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Barbosa reedita discussões no plenário, desta vez com Barroso

Por Nill Júnior

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do O Globo

Protagonista de vários embates durante o julgamento do processo do mensalão nos últimos dois anos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, voltou à carga nesta quarta-feira. O alvo desta vez foi o ministro Luís Roberto Barroso, o primeiro a votar pela absolvição dos réus do crime de formação de quadrilha.

Barroso havia afirmado que o STF exagerou na pena dos réus por quadrilha apenas para aumentar o tempo de cadeia. Irritado, Barbosa acusou seu colega de dar um voto político, sem argumentos jurídicos. Também insinuou que Barroso, nomeado para a Corte depois do julgamento do mensalão, já tinha uma fórmula pronta para o julgamento antes de ser ministro.

Em seu voto, ao criticar o tamanho das penas por formação de quadrilha, Barroso disse que é natural se indignar contra a “histórica impunidade das classes dirigentes no Brasil”, mas argumentou que o STF não pode confundir o discurso político com o discurso jurídico:

— O Supremo Tribunal Federal é um espaço da razão pública, e não das paixões inflamadas. Antes de ser exemplar e simbólica, a Justiça precisa ser justa, sob pena de não poder ser nem um bom exemplo nem um bom signo.

Barbosa contra-atacou, lembrando que o mensalão somou mais de R$ 70 milhões.

— O tempo em que essa quadrilha movimentou toda essa montanha de dinheiro, a forma como esse dinheiro era distribuído aos parlamentares, tudo isso foi objeto de debate intenso aqui neste plenário. Agora, Vossa Excelência me chega aqui com uma fórmula prontinha, não é? Já proclamou inclusive o resultado do julgamento. Vossa Excelência já disse qual é o placar antes mesmo de o colegiado ter votado. A sua decisão não é técnica. É simplesmente política. É isso que estou dizendo.

Em tom sereno, Barroso, rebateu:

— Para mal dos pecados de Vossa Excelência, o meu voto vale tanto quanto de Vossa Excelência. O esforço para depreciar quem pensa diferentemente, com todo o respeito, é um déficit civilizatório. Quem pensa diferente de mim só pode estar mal intencionado ou com motivação indevida: é errada essa forma de pensar. Precisamos evoluir. Discutir o argumento e não a pessoa. É assim que se vive civilizadamente.

Barbosa começou a se irritar quando Barroso disse que o STF aumentou a pena de quadrilha numa proporção maior.

— Em que dispositivo do Código Penal se encontram esses parâmetros tarifários que Vossa Excelência está utilizando no seu voto? Isso não existe. É pura discricionariedade de Vossa Excelência. Admita isso — reclamou Barbosa.

Dias Toffoli, que votou pela absolvição, saiu em defesa de Barroso.

— Presidente, vamos ouvir o voto do colega. Todos nós ouvimos Vossa Excelência votar horas e horas, dias e dias, sem interrompê-lo, afirmou Toffoli.

— Não seja hipócrita — disse Barbosa.

— Vossa Excelência não quer presidir deixando ele proferir o voto. Só porque o voto discorda da opinião de Vossa Excelência! — reagiu Toffoli.

À noite, Barroso evitou polemizar e disse que divergências são naturais.

Outras Notícias

Vaza Mendonça: mensagens e áudios inéditos revelam encontro secreto de Vorcaro e André Mendonça

Por Paulo Motoryn – ICL Mensagens e áudios extraídos do celular de Daniel Vorcaro revelam que o dono do Banco Master teve pelo menos um encontro secreto com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A reunião ocorreu em 14 de março de 2025, em São Paulo, durou cerca de duas horas e foi […]

Por Paulo Motoryn – ICL

Mensagens e áudios extraídos do celular de Daniel Vorcaro revelam que o dono do Banco Master teve pelo menos um encontro secreto com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A reunião ocorreu em 14 de março de 2025, em São Paulo, durou cerca de duas horas e foi realizada no endereço de um instituto fundado pelo próprio magistrado.

A aproximação foi articulada durante semanas pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo.

Em uma das mensagens mais explícitas, Ciro enviou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Mendonça e afirmou que estava “trabalhando” para o banqueiro enquanto levava o ministro a uma alfaiataria.

“Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno”, disse o advogado em áudio enviado em 8 de fevereiro de 2025.

O material mostra ainda que Ciro e Cezinha conversaram previamente com Mendonça sobre uma situação relacionada aos problemas enfrentados pelo Master no Banco Central.

Em outro áudio, o advogado disse ter deixado o ministro “balançado” com o assunto e afirmou que Mendonça queria receber Vorcaro.

“O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo”, relatou Ciro. “Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele.”

O conteúdo não revela qual providência Vorcaro pretendia obter nem comprova que Mendonça tenha interferido no Banco Central ou adotado qualquer medida em favor do Banco Master. Comprova, porém, a articulação promovida por pessoas próximas ao ministro, o conhecimento prévio de Mendonça sobre o assunto e a realização de pelo menos uma reunião reservada com o banqueiro.

“Tô com André M.”

A articulação começou em 7 de fevereiro de 2025. Naquela tarde, Ciro Rocha Soares fez sucessivas tentativas de telefonar para Daniel Vorcaro. Depois das chamadas perdidas, escreveu: “Opa”, “me liga” e, às 14h03, acrescentou: “Tô [com] André M.”.

No dia seguinte, o advogado encaminhou ao banqueiro uma fotografia na qual aparecia ao lado de André Mendonça. A imagem teria sido feita em uma unidade da Alfaiataria Vasco Vasconcelos, empresa com endereços em São Paulo e Brasília.

Logo depois da fotografia, Ciro enviou o áudio de seis segundos: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno.”

As mensagens não esclarecem que trabalho Ciro dizia estar realizando para Vorcaro nem se o advogado mantinha contrato formal com o banqueiro, com o Banco Master ou com alguma empresa ligada ao grupo. A frase, porém, mostra que ele apresentava sua proximidade com Mendonça como parte de uma atuação em favor de Vorcaro.

Ciro Rocha Soares é advogado com atuação principalmente na Bahia e sócio do escritório Rocha Soares Advogados Associados, sediado em Salvador. Entre 2016 e 2017, exerceu o cargo de ouvidor do Ministério do Turismo.

As conversas mostram que sua relação com Vorcaro ultrapassava uma interlocução estritamente profissional. Os dois se tratavam como irmãos, trocavam declarações de amizade e falavam sobre questões familiares.

Essa intimidade aparece com clareza nas mensagens trocadas em 16 de fevereiro, quando Ciro procurou novamente o dono do Banco Master.

“Opa, Dani!!! Preciso muito falar com você. O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”, escreveu o advogado às 17h47. Na mensagem seguinte, reforçou: “Muito importante sua ida nele junto comigo”.

Vorcaro respondeu com um ponto de interrogação e depois sugeriu: “Marca quarta”.

Ciro insistiu que precisava conversar por telefone para explicar o assunto. Na sequência, reclamou, em tom amistoso, que Vorcaro havia sido “o único amigo” que não ligara no seu aniversário.

O banqueiro respondeu que quase compareceu à festa, mas teve um problema com os filhos. Disse também que sabia que a comemoração era uma surpresa e, por isso, não quis falar sobre ela antecipadamente.

“Você é meu irmão caçula, meu protegido”, respondeu Ciro. Vorcaro, por sua vez, enviou uma longa mensagem de aniversário. Chamou o advogado de “irmão, anjo da guarda, parceiro, amigo de verdade” e afirmou: “Se não fosse você eu não estaria de pé”.

A conversa ajuda a dimensionar o grau de confiança existente entre os dois no momento em que Ciro atuava para aproximar o banqueiro de um ministro do Supremo.

“Dei uma balançada nele”

Depois da troca de declarações, Ciro enviou a Vorcaro um áudio de 1 minuto e 39 segundos. É nessa gravação que o advogado descreve de maneira mais detalhada sua interlocução com André Mendonça.

Ciro começou dizendo que conhecia o momento vivido pelo banqueiro e que havia sentido sua ausência na festa de aniversário. Contou que um senador havia dado “um show” no evento, cantado e perguntado por Vorcaro.

Em seguida, relatou que André Mendonça havia feito uma homenagem a ele durante a comemoração. Segundo Ciro, também estavam presentes o ministro do STF Kassio Nunes Marques e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“O André Mendonça fez uma homenagem pra mim do caralho no aniversário. O Kassio, o Gonet, puta merda, enfim, foi bacana”, disse.

Logo depois, o advogado voltou ao assunto que o levara a procurar Vorcaro: “O André quer te receber. Acho que eu dei uma balançada nele naquele assunto.”

Ciro não detalhou na gravação qual era “aquele assunto”. Mais adiante, porém, fez referência direta à situação do Banco Central e afirmou que Mendonça já havia sido informado sobre ela tanto por ele quanto por Cezinha de Madureira.

“O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo, me pediu até pra levar o Otto. Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha, Cezinha já tinha falado com ele.”

A referência a “Otto” parece ser ao senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, citado anteriormente na conversa. A identidade, contudo, ainda precisa ser confirmada.

O áudio revela que havia ao menos duas linhas de interlocução com André Mendonça. Uma era conduzida por Ciro; a outra, por Cezinha de Madureira. Segundo o advogado, ambos já haviam conversado com o ministro sobre a situação relacionada ao Banco Central antes do encontro com Vorcaro.

Ciro disse ainda que iria a Brasília acompanhado de Otto e, em seguida, seguiria para São Paulo, onde seria internado no Hospital Sírio-Libanês. Propôs encontrar Vorcaro no próprio banco, por volta das 17h ou 18h, para que conversassem antes da reunião com Mendonça.

“Se quiser, eu passo no banco, a gente conversa”, sugeriu. Ao final, insistiu que precisava falar com o banqueiro e marcou um encontro para as 18h do dia seguinte.

Reunião marcada para quarta-feira

Em 17 de fevereiro, Ciro avisou que estava deixando Brasília, onde participara de uma reunião, e pediu para conversar com Vorcaro às 18h. “Dani, estou saindo de BSB agora. Estava numa reunião. Preciso falar com você hoje. Podemos marcar às 18h”, escreveu.

Os dois fizeram uma ligação de 18 segundos. Pouco depois, Ciro informou que estava “subindo”, indicando que teria chegado ao local combinado para o encontro com o banqueiro. Às 19h08, enviou uma nova mensagem: “Cezinha confirmou às 16h de quarta”.

A quarta-feira seguinte era 19 de fevereiro. O conjunto das conversas indica que Ciro se referia à reunião com André Mendonça que Vorcaro havia pedido para marcar dois dias antes.

Na data acertada, Ciro procurou novamente o banqueiro e pediu que Bruno Bianco Leal, ministro da Advocacia-Geral da União durante o governo de Jair Bolsonaro, também participasse. Em áudio, orientou Vorcaro a convocar o advogado para que os dois fizessem uma apresentação conjunta.

“Ô, Dani, deixa eu te falar aqui, pede ao Bruno Bianco chegar aqui quatro e meia, pode ser? Que aí a gente faz uma apresentação aqui. Ou quatro e vinte”, disse.

Bruno Bianco fez carreira na Advocacia-Geral da União e comandou o órgão entre agosto de 2021 e janeiro de 2023. Assumiu a chefia da AGU depois que André Mendonça deixou o governo Bolsonaro para ocupar uma cadeira no Supremo.

Após sair do serviço público, Bianco passou a atuar na iniciativa privada e tornou-se advogado ligado ao Banco Master. Mais tarde, integrou a equipe responsável pela defesa de Vorcaro.

As mensagens comprovam que uma reunião foi marcada para aquela quarta-feira, às 16h, e que Ciro tentou incluir Bianco na apresentação. O vazamento, entretanto, não contêm registros de deslocamento, chegada ou saída que permitam cravar que esse primeiro compromisso ocorreu.

O material prova o agendamento e os preparativos. Diferentemente do encontro do mês seguinte, porém, não demonstra de maneira conclusiva a presença simultânea de Vorcaro e Mendonça no local combinado.

Cezinha marca novo encontro

Menos de um mês depois, Cezinha de Madureira voltou a procurar Daniel Vorcaro. Em 13 de março, o deputado informou que havia marcado uma reunião com André Mendonça para as 17h do dia seguinte, em São Paulo.

“Amanhã sexta-feira 17:00 com ministro André em São Paulo”, escreveu.

Na mensagem seguinte, Cezinha indicou o endereço: Alameda Santos, número 647, 16º andar. Vorcaro respondeu: “Show” e, depois, “Marcado”. “Estarei lá para te receber”, afirmou o deputado, antes de reforçar a data e o horário: “Amanhã sexta-feira 14 às 17:00”.

Cezinha de Madureira é uma liderança da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira e tem relação próxima com André Mendonça. Sua trajetória política está fortemente associada à Frente Parlamentar Evangélica e às lideranças da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil.

Nas conversas analisadas, a participação do deputado não se limitou a compartilhar o contato do ministro. Segundo Ciro, Cezinha já havia conversado com Mendonça sobre a situação envolvendo o Banco Central. Depois, confirmou o compromisso de fevereiro e organizou diretamente a reunião de março, indicando data, horário e endereço.

“Ministro já está te esperando”

No dia marcado, 14 de março, Vorcaro procurou o deputado pouco antes das 17h. “Fala amigo”, escreveu às 16h37. Três segundos depois, avisou: “Estou a caminho”.

Houve então uma ligação de 20 segundos entre os dois. Às 16h43, Cezinha enviou a mensagem que confirma que André Mendonça estava no local: “Ministro já está te esperando.”

Os diálogos entre Vorcaro e seu motorista corroboram o deslocamento. Às 16h30, sete minutos antes de avisar Cezinha de que estava a caminho, o banqueiro encaminhou ao funcionário o mesmo endereço enviado pelo deputado: Alameda Santos, 647, 16º andar.

“Descendo”, escreveu Vorcaro. Em seguida, ordenou: “Vamos nesse endereço”. O motorista respondeu: “Ok dr”. Às 18h40, Vorcaro voltou a procurar o funcionário e avisou: “Saindo”.

O cruzamento dos horários mostra que o banqueiro permaneceu no endereço durante cerca de duas horas. Cezinha havia informado que Mendonça já o aguardava no local, e o deputado afirmara no dia anterior que estaria lá para receber Vorcaro.

As mensagens, portanto, comprovam a existência de pelo menos um encontro presencial entre o dono do Banco Master e o ministro do Supremo. Também indicam a participação de Cezinha de Madureira.

Reunião em endereço privado

O encontro não aconteceu na sede do Supremo Tribunal Federal, no gabinete do deputado ou em uma dependência do Banco Master.

No endereço indicado por Cezinha — Alameda Santos, 647, 16º andar — funciona, segundo o documento vazado, o Instituto ITER, instituição de ensino dedicada a cursos de formação e aperfeiçoamento profissional. O instituto foi fundado por André Mendonça em 2023.

A escolha de um endereço privado torna necessário esclarecer se o encontro apareceu na agenda pública de Mendonça, em que condição o ministro recebeu o banqueiro, quem mais participou da conversa e qual assunto foi tratado.

O material não apresenta uma ata, gravação ou transcrição da reunião. Também não mostra se o ministro tomou alguma providência depois do encontro.

A ponte evangélica

Cezinha de Madureira exerce o terceiro mandato de deputado federal por São Paulo e é um dos principais representantes políticos da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira.

Sua proximidade religiosa e política com Mendonça ajuda a explicar o papel de ponte desempenhado nas conversas. O ministro foi pastor presbiteriano e teve sua indicação ao Supremo promovida por Jair Bolsonaro sob a promessa de escolher um nome “terrivelmente evangélico”.

O deputado aparece no vazamento como uma pessoa com acesso direto ao ministro: teria conversado antecipadamente com Mendonça sobre a situação de Vorcaro perante o Banco Central, confirmado o compromisso de fevereiro e organizado o encontro comprovadamente realizado em março.

O documento menciona ainda que, em 25 de agosto de 2026, a Polícia Federal apreendeu R$ 510 mil na bagagem de mão de Valéria Linhares, advogada e mulher de Cezinha, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Valéria foi assistida pelo advogado Daniel Bialski, que também atua na defesa de Daniel Vorcaro. A coincidência na representação jurídica não demonstra, por si só, que o dinheiro tenha relação com o banqueiro ou com o Banco Master, mas revela mais um ponto de contato entre os personagens.

O que as mensagens provam — e o que não provam
O vazamento comprova que Ciro Rocha Soares procurou Vorcaro enquanto estava com André Mendonça; enviou uma fotografia ao lado do ministro; disse estar “trabalhando” para o banqueiro; e atuou para organizar uma reunião entre os dois.

Também comprova que Ciro afirmou ter apresentado a Mendonça um assunto relacionado a Vorcaro e que, segundo o próprio advogado, a conversa teria deixado o ministro “balançado”.

No mesmo áudio, Ciro disse que Mendonça conhecia “a situação do Banco Central toda” porque ele e Cezinha de Madureira já haviam falado sobre o tema com o ministro.

As mensagens registram ainda o agendamento de um compromisso para 19 de fevereiro, com a possível participação de Bruno Bianco, e comprovam a realização do encontro de 14 de março.

Sobre a reunião de março, há três conjuntos convergentes de evidências: Cezinha informou data e endereço; disse que Mendonça já aguardava Vorcaro; e as mensagens do banqueiro com o motorista comprovam sua chegada e sua permanência no local durante aproximadamente duas horas.

O material, por outro lado, não revela com precisão o pedido que teria sido levado a Mendonça. Também não permite afirmar que o ministro tenha interferido no Banco Central, prometido ajuda, recebido alguma vantagem ou adotado uma decisão em benefício do Banco Master.

A existência de uma reunião entre um ministro do Supremo e um banqueiro não configura, isoladamente, irregularidade. O interesse público está no contexto: a aproximação foi promovida como um trabalho em favor de Vorcaro, envolveu conversas prévias sobre uma situação no Banco Central e ocorreu de maneira secreta, em um endereço privado.

O outro lado

A reportagem procurou o ministro André Mendonça e o deputado Cezinha de Madureira, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. A assessoria de comunicação do STF confirmou o recebimento da demanda e informou que ela foi encaminhada ao gabinete de Mendonça. A reportagem também confirmou que o próprio ministro tomou conhecimento da publicação da reportagem e, ainda assim, não enviou resposta. Também tentou localizar o advogado Ciro Rocha Soares para que comentasse as mensagens e os áudios, mas não conseguiu contato. O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos dos citados.

 

“Eu não acusei você, eu fiz uma pergunta”, diz Romero a Daniel sobre suposto “gabinete do ódio”

Deputado estadual respondeu a Daniel Coelho após reação do candidato a federal às declarações envolvendo o caso dos cartazes apócrifos contra Raquel Lyra. O deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) respondeu, nessa terça-feira (1º), ao candidato a deputado federal Daniel Coelho após a troca de declarações envolvendo as denúncias sobre um suposto “gabinete do ódio” […]

Deputado estadual respondeu a Daniel Coelho após reação do candidato a federal às declarações envolvendo o caso dos cartazes apócrifos contra Raquel Lyra.

O deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) respondeu, nessa terça-feira (1º), ao candidato a deputado federal Daniel Coelho após a troca de declarações envolvendo as denúncias sobre um suposto “gabinete do ódio” e os cartazes apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD).

A manifestação ocorreu depois de Daniel reagir às declarações de Romero e chamá-lo de mentiroso. No novo vídeo, o deputado estadual afirmou que não fez uma acusação direta contra o adversário, mas levantou questionamentos a partir de informações que vieram a público.

“Daniel, primeiro uma coisa precisa ficar clara. Eu não acusei você, eu fiz uma pergunta. E essa pergunta, infelizmente, não nasceu do nada”, afirmou.

Romero citou a reportagem da Record sobre um suposto esquema de ataques digitais relacionado a integrantes do Governo de Pernambuco e lembrou que a Frente Popular pediu investigação sobre o caso. A existência e as responsabilidades por eventual estrutura desse tipo continuam sob apuração.

O parlamentar também mencionou o perfil Bastidor.PE, que publicou imagens dos cartazes apócrifos que deram origem a uma nova frente da disputa política. A Frente Popular pediu que autoridades investiguem a origem de uma das fotografias e eventuais vínculos dos responsáveis pelo perfil com o Governo do Estado. Isso não significa, até o momento, que a página ou seus integrantes tenham sido responsabilizados pela produção dos materiais.

Ao responder a Daniel, Romero criticou o tom adotado pelo candidato.

“Se você diz que não teve nenhuma participação nisso, então eu registro o esclarecimento”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Menos ódio, menos nervosismo e mais investigação”.

Romero também defendeu que as autoridades esclareçam quem produziu, imprimiu, distribuiu, fotografou e divulgou inicialmente os cartazes.

“Vamos fazer uma coisa mais útil: descobrir quem foi que fez os cartazes, quem foi que imprimiu, quem foi que colocou, quem foi que fotografou, quem divulgou primeiro e se houve ou não uma ação coordenada por trás desse ataque à governadora”, afirmou.

Segundo o deputado, o objetivo deve ser esclarecer os fatos e identificar eventuais responsáveis. “Só existe um jeito de acabar com qualquer dúvida: descobrindo quem fez”, concluiu.

As acusações relacionadas ao chamado “gabinete do ódio” e a autoria dos cartazes apócrifos continuam sendo objeto de apurações e disputas judiciais e políticas. Até o momento, não há conclusão que responsabilize Daniel Coelho pela produção ou distribuição dos materiais.

Confira abaixo, em nosso Instagram, o vídeo com a resposta de Romero Albuquerque.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Frame/Vídeo: Reprodução/Instagram

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“Vamos começar a trabalhar no primeiro dia do governo”, diz João Campos em Goiana

Candidato apresentou propostas para o município e recebeu apoio de cinco vereadores de Itaquitinga. O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nessa terça-feira (1º), de uma agenda de campanha em Goiana, na Mata Norte. Durante a passagem pelo município, João apresentou propostas relacionadas a enchentes, infraestrutura, saúde e abastecimento de água. Também […]

Candidato apresentou propostas para o município e recebeu apoio de cinco vereadores de Itaquitinga.

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nessa terça-feira (1º), de uma agenda de campanha em Goiana, na Mata Norte.

Durante a passagem pelo município, João apresentou propostas relacionadas a enchentes, infraestrutura, saúde e abastecimento de água. Também recebeu o apoio de cinco vereadores de Itaquitinga.

Ao falar sobre Goiana, o candidato afirmou que pretende, caso seja eleito, realizar intervenções para reduzir os impactos das enchentes e promover melhorias na PE-75.

“Nós vamos começar a trabalhar no primeiro dia do governo”, declarou.

Na área da saúde, João prometeu reformar o hospital de Goiana e defendeu a implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva na Mata Norte.

O candidato também voltou a apresentar duas propostas de campanha: a isenção do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas e o programa denominado “Sem Água, Sem Conta”, direcionado a consumidores que enfrentam interrupções no abastecimento.

Durante o discurso, João fez críticas à política de atração de investimentos do atual Governo de Pernambuco. A assessoria reproduziu afirmações sobre a chegada de indústrias e o volume de investimentos na Mata Norte, mas não apresentou dados que permitam verificar as comparações. Por esse motivo, essas alegações não são tratadas como fatos pela reportagem.

A agenda contou com a participação do prefeito de Goiana, Marcílio Régio, que declarou apoio a João Campos.

Apoio de vereadores de Itaquitinga

Durante a passagem por Goiana, João se reuniu com cinco vereadores de Itaquitinga que anunciaram apoio à sua candidatura.

São eles Vavazinho, Silvio da Lotérica, André Pacheco, Izael da Saúde e Aderito Guarda. O grupo se apresenta politicamente como G5.

João agradeceu o apoio dos parlamentares.

Também participaram da agenda o candidato a vice-governador Carlos Costa; a candidata ao Senado Marília Arraes; e candidatos proporcionais da Frente Popular.

Foto: Edson Holanda

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“Estou pronta para continuar liderando esse Estado”, diz Raquel em agendas em Moreno e Jaboatão

Candidata à reeleição participou de caminhadas em Moreno e Jaboatão dos Guararapes nessa terça-feira (1º). A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) participou, nessa terça-feira (1º), de agendas de campanha em Moreno e Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Nos dois municípios, Raquel esteve acompanhada da candidata a vice-governadora Priscila Krause […]

Candidata à reeleição participou de caminhadas em Moreno e Jaboatão dos Guararapes nessa terça-feira (1º).

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) participou, nessa terça-feira (1º), de agendas de campanha em Moreno e Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

Nos dois municípios, Raquel esteve acompanhada da candidata a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e de candidatos e lideranças que apoiam sua chapa.

Em Moreno, a governadora citou ações do Governo de Pernambuco no município. Segundo o material divulgado pela campanha, foram entregues 13 ônibus escolares, uma cozinha comunitária e um Centro de Referência da Mulher.

A assessoria também informou que uma creche e uma Escola Técnica Estadual estão em construção e mencionou a autorização para obras da Barragem de Engenho Pereira. Raquel citou ainda intervenções de pavimentação e o projeto do Arco Metropolitano.

Depois, Raquel participou de uma caminhada em Jaboatão Centro. Na agenda, mencionou obras de contenção de encostas em Jardim Monte Verde, creches, pavimentação e intervenções relacionadas à Barragem de Engenho Pereira.

A candidata também falou sobre a possibilidade de permanecer no comando do Estado por mais quatro anos.

“Eu estou pronta para continuar liderando esse Estado”, declarou.

Em Jaboatão, participaram ainda os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), além do prefeito Mano Medeiros e de candidatos proporcionais.

Em Moreno, a agenda contou com o prefeito Edmilson Cupertino e outros aliados da candidatura.

Fotos: Janaína Pepeu e Beto Figueiroa

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“A gente se falou uma vez na vida”, diz Flávio ao prestar solidariedade a Raquel Lyra

Candidato à Presidência comentou os ataques envolvendo cartazes apócrifos e disse que divergências eleitorais não justificam atingir familiares de adversários. O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, nessa terça-feira (1º), um vídeo em solidariedade à governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), após a circulação de cartazes […]

Candidato à Presidência comentou os ataques envolvendo cartazes apócrifos e disse que divergências eleitorais não justificam atingir familiares de adversários.

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, nessa terça-feira (1º), um vídeo em solidariedade à governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), após a circulação de cartazes apócrifos com ataques à gestora e referências ao seu marido, Fernando Lucena, morto em 2022.

“Esse vídeo aqui não é sobre política, é sobre o mínimo de respeito e de civilidade que todo mundo deveria ter, inclusive dentro de uma campanha eleitoral”, afirmou Flávio.

O senador disse ter encontrado Raquel apenas uma vez, rapidamente, em um aeroporto, e afirmou que decidiu se manifestar diante do conteúdo dos ataques.

Ao mencionar a morte de Fernando Lucena, Flávio afirmou não ser possível dimensionar a dor da governadora diante das referências feitas ao marido durante a campanha.

“Eu não tenho como mensurar a sua dor pela perda do seu marido, eu não sei o que vem na sua cabeça quando você lembra dele, ainda mais numa situação como essa aí desses cartazes”, declarou.

Na sequência, o candidato relacionou o episódio a uma experiência vivida por sua própria família. Flávio citou o atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e afirmou que sua família também conhece os efeitos da violência política.

O autor da facada contra Jair Bolsonaro, Adélio Bispo, havia sido filiado ao PSOL anos antes do atentado. Flávio fez referência a esse histórico ao dizer que o pai foi atacado por um “ex-integrante do PSOL”.

Ao final da manifestação, o senador aconselhou Raquel a buscar as medidas legais cabíveis e seguir com a campanha.

“Respira, levanta a cabeça, tome as medidas legais cabíveis e bola para frente. Peço a Deus que lhe dê força, saúde, coragem e sabedoria nessa caminhada”, afirmou.

A autoria dos cartazes apócrifos que motivaram as manifestações de solidariedade a Raquel Lyra segue sob investigação. A governadora já afirmou que não pretende apontar responsáveis antes da conclusão das apurações.

Confira abaixo, em nosso Instagram, o vídeo com a manifestação de Flávio Bolsonaro.

Vídeo: Reprodução/Instagram

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