Câmara usa relatório para acalmar ânimo dos prefeitos do interior
Por Nill Júnior
Após encontro com deputados estaduais, o pré-candidato da Frente Popular por Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se reuniu com os prefeitos do Interior. O encontro é mais uma etapa para o alinhamento dos representantes da coligação com o projeto majoritário. Anteontem, foi a vez dos gestores da Região Metropolitana do Recife. Hoje, a reunião será com a bancada de vereadores do Recife.
Em um relatório foi apresentado a perspectiva de crescimento da campanha socialista. O relatório foi usado para tentar acalmar os ânimos dos gestores sobre o baixo desempenho apresentado por Câmara, até o momento, nas pesquisas eleitorais. Também foram expostas as estratégias para montagem da campanha, e os gestores foram convocados para aproximar suas bases do postulante.
O primeiro passo será dado na convenção partidária, que está marcada para o próximo domingo (15). Foi solicitado aos prefeitos que marquem presença e convoquem seus grupos políticos para mostrar força no ato público.
“O problema é que muitos não sabem quem é quem na campanha. Existe aquele que é responsável pela agenda, outro pelas articulações, um é pelo material, outro pela prestação de contas. E como eles não haviam nos procurado para informar, não sabíamos a quem recorrer”, relatou um governista.
A presença do ex-governador Eduardo Campos (PSB) tem sido considerada a salvação para que o pré-candidato socialista decole, mas os menos apressados afirmam que tudo tem seu tempo. Houve, inclusive, quem deu “puxão de orelha” naqueles que estão insatisfeitos como desempenho do ex-secretário da Fazenda. Os prefeitos de Ipojuca, Carlos Santana (PSDB); e de Paulista, Junior Matuto (PSB), foram convocados para dizer aos deputados como é que se faz uma boa campanha.
Entre os prefeitos, a expectativa é ter uma aproximação maior com o pré-candidato, com a largada do pleito eleitoral. Um gestor em reserva se queixou da falta de comunicação e acesso à cúpula da campanha. “Acho que é normal porque é o momento de organização deles, mas acredito que isso será superado com o início das eleições”, afirmou. Com informações do Blog Folha.
Em maior ou menor medida, a campanha de Pernambuco tomou os noticiários por temas e questões que atacam mais uma vez o que se espera de um debate com nomes da altura de Raquel Lyra e João Campos, que polarizam a disputa. Em mais uma semana, ataques cruzados da existência de gabinetes do ódio, investigações […]
Em maior ou menor medida, a campanha de Pernambuco tomou os noticiários por temas e questões que atacam mais uma vez o que se espera de um debate com nomes da altura de Raquel Lyra e João Campos, que polarizam a disputa.
Em mais uma semana, ataques cruzados da existência de gabinetes do ódio, investigações sobre os panfletos apócrifos no Recife atacando Raquel, golpes baixos nas redes, postagens direcionadas em setores da imprensa, “influenciadores desinfluenciadores”, que até poucos dias atrás usavam fralda e agora são especialistas em apontar o que cada nome tem de pior, dentre outras questões que empobrecem o debate.
Não é de hoje, este jornalista já vinha prevendo que essa não é uma campanha de construção, mas de desconstrução: não é sobre enobrecer o que cada projeto tem de melhor, mas de atacar aquilo que se entende, vai ajudar a engajar mais hatters, mais ataques, mais ódio.
Acompanho o jornalismo em Pernambuco a muito tempo e posso afirmar que o cenário é ainda pior. E que é desafiador demais se propor a fazer jornalismo em um cenário de terra arrasada, onde buscar equilíbrio editorial lhe transforma numa espécie de extraterrestre, algo que não existe, o “duvido que seja” porque “quase todo mundo não é”. Claro, essa nobre profissão exige posicionamentos, mas deve deixar à sociedade o juízo final sobre o que é melhor para seu futuro, sem omitir alertas para aquilo que está travestido do bem, mas se revela uma ameaça. Ter posições não pode significar ter lado. É uma linha tênue, mas ela existe.
Essa eleição está alimentando principalmente a partir dos blogs e dos pseudo “influenciadores” uma rede de ataques direcionados que nunca foram tão baixos. Mesmo veículos ligados a jornalistas assumem uma posição escancarada, rotulados pela própria opinião pública dada a evidente tendência editorial. Essa rede de desconstrução atinge por consequência veículos menores, que se proliferam aos montes nesse período, “opinadores” e “especialistas” dos quais nem se ouvia falar, e chega na base, a militância dos palanques, muitos operacionalizados para alimentar ainda mais de ataques as redes. É uma teia de ódio, que se retroalimenta.
Isso é o que têm se tornado a campanha em Pernambuco. Os candidatos até assumem posições públicas condenando, mas a impressão é de que condenam, mas não combatem. Chegam à conclusão de que impedir os fará perder terreno, pois o outro lado não cessará. Claro, salvo descoberta em contrário, não há nada que de fato os ligue a esse modus operandi. Muito menos o centro, o núcleo das campanhas. Mas nada prova à sociedade que estão lutando contra isso dentro de casa. O que está em jogo, o poder em Pernambuco, parece ser muito maior.
Outro debate é se há mecanismos que possam limitar isso na Justiça Eleitoral. Aparentemente, essa é uma discussão que precisa ser alimentada em perspectiva de futuro, para as próximas eleições nos municípios e no país. É um debate latente, urgente, pro futuro. Por essa de agora, a impressão é de que a política já perdeu pro jogo raso. Fazer jornalismo ficou pra poucos…
Vorcaro fazendo escola
Quem entende da criação de redes de ataques é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a PF, ele financiou campanhas de difamação e estratégias de intimidação contra jornalistas e o Banco Central. A Polícia Federal apontou o uso de recursos para pagar influenciadores digitais e perfis com o objetivo de promover ataques virtuais e descredibilizar diretores do Banco Central. Relatórios também mostraram tentativas de cooptação e propostas financeiras elevadas para influenciar a cobertura de jornalistas, a exemplo de abordagens ligadas ao nome da jornalista Malu Gaspar.
Debate
Sexta-feira, finalmente, tem o primeiro debate com os candidatos ao governo de Pernambuco, promovido pela Rádio Cidade FM de Caruaru e reunindo Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes. A Rádio Pajeú retransmite como integrante da rede, entre 9h40 e 11h da manhã. À noite, a TV Nova realiza o primeiro debate na TV, 21 horas. Para esse, só foram anunciados Raquel e João.
Pesquisa
Uma nova rodada da pesquisa Quaest sobre as eleições de Pernambuco será divulgada na próxima terça-feira (8). O levantamento está em campo desde a sexta-feira (4) e seguirá com entrevistas até segunda-feira (7). Se Raquel ampliar a diferença, a campanha pode ganhar status de fatura liquidada. Se João reduzir a diferença, cria ambiente de “revirada”.
Quem chega?
No Pajeú, na corrida à ALEPE, as casas de apostas não descartam as possibilidades de nomes como Marconi Santana (PSD) e Breno Araújo (PT) pelos apoios construídos e ritmo de campanha. Antes, já eram dados como quase lá Luciano Duque (Podemos), Sebastião Oliveira (AVANTE). Os demais fazem número, salvo eventuais exceções.
Orientação
O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, não apenas definiu a ida do Secretário Arthur Amorim para Recife, onde recebeu duas ambulâncias do Governo Raquel Lyra. E avisou: qualquer programa do Estado que aporte em Afogados, como a Carreta da Mulher, por exemplo, não terá nenhuma objeção por critérios políticos. Ao contrário, será apoiada com as devidas contrapartidas.
Sem Zé
Nomes do entorno do candidato a Deputado Federal, Danilo Simões (PSD), entendem que melhor agora o “apartamento” de Zé Negão e Edson Henrique, pensando na constrção de uma frente de oposição para 2028. A ideia é de que Danilo tem tempo para recompor os espaços políticos perdidos com a saída do vereador afogadense.
Seita
O evento de ontem em Serra Talhada mostra que o bolsonarismo segue sendo um fenômeno mesmo em uma região dominada pelo lulismo. Nem as evidências contra o clã demovem seus apoiadores, em parte também pelo anti-lulismo, alimentado em igrejas evangélicas que garantem, Flávio Bolsonaro é “o filho do enviado”…
Participando da Revista da Cultura Eleições, trouxe meu posicionamento em relação à crise do Supremo. Mandatos de oito ou doze anos com indicação de lista tríplice com meritocracia jurídica, proibição de escritórios de advocacia ligados a familiares de até segundo grau dos ministros e claro, ampla apuração da podridão de agora. Esta última parece ser a mais difícil.
Frase da semana:
“Gravidade dos fatos não autoriza atalhos”.
Do presidente do STF, Edson Fachin, sobre a crise que se abateu sobre a corte suprema do país.
Presidente defendeu soberania nacional, controle sobre riquezas estratégicas e autonomia do Brasil nas relações comerciais internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (6), que o Brasil não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A declaração foi feita durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão […]
Presidente defendeu soberania nacional, controle sobre riquezas estratégicas e autonomia do Brasil nas relações comerciais internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (6), que o Brasil não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A declaração foi feita durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em alusão ao Dia da Independência, celebrado nesta segunda-feira (7).
“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou.
Lula também afirmou que nenhum governo estrangeiro deve determinar com quais países o Brasil pode manter relações comerciais.
“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, disse.
Riquezas naturais
Durante o pronunciamento, o presidente também abordou a exploração de recursos estratégicos brasileiros.
Lula citou reservas de terras raras, recursos hídricos e novas jazidas de petróleo e defendeu que essas riquezas sejam utilizadas para gerar desenvolvimento, tecnologia e empregos no país.
“Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, afirmou.
O presidente mencionou ainda a aprovação de um marco legal para recursos estratégicos no Congresso Nacional e disse que a intenção é ampliar a participação do Brasil em setores de tecnologia de ponta.
Independência e direitos
Ao tratar do significado do 7 de Setembro, Lula relacionou soberania nacional à garantia de direitos sociais e econômicos.
“Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência”, afirmou.
Na sequência, citou renda, educação, emprego, saúde pública, combate à fome e redução das desigualdades como elementos dessa independência.
Relações internacionais
Lula também defendeu o protagonismo brasileiro no cenário internacional e mencionou pautas como livre comércio, transição energética, preservação ambiental e enfrentamento das mudanças climáticas.
“Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, declarou.
O pronunciamento ocorre em meio às recentes tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e às discussões sobre soberania que passaram a ocupar espaço central no discurso do governo e na campanha eleitoral.
Fonte: Agência Brasil
Frame: Reprodução
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Campanha do candidato do PSOL acionou o TRE-PE e questiona critério adotado pela TV Nova para convidar apenas João Campos e Raquel Lyra. O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) acionou a Justiça Eleitoral para tentar garantir participação no debate promovido pela TV Nova, marcado para a próxima sexta-feira (11). A emissora convidou […]
Campanha do candidato do PSOL acionou o TRE-PE e questiona critério adotado pela TV Nova para convidar apenas João Campos e Raquel Lyra.
O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) acionou a Justiça Eleitoral para tentar garantir participação no debate promovido pela TV Nova, marcado para a próxima sexta-feira (11).
A emissora convidou João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que aparecem nas primeiras posições das pesquisas de intenção de voto, mas deixou Ivan fora do encontro.
A Coligação Frente Pernambuco de Luta, formada pela Federação PSOL/Rede e pelo PCB, ingressou com a representação nº 0601908-55.2026.6.17.0000 no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), com pedido de liminar.
A campanha sustenta que a exclusão contraria as regras previstas para debates eleitorais e argumenta que a federação possui representação parlamentar suficiente para assegurar a participação do candidato.
“A lei eleitoral não deixa qualquer dúvida em seu artigo 46. Qual é a dificuldade da gente conversar sobre Pernambuco? Não há qualquer saída legal que não seja me chamar. Eu estou pronto para debater”, afirmou Ivan.
Segundo a representação, a presença do candidato não deveria depender de sua posição nas pesquisas nem da concordância das demais candidaturas.
O que diz a emissora
Em nota, a TV Nova justificou a definição dos participantes utilizando como critério desempenho superior a 5% na pesquisa Datafolha.
A emissora argumentou ainda que a utilização da palavra “debate” em suas chamadas deve ser considerada dentro do contexto editorial da programação e não seria, isoladamente, suficiente para determinar o enquadramento jurídico do evento.
A TV Nova afirmou que mantém compromisso com uma cobertura eleitoral plural e informou que pretende promover outro encontro destinado às candidaturas que não alcançaram o patamar de 5% no Datafolha.
A decisão sobre o pedido apresentado pela campanha de Ivan Moraes caberá à Justiça Eleitoral.
Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Karol Rodrigues/DP Foto
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Presidente relacionou as eleições de 2026 à soberania nacional e criticou, em vídeo de campanha, a postura de Flávio e Eduardo Bolsonaro diante dos Estados Unidos. O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a relacionar, neste domingo (6), a disputa presidencial à defesa da soberania nacional. Em publicação nas […]
Presidente relacionou as eleições de 2026 à soberania nacional e criticou, em vídeo de campanha, a postura de Flávio e Eduardo Bolsonaro diante dos Estados Unidos.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a relacionar, neste domingo (6), a disputa presidencial à defesa da soberania nacional. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a escolha dos eleitores definirá a postura do Brasil diante de outros países.
“Amanhã é dia 7 de setembro, Independência do Brasil. Um dia fundamental para a gente lembrar que esse ano o seu voto define se teremos um Brasil que se levanta para proteger a nação ou um país que se apequena para outros países”, escreveu.
A publicação foi acompanhada de um vídeo de propaganda eleitoral que contrapõe declarações de Lula a falas de Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro sobre as relações do Brasil com os Estados Unidos.
No material, aparecem trechos em que Flávio comenta as tarifas impostas pelos Estados Unidos e afirma que o Brasil não estaria “em condições de exigir nada do governo Trump”. Também é exibida uma declaração de Eduardo sugerindo que o Pix fosse levado à mesa de negociações com o governo norte-americano.
Em resposta, o vídeo apresenta falas de Lula defendendo a soberania brasileira e o sistema de pagamentos.
“O Pix é do Brasil, é público e gratuito”, afirma o presidente em um dos trechos. Em outro, diz que “a gente não vai abaixar a cabeça”.
A peça encerra perguntando ao eleitor: “Que Brasil você quer? Um país que se apequena para outros países ou um país que se levanta para defender a nação?”.
Lula fará, na noite deste domingo, um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão sobre o 7 de Setembro. O discurso terá duração prevista de 3 minutos e 43 segundos.
Segundo informações antecipadas sobre o conteúdo, o presidente deverá abordar soberania, minerais críticos, a exploração de petróleo na Margem Equatorial e a defesa do livre comércio.
Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert
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Da Coluna do Domingão Uma nova rodada da pesquisa Quaest sobre as eleições de Pernambuco será divulgada na próxima terça-feira (8). O levantamento está em campo desde a sexta-feira (4) e seguirá com entrevistas até segunda-feira (7). Se Raquel ampliar a diferença, a campanha pode ganhar status de fatura liquidada. Se João reduzir a diferença, […]
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