De forma remota, Flávio vota a favor do fim da escala 6×1; senador mudou de posição na reta final da campanha

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Flávio Bolsonaro (PL) votou de forma remota, na noite desta quarta-feira (14), a favor da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. O senador, que cumpria agenda de campanha em Porto Alegre, anunciou o apoio à proposta apenas um dia antes da votação, depois de fazer críticas à medida.
O voto de Flávio foi registrado enquanto o candidato à Presidência cumpria compromissos no Rio Grande do Sul. A PEC 221/2019 acabou aprovada pelo Senado em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação.
Até os últimos dias antes da análise da proposta, Flávio apresentava ressalvas ao texto e questionava os possíveis impactos da redução da jornada para empresas e empregos.
A mudança pública de posição ocorreu na terça-feira (13), após o senador visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Na ocasião, Flávio confirmou que votaria pelo fim da escala 6×1, embora mantivesse críticas a pontos da PEC.
“A gente defende algo ainda melhor, eu queria a liberdade pro trabalhador montar sua escala de trabalho”, declarou. O candidato acrescentou que seu voto seria dado “de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”.
Flávio também afirmou que a redução da jornada poderia gerar custos adicionais para as empresas e defendeu que o governo criasse mecanismos de compensação.
Antes de anunciar o voto favorável, o senador vinha sendo questionado sobre sua posição em relação à proposta. O assunto ganhou espaço na campanha presidencial depois que Lula (PT), defensor da redução da jornada, passou a cobrar publicamente uma definição do adversário.
Mesmo depois de anunciar o apoio à PEC, Flávio sinalizou a empresários que poderia defender alterações na legislação sobre jornada de trabalho no próximo ano. A proposta mencionada por integrantes do PL prevê maior flexibilidade para a definição das escalas.
A PEC aprovada pelo Senado reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
A mudança será implementada de forma gradual. O texto também prevê medidas transitórias voltadas à manutenção dos empregos e à redução de possíveis impactos para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
Como a proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados e foi aprovada pelo Senado, segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução
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