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Datafolha: 76% dizem que ministros do Supremo Tribunal Federal têm poder demais

Por Michael Andrade

Pesquisa também mostra que 77% concordam com a afirmação de que as pessoas confiam menos no Supremo hoje do que no passado.

A percepção crítica sobre o poder dos ministros convive com o reconhecimento da importância institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesse sábado (12).

De acordo com o levantamento, 76% dos entrevistados afirmam que os ministros do STF têm poder demais. Outros 18% discordam, 3% não concordam nem discordam e 4% não souberam responder.

Quando questionados sobre a imagem da Corte, 77% concordaram com a afirmação de que “as pessoas acreditam menos no STF agora do que no passado”. Outros 16% discordaram, 3% não concordaram nem discordaram e 4% não responderam.

Ao mesmo tempo, 71% disseram concordar que o Supremo é essencial para proteger a democracia no Brasil. Nesse ponto, 21% discordaram, 3% ficaram em posição intermediária e 5% não souberam responder.

Os dados foram divulgados em meio a uma sequência de embates internos no STF relacionados às investigações do caso Banco Master.

Nas últimas semanas, vieram a público relatórios da Polícia Federal com mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a um contato atribuído pelos investigadores ao ministro Alexandre de Moraes. Como o material foi extraído do celular do ex-banqueiro, os documentos não apresentam eventuais respostas do magistrado.

A crise também passou a envolver André Mendonça após Moraes apontar possíveis irregularidades na atuação do colega a partir de relatórios internos da PF. Mendonça, por sua vez, afirmou ter sido alvo de monitoramento e questionou a produção do material.

A disputa chegou ao comando da Polícia Federal depois que Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Leandro Almada. Posteriormente, decisões conflitantes sobre a permanência dos dois foram submetidas ao presidente do STF, Edson Fachin.

Fachin convocou uma sessão extraordinária do plenário para terça-feira (15), quando os ministros deverão analisar questões relacionadas ao relatório da PF sobre as mensagens atribuídas a Moraes e definir os próximos encaminhamentos do caso.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa, encomendada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, está registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.

Fonte: Datafolha
Fotos: Alejandro Zambrana,  Antonio Augusto e Gustavo Moreno/STF

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Outras Notícias

Jornalista diz que FHC usou empresa para bancá-la no exterior

Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, a jornalista Miriam Dutra, que até 31 de dezembro do ano passado foi colaboradora da TV Globo por 35 anos, faz denúncias contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e comenta o relacionamento extraconjugal que manteve com ele entre os anos de 1985 e 1991. Segundo Miriam disse […]

16048580Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, a jornalista Miriam Dutra, que até 31 de dezembro do ano passado foi colaboradora da TV Globo por 35 anos, faz denúncias contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e comenta o relacionamento extraconjugal que manteve com ele entre os anos de 1985 e 1991.

Segundo Miriam disse ao jornal, a empresa Brasif Exportação e Importação, concessionária à época das lojas duty free nos aeroportos brasileiros, ajudou o ex-presidente a enviar dinheiro para ela entre 2002 e 2006. A jornalista vive no exterior desde 1991.

A transferência, segundo ela, foi feita por meio da assinatura de um contrato fictício de trabalho. Segundo tal contrato, que a Folha publica, a jornalista teria de fazer análise de mercado em lojas convencionais e de duty free. Miriam admite ao jornal, porém, que jamais pisou em uma loja para trabalhar. Mesmo assim, recebia a quantia de US$ 3 mil mensais.

Miriam disse que passou a necessitar desse trabalho quando teve uma redução salarial na TV Globo, passando a ganhar US$ 4.000,00. A jornalista diz que o dinheiro que recebia da Brasif vinha do bolso do ex-presidente, que teria depositado US$ 100 mil na conta da Brasif.

Jonas Barcelos, dono da Brasif, não negou ao jornal o acerto, mas diz não se lembrar dos detalhes e pediu tempo para pesquisar.

Pela primeira vez, Miriam Dutra fala de seu filho Tomás, que, até 2011, Fernando Henrique Cardoso acreditava ser dele. Em 2009, o ex-presidente declarou à Folha que, naquele ano, registrou o rapaz em seu nome e que sempre cuidara dele. Em 2011, porém, dois testes de DNA revelaram que o filho não era dele.

À época, Fernando Henrique disse também à Folha que, mesmo sabendo que não era o pai biológico de Tomás, não mudaria seu relacionamento com ele. Questionada pela Folha sobre os exames de DNA, Miriam Dutra gargalhou e disse que “ é óbvio que é dele”. Questionada se o ex-presidente havia forjado o exame, ela disse: “Não estou afirmando nada, mas tudo me parece muito estranho. Além do mais, uma mulher sabe quem é o pai.”

Na entrevista à “Folha”, Miriam revela que, em 1991, decidiu por vontade própria sair do país e ir trabalhar em Portugal. Ela afirma, sem especificar o ano, que quando estava em Barcelona decidiu voltar para o Brasil, mas não lhe permitiram. Explicou que o pedido partiu de Antônio Carlos Magalhães e o filho dele Luiz Eduardo Magalhães, ambos já falecidos.

Na entrevista, Miriam Dutra diz que Fernando Henrique Cardoso tem contas no exterior e pergunta por que nunca ninguém as investigou. E revela que em 2015 o ex-presidente deu a Tomás um apartamento de duzentos mil euros.

Em nota enviada à “Folha de S. Paulo”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou que tenha utilizado a empresa Brasif S/A Exportação e Importação, para enviar ao exterior recursos para a jornalista Miriam Dutra e Tomás. Fernando Henrique afirma que mantém contas no exterior e que de fato presenteou Tomás com o apartamento mencionado por Miriam.

Quatro cidades tem eleições complementares neste domingo

Os eleitores das cidades mineiras de Santa Cruz de Salinas, Campo Azul e Ibituruna, além da cidade de Paraú, no Rio Grande do Norte, voltarão às urnas neste domingo (4) para eleger prefeitos e vice-prefeitos em novas eleições. A votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário local. E Paraú, RN, pequena cidade de 3.900 […]

A pequena Paraú, no RN

Os eleitores das cidades mineiras de Santa Cruz de Salinas, Campo Azul e Ibituruna, além da cidade de Paraú, no Rio Grande do Norte, voltarão às urnas neste domingo (4) para eleger prefeitos e vice-prefeitos em novas eleições. A votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário local.

E Paraú, RN, pequena cidade de 3.900 habitantes, o pleito acontece após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a decisão de 1ª e 2ª instância que cassou o então prefeito Antônio Carlos Peixoto Nunes e a vice-prefeita Antônia Francisca de Oliveira por abuso de poder econômico.

Duas chapas concorrem nesta eleição. A “Muda Paraú” (PP, DEM), com a candidata Maria Olimpia Ferreira Nunes Eufrásio e  Marcio Harlan Maia de Aquino candidato a vice. A segunda é a “A Vontade do Povo” (PMDB, PSD). Para prefeito Flávio Nunes Tertuliano e para vice-prefeita, Antonia Rozineide Peixoto de Medeiros.

O artigo 224 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) estabelece que, “se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias”.

A Reforma Eleitoral 2015 (Lei nº 13.165) incluiu no artigo 224 do Código Eleitoral o parágrafo 3º. Segundo o dispositivo, devem ocorrer novas eleições sempre que houver, independentemente do número de votos anulados e após o trânsito em julgado, “decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário”.

Depois de Sarney, Roseana afirma que não disputará mais eleições

Do Blog do Josias Três dias depois de José Sarney ter desistido de se recandidatar ao Senado, a filha dele, Roseana Sarney, informa que não disputará mais nenhuma eleição depois que deixar o cargo de governadora do Maranhão. Pretende se dedicar à família e cuidar da saúde. Em discurso na convenção do PMDB do Maranhão, […]

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Do Blog do Josias

Três dias depois de José Sarney ter desistido de se recandidatar ao Senado, a filha dele, Roseana Sarney, informa que não disputará mais nenhuma eleição depois que deixar o cargo de governadora do Maranhão. Pretende se dedicar à família e cuidar da saúde.

Em discurso na convenção do PMDB do Maranhão, nesta sexta-feira (27), Roseana declarou: “Estou me despedindo, não da política, mas das eleições, porque vou continuar trabalhando pelo Maranhão.” Depois, em conversa telefônica com o repórter Gerson Camarotti, veiculada no canal Globo News, a governadora se queixou das críticas que associam sua atuação à história do pai.

Roseana afirmou que está perdendo sua biografia, está virando apenas a filha do Sarney. Acha que dispõe de uma vida política própria. Recorda, por exemplo, que foi a primeira mulher a eleger-se governadora no país. Diz que sempre lutou pela valorização das mulheres.

A exemplo do pai, Roseana afirmou que pretende dedicar-se mais à família. Alegou que a mãe, Marly Sarney, está adoentada. Planeja também cuidar da própria saúde.

Instada a comentar a dupla aposentadoria dos Sarney, Roseana declarou que ela e o pai tiveram carreiras vitoriosas. Mas, segundo disse, “chegou a hora” de ambos se retirarem da vida pública. Até para abrir espaço para o surgimento de novas lideranças.

No momento, Roseana pega em lanças para eleger como seu sucessor o suplente de senador Lobão Filho (PMDB), que é herdeiro político de Edison Lobão, que ocupa a poltrona de ministro de Minas e Energia como apadrinhado de José Sarney. Quer dizer: no Maranhão, os Sarney tentam virar a página. Para trás.

Ainda tem folia: terça-feira de Carnaval promete muita animação no interior

Bloco A Cobra Vai Subir promete arrastar multidão de todas as torcidas hoje em Afogados da Ingazeira – Preservando os ritmos de Pernambuco, o Bloco a Cobra Vai Subir, o maior bloco de torcidas do interior do estado, vai pra rua às 17hs desta terça-feira em Afogados da Ingazeira. Em sua 10ª edição, a Cobra Vai […]

Bloco A Cobra Vai Subir promete arrastar multidão de todas as torcidas hoje em Afogados da Ingazeira – Preservando os ritmos de Pernambuco, o Bloco a Cobra Vai Subir, o maior bloco de torcidas do interior do estado, vai pra rua às 17hs desta terça-feira em Afogados da Ingazeira. Em sua 10ª edição, a Cobra Vai Subir será animado pela Banda Vizú e o som do Trio Elétrico Tradição dos Tabaqueiros. Alegorias, bandeiras e muita animação marcarão o desfile.

Eis a programação do último dia de folia em Afogados: 12h – Genival e Grupo Versátil em ritmo de Carnaval (Polo AABB); 12h30 – Paulo Márcio e banda (Polo Campestre); 14h – Concentração do Bloco A Cobra Vai Subir; 15h – Bloco Pererecas em Chamas; 16h- Bloco dos Lisos; 17h – Bloco A Cobra Vai Subir; 19h – Desfile das Virgens (Polo do Frevo): 20h – Orquestra Show de Frevo (Polo do Frevo) e ás 22h – Ramon Schnayder – Bloco A Onda – (Polo Rio Branco).

Herry Estigado e Vilões do Forró encerram hoje o Carnaval de Tabira – No último dia de Carnaval em Tabira, esta terça-feira (28), tem a banda Vinícius e Vacila Samba no Park Sol, a partir das 13h. No Clube de Campo, Wagner Fernando e Banda se apresentam a partir das 13h. Às 18h tem o Bloco da Amurt, com concentração em frente à sede da Amurt. No palco principal a animação começa às 16h com o carnaval infantil, animado pela Orquestra de Frevo Os Cariris e o Balé Municipal. Ainda no palco tem Feitiço de Menina, Forró Estigado e a banda Vilões do Forró.

Araketu na terça de carnaval em Petrolina – No Polo da Orla hoje teremos Matingueiros, Super Banda, Trio Granah e Araketu. No Polo da 21 de Setembro Orquestra de Frevo Skalla Musical e Orquestra de Frevo Aquarela.

Quinteto e Nando Cordel em Arcoverde – Na terça gorda (28) do Carnaval dos Bois em Arcoverde, haverá uma inversão do horário e o Grupo Especial dos Bois desfilará às 16h. Os shows começam às 18h, quando entra no palco o Quinteto Violado seguido, às 20h, de Nando Cordel. No Polo Emília em Folia, na Boa Vista, teremos hoje a Banda OH Sakode, começando às 14h.

Com colaboração de Anchieta Santos

Senadores da CPI da Pandemia reúnem documentos para denúncia avançar na Justiça

Foto: arquivo/Senado Senadores que foram membros da CPI da Pandemia acionaram a Advocacia do Senado para fazer uma “radiografia” dos processos instaurados após a apresentação do relatório final e reunir todos os documentos que consideram ser provas de crimes cometidos pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro durante o período de enfrentamento à covid-19. Os parlamentares […]

Foto: arquivo/Senado

Senadores que foram membros da CPI da Pandemia acionaram a Advocacia do Senado para fazer uma “radiografia” dos processos instaurados após a apresentação do relatório final e reunir todos os documentos que consideram ser provas de crimes cometidos pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro durante o período de enfrentamento à covid-19. Os parlamentares esperam que, sem foro privilegiado, Bolsonaro seja julgado em primeira instância.

“Tomei a iniciativa de mobilizar os colegas senadores da CPI da Covid e vamos reunir as provas dos crimes cometidos por Bolsonaro, que não tem mais como se esconder por trás do foro privilegiado. A justiça será feita. A gestão irresponsável na pandemia não passará impune”, afirmou o senador Humberto Costa nas redes sociais.

O relatório final da CPI, apresentado em outubro de 2021 pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), acusou formalmente o então presidente Jair Bolsonaro de ter cometido nove crimes: prevaricação; charlatanismo; epidemia com resultado morte; infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade.

Entenda o caso

Cópia do relatório final da CPI da Pandemia foi entregue em mãos pelos senadores ao então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, no dia 28 de outubro de 2021. Um dia antes, eles também estiveram com o Procurador-Geral da República, Augusto Aras. 

O documento foi distribuído ainda para órgãos do Ministério Público, Tribunal de Contas da União (TCU) e outros órgãos previstos na legislação para que fossem promovidos os devidos encaminhamentos.

Nas questões em que havia autoridades com foro privilegiado, a PGR solicitou ao STF para instaurar investigações preliminares. Em janeiro de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) informou que desmembrou em 12 apurações a investigação a partir do relatório final da CPI da Pandemia. 

No mesmo período, Augusto Aras e o procurador Claudio Drewes José de Siqueira encaminharam ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ofício em que comunicaram a “autuação de notícia de fato”. Caberia então à PGR apurar e, se fosse o caso, oferecer denúncias contra os investigados.

Mas, em julho de 2022, a PGR deu início a pedidos de arquivamento de investigações contra o presidente Jair Bolsonaro, o que foi contestado por um grupo de senadores que integravam o colegiado. 

Eles apresentaram uma petição ao STF, solicitando aos ministros que desconsiderassem o pedido feito pela PGR e promovessem ação contra o presidente para apurar denúncias feitas pela CPI no relatório final.

Alguns processos que estavam com o ministro Ricardo Lewandowski já foram arquivados, mas há procedimentos em aberto com a ministra e presidente do Supremo, Rosa Weber, com o ministro Luís Roberto Barroso e a ministra Cármen Lúcia. 

Como o ex-presidente da República Jair Bolsonaro e seus ministros de Estado que motivaram a fixação do foro no Supremo perderam essa condição privilegiada, os processos devem ser encaminhados automaticamente à primeira instância.

A Advocacia do Senado representou, por exemplo, contra Bolsonaro em razão de ele ter feito uma associação das vacinas anticovid com propagação da AIDS. Foi aberto inquérito e recentemente houve a conclusão pela Polícia Federal de que sim, houve cometimento de crime. 

Nesse caso agora, certamente esse relatório da PF vai ser remetido para a primeira instância e o juiz de primeiro grau vai adotar as providências que achar cabíveis. As informações são da Agência Senado