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Conselho Consultivo discute elaboração de plano de fiscalização do Parque da Mata da Pimenteira

Por Nill Júnior

O Conselho Consultivo do Parque Estadual da Mata da Pimenteira realizou sua terceira reunião ordinária na manhã da última terça-feira (08), no Campus da Unidade Acadêmica de Serra Talhada – UAST.

Na pauta da reunião foram discutidos diversos temas importantes como apresentação do Grupo de Trabalho para elaboração do Plano de Fiscalização Ambiental do Parque Estadual da Mata da Pimenteira; apresentação dos novos conselheiros do conselho; o resultado final do edital CPRH Nº 02/2016 – Educação Ambiental; discussão acerca da atual situação do plano de manejo da mata, entre outros assuntos.

O presidente do Conselho Consultivo, Rodrigo Ferraz, fala sobre a importância desse Grupo de Trabalho. “Nós criamos esse grupo de trabalho na reunião anterior com o objetivo de fiscalizar algumas atividades degradadoras do parque que foram identificadas, tendo esse grupo ainda a função de pensar atividades educativas e preventivas na localidade”, explicou.

Empossado como novo membro do Conselho Consultivo, o coordenador do Centro de Educação Comunitária Rural – CECOR, Espedito Brito, fala sobre a importância da participação da instituição nesse espaço. “O parque fica aqui em Serra Talhada, praticamente vizinho ao CECOR, então nós temos todo o interesse em contribuir para que o parque de fato exerça sua função contribuindo nas pesquisas acadêmicas e colaborando com o desenvolvimento e preservação da nossa vegetação da Caatinga”, disse Espedito Brito, que substitui Andrea Oliveira no Conselho.

Outras Notícias

Preso na 21ª fase Operação da Lava Jato, Bumlai chega à Polícia Federal

O pecuarista José Carlos Bumlai chegou à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, onde fica detido, por volta do meio-dia desta terça-feira (24). Pela manhã, ele foi preso, na capital federal, durante a deflagração da 21ª fase da Operação Lava Jato. À tarde, ele deve fazer o exame de corpo de delito no Instituto […]

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O pecuarista José Carlos Bumlai chegou à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, onde fica detido, por volta do meio-dia desta terça-feira (24). Pela manhã, ele foi preso, na capital federal, durante a deflagração da 21ª fase da Operação Lava Jato.

À tarde, ele deve fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. O procedimento é de praxe após a prisão.

Empréstimos quitados com propina: De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), José Carlos Bumlai utilizou contratos firmados na Petrobras para quitar empréstimos junto ao Banco Schahin. O dinheiro destes financiamentos era destinado ao Partido dos Trabalhadores (PT), de acordo com o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Diogo Castor de Mattos.

O principal empréstimo em investigação nesta fase era de R$ 12 milhões e teve o valor elevado para R$ 21 milhões devido aos acréscimos. A dívida, de acordo com o Ministério Público Federal, foi perdoada, e a irregularidade foi mascarada com uma falsa quitação no valor inicial do empréstimo.

Em troca deste financiamento, empresas do grupo Schahin conquistaram o contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000, sem licitação, ainda conforme o Ministério Público Federal. O G1 entrou em contato com o PT, mas o partido ainda não se posicionou sobre as acusações.

A prisão de Bumlai é preventiva, ou seja, não tem data para vencer. A defesa do pecuarista preferiu não se manifestar nesta manhã. “Por enquanto a defesa não vai se manifestar. estamos tomando conhecimento das alegações do juiz Sérgio Moro”, afirmou o advogado Arnaldo Malheiros.

A fraude: Para justificar ao Banco Central a falta de pagamento, o banco Schahin efetivou um novo empréstimo em nome de uma empresa do pecuarista. Foi criado um falso contrato entre o empresário e fazendas do grupo Schahin.

“Houve uma simulação de contrato de venda de embriões por parte do senhor José Carlos Bumlai para as fazendas de Schahin. Essa operação consistiu basicamente em uma complexa engenharia financeira e resultou no recibo de quitação da dívida. No entender do Ministério Público Federal, este recibo de quitação consistiu na vantagem indevida que foi oferecida aos funcionários corruptos da Petrobras em troca do contrato de operação do navio sonda Vitória 10.000”, explicou o procurador Diogo Castor de Mattos.

Ele disse ainda que, além do empréstimo principal, há pelo menos uma dezena de outros empréstimos, no valor de dezenas de milhões de reais, envolvendo pessoas físicas ligadas ao pecuarista.

“As diligencias investigativas em relação ao senhor José Carlos Bumlai demonstraram várias operações com suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentação de recursos vultuosos em espécies”, citou o procurador.

Caso da ambulância: Prefeito ouve motorista e promete apurar denúncia

por Bruna Verlene O prefeito de Iguaraci, Francisco Dessoles, falou ao blog sobre a denúncia de que o motorista da ambulância placa BEW-9886,  da Prefeitura de Iguaraci tem uma parada obrigatória na casa de uma namorada em Afogados da Ingazeira. Segundo ele – que taxou a denúncia de “vaga” por carecer de mais detalhes –  […]

17por Bruna Verlene

O prefeito de Iguaraci, Francisco Dessoles, falou ao blog sobre a denúncia de que o motorista da ambulância placa BEW-9886,  da Prefeitura de Iguaraci tem uma parada obrigatória na casa de uma namorada em Afogados da Ingazeira. Segundo ele – que taxou a denúncia de “vaga” por carecer de mais detalhes –  iria averiguar o que aconteceu.

Após alguns minutos, Dessoles entrou em contato com a redação do Blog para informar que já tinha o nome do motorista e o motivo alegado por ele para sua parada em Afogados da Ingazeira. “O motorista se chama Fagner Silva, é casado, e afirmou que precisou fazer uma parada na sua casa para deixar um medicamento para seu filho”, disse. Fagner ainda falou a Dessoles que virá à Rádio Pajeú para dar melhores esclarecimentos.

A denúncia chegou ao programa Rádio Vivo, produzido por Anchieta Santos e apresentado por Juliana Lima. Testemunhas relataram que viram o motorista na casa da namorada, em Afogados da Ingazeira, enquanto deixa pacientes e acompanhantes esperando. O prefeito Dessoles disse estar a disposição para quem tiver mais detalhes acerca  do fato para que ele possa avaliar as medidas a serem tomadas.

Família camponesa sofre ameaças no Engenho Barro Branco, em Jaqueira/PE

Família tentou registrar Boletim de Ocorrência na Delegacia de Jaqueira, mas servidores se opuseram e pediram para que voltasse em outro horário. Ao retornar, a delegacia estava fechada. Na manhã desta terça-feira (08.01), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) recebeu novos relatos de violência praticada por seguranças que seriam contratados pela empresa Negócio Imobiliária S/A […]

Imagem ilustrativa. Foto: Depositphotos

Família tentou registrar Boletim de Ocorrência na Delegacia de Jaqueira, mas servidores se opuseram e pediram para que voltasse em outro horário. Ao retornar, a delegacia estava fechada.

Na manhã desta terça-feira (08.01), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) recebeu novos relatos de violência praticada por seguranças que seriam contratados pela empresa Negócio Imobiliária S/A contra família camponesa moradora do Engenho Barro Branco, localizado no município de Jaqueira, Zona da Mata Sul de Pernambuco.

De acordo com a denúncia, por volta das 11h30 da manhã da terça, dez homens, portando armas, destruíram o cercado do pequeno sítio da família e disseram que da próxima vez voltariam para expulsá-los da casa. De acordo com a denúncia, os homens armados também disseram: “tomem cuidado com seus filhos”, configurando clara ameaça contra sua família.

Após o ocorrido, a família se dirigiu à delegacia do município de Jaqueira para prestar queixa. Segundo informado à CPT, os servidores presentes na delegacia perguntaram do que se tratava a queixa e informaram que não poderiam parar o que estavam fazendo para registrar o Boletim de Ocorrência, pedindo que retornassem às 14h. Ao retornar, a família encontrou a delegacia fechada.

Este é mais um episódio que compõe um extenso conflito fundiário na zona rural do município de Jaqueira e que já dura mais de dois anos. De um lado, a empresa Negócio Imobiliária S/A, arrendatária das terras da já desativada Usina Frei Caneca. Do outro, centenas de famílias camponesas posseiras que vivem no local já há vários anos.

Situações de violência, como a ocorrida, são frequentemente relatadas pelas famílias que afirmam muitas vezes não serem atendidas pela Delegacia, que apresenta resistência em registrar o Boletim de ocorrência, deixando os camponeses e camponesas a mercê da violência da empresa.

Entenda o conflito:

A empresa Negócio Imobiliária S/A é arrendatária das terras da já desativada Usina Frei Caneca há cerca de dois anos. A empresa, contudo, não trabalha no ramo da cana-de-açúcar. Atua na atividade pecuária. São cerca de 5.000 hectares localizados no município de Jaqueira que estão arrendados para que a empresa crie gado, o que representa cerca de 60% de todo o município de Jaqueira.

Na área arrendada pela empresa Negócio Imobiliária S/A, vivem aproximadamente cinco mil e trezentas pessoas distribuídas nas comunidades: Caixa D’água, Barro Branco, Laranjeira, Fervedouro e Várzea Velha, além de outras comunidades. Este número chega a ser quase a metade da população da cidade de Jaqueira, cujo número de habitantes, segundo o IBGE, é de 11.501.

Desde que chegou ao local, a Negócio Imobiliária S/A passou a ameaçar as famílias que vivem nessas comunidades. Os camponeses e camponesas relatam situações de intimidações, destruições e queimadas de lavouras, destruição e contaminação de fontes d’água, ameaças, perseguições e esbulho de suas posses.

O conflito na região já foi denunciado ao Ministério Público Estadual, ao Incra, ao  Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco (Iterpe), à Prefeitura Municipal de Jaqueira, à Câmara de Vereadores e Vereadoras do município, à Diocese de Palmares e a Deputados e Deputadas Estaduais. O poder judiciário também foi alertado acerca das atitudes truculentas e ilegais da empresa.

*As informações são da Comissão Pastoral da Terra

O Blog e a História: quando o caso Airton Freire foi parar na Globo

Por Fantástico – em 23 de julho de 2023 O padre Airton Freire, fundador da Fundação Terra, é acusado de estar envolvido em crimes sexuais. O religioso, de 67 anos, foi preso preventivamente no dia 14 de julho, em Arcoverde, sertão pernambucano, e está em uma cela isolada. O padre se tornou conhecido pelos projetos […]

Por Fantástico – em 23 de julho de 2023

O padre Airton Freire, fundador da Fundação Terra, é acusado de estar envolvido em crimes sexuais. O religioso, de 67 anos, foi preso preventivamente no dia 14 de julho, em Arcoverde, sertão pernambucano, e está em uma cela isolada.

O padre se tornou conhecido pelos projetos sociais da sua fundação. Criada em Arcoverde há 39 anos, ela se tornou uma das maiores não governamentais do interior de Pernambuco e do Ceará. Com a repercussão das acusações, o padre se afastou da presidência da ONG em junho.

Os crimes aconteciam na casa de taipa em que o padre morava.

O Fantástico conseguiu com exclusividade depoimentos de três vítimas.

‘Ele era um santo’

Sílvia Tavares foi a primeira pessoa a denunciar o padre Airton.

No dia 17 de agosto de 2022, ela recebeu um convite para passar na casa do padre, enquanto participava de um retiro na fazenda Malhada. Na manhã do dia seguinte, Jailson Leonardo da Silva, que trabalhava com o padre, a encontrou no refeitório e a levou para o local.

“A cena que eu encontrei foi o Airton deitado de bruços, com o lençol de seda. Ele disse: ‘minha princesa, é o seguinte: eu passei a noite todinha pregando, rezando, principalmente por você, então eu queria uma massagem'”, relata.

Sílvia conta que ao perceber que o padre estava nu, pulou da cama. Eu comecei a chorar e disse: ‘padrinho, o que é que está acontecendo?’. Ele disse rindo: ‘não está acontecendo nada'”.

Quando Sílvia pulou da cama, Jailson pegou uma faca e a ameaçou, dizendo que, se ela colaborasse, ninguém morreria.

Segundo Sílvia, o padre começou a se masturbar e disse para Jailson cometer o estupro.

Jailson e outro funcionário do padre estão sendo procurados pela polícia.

‘Começou a se masturbar rindo’

Uma mulher que não quis ser identificada disse que também foi levada para a casa de taipa, porém por outro funcionário. O padre pediu uma massagem depois do banho e apareceu sem roupa.

“Eu digo: ‘padre, pelo amor de Deus, padre, se vista, se cubra, padre… Meu Deus, o que é que está acontecendo aqui?'”. O capanga disse o seguinte: ‘olha, o que acontecer aqui, vai ficar aqui. Você pode fazer o que você quiser com a gente, que vai ficar aqui’. Aí, o padre começou a se masturbar rindo”, relata.

Ela conta que conseguiu fugir, mas foi ameaçada: “Cuidado quando passar na frente do canil, que você pode ser estraçalhada”. Ainda assim, ela diz que conseguiu ir embora.

“Ele violentou a minha fé de uma forma brutal”, diz.

Dopado na casa de taipa

Um homem que não quis ser identificado trabalhava com o padre Airton, quando foi dopado na casa de taipa, afirma.

Ele havia pegado uma garrafa de água por volta das onze da noite, a bebeu e se deitou na rede, acordando após às cinco horas da manhã.

“Eu me acordei em uma cadeira que tem próxima da mesinha, só de cueca e senti meu corpo, né? A gente sente o corpo da gente diferente”, relata.

Inquérito

Os inquéritos seguem em segredo de Justiça. A Polícia Civil de Pernambuco criou uma força-tarefa formada por 5 delegadas para agilizar a apuração das denúncias. Até a publicação desta reportagem, mais de 50 pessoas prestaram depoimento.

O Ministério Público de Pernambuco, que acompanha as investigações, disse em nota que cinco inquéritos já foram instaurados contra o padre com base nas denúncias.

Em maio deste ano, a diocese regional, em Pernambuco, suspendeu a permissão para o sacerdócio de Airton Freire até o término das investigações.

O que diz o padre Airton Freire

Em nota, a defesa do padre Airton Freire afirmou que ele é inocente. A defesa disse que ainda não teve acesso à totalidade da investigação e, portanto, usará de todos os esforços para garantir o direito ao habeas corpus.

A nota também alega que o padre é um homem com sérias restrições de saúde, que se apresentou espontaneamente às autoridades quando foi decretada a prisão preventiva e que, além de não atrapalhar as investigações, não houve coação de testemunhas, nem risco à vida das supostas vítimas.

No sábado (22), o padre Airton passou mal na cadeia e, neste domingo, foi transferido para um hospital no Recife.

O que diz Jailson Leonardo da Silva

A defesa de Jailson disse em nota que ele sempre se portou de forma honesta e que o cliente vai se manifestar em “momento oportuno” perante as autoridades policiais.

Faculdade Vale do Pajeú realiza congresso de inovação e ciência

A Faculdade Vale do Pajeú (FVP), realizou entre os dias 21 e 25 de outubro a primeira edição do Congresso Multidisciplinar de conhecimento e inovação, com Submissão de Artigos Científicos. Foi um evento de caráter técnico-científico destinado a acadêmicos, profissionais de diversas áreas que discutiram trabalhos científicos, promoveram debates, e estabeleceram a troca de conhecimentos. […]

A Faculdade Vale do Pajeú (FVP), realizou entre os dias 21 e 25 de outubro a primeira edição do Congresso Multidisciplinar de conhecimento e inovação, com Submissão de Artigos Científicos.

Foi um evento de caráter técnico-científico destinado a acadêmicos, profissionais de diversas áreas que discutiram trabalhos científicos, promoveram debates, e estabeleceram a troca de conhecimentos.

O objetivo com este evento foi proporcionar aos profissionais e estudantes uma grande oportunidade de atualizar e difundir seus conhecimentos,  estimular o pensamento científico e discutir temas relevantes.

Uma das grandes vantagens do congresso foi o espaço aberto para trabalhos científicos. Pesquisadores, acadêmicos e profissionais compartilharam suas pesquisas e estudos, contribuindo para o avanço do conhecimento inspirando ações transformadoras através do conhecimento.

O evento foi uma excelente oportunidade para networking, permitindo que os participantes estabelecessem conexões valiosas com colegas e líderes das mais diversas áreas.

Para o advogado Cleonildo Lopes, Painha, o congresso proporcionou aos estudantes, pesquisadores, profissionais de diversas áreas apresentar e discutir trabalhos científicos, através de debates, e estabelecendo troca de conhecimentos. “A Faculdade  Vale  do  Pajeú  sente que o objetivo  foi plenamente  alcançado”, disse Painha.