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Críticas de Eduardo são direcionadas à União e à falta de diálogo

Por Nill Júnior

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do Diário de Pernambuco

Ao comentar ontem a ação de desocupação do terreno no Cais José Estelita, o ex-governador de Pernambuco e presidenciável do PSB, Eduardo Campos, apontou equívocos na forma como foi conduzida a venda da área pela União, ocorrida em 2008, na gestão do então prefeito do Recife João Paulo (PT). O socialista considerou a negociação realizada pelo órgão federal “complemente equivocada”, feita “sem transparência” e sem uma discussão prévia e ampla de um “terreno central da cidade”, resultando na aprovação sem debate do projeto Novo Recife. Ele também defendeu a postura adotada pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), pela disposição de buscar o diálogo com entidades e empresários proprietários da área.

“O terreno foi vendido pela SPU (Secretaria do Patrimônio da União), um órgão público que fica com todo patrimônio público, sem nenhum planejamento, sem nenhuma articulação com a prefeitura e com o governo do estado para definir o que ia ser na área”, observou.

Na avaliação dele, além de ter sido vendido sem a participação dos gestores públicos, o projeto foi aprovado “sem um processo de participação popular efetivo que foi homologado, inclusive, no governo anterior ao de Geraldo (do ex-prefeito do Recife João da Costa, do PT) e diferente do que hoje ele tem buscado fazer”, complementou. “Mas com a judicialização do processo, os empresários ganharam na Justiça o direito de implementar o projeto”, comentou.

Eduardo Campos fez questão de dizer, durante entrevista no Rio de Janeiro, onde ontem visitou o Centro Cultural Cartola, na Mangueira, que o governo do estado, enquanto esteve sob seu comando (2007 a abril de 2014), nunca foi instado a receber ou  comprar o terreno da própria União.”Nós fomos surpreendidos no dia em que apareceu a notícia (da venda) e que tinha um projeto dos empresários”, lembrou.

Ação da PM

Sobre as denúncias de excessos por parte de integrantes da Polícia Militar, que foram ao local para garantir o cumprimento da reintegração de posse, Eduardo afirmou que o governo do estado deve apurar os fatos.”A ordem é de um juiz e se houve violência, e parece que houve pelos vídeos que vi postados, os envolvidos devem ser punidos na forma da lei”.

Outras Notícias

Conecta: aliados de Raquel comemoram crescimento; de João, liderança com apoio de Lula

A nova pesquisa Conecta em Pernambuco foi explorada de maneiras diferentes pelos palanques de João Campos e Raquel Lyra. Aliados da governadora destacaram a evolução de Raquel, que perdia de 57% a 21% em abril de 2025, reduziu para 52% a 31% em agosto, cenário estável em outubro,  reduziu para 45,4% a 38,4% em dezembro […]

A nova pesquisa Conecta em Pernambuco foi explorada de maneiras diferentes pelos palanques de João Campos e Raquel Lyra.

Aliados da governadora destacaram a evolução de Raquel, que perdia de 57% a 21% em abril de 2025, reduziu para 52% a 31% em agosto, cenário estável em outubro,  reduziu para 45,4% a 38,4% em dezembro e agora aparece com 42,4% contra 40,4% do socialista.

“Em pouco mais de um ano, João Campos perdeu 16 pontos nas intenções de voto. No mesmo período, Raquel Lyra cresceu 21 pontos, saiu de 21% para 42,4% e assumiu a liderança no cenário pesquisado”, dizem em nota.

Já o grupo de João Campos explorou que, com apoio de Lula, João Campos abre 10 pontos sobre Raquel.

“Pesquisa do Instituto Conecta divulgada nesta terça-feira (14) mostra que, com apoio de Lula (PT), o pré-candidato a governador João Campos (PSB) tem vantagem de pelo menos dez pontos sobre Raquel Lyra (PSD) na corrida eleitoral deste ano. Em um cenário em que a governadora é associada ao presidenciável Ronaldo Caiado, de seu partido, o ex-prefeito do Recife aparece com 45,1%, e ela, com 35,8%”, destacam.

Ainda afirmam que quando Raquel é relacionada a Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, partido recentemente acolhido com cargos no Governo de Pernambuco, o cenário eleitoral é ainda mais desfavorável à governadora. Nesse caso, João Campos abre 13 pontos de diferença, chegando a 47,5% das intenções de voto, contra 34,1% dela. No primeiro cenário, brancos e nulos foram 10,6%, e não souberam ou não responderam, 8,5%. Já no segundo cenário, 10,5% disseram que votariam nulo ou em branco, e 7,9% não souberam ou não responderam.

O levantamento foi feito entre os dias 8 e 11 de julho e contou com 2,1 mil entrevistas em 53 municípios pernambucanos. A margem de erro é de 2,14 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número 04263/2026.

Morre em Arcoverde o fisioterapeuta Cleiton Leite

O fisioterapeuta Cleiton José Leite, 51 anos, natural de Itapetim, morreu hoje em Arcoverde. A informação foi do blogueiro Marcelo Patriota. Cleiton estava no Presídio Brito Alves, quando passou mal e foi levado para o O Hospital Regional Ruy de Barros Correia (HRRBC). Chegando na Unidade sofreu uma parada cardíaca. De acordo com relatos ao […]

O fisioterapeuta Cleiton José Leite, 51 anos, natural de Itapetim, morreu hoje em Arcoverde. A informação foi do blogueiro Marcelo Patriota.

Cleiton estava no Presídio Brito Alves, quando passou mal e foi levado para o O Hospital Regional Ruy de Barros Correia (HRRBC). Chegando na Unidade sofreu uma parada cardíaca.

De acordo com relatos ao blog, Cleiton disse à equipe que o atendeu, que tinha ingerido remédios a mais do que eram prescritos. Familiares informaram que Cleiton estava com quadro de depressão.

Cleiton Leite foi julgado e condenado a 23 anos de prisão pelo feminicídio de sua esposa, Aiane Michele Pereira Gomes Leite, ocorrido em setembro de 2020 em Afogados da Ingazeira. O caso ganhou ampla repercussão, sendo coberto por portais de notícias regionais e programas de TV nacionais.

À época, a Polícia Civil afirmou não ter dúvida da dinâmica do crime, mas a família contestava as provas que culminaram com sua condenação em um juri popular.

Um perito chegou a ser ouvidos por reportagem da Record afirmando que a causa da morte de Aiane Michele fora enforcamento. O laudo apresentado pelo legista do IML de Pernambuco à época afirmou ter havido esganadura. O debate sobre o tema nunca foi encerrado, mesmo após a sentença.

O corpo de Cleiton Leite será velado e sepultado em Itapetim, nessa quarta-feira, dia 15.

Institutos criticam proposta de Nunes sobre “premiar instituto que acertar resultado”

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou nesta terça-feira (14) a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar um selo para reconhecer os institutos cujas pesquisas mais se aproximarem dos resultados oficiais das urnas. A ABEP reúne empresas de pesquisas de mercado, opinião e mídia e atua na promoção de padrões de […]

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) criticou nesta terça-feira (14) a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar um selo para reconhecer os institutos cujas pesquisas mais se aproximarem dos resultados oficiais das urnas.

A ABEP reúne empresas de pesquisas de mercado, opinião e mídia e atua na promoção de padrões de qualidade e boas práticas no setor.

Em nota, a entidade afirmou que a iniciativa parte de uma compreensão equivocada sobre a finalidade das pesquisas eleitorais. Segundo a associação, os levantamentos medem a intenção de voto no momento em que são realizados e não representam previsões ou promessas de resultado.

“Exigir que uma pesquisa ‘acerte’ o resultado é confundir ciência com bola de cristal”, afirmou a ABEP.

A entidade destacou que, entre a realização das entrevistas e o dia da votação, os eleitores podem mudar de opinião, deixar de comparecer às urnas ou alterar seu comportamento eleitoral.

O g1 obteve a íntegra da minuta de portaria apresentada por Nunes Marques aos representantes de dezesseis institutos de pesquisa, nesta terça-feira, na sede do TSE, em Brasília. O documento prevê criar o “Selo Acurácia Eleitoral”, que tem como objetivo dar “reconhecimento” e “valorização” a empresas que publicarem pesquisas com “maior aderência aos resultados oficiais” das eleições.

Gestão Pollyana Abreu não responde solicitações do MP, que dá prazo para posicionamento

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sertânia, expediu nesta segunda-feira (13) uma recomendação oficial para que a gestão Pollyana Abreu regularize imediatamente o envio de respostas aos ofícios e requisições do órgão. A informação é do Causos e Causas. A medida, publicada no Diário Oficial desta terça-feira […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sertânia, expediu nesta segunda-feira (13) uma recomendação oficial para que a gestão Pollyana Abreu regularize imediatamente o envio de respostas aos ofícios e requisições do órgão. A informação é do Causos e Causas.

A medida, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14), foi motivada pelo acúmulo de expedientes sem respostas em áreas sensíveis como saúde, educação e patrimônio público, o que compromete o andamento de investigações e fiscalizações essenciais.

O promotor de Justiça Thiago Barbosa Bernardo alertou que a prerrogativa de requisitar informações do poder público é garantida pela Constituição Federal e pela Lei Federal nº 8.625/1993.

O descumprimento, atraso ou omissão injustificada das respostas e dos dados técnicos solicitados pelo MPPE ultrapassa a esfera da desorganização interna, podendo configurar crime de recusa e ato de improbidade administrativa por violação aos princípios que regem a administração pública.

Para resolver o gargalo de comunicação, o MPPE recomendou que o Executivo municipal monte uma força-tarefa administrativa para responder a todas as pendências acumuladas no prazo máximo de 15 dias.

Além disso, a gestão deve implementar um fluxo interno de controle para evitar novos atrasos e orientar formalmente todos os secretários sobre as penalidades civis e criminais em caso de silêncio.

O município de Sertânia tem o prazo de 10 dias para informar à Promotoria de Justiça se acata as medidas sugeridas e quais providências já foram tomadas.

Manutenção em sistema afeta abastecimento em SJE

A Compesa informou em nota que está realizando serviços de manutenção emergencial na estação elevatória (sistema de bombeamento) do Sistema Adutor do Muquem, responsável pelo abastecimento de água do município de São José do Egito. “Em função da ocorrência, o sistema está operando com vazão reduzida podendo ocorrer queda da pressão ou falta de água […]

A Compesa informou em nota que está realizando serviços de manutenção emergencial na estação elevatória (sistema de bombeamento) do Sistema Adutor do Muquem, responsável pelo abastecimento de água do município de São José do Egito.

“Em função da ocorrência, o sistema está operando com vazão reduzida podendo ocorrer queda da pressão ou falta de água temporária na cidade”, informa.

A expectativa é finalizar as até a quinta-feira (16), quando o abastecimento será retomado de forma gradual, conforme o calendário de distribuição.