Desdobramentos da Lava Jato atropelam estratégia do Planalto para recompor base
Por Nill Júnior
Do G1
Os desdobramentos da Operação Lava Jato passaram a preocupar o Palácio do Planalto neste início de ano. A expectativa da articulação política do governo era de um período de calmaria em janeiro.
Isso permitiria aproveitar o recesso parlamentar para recompor pelo menos parte da base aliada no Congresso Nacional. Principalmente, para enfrentar o processo de impeachment contra a presidente Dilma.
Mas há o reconhecimento no governo de que essa estratégia foi atropelada já nos primeiros dias de 2016. A revelação de mensagens trocadas entre o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, autoridades e políticos tirou a tranquilidade necessária para que o Executivo pudesse trabalhar para recuperar a governabilidade.
Causou desconforto no Planalto o surgimento de mensagens entre Léo Pinheiro e ministros, como Jaques Wagner, da Casa Civil, e Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social.
Em outras mensagens, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cobra do então executivo da OAS contribuição para campanhas eleitorais do PMDB.
A investigação da Polícia Federal mostra o grau de intimidade do empreiteiro com o poder até ser preso pela Operação Lava Jato, em 2014.
Ele chegou a ser apontado como uma espécie de homem-bomba, com potencial de fazer uma delação premiada explosiva.
Depois de condenado em primeira instância, o empreiteiro recebeu autorização para recorrer em liberdade.
Mas, agora, o ressurgimento de Léo Pinheiro, com a divulgação de suas mensagens, deixou políticos em Brasília apreensivos.
Do Diário de Pernambuco Com um cenário de forte polarização, em Pernambuco o segundo turno da disputa para o governo do estado na prática já está acontecendo. É o que revela a primeira pesquisa Ipespe publicada com exclusividade pelos Diários Associados. De acordo com o levantamento, tanto o candidato do PSB, Paulo Câmara, quanto o […]
Com um cenário de forte polarização, em Pernambuco o segundo turno da disputa para o governo do estado na prática já está acontecendo. É o que revela a primeira pesquisa Ipespe publicada com exclusividade pelos Diários Associados. De acordo com o levantamento, tanto o candidato do PSB, Paulo Câmara, quanto o candidato do PTB, Armando Monteiro Neto, têm 33% das intenções de votos na pesquisa estimulada, na qual os nomes dos concorrentes são apresentados para o entrevistado. Os outros candidatos não chegaram a pontuar 1%; a soma dos eleitores que pretendem votar nulo, branco ou em nenhuma das opções disponíveis ficou em 9% e os indecisos representam 24% – percentual considerado baixo por especialistas. Para essa pesquisa foram entrevistadas 2 mil pessoas entre os dias 9 e 11 de setembro. Os resultados têm margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa Ipespe retrata o quadro sucessório antes do 30º dia da morte do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB). Eduardo foi vítima de um acidente aéreo no dia 13 de agosto e o episódio deu uma guinada na campanha local. “A soma dos eleitores de Paulo Câmara e Armando revelam uma forte polarização. Caso algum desses candidatos consiga livrar uma pequena diferença para o outro poderá decidir a eleição no primeiro turno”, diz Adriano Cerqueira, cientista político, professor do Departamento de Gestão Pública da Universidade Federal de Ouro Preto e analista de pesquisa dos Diários Associados.
Se forem considerados apenas os válidos, contabilizando-se dessa forma só as intenções de votos nominais, Paulo aparece com 50% e Armando com 49% (não fecha em 100% em decorrência dos decimais). Na pesquisa espontânea, Paulo aparece com 25% e Armando com 20%. A diferença supera a margem de erro. Na espontânea, o entrevistado precisa lembrar sozinho do nome do seu candidato.
“Efeito Eduardo” : Nesta primeira pesquisa Ipespe, ficou claro o efeito da morte de Eduardo sobre a campanha de Paulo. “Ele foi o candidato que o eleitor de Pernambuco identificou como o de Eduardo e isso impulsionou sua candidatura, se levarmos em conta como comparação a pesquisa do Instituto Datafolha no dia 15 de agosto deste ano”. No Datafolha, Armando estava com 47% e era o favorito; Paulo tinha 13%. O Ipespe perguntou “Quem o senhor acha que seria o candidato de Eduardo Campos para o governo?” e 47% dos eleitores disseram que viam Paulo Câmara como candidato. Apenas 8% apontaram Armando Monteiro. Dentro desse grupo, nota-se que os homens ainda têm mais clareza sobre a vinculação entre Eduardo e Paulo.
No quadro geral, outro dado que chama a atenção: a maioria do eleitor demonstra querer um candidato de continuidade (41%) para governar o estado; 32% querem um candidato de oposição.
O ex-presidente Lula, que vai visitar a transposição do São Francisco em Monteiro (PB) no próximo domingo (19) esteve em Brasília ao lado do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) em evento da CONTAG. Lula afirmou que é preciso intensificar a luta contra as reformas trabalhista e da Previdência Social propostas pelo governo do presidente […]
O ex-presidente Lula, que vai visitar a transposição do São Francisco em Monteiro (PB) no próximo domingo (19) esteve em Brasília ao lado do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) em evento da CONTAG.
Lula afirmou que é preciso intensificar a luta contra as reformas trabalhista e da Previdência Social propostas pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB).
Movimentos sociais e entidades sindicais apostam nesta quarta-feira (15), dia nacional de paralisação, para barrar a retirada dos direitos dos trabalhadores e aposentados brasileiros. Estão previstas manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.
Lula cobrou mais pressão do povo nas ruas na abertura do 12º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), que vai ocorrer na capital federal até a próxima sexta-feira e contou, ontem, com a participação de Humberto e de outros parlamentares do PT.
Segundo o ex-presidente, que foi deputado constituinte, a Constituição Federal garantiu o direito de aposentadoria a mais de 6 milhões de trabalhadores rurais em 1988 e isso não pode ser retirado agora, “principalmente por um governo ilegítimo”.
“Lula disse que está disposto a andar pelo país alertando o povo brasileiro do que está sendo colocado em jogo por esse governo ilegítimo. O povo já pagou demais, durante muito tempo, e queremos apenas aquilo que é direito do cidadão: viver dignamente”, comentou Humberto.
O ex-presidente ressaltou que “quem aprendeu a comer carne de primeira não quer voltar a comer carne de segunda, assim como quem aprendeu a entrar no shopping para comprar presente para o filho não quer voltar a ficar olhando vitrine e lambendo com a testa”.
Ele também ressaltou que vai à Paraíba no domingo para ver a conclusão do canal leste da transposição do Velho Chico, obra iniciada durante o seu governo. “Não tá resolvido não. Quanto vai custar essa água? Como vai chegar até a casa das pessoas? Tenho fé em Deus que haverá de dar tudo certo”, disse.
Ele acredita que foi o único presidente a iniciar o projeto porque, de todos que chefiaram o Poder Executivo brasileiro, foi ele que carregou um balde na cabeça. “Só eu, com sete anos, tinha experiência do que é ir ao açude para pegar água e separar caramujo e fezes de cabrito para poder bebê-la”, contou.
O congresso da Contag vai até a próxima sexta-feira, quando deve ocorrer a eleição do pernambucano Aristides Veras para a presidência da Confederação no período de 2017 a 2021.
Imagens da operação, divulgadas pelo Vale do Piancó Notícias As ações policiais se deram em Princesa Isabel, Sousa, Flores, Afogados da Ingazeira, Santa Terezinha e Canhotinho Uma Mega Operação Policial, denominada de “ΘΉΡΑΜΑ”, coordenada pelas Polícias Civil e Militar da Paraíba e Pernambuco, foi deflagrada, no início da manhã desta terça-feira (14), com o […]
Imagens da operação, divulgadas pelo Vale do Piancó Notícias
As ações policiais se deram em Princesa Isabel, Sousa, Flores, Afogados da Ingazeira, Santa Terezinha e Canhotinho
Uma Mega Operação Policial, denominada de “ΘΉΡΑΜΑ”, coordenada pelas Polícias Civil e Militar da Paraíba e Pernambuco, foi deflagrada, no início da manhã desta terça-feira (14), com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, que vinha ocorrendo na fronteira entre os dois Estados.
As ações policiais se deram em Princesa Isabel, Sousa, no Estado da Paraíba e, em Flores, Afogados da Ingazeira, Santa Terezinha e Canhotinho, no Estado de Pernambuco. De acordo com a polícia ao G1PB, a operação precisou ser antecipada no município de Flores-PE, pois, segundo investigações, havia cinco execuções de pessoas a serem feitas, a mando de Josemar Patriota, conhecido como “cangaceiro”, que já estava preso em Sousa.
Essa manhã, muitas pessoas em Flores acordaram assustadas com a quantidade de cirenes e carros de polícia na cidade. A movimentação foi intensa na cidade sertaneja. Mesmo relato foi repassado por moradores das outras cidades envolvidas. Foram varias prisões nas cidades alvo da operação. Os detalhes ainda não foram repassados.
Com 47%, Lula venceria a disputa já no 1º turno, segundo instituto A mais recente pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial de outubro indica a manutenção do cenário aferido na rodada anterior, em junho, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentando uma vantagem de 18 pontos sobre Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno. […]
Com 47%, Lula venceria a disputa já no 1º turno, segundo instituto
A mais recente pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial de outubro indica a manutenção do cenário aferido na rodada anterior, em junho, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentando uma vantagem de 18 pontos sobre Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno.
O ex-presidente tem 47% das intenções de voto, o mesmo patamar anterior, enquanto o atual ocupante do Palácio do Planalto oscilou positivamente um ponto, com 29%. A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha e feito nesta quarta (27) e quinta-feira (28), é de dois pontos percentuais.
A pesquisa aponta que o ex-presidente poderia vencer a eleição presidencial no primeiro turno, caso o pleito acontecesse no cenário atual. De acordo com o levantamento, o petista marca 51,6% dos votos válidos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário, marca 31,8%. E bate a soma dos demais candidatos.
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também segue onde estava em 22 e 23 de junho: com 8%. Segue inalterado também o grande pelotão de candidatos abaixo de 2%, encabeçado numericamente pela senadora Simone Tebet (MDB).
O Datafolha ouviu 2.566 eleitores em 183 cidades. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01192/2022.
A constância do cenário contrasta com a grande agitação política e econômica do período entre os levantamentos, o que traz uma boa e uma má notícia para Bolsonaro, que segue numa inédita posição desfavorável para presidentes que buscaram a reeleição desde que o instrumento passou a valer, no pleito de 1998.
Do lado positivo para seus estrategistas, a escalada golpista promovida pelo presidente ainda não se refletiu numa maior rejeição a seu nome.
De junho para cá, Bolsonaro aumentou os ataques ao sistema eleitoral e promoveu um condenado ato de divulgação de suas mentiras para uma plateia de embaixadores em Brasília.
Também aproveitou a convenção do PL, domingo passado (24), para fazer nova convocação antidemocrática para o feriado do 7 de Setembro.
Na sociedade civil, a reação foi enorme, com a confecção dos manifestos em favor da democracia, que serão lidos de forma conjunta em um ato em 11 de agosto na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Já sob a ótica negativa para Bolsonaro, a enxurrada de anúncios de benesses econômicas, como o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e, principalmente, a pressão pela queda no preço dos combustíveis, não foram ainda muito percebidos.
No caso da primeira medida, é preciso esperar agosto, quando o dinheiro chega às famílias menos abastadas, para avaliar o impacto. É incerta a percepção acerca do que bancará as medidas, no caso o populismo da chamada PEC Kamikaze. No segundo, é algo que já está nos postos de combustíveis.
Há, contudo, um sinal potencial: Bolsonaro ganhou três pontos percentuais, ainda uma oscilação dentro da margem, no principal estrato socioeconômico do levantamento: aqueles que ganham até 2 salários mínimos, que equivalem a 53% dos ouvidos.
Mas ainda está bem distante de Lula, com 23% ante 54% do petista.
O presidente também teve uma subida acima da margem de erro no eleitorado feminino (52% da amostra), onde ganhou seis pontos percentuais. Perde agora de Lula por 46% a 27%.
Já o petista avançou quatro pontos entre homens, dentro da margem que neste segmento é de três pontos, e lidera por 48% a 32%. Bolsonaro perdeu o mesmo contingente numericamente no segmento, que tem 48% da população.
Bolsonaro também ampliou numericamente sua dianteira entre os evangélicos, mesmo com o escândalo do MEC, que envolveu pastores —inclusive o ex-ministro Milton Ribeiro, que chegou a ser preso.
Ele tem 43% (tinha 40%), enquanto Lula marca 33% (tinha 35%) no segmento que reúne 25% do eleitorado e tem grande organização política.
Lula tem tido maior exposição na mídia, participando de entrevistas e dando mais declarações.
Até aqui, isso não parece ter atiçado o antipetismo que ajudou a levar o então obscuro deputado Bolsonaro ao poder em 2018, mas é possível argumentar que a campanha de fato não começou —a propaganda gratuita chega à rádio e à TV no dia 26 de agosto.
Na estratificação regional, não houve saltos. Lula segue bem à frente no Nordeste (59%, ante 24% de Bolsonaro e 8%, de Ciro), região com 27% da população. Na mais populosa, o Sudeste (43% dos ouvidos), tem 43%, enquanto o presidente marca 28% e o ex-ministro, 9%.
Bolsonaro só mantém fortaleza no Norte (8% da amostra), onde empata tecnicamente com Lula (39%, ante 41% do petista).
Na pesquisa de intenção espontânea de voto, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados, também foi registrada estabilidade em relação a junho.
Lula lidera com 38% (tinha 37%), Bolsonaro marca 26% (27% antes), Ciro tem os mesmos 3% e Tebet surge com 1%. Os indecisos também se mantiveram no mesmo nível, com 25% (eram 27%).
Os candidatos estão na praça, agora confirmados por convenções partidárias. Após a tríade que domina as pesquisas, há o grupo que empata tecnicamente na pesquisa estimulada: Tebet (2%), o deputado André Janones (Avante, 1%), Pablo Marçal (Pros, 1%) e Vera Lúcia (PSTU, 1%). Votam em branco ou nulo 6%, e 3% dizem não saber quem escolher.
Não chegam a pontuar Luciano Bivar (UB), General Santos Cruz (Podemos), Leonardo Péricles (UP), Felipe Dávila (Novo), Eyamel (DC) e Sofia Manzano (PCB).
Não vê provas de falta de isonomia Decisão tem caráter provisório Do Poder 360 O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou de forma liminar 1 pedido do PT para que as emissoras passem a incluir em seus telejornais notícias sobre a agenda de campanha da coligação “O Povo Feliz de Novo”, dos partidos PT, PCdoB e […]
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou de forma liminar 1 pedido do PT para que as emissoras passem a incluir em seus telejornais notícias sobre a agenda de campanha da coligação “O Povo Feliz de Novo”, dos partidos PT, PCdoB e Pros. A decisão foi tomada nesta 6ª feira (24.ago.2018) pelo ministro Sérgio Silveira Banhos.
A aliança tem como candidato ao Planalto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde abril na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, após ser condenado em 2º instância na operação Lava Jato. O vice na chapa é Fernando Haddad.
Em sua decisão, o ministro entendeu que não há elementos suficientes que provem, até o momento, haver falta de tratamento isonômico aos candidatos à Presidência da República.
No entanto, o ministro afirma que o caso é complexo e exige análise. Sendo assim, estabeleceu 1 prazo de 2 dias para que as emissoras apresentem suas defesas e 1 dia para que o Ministério Público Eleitoral possa se manifestar.
O PT entregou ao TSE na 5ª feira (23.ago) a petição para que os veículos de televisão Rede Globo, SBT, TV Bandeirantes, Record TV e RedeTV! incluíssem em sua programação informações sobre a campanha de Lula.
O caso
O ex-presidente Lula oficializou sua candidatura como Presidente da República no dia 4 de agosto. Ainda não se sabe se sua candidatura será impugnada pela existência da Lei da Ficha Limpa. O prazo final para o TSE divulgar a decisão é 17 de setembro.
A TV Globo informou, por meio do Jornal Nacional, que durante o período da campanha eleitoral não seriam veiculadas informações da campanha do ex-presidente por ele estar preso.
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