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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

O Rouxinol voou, voou…

A morte da cantora Maria Dapaz na noite dessa sexta-feira, no auge dos seus 59 anos, calou a voz de uma das mais completas intérpretes e compositoras que conheci. Não incluo apenas o verbo conhecer no plano de quem viu de perto. Conhecemos muitas vozes sem nunca ter contato com o artista. Assim, já fui apresentado a Mercedes Sosa, Mariza Monte, Elba Ramalho, Adriana Calcanhoto, Marinês, Emy Winehouse e tantas outras

Com Paizinha,tive o privilégio de conhecer a voz e sua autêntica proprietária, dona de talento pessoal e intransferível. Era inigualável na forma como vagava por diversos estilos. Tenho vivas no inconsciente e na alma interpretações de “Bandeira Branca”, uma marchinha de carnaval que atravessa gerações, “Brincar de Ser  Feliz”, seu maior sucesso, pra mim muito mais linda na sua voz que na de Chitãozinho e Xororó, “Vida de Viajante”, de Luiz Gonzaga e mais recentemente nos fados de Amália Rodrigues. Impecável!

Mas minhas lembranças da voz de Maria da Paz são muito mais profundas. Remontam aos anos 80 e início dos 90. É daquela época, ainda garoto, que guardo minhas primeiras lembranças como ouvinte da Rádio Pajeú. Em um radinho de pilha do meu pai, algum tempo depois de chegar de Brasília para encontrar minha identidade, parava para ouvir aquela voz cantar “Rouxinol”, do disco Clareia (1988), que Paizinha e sua eterna parceira Jocelyne Aymon desfilaram por aqui e na Europa. Como tocava…

Assim, ouvir a música e aquela interpretação de Maria Dapaz sempre acordavam em mim aquele menino, que nem sonhava chegar onde chegou, nem imaginava que um dia estaria “dentro daquele radinho” que o emocionou tantas vezes com a história do Rouxinol que voou, tal qual amor que foi embora, como Paizinha, que sem avisar, bateu asas e sumiu… A ponto de todas as vezes em que a tinha comigo no estúdio da Rádio Pajeú, contava a mesma história, pedia a mesma música… Ela ria como sempre e cantava como nunca.

É pena que não haja mais rouxinóis voando em letra e música para os jovens de hoje. O mundo, tenho certeza disso, seria muito mais humano, pacífico, feliz, se todas as novas gerações tivessem tido a sorte que tive, as referências que tive.

Certamente um pedaço muito maior desse país tão grande estivesse chorando, sentindo a sua ausência como tantos já estão fazendo. Certamente um pedaço muito maior desse país teria um legado cultural mais rico, uma alma mais leve, tal qual o rouxinol que ganhou minha alma, meu sentimento.

Paizinha levou por onde andou o Sertão do Pajeú e sua Afogados da Ingazeira. Contou a história do nome da cidade que amava para Jô Soares, Rolando Boldrin, Ronnie Von e tantos outros apresentadores tevês e rádios Brasil afora.   “Nasci no dia 25 de março de 1959 em Jaboatão dos Guararapes, mas cresci em Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco. Me considero afogadense. Aprendi muito sobre música ouvindo a Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira que tocava todo tipo de música, por isso até hoje sou eclética, gosto de música boa, com letra consistente”, costumava dizer.

Que as futuras gerações não esqueçam de seu talento, da importância de sua música e preservem essa história. Quanto a mim, fica a saudade de  quem não disse um Adeus e a gratidão pelo bem que aquele Rouxinol me fez. Com Deus, Paizinha!

Valeu o chororô

Semana passada, a coluna indicava que Bruno Araújo poderia engolir um sapo ao ter que manter-se no PE Quer Mudar, por ter sido rifado na vaga de candidato ao Senador. Eis que, ao contrário, valeu a queixa, a carta interna divulgada e as articulações pós rumor de afastamento. Armando é que, se tinha alguma coisa contra a candidatura de Bruno, guardou pra posteridade.  Se um dos símbolos do impeachment vai atrapalhar sua caminhada em território onde o lulismo é muito forte, só outubro irá dizer.

Testada de verdade

Falando até agora sem o cronômetro na regressiva, réplica ou tréplica, Marília Arraes tem ido bem. A aguardar como será seu desempenho nos debates, para o quê já deve estar sendo treinada. Um dos cacoetes da petista é que ela odeia qualquer burburinho de estúdio quando desenvolve seu raciocínio, a ponto de fazer cara feia. Com Armando e Câmara nos debates do primeiro turno, vai ter real prova dos nove.

Jogou a toalha

Pela primeira vez, o Senador Humberto Costa deu a clara impressão de que não acredita mais  em possibilidade de aliança com o PSB em Pernambuco, a ponto de já admitir remar com a candidatura própria de Marília Arraes. Os dois terão uma dura missão de desconstruir a imagem que ficou do Senador internamente na base, zerar o processo, e seguir de mãos dadas após a troca de farpas.

Tirando gordura

Jornalista que não é filiado ao control C control V tá tendo um trabalho enorme com os textos de assessoria de Armando Monteiro e Paulo Câmara. Transcrever os fatos sem a gordura bajulatória é um desafio. “Pernambuco está pronto para dar um salto de desenvolvimento ainda maior com as realizações feitas durante a sua gestão”, diz a assessoria do governador. “O sentimento de mudança não para de crescer em Pernambuco”, abre em texto a assessoria de Armando.

Prudência a 110%

Dadas as possibilidades, o anúncio do prefeito José Patriota (Afogados) de que tem um tumor em estágio inicial no fígado, tratável, além do fato de que está bem acompanhado , foi a melhor das notícias. Registre-se, médicos manifestaram ao blog o sentimento  de que, ainda assim, consideram quase certa uma licença do prefeito de suas atividades, para a atenção que o quadro exige, e plena recuperação.

50 anos

Essa semana será marcada pelas comemorações de 50 anos de vida sacerdotal do Monsenhor Assis Rocha, em Bela Cruz, Ceará. Combativo e um dos mais marcantes discípulos de Dom Francisco, Padre Assis nunca abriu da parada na defesa dos pobres e no combate às velhas oligarquias do poder no Sertão. Certamente por isso, muitos são os sertanejos que vão enfrentar a distância que os separa da cidadezinha cearense para seu Jubileu de Ouro, dia 4.

O que as guardas guardam

Enquanto a Prefeitura de Tabira anuncia que o edital do concurso público da Guarda Municipal sai dia 16 de agosto, em Afogados da Ingazeira, está judicializada a briga pela sua reativação, já que foi extinta em 2006. A queixa é a de que, tem status de incoerência a extinção se o governo continua necessitando do serviço e apelando para contratação, em setor tão importante, de segurança.

Carlão na pista

Se o ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro, já se dizia a bola da vez para 2020, a última bolacha do pacote da política de Serra Talhada, a bala que matou o Kennedy, o tampa de crush, maior comedor de bode guizado convidado por metro quadrado, imagine agora que saiu da lista dos fichas sujas do TCE, depois de árdua e cara luta jurídica. Ainda tem uma nodazinha que é seu nome na lista do TCU, mas Carlão tá nem aí, com um “Tô voltando” carimbado na testa…

Prefeito acusado de “sem palavra”

De Daniel Coelho sobre Romilson Mariano, prefeito de Belmonte, falando ao jornalista Silva Lima: “Ele apertou minha mão, fez reunião com lideranças e declarou apoio à nossa candidatura. Depois soube que apoiaria Kaio Maniçoba, depois Adalberto Cavalcanti e por último na vinda do governador mudou essa posição. Eu tenho palavra, ele não. Desligou o telefone e escondeu-se de mim”.  Romonilson vai apoiar João Campos (PSB).

Lá vem o “chopa”!

Depois do voo da Azul, previsto para operar até o final de outubro, aumentam as expectativas para a inauguração do Shopping Serra Talhada, programada para o primeiro trimestre de 2019. O investimento promete atrair público regional, ávido por compras e serviços. A área dos cinemas, por exemplo, está com obras adiantadas.

Frase da semana:

“Vou cuidar primeiro da minha saúde, mas não vou me furtar de dizer ao povo quem serão meus candidatos e pedir votos pra eles.” – José Patriota, quando anunciou problema no fígado, sem dizer quando irá fazê-lo.

Outras Notícias

Prefeitura de Itapetim inaugura Sala de Telessaúde com consultas online em cinco especialidades médicas

A Prefeitura de Itapetim inaugurou, nesta quinta-feira (5), uma Sala de Telessaúde destinada à realização de consultas online com médicos especialistas. O serviço funciona na Unidade Básica de Saúde (UBS) Alzira Alves, ao lado do Hospital Municipal Maria Silva, e foi implantado pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Governo Federal. A nova […]

A Prefeitura de Itapetim inaugurou, nesta quinta-feira (5), uma Sala de Telessaúde destinada à realização de consultas online com médicos especialistas. O serviço funciona na Unidade Básica de Saúde (UBS) Alzira Alves, ao lado do Hospital Municipal Maria Silva, e foi implantado pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Governo Federal.

A nova estrutura permitirá que pacientes recebam atendimento especializado por videoconferência, sem a necessidade de deslocamento para outros municípios em determinados casos. Segundo a gestão municipal, o serviço atenderá moradores de todas as localidades de Itapetim.

O acesso às consultas começa pela Unidade Básica de Saúde. Inicialmente, o paciente passa por uma avaliação médica e, caso seja identificada a necessidade de acompanhamento especializado, o profissional da unidade realiza o agendamento. No dia marcado, a consulta acontece de forma remota, com a presença do médico da UBS ao lado do paciente.


Nesta primeira etapa, serão oferecidos atendimentos em cinco especialidades: cardiologia, estomatologia, oncopediatria, psiquiatria ambulatorial e obstetrícia (PNAR).

Na área de cardiologia, a estrutura também permitirá a realização de eletrocardiogramas, quando houver indicação médica. O exame registra a atividade elétrica do coração e auxilia na avaliação de possíveis alterações cardíacas.

De acordo com a Prefeitura, o município trabalha para ampliar o número de especialidades disponíveis. A previsão também é implantar o serviço nos distritos de Piedade e São Vicente, embora ainda não tenham sido divulgadas datas para o início dos atendimentos nessas localidades.

A inauguração contou com a presença da prefeita Aline Karina, do vice-prefeito Chico, da secretária municipal de Saúde, Alda Araújo, além de vereadores, secretários, diretores municipais e profissionais da unidade.


O atendimento será realizado mediante avaliação e encaminhamento médico pela rede municipal de saúde. A Prefeitura não informou a quantidade de consultas previstas nem os horários específicos de funcionamento da Sala de Telessaúde.

Fotos: Divulgação

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Aliados de Lula repercutem renúncia de presidente do Paraguai e comparam crise do Ueno Bank ao caso Master

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), provocou reações de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. Parlamentares brasileiros associaram a crise política no país vizinho ao colapso do Ueno Bank, fizeram críticas a governos de direita na América Latina e estabeleceram comparações com o […]

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), provocou reações de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. Parlamentares brasileiros associaram a crise política no país vizinho ao colapso do Ueno Bank, fizeram críticas a governos de direita na América Latina e estabeleceram comparações com o escândalo do Banco Master, no Brasil.

Peña anunciou sua saída após perder apoio político em meio às denúncias de irregularidades envolvendo o banco paraguaio. A instituição, que atendia aproximadamente três milhões de clientes, sofreu intervenção do Banco Central depois que foram identificados problemas em sua situação financeira.

O caso ganhou dimensão política porque Peña havia sido acionista de uma empresa ligada ao grupo controlador do Ueno Bank até março de 2025. A instituição também administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos, incluindo depósitos relacionados à Previdência Social.

Entre os políticos brasileiros que repercutiram a renúncia está o deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ). Ele classificou a saída de Peña como mais uma derrota de aliados do presidente norte-americano Donald Trump na América Latina e criticou a relação entre interesses financeiros privados e governos.

A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco também se manifestou. Ela prestou solidariedade aos paraguaios afetados pela crise bancária e questionou modelos econômicos que, em sua avaliação, favorecem grupos financeiros em prejuízo dos trabalhadores.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) relacionou o episódio à atuação de governos de direita e mencionou os brasileiros que se mudaram para o Paraguai atraídos pelas condições econômicas do país.

Já a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) destacou a proximidade política de Santiago Peña com Donald Trump e com integrantes da família Bolsonaro. Para ela, a renúncia representa um revés para esse campo político na América do Sul.

A comparação com o Banco Master também entrou nas discussões. No Brasil, a instituição financeira de Daniel Vorcaro teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após problemas financeiros e irregularidades identificadas pelo órgão regulador.

Embora os dois episódios envolvam instituições financeiras submetidas à intervenção das autoridades e suspeitas de irregularidades, os processos têm características e desdobramentos distintos. No Paraguai, a crise atingiu diretamente a Presidência em razão dos vínculos empresariais anteriores de Peña com o grupo controlador do banco.

A renúncia do presidente paraguaio ainda depende de apreciação pelo Congresso. Após o anúncio, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura de um processo de impeachment. A definição sobre a saída definitiva e seus efeitos institucionais caberá ao Legislativo do país.

Peña não assumiu responsabilidade pelas irregularidades investigadas e afirmou que decidiu deixar o cargo para preservar a estabilidade política e institucional do Paraguai.

Fonte: O Globo/CBN
Foto: Brenno Carvalho

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TSE encerra processo sobre quebra de sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou o encerramento do processo que tratava da abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi publicada nessa quarta-feira (4) e extinguiu o pedido sem análise do mérito. Mendonça seguiu […]

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou o encerramento do processo que tratava da abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi publicada nessa quarta-feira (4) e extinguiu o pedido sem análise do mérito.

Mendonça seguiu o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), que se manifestou pelo encerramento do procedimento. O entendimento é de que não cabe à Justiça Eleitoral determinar quais informações pessoais os candidatos devem tornar públicas.

Segundo a manifestação acolhida pelo ministro, “o que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”.

O processo teve origem durante a campanha presidencial de 2026, após um desafio feito por Lula a Flávio Bolsonaro no primeiro debate entre os candidatos antes do segundo turno. Na ocasião, o petista propôs abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que o adversário adotasse a mesma medida.

Em 18 de outubro, Lula anunciou que encaminharia ao TSE uma autorização para a divulgação de informações pessoais e de seus cinco filhos, condicionada à abertura dos dados de Flávio e de seus familiares.

Entre os dias 20 e 22 de outubro, as duas campanhas apresentaram documentos ao tribunal para autorizar a divulgação das informações. Flávio também concordou com a proposta, mas acrescentou exigências e solicitou que a abertura abrangesse registros dos últimos 20 anos.

As equipes dos candidatos chegaram a apresentar um pedido conjunto para que o TSE requisitasse os dados e providenciasse sua divulgação simultânea ao público.

Antes da eleição, André Mendonça já havia esclarecido que não existia impedimento legal para a divulgação voluntária dessas informações. Entretanto, afirmou que a Justiça Eleitoral não tinha a atribuição de organizar ou determinar a exposição dos dados.

Com a decisão publicada nesta semana, o procedimento foi encerrado sem que o tribunal determinasse a quebra dos sigilos. Nenhum dos dois candidatos chegou a divulgar voluntariamente os dados previstos no acordo.

O encerramento do processo não representa uma decisão sobre a existência ou inexistência de irregularidades financeiras envolvendo os políticos. A análise ficou restrita à competência da Justiça Eleitoral para atuar no pedido apresentado durante a campanha.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Ricardo Stuckert e Raul Spinassé

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Bolsonaro pede para receber Rogério Marinho e Tereza Cristina em meio à disputa pela presidência do Senado

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta quinta-feira (5), autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele receba os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). A solicitação ocorre em meio às articulações da oposição para a eleição da presidência do Senado, marcada para fevereiro de […]

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta quinta-feira (5), autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele receba os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). A solicitação ocorre em meio às articulações da oposição para a eleição da presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília e depende de autorização judicial para receber os parlamentares. No pedido encaminhado ao STF, os advogados sugeriram que as visitas sejam realizadas preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras, em datas definidas por Moraes e respeitando as condições de segurança estabelecidas.

Os dois senadores anunciaram a intenção de disputar o comando do Senado. Na quarta-feira (4), o PL confirmou a candidatura de Rogério Marinho, líder da oposição na Casa e ex-ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Bolsonaro.

Tereza Cristina, que comandou o Ministério da Agricultura na mesma gestão, também mantém sua pré-candidatura. A senadora, integrante do PP, afirmou que continua conversando com Marinho sobre a possibilidade de um entendimento entre os dois.

A preocupação de setores da oposição é evitar a divisão de votos entre candidaturas do mesmo campo político, o que poderia favorecer o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a recondução ao cargo e conta com apoio do governo Lula.

Entre as alternativas discutidas está um possível acordo para que Marinho e Tereza Cristina se alternem na presidência da Casa, com um deles disputando a eleição de 2027 e o outro a de 2029. Até o momento, entretanto, não há definição sobre essa possibilidade.

Rogério Marinho também recebeu apoio público do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que anunciou sua candidatura durante uma transmissão realizada dos Estados Unidos, para onde viajou após a derrota na eleição presidencial.

A disputa pela presidência do Senado ocorre em um momento de reorganização das forças políticas no Congresso, com partidos da oposição buscando ampliar sua influência na próxima legislatura.

O pedido de visitas ainda depende de decisão de Alexandre de Moraes. A solicitação apresentada pela defesa não significa que os encontros estejam autorizados.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Flávio Bolsonaro nega ter recebido ajuda na fuga para os EUA: “Vou levar para o túmulo”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros para deixar o Brasil após sua derrota na eleição presidencial. Em entrevista ao jornal americano The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), o parlamentar afirmou que organizou a viagem por conta própria e declarou que não pretende revelar os detalhes de como […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros para deixar o Brasil após sua derrota na eleição presidencial. Em entrevista ao jornal americano The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), o parlamentar afirmou que organizou a viagem por conta própria e declarou que não pretende revelar os detalhes de como chegou aos Estados Unidos.

“Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, afirmou o senador. Questionado sobre o trajeto até Miami, acrescentou: “Como cheguei aqui, vou levar isso para o túmulo”.

A versão apresentada por Flávio contrasta com informações obtidas pelo jornal junto a autoridades norte-americanas. Segundo a reportagem, um funcionário da Casa Branca teria providenciado o avião particular utilizado na viagem, enquanto a entrada do senador nos Estados Unidos teria sido autorizada diretamente pelo presidente Donald Trump.

Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A viagem ocorreu após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas.

O senador não cumpriu a determinação e deixou o país pela fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina. De lá, seguiu em uma aeronave particular que fez escala no Equador antes de chegar a Miami, em 28 de outubro.

Na entrevista, Flávio afirmou que decidiu sair do Brasil após visitar o pai, Jair Bolsonaro, e ser informado sobre a ordem de entrega dos documentos. Segundo ele, a decisão foi tomada juntamente com a esposa, Fernanda Bolsonaro, sem participação de aliados ou autoridades estrangeiras.

O parlamentar também declarou acreditar que seria preso caso permanecesse no Brasil. Flávio é investigado em procedimentos relacionados a suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção, mas ainda não foi formalmente denunciado nesses casos. Ele nega irregularidades e atribui as investigações a uma suposta perseguição política.

Durante a conversa, o senador voltou a questionar o resultado da eleição presidencial, classificando sua derrota como matematicamente impossível, sem apresentar provas de fraude.

A vitória de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não foram apresentadas evidências de irregularidades capazes de alterar o resultado da votação. O presidente foi reeleito com uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Flávio afirmou que pretende buscar meios jurídicos para contestar o resultado, embora reconheça que as possibilidades de êxito são pequenas. Também disse que continuará acompanhando a política brasileira e apoiando propostas defendidas por seus aliados, como a redução da maioridade penal e a anistia para o pai e os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O senador e sua família receberam autorização temporária para permanecer nos Estados Unidos. Ele não descartou retornar ao Brasil nem disputar novamente a Presidência da República.

Fonte: O Globo/The New York Times
Foto: Reprodução

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