou R$ 2,59 milhões. O valor declarado pela campanha de Flávio é quase três vezes o informado pela campanha do petista.

O levantamento aponta ainda que 24 candidaturas já declararam despesas superiores a R$ 1 milhão diretamente com a empresa. Juntas, elas somam R$ 41 milhões. Em 2022, apenas quatro candidatos haviam ultrapassado essa marca.

Os números de 2026 ainda podem aumentar. O prazo para a prestação final de contas termina em 3 de novembro para as candidaturas que participaram apenas do primeiro turno e em 14 de novembro para aquelas que avançaram ao segundo.

O levantamento considera apenas pagamentos cujo fornecedor direto é a Meta. Por isso, ficam de fora despesas realizadas por diretórios partidários, pagamentos por intermédio de agências de publicidade e outros gastos que apareçam vinculados ao CNPJ de terceiros.

Fonte: g1
Foto: Reprodução

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Flávio apaga posts antigos em que criticava Bolsa Família e chamava benefício de “bolsa-farelo”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito. A exclusão foi identificada […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito.

A exclusão foi identificada a partir de um arquivo com publicações de Flávio coletadas em junho deste ano. Os links das mensagens citadas anteriormente em reportagem sobre o posicionamento do candidato em relação ao Bolsa Família não estão mais disponíveis.

Entre as postagens estava uma de 2013 na qual Flávio afirmava que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, associando o programa à dependência dos beneficiários.

Também foram apagadas publicações de 2014 em que o então deputado estadual questionava a situação de pessoas que recebiam Bolsa Família ou seguro-desemprego e outras, de 2011, nas quais criticava políticas de transferência de renda.

Naquele ano, Flávio também utilizou a expressão “bolsa-farelo” para se referir ao Renda Melhor, programa criado pelo governo do Rio de Janeiro para complementar a renda de famílias que já recebiam o Bolsa Família. O benefício estadual chegava a R$ 300.

Quando era deputado estadual, Flávio votou contra a criação do Renda Melhor e defendeu que o pagamento tivesse prazo máximo de dois anos.

A exclusão das mensagens ocorre enquanto o Bolsa Família ocupa espaço na campanha do segundo turno. Nesta semana, a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, apresentou a proposta de uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou passem a empreender.

Após interpretações de que a proposta significaria limitar a permanência geral no programa a dois anos, a campanha afirmou que o prazo se refere apenas à regra de transição para quem tiver aumento de renda.

Flávio também publicou um vídeo nessa segunda-feira (19) afirmando que os beneficiários podem ficar tranquilos porque o “benefício está garantido”.

Questionada sobre o motivo da exclusão das publicações antigas, a campanha de Flávio não havia respondido até a publicação da reportagem que revelou as remoções.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Pesquisas aferem situação de Flávio e Lula a 5 dias do pleito

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito. A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula […]

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito.

A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula com 45%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais por telefone entre 15 e 19 de outubro.

Destaco que, na reta final da campanha, os dados indicam estabilidade nos percentuais médios, com Flávio liderando por margens pequenas (entre 1,5 e 3 pontos) e uma trajetória recente de crescimento de Lula. Aponto ainda que o debate na TV Globo, na próxima sexta-feira (23), será determinante para a decisão dos eleitores indecisos.

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Campanha de Lula volta ao TSE e acusa Meta de descumprir ordem sobre igualdade entre candidatos

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a […]

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno.

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a campanha levará ao tribunal novos elementos para sustentar que a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze não estaria sendo cumprida.

“Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia”, afirmou Valadares.

Entre os pontos apresentados pelo PT está o funcionamento da inteligência artificial da Meta. A campanha alega que a ferramenta estaria favorecendo a geração de imagens com o número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), inclusive em situações nas quais o nome do candidato não é mencionado.

A alegação é da campanha de Lula e ainda está submetida à análise da Justiça Eleitoral.

Valadares afirmou ainda que representantes da campanha participaram, nessa segunda-feira (19), de uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar do assunto.

A nova manifestação ocorre após Bellizze conceder prazo de 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento das medidas determinadas pelo TSE para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno. Caso o tribunal considere que a ordem não foi integralmente cumprida, a multa diária prevista pode ser elevada para R$ 1 milhão.

Na sexta-feira (16), a Meta reconheceu que problemas técnicos no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha de Lula, mas negou qualquer interferência política na eleição. A empresa afirmou que os incidentes atingiram campanhas de diferentes posições políticas e disse que Flávio Bolsonaro também relatou falhas.

“A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, afirmou a empresa.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Evaristo Sá/AFP

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Dois meses após a posse, governo de direita da Colômbia amplia em 16% o Orçamento de 2027

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas. A aprovação […]

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas.

A aprovação ocorreu após uma longa discussão no Senado e na Câmara dos Representantes. Na Câmara, o texto recebeu 112 votos favoráveis e apenas um contrário.

O orçamento representa crescimento de cerca de 16% quando comparado ao valor originalmente aprovado para 2026. Considerando a dotação atualmente vigente deste ano, de 555,8 trilhões de pesos, a alta é de aproximadamente 14,2%.

A proposta prevê déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto em 2027. O patamar ocorre em um cenário de aumento da dívida pública e de dificuldades para a Colômbia recuperar o grau de investimento perdido em 2021.

Entre as principais destinações previstas estão recursos para pagamento da dívida, educação, saúde e defesa. Durante a tramitação no Congresso, parlamentares também realizaram mudanças nas verbas destinadas a diferentes áreas do governo.

A aprovação amplia gastos no mesmo momento em que o governo colombiano afirma pretender reorganizar as contas públicas. De La Espriella havia prometido reduzir despesas e agora prepara a chamada “Lei de Resgate”, que deverá concentrar as medidas de ajuste fiscal.

A intenção do governo é reduzir o déficit projetado para 2027 de 9,4% para 7,2% do PIB. A proposta deverá envolver cortes de despesas e revisão de benefícios tributários, mas o texto definitivo ainda precisa ser apresentado e analisado pelo Congresso.

O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, afirmou após a votação que o governo recebeu um “voto de confiança” do Legislativo e defendeu mudanças na trajetória das finanças públicas colombianas.

A discussão fiscal ocorre também enquanto o país busca conter o crescimento da dívida e recuperar a confiança dos mercados. A expectativa do governo é realizar o ajuste após a aprovação do orçamento, transferindo para uma nova legislação as medidas destinadas a reduzir o desequilíbrio das contas públicas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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