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Dirceu recorre ao STF contra proibição de trabalho

Por Nill Júnior
Ex-ministro recorreu da decisão proferida pelo ministro Joaquim Barbosa

Do JC Online

A defesa do ex-ministro José Dirceu, condenado por envolvimento no esquema do mensalão, recorreu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão proferida pelo ministro Joaquim Barbosa que rejeitou o pedido para que Dirceu trabalhasse num escritório de advocacia. Os advogados pedem que a decisão de Barbosa seja submetida ao plenário do Supremo.

Os advogados rebatem a afirmação de Barbosa de que a oferta de emprego feita a Dirceu pelo advogado José Gerardo Grossi seria um “arranjo entre amigos”. Os advogados afirmam ser o argumento de Barbosa “altamente ofensivo”, subjetivo e sem respaldo nos autos do processo.

“Não se trata, evidentemente, de um trabalho de fachada, ou de uma suposta ‘troca de favores’. Não há espaço para opiniões pessoais em decisões judiciais, principalmente quando não se encontram respaldadas em qualquer elemento dos autos”, contestam os advogados. “Não há aqui qualquer evidência de uma tentativa de ludibriar a Justiça, como quer fazer crer o ministro Joaquim Barbosa”, acrescentam.

A defesa de Dirceu afirma ainda que servidores da Vara de Execuções Penais avaliaram ser o trabalho condizente com a situação do ex-ministro. “Nunca é demais lembrar que os próprios membros da Seção Psicossocial, que estiveram presentes no escritório José Gerardo Grossi de Advocacia, atestaram a licitude e higidez das funções a serem desempenhadas por José Dirceu”, dizem.

Do ponto de vista legal, a defesa de Dirceu contesta o argumento do ministro Joaquim Barbosa de que legislação exigiria o cumprimento de um sexto da pena antes que o condenado em regime semiaberto possa sair do presídio para trabalhar durante o dia.

Barbosa mencionou, em sua decisão, que a Lei de Execuções Penais estabelece esse pré-requisito. A defesa de Dirceu alega que essa exigência se aplica apenas aos condenados em regime fechado. Aos presos que cumprem pena em regime semiaberto não haveria essa exigência.

Os advogados dizem que é o Código Penal que deve ser levado em consideração para determinar as condições para o trabalho externo para presos em regime semiaberto. Além disso, a defesa lembra que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em vários casos julgados recentemente, autoriza o trabalho externo para presos em regime semiaberto, mesmo que não tenham cumprido ainda um sexto da pena.

Ministros do STF afirmam, reservadamente, que o tribunal precisa discutir como tratar presos que estão encarcerados em presídios sem as condições adequadas para o cumprimento das penas. A legislação estabelece que presos em regime semiaberto deveriam permanecer encarcerados em colônias agrícolas ou industriais. Assim, poderiam trabalhar enquanto cumprem as penas. O tema é objeto de um processo com repercussão geral no STF e ainda aguarda julgamento.

Histórico

Dirceu oficializou o pedido de trabalho externo em dezembro do ano passado. A análise desse pedido foi adiada em razão de suspeitas de que o ex-ministro teria falado ao celular de dentro da cadeia. A administração do presídio investigou a denúncia, mas concluiu não haver indícios de que isso teria ocorrido. O Ministério Público abriu investigação e chegou a pedir a quebra de sigilo de telefones do Palácio do Planalto para apurar a suspeita. Apesar disso, a Vara de Execuções Penais e o Ministério Público se manifestaram favoravelmente ao benefício de trabalho externo de Dirceu.

Enquanto Dirceu permanecia preso, outros nove condenados por envolvimento no mensalão gozavam do benefício. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares trabalhava na Central Única dos Trabalhadores (CUT) desde janeiro. Na semana passada, Barbosa negou o benefício a Dirceu e passou a cassar a conta-gotas a autorização concedida aos demais condenados para trabalharem fora do presídio. Dos nove condenados, seis ainda continuam trabalhando de dia fora da cadeia e voltando ao presídio apenas para dormir.

Outras Notícias

Prefeito que chamou Gusttavo Lima de ladrão é réu por compra de votos

Do Diário de Pernambuco O prefeito de Surubim, Cléber José de Aguiar da Silva (União), conhecido como Chaparral, que chamou o cantor Gusttavo Lima de “ladrão” após o cancelamento de um show na cidade, é réu na Justiça Eleitoral pelo crime de compra de votos para a eleição de 2024. A esposa dele, Juliana Barbosa […]

Do Diário de Pernambuco

O prefeito de Surubim, Cléber José de Aguiar da Silva (União), conhecido como Chaparral, que chamou o cantor Gusttavo Lima de “ladrão” após o cancelamento de um show na cidade, é réu na Justiça Eleitoral pelo crime de compra de votos para a eleição de 2024.

A esposa dele, Juliana Barbosa da Silva Aguiar, que é prefeita de Casinhas, também é ré no caso.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral no último dia 29 de março deste ano e aceita no dia 4 de maio, à qual o Diario teve acesso, entre julho e outubro de 2024, Chaparral, a esposa dele, e um homem identificado como Jonas Luiz do Nascimento exerceram compra de votos intencional.

No documento, o Ministério Público Eleitoral afirma que os três denunciados “deram, ofereceram e prometeram dinheiro em espécie, dádivas e vantagens indevidas” em troca de votos. A permuta envolvia até materiais de construção, exames e cirurgias de saúde.

Durante a investigação, conduzida pela Polícia Federal, foi encontrado todo um esquema de compras de voto. Naquela ocasião, uma equipe policial flagrou Jonas Luiz do Nascimento em atitude concretamente suspeita, dando suporte a uma comitiva da candidata Juliana De Chaparral.

No interior do automóvel, foram apreendidos R$ 23.700 em notas fracionadas, indicando prontidão para distribuição capilarizada. No entanto, outras coisas encontradas revelaram um “esquema sistêmico operado há meses”, destacou o órgão eleitoral.

Dentro do veículo tinha um “Diário de Corrupção” contendo listagens minuciosas de eleitores por localidade, com anotações de telefones e valores atribuídos a cada seção eleitoral, além de compromissos explícitos com a frase “falar com Chaparral”.

O Diario de Pernambuco procurou o advogado de Cléber Chaparral e Juliana Chapparal. Em nota, a defesa deles afirmou que “não existe qualquer elemento de prova que vincule Cléber Chaparral à suposta compra de votos”.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Jonas do Nascimento.

 

Lula segue liderando cenários, diz AtlasIntel

A AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgou nesta quarta-feira (1º) uma nova pesquisa de intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026. Lula (PT) lidera os dois cenários estimulados contra Flávio Bolsonaro (PL), chegando a abrir mais de 10 pontos percentuais em um deles. No primeiro,  tem 46,3% contra 36,6%. No […]

A AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgou nesta quarta-feira (1º) uma nova pesquisa de intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026.

Lula (PT) lidera os dois cenários estimulados contra Flávio Bolsonaro (PL), chegando a abrir mais de 10 pontos percentuais em um deles. No primeiro,  tem 46,3% contra 36,6%.

No cenário contra Michelle Bolsonaro (PL), a vantagem do petista supera 27 pontos percentuais, com 47,1% a 19,3%. Em simulação com o nome do ex-ministro Fernando Haddad (PT) no lugar de Lula, o petista lidera contra Flávio Bolsonaro, 39,7% a 36,7%.

Nas cenários de segundo turno, Lula venceria todos os que enfrentaria: Flávio, com 48,8% a 42,3%, Michelle, Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Contra Caiado,  por exemplo,  48% a 39%. Contra Zema, 48,2% a 38,5%.

Até nos cenários com Haddad e Geraldo Alckmin (PSB) no lugar de Lula, eles venceriam Flávio, se a eleição para a presidente fosse hoje, conforme a sondagem eleitoral.

PF investiga se aliados de Sóstenes forjaram escritura de imóvel para justificar R$ 470 mil apreendidos

A Polícia Federal (PF) investiga, em operação deflagrada nesta quarta-feira (1º), se aliados do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) forjaram a escritura pública de compra e venda de um imóvel para tentar justificar a origem de dinheiro em espécie apreendido durante uma operação. Ao autorizar a operação, o relator, ministro Flávio Dino, afirmou que a investigação […]

A Polícia Federal (PF) investiga, em operação deflagrada nesta quarta-feira (1º), se aliados do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) forjaram a escritura pública de compra e venda de um imóvel para tentar justificar a origem de dinheiro em espécie apreendido durante uma operação.

Ao autorizar a operação, o relator, ministro Flávio Dino, afirmou que a investigação indica que parte de R$ 15 milhões movimentados por empresas possam ter origem em recursos públicos ligados a Sóstenes.

A GloboNews entrou em contato com Sóstenes Cavalcante, que afirma não ter tomado conhecimento da decisão. “Assim que souber vou me manifestar como sempre fiz”, disse.

Em dezembro do ano passado, o líder do PL na Câmara foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga suspeitas de desvios de cotas parlamentares (relembre aqui).

Na ocasião, agentes encontraram R$ 470 mil em dinheiro vivo dentro de sacolas, em um flat usado por ele em Brasília. Horas depois, ele deu uma coletiva de imprensa na qual afirmou que o dinheiro tinha origem na venda de um imóvel, em Minas Gerais.

No entanto, segundo a PF, o imóvel só foi transferido oficialmente cerca de um mês após a apreensão do dinheiro. A informação consta no relatório incluído na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a operação desta quarta (1º).

João Campos em Solidão, Brejinho, Itapetim e SJE: veja como foi

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou, nesta terça-feira (30), em Solidão, no Sertão do Pajeú, da entrega de veículos e equipamentos para a saúde, a educação e a agricultura encaminhados pelo Governo do Brasil. A lista inclui uma van para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), por meio do programa Caminhos da Saúde, […]

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou, nesta terça-feira (30), em Solidão, no Sertão do Pajeú, da entrega de veículos e equipamentos para a saúde, a educação e a agricultura encaminhados pelo Governo do Brasil.

A lista inclui uma van para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), por meio do programa Caminhos da Saúde, um micro-ônibus para reforçar o transporte de pacientes, um micro-ônibus escolar destinado ao transporte de estudantes, um trator, uma grade aradora, três carretas agrícolas, uma roçadeira e um guincho agrícola.

Ao lado de João Campos, do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), do deputado federal Carlos Veras (PT) e do pré-candidato a deputado estadual Bruno Marques (PSB), o prefeito de Solidão, Mayco da Farmácia (PSB), ressaltou o clima de unidade que tem sido uma marca dos avanços no município.

“Nós estamos correndo atrás e hoje aqui a gente chega com grandes entregas. Eu fico muito feliz em poder trabalhar pelo meu município, trabalhar pelo povo de Solidão e para conseguir mais benfeitorias junto com esse time aqui”, afirmou.

Também marcaram presença os prefeitos Sandrinho Palmeira (Afogados da Ingazeira), Luciano Torres (Ingazeira), Berg Gomes (Carnaíba) e Bebe Água (Betânia), o deputado federal Pedro Campos (PSB), o ex-prefeito de Solidão Djalma da Padaria (PSB), outros ex-prefeitos, vereadores e lideranças da região.

Em Itapetim, ao lado da prefeita Aline Karina (PSB) e do ex-prefeito Adelmo Moura (PSB), ele prestigiou a festa de São Pedro.

João também esteve em Brejinho, onde participou de um encontro político com o grupo político do ex-prefeito Vanderlei e do ex-candidato a prefeito Dr. Túlio.

Em Itapetim, João Campos percorreu a principal praça da cidade. O ex-prefeito do Recife também esteve acompanhado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), dos deputados Carlos Veras (PT) e Pedro Campos (PSB), do vereador do Recife e pré-candidato a deputado estadual Romerinho Jatobá (PSB), da pré-candidata a deputada federal Eliane Soares (PSB), do vice-prefeito Chico de Laura (PSB), entre outras autoridades.

Em São José do Egito, João Campos (PSB) avaliou em entrevista à Gazeta FM que o apoio de lideranças a um projeto político “só é efetivo se tiver uma conexão com o sentimento real do povo”.

Afirmou que respeita a importância do posicionamento de prefeitos e prefeitas nas eleições de 2026, mas destacou que está construindo a maior frente de oposição que já disputou um pleito estadual, unindo, inclusive, adversários locais que conquistaram mais votos que as forças políticas que hoje administram alguns municípios.

“Eu tenho muito respeito aos prefeitos, até porque eu fui prefeito, mas a gente sabe que não é isso que define a eleição. A própria governadora ganhou a eleição tendo o apoio de oito prefeitos em todo o estado de Pernambuco. Quando o meu pai foi candidato lá atrás e ganhou as eleições, eu acho que ele tinha algo em torno de 13 ou 15 prefeitos e, desses, oito eu acho que eram do Pajeú. Ele praticamente não tinha prefeito fora do Pajeú e ganhou a eleição. E hoje a gente tem a maior frente de oposição que já disputou uma eleição”, declarou.

Acompanharam a visita de João Campos a São José do Egito o ex-prefeito Evandro Valadares, o ex-candidato a prefeito Dr. George Borja, o deputado Diogo Moraes (PSB) e outras lideranças. Na Terra da Poesia, o pré-candidato a governador ainda visitou o Sebo Cultural e o Instituto Lourival Batista, ocasiões em que reafirmou propostas como a da criação dos Jogos Escolares da Cultura de Pernambuco.

Identificação do corpo de Pedro Henrique será feito por DNA, diz família

A família de Pedro Henrique de Siqueira Sá Maranhão divulgou uma nota oficial esclarecendo informações sobre o caso que vem gerando grande repercussão em Afogados da Ingazeira e região. No comunicado, a família informou que, devido ao estado de carbonização do corpo localizado, não foi possível realizar o reconhecimento por meio da arcada dentária. Com […]

A família de Pedro Henrique de Siqueira Sá Maranhão divulgou uma nota oficial esclarecendo informações sobre o caso que vem gerando grande repercussão em Afogados da Ingazeira e região.

No comunicado, a família informou que, devido ao estado de carbonização do corpo localizado, não foi possível realizar o reconhecimento por meio da arcada dentária. Com isso, tornou-se necessária a realização de exame de DNA para a identificação oficial e definitiva.

Segundo a nota, o procedimento já foi iniciado, mas o resultado pode levar alguns dias até ser concluído.

A família pediu compreensão e respeito neste momento de dor, incerteza e angústia, destacando a importância de evitar a propagação de especulações enquanto o processo técnico e legal segue em andamento.

“Agradecemos do fundo do coração por cada mensagem de apoio, carinho e pelas orações que temos recebido desde o ocorrido. Elas têm sido o nosso amparo”, diz trecho da nota. Por fim, os familiares reforçaram o apelo para que a população aguarde a conclusão dos exames periciais antes de qualquer confirmação oficial sobre o caso.