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Augusto César critica venda de terreno destinado a Distrito Industrial em Serra

Por Nill Júnior

Augusto-CésarA decisão do Governo do Estado de vender o terreno onde seria implantado o distrito industrial de Serra Talhada provocou protestos do deputado Augusto César (PTB), na Reunião Plenária desta terça (24).

A intenção de se desfazer da área foi anunciada nesta semana pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), alegando não ter identificado empresas interessadas em se instalar no espaço.

O parlamentar contestou a justificativa, acusando o Poder Executivo de não investir em infraestrutura para atrair empreendimentos para a região. “Quando o terreno foi adquirido, ficou entendido que o Estado criaria políticas para trazer as indústrias, mas o que se vê ali é um matagal”, afirmou.

“É uma luta de mais de 20 anos, e não vamos admitir que essa venda seja levada à frente”, asseverou, observando que a área tem posição privilegiada, próxima ao Rio Pajeú e ao traçado da Ferrovia Transnordestina. “Estamos perdendo uma oportunidade de gerar emprego e renda no Sertão de Pernambuco”, criticou.

Outras Notícias

Senadores apontam que Conitec serviu de “escudo” para governo propagar cloroquina

Último a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, Elton da Silva Chaves, representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), disse, nesta terça-feira (19), que ficou surpreso com o adiamento da votação do relatório técnico que poderia barrar o uso da cloroquina em pacientes com covid-19 e afirmou que os […]

Último a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, Elton da Silva Chaves, representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), disse, nesta terça-feira (19), que ficou surpreso com o adiamento da votação do relatório técnico que poderia barrar o uso da cloroquina em pacientes com covid-19 e afirmou que os municípios cobraram uma definição sobre a questão na Conitec para orientar os profissionais na ponta.

A demora na análise do uso dessas drogas em meio à pandemia gerou indignação de senadores. Eles afirmaram que o órgão “lavou as mãos” e serviu de “escudo” para médicos e membros do governo seguirem recomendando o uso de cloroquina e outros medicamentos comprovadamente sem eficácia.

O documento seria analisado no dia 7 de outubro, mas foi retirado de pauta a pedido do coordenador do grupo, o médico Carlos Carvalho. Representante dos municípios na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec), Elton Chaves disse que a justificativa para o adiamento seria a inclusão no relatório técnico de novos estudos sobre o tema. Apesar de não ser inédita, a retirada de pauta no curso da reunião não é “comum” de acordo com Elton.

— Nós nos surpreendemos com a manifestação do doutor Carlos Carvalho e pedimos justificativas plausíveis para o pedido de retirada de pauta. Há uma expectativa dos gestores de ter uma orientação técnica para que a gente possa organizar os serviços e orientar os profissionais na ponta. Por isso, nossa surpresa — disse Elton, que se posicionou contra a retirada de pauta da discussão.

O Ministério da Saúde enviou uma nota à imprensa sobre a retirada de pauta do relatório técnico da cloroquina, antes mesmo de a Conitec decidir pelo adiamento da votação. A informação foi confirmada pelo representante das secretarias municipais de Saúde na Conitec. Segundo ele, outro integrante da Conitec, Nelson Mussolini, teria comunicado o plenário sobre a nota do Ministério da Saúde antes do pedido de retirada pelo coordenador do grupo, o médico Carlos Carvalho.

Demanda

Senadores reforçaram que a pandemia já tem quase dois anos e, até o momento, a Conitec não se posicionou sobre o uso do kit covid e de outras drogas sem eficácia contra a covid-19, de acordo com estudos científicos publicados mundo afora. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), criticou a passividade dos membros da Conitec e lembrou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esquivou-se de responder sobre o assunto, quando esteve na CPI em 8 de junho.

Elton Chaves explicou que a Conitec funciona sob demanda e que precisam ser apresentadas evidências e, até o início deste ano, não havia tecnologia registrada. Segundo Chaves, a demanda do Ministério da Saúde só veio em maio deste ano, na 5ª Reunião Extraordinária da Conitec. Ele acrescentou que o prazo regimental da Conitec é de 180 dias e que existe um “rito” que é iniciado com a deliberação inicial, que passa por consulta pública, e, na sequência, é convocada reunião para deliberação final.

— Em plenário, sempre manifestamos a necessidade de nos debruçar sobre o caso dos medicamentos — respondeu Chaves inicialmente. Na sequência, ele disse que, sem a comprovação de eficácia desses medicamentos para o tratamento da doença, eles nem deveriam ser analisados.

Diante da resposta, Omar Aziz afirmou que a falta de posicionamento da Conitec abriu espaço para a propagação do uso de drogas não recomendadas pela ciência.

— Vocês da Conitec são Pilatos. Lavaram as mãos. Para o esclarecimento da sociedade, para o esclarecimento do protocolo do Ministério da Saúde, era necessário estar escrito isso, e isso não está escrito em lugar nenhum. Diz que não pode, mas também não proíbe  – criticou o presidente da CPI.

Para Humberto Costa (PT-PE), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tentou agradar o presidente Jair Bolsonaro e postergou o pedido de análise sobre a cloroquina e outros medicamentos.

— Por não ter a coragem técnica e política necessária para dizer aqui, no dia que ele veio, que esses medicamentos não têm essa utilidade, ele jogou, ele terceirizou para a Conitec essa decisão. E poderá ou não cumpri-la. Poderá ou não cumpri-la, porque a Conitec cumpre um papel de assessoramento – apontou Humberto.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por sua vez, apontou que o ministro Queiroga “se escudou” na Conitec para se omitir.

— Vossa Senhoria deixa claro aqui as atribuições da Conitec: ela atua sob demanda. E o Ministério da Saúde receitou, preceituou, encaminhou, mandou cloroquina, distribuiu, fez até TrateCov. Em nenhum momento  houve uma consulta à instância técnica constituída no Ministério da Saúde — apontou Randolfe.

Randolfe e Humberto Costa sugeriram a inclusão no relatório final de recomendação para que a Conitec passe a deliberar mesmo sem provocação externa, em especial em períodos de emergência

Orientações

Após ser indagado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), a testemunha informou que a Conitec não deliberou sobre as orientações elaboradas pelo Ministério da Saúde recomendando o uso de cloroquina e hidroxicloroquina na fase inicial da doença. Segundo Elton Chaves, a legislação determina que a Conitec avalie somente diretrizes terapêuticas ou protocolos clínicos, mas não orientações.

Diante da ausência de diretriz terapêutica oficial da Conitec sobre o tratamento medicamentoso ambulatorial de pacientes com covid-19, Rogério Carvalho apontou uma “prevaricação sequenciada” da Conitec em relação ao assunto.

— Nós estamos diante é de uma prevaricação da Conitec diante de uma situação tão grave que o país está vivendo, uma pandemia. E não tem uma diretriz técnica de como tratar paciente ambulatorial e no ambiente hospitalar – disse Rogério, que informou que vai sugerir a inclusão daqueles que prevaricaram no relatório final da CPI.

Sobre o teor do relatório, Elton Chaves alegou “sigilo” e informou que vai se manifestar sobre o tema na próxima reunião da Conitec, marcada para 21 de outubro. Ele apontou que o protocolo para tratamento hospitalar já foi objeto de aprovação da Conitec e dele não constam drogas como cloroquina, ivermectina e hidroxicloroquina.

Já Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou que vedar medicamentos como cloroquina é “engessar” o combate à pandemia e a autonomia médica. Marcos Rogério (DEM-RO) questionou a posição de Elton Chaves sobre a prescrição de medicamentos off label. Em resposta, o depoente afirmou que a possibilidade de prescrição não prevista na bula é uma prerrogativa do médico.

—  O que devemos sempre defender, principalmente em um monemto de crise, é a autonomia médica — disse Marcos Rogério.

Intervenção política

Elton Chaves afirmou que o Conasems tem autonomia e independência, mas não pode responder sobre os membros do Ministério da Saúde, mas a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) avaliou que está muito clara a intervenção política dentro da Conitec. Ao todo, 7 representantes de secretárias do MS tem assento na Comissão.

— Há  claramente intervenção política do Ministério da Saúde na Conitec. Se não houvesse, talvez não teríamos a quantidade de mortos que temos hoje — disse a senadora.

A senadora indignou-se com o fato de, em período de pandemia, quando os estudos técnicos precisariam ser aprofundados, ter ocorrido apenas uma reunião extraordinária da Conitec, em maio deste ano.

Ao final da reunião, Randolfe propôs uma homenagem aos médicos e demais profissionais de Saúde que atuaram na pandemia e às vítimas e familiares da covid-19.

Relatório

Ao longo de 67 reuniões, a Comissão ouviu mais 60 pessoas. O depoimento de Elton Chaves é o último da CPI da Covid, antes da apresentação do relatório final, cuja sessão está agendada para às 10h desta quarta-feira (20). A votação está prevista para ser realizada no dia 26 de outubro. Nesta terça-feira (19), a cúpula da CPI tem reunião marcada às 19h para decidir sobre ajustes no relatório.

— O relatório desta CPI será para pedir a punição dos verdadeiros responsáveis por esse morticínio que aconteceu no Brasil. Não adianta tapar o sol com a peneira, não adianta vir com narrativas, não adianta fazer com que as pessoas pensem que alguém é melhor do que o outro aqui não  – disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

Eduardo Girão (Podemos-CE) criticou o trabalho do colegiado e informou que vai apresentar relatório paralelo. Segundo o parlamentar, o documento vai apontar equívocos do governo federal e “muitas outras coisas das quais a CPI fugiu de forma covarde”, como “as dezenas de escândalos de corrupção e desvios de dinheiro público nos estados e municípios”. As informações são da Agência Senado.

Escola Dário Gomes, de Flores, é campeã Nordeste do Prêmio Gestão Escolar 2017

Terminou hoje em Natal, Rio Grande do Norte, a etapa regional do Prêmio Gestão Escolar 2017. Promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed, em parceria com a Secretaria de Educação e da Cultura do Estado e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, o evento reúne os gestores premiados nas etapas […]

A Diretora Ana Lúcia Xavier (centro): Dário Gomes ganha mais uma conquista depois de melhores resultados no Índice da Educação de Pernambuco IDEPE: 1º lugar no Estado e vendedora no Nordeste.

Terminou hoje em Natal, Rio Grande do Norte, a etapa regional do Prêmio Gestão Escolar 2017. Promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed, em parceria com a Secretaria de Educação e da Cultura do Estado e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, o evento reúne os gestores premiados nas etapas estaduais da região Nordeste, para a escolha da Escola Referência Regional que vai para a final, no dia 4 de dezembro, em Bonito/MS.

Disputavam a vaga da região a Escola Estadual Pedro Joaquim de Jesus (Antônio Vilela/AL), o Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão e Meio Ambiente (Brumado/BA), a Escola Estadual Edson Queiroz (Cascavel/CE), o Colégio Frei Germano de Cedrate (Trizidela do Vale/MA), a Escola Dario Gomes de Lima (Flores/PE), a Escola Monsenhor Raimundo Nonato Melo (Teresina/PI), a Escola Municipal Professora Trindade Campelo (Currais Novos/RN) e o Colégio Estadual Doutor Milton Dortas (Simão Dias/SE).

A grande campeã da etapa foi a escola pernambucana, Dario Gomes de Lima, de Fátima, município de Flores. Ela foi representada pela Diretora Ana Lúcia Xavier. Em setembro, a escola foi destaque depois de melhores resultados no Índice da Educação de Pernambuco IDEPE com o 1º lugar no Estado.  Pelas  ações pedagógicas realizadas pela escola, gerando esses resultados, foi escolhida para representar Pernambuco. A próxima etapa é nacional, com um representante de cada região do país, dias 4 e 5 de dezembro, em Mato Grosso.

Sobre o Prêmio: Realizado desde 1998, o PGE contempla projetos inovadores e gestões competentes na Educação Básica da rede pública de todo o país. Para participar, o diretor teve que fazer uma auto avaliação de sua gestão. “Ao analisar os processos de gestão da escola, ele elaborou um plano de ação, construído com a participação da comunidade escolar”, explica o presidente do Consed, Idilvan Alencar.

Esta foi a 16ª edição do prêmio, que a partir de 2011 tornou-se bianual. Em mais de duas décadas, aproximadamente 34 mil escolas públicas de todas as regiões do país participaram e mais de 7 milhões de estudantes foram beneficiados com os projetos implantados pelos gestores inscritos.

Neste período, 90 escolas chegaram à etapa final e foram premiadas com recursos financeiros e equipamentos, além de formação e intercâmbio para os diretores. A Tomé Francisco, de Quixaba, ganhou esse prêmio em 2012.

Wamberg Gomes, Cícero Batista e vereadores são empossados em Carnaíba

Nesta quarta-feira (1), aconteceu a cerimônia de posse do prefeito eleito de Carnaíba, Wamberg Gomes, do vice-prefeito Cícero Batista e dos vereadores eleitos para a gestão 2025-2028. O evento foi realizado na quadra da Escola Cônego Luiz Gonzaga Vieira de Melo e reuniu um grande público, que compareceu para prestigiar o momento.  Após a posse, […]

Nesta quarta-feira (1), aconteceu a cerimônia de posse do prefeito eleito de Carnaíba, Wamberg Gomes, do vice-prefeito Cícero Batista e dos vereadores eleitos para a gestão 2025-2028. O evento foi realizado na quadra da Escola Cônego Luiz Gonzaga Vieira de Melo e reuniu um grande público, que compareceu para prestigiar o momento. 

Após a posse, foi realizada a eleição da nova mesa diretora da Câmara de Vereadores. Logo em seguida, o prefeito Wamberg Gomes dirigiu-se à sede da Prefeitura, onde recebeu as chaves do município das mãos do ex-prefeito Anchieta Patriota.

Durante o ato simbólico de transmissão do cargo, Wamberg também recebeu a bandeira do município e um exemplar da Constituição. Em seu discurso, o novo prefeito destacou a importância da gestão de Anchieta Patriota, elogiando o legado deixado e prometendo dar continuidade às obras estruturadoras em andamento. Wamberg ressaltou ainda o compromisso em manter o padrão de excelência nas áreas de educação e saúde, reafirmando sua dedicação em promover o desenvolvimento de Carnaíba durante seu mandato.

MP reforça orientação para que imprensa trate pré-candidatos com equilíbrio

Para manter o equilíbrio entre os pretensos candidatos, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu recomendação aos concessionários responsáveis pelas emissoras de rádio e televisão de Taquaritinga do Norte, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Vertentes, Santa Maria do Cambucá e Frei Miguelinho. O MP reforçou que se abstenham de transmitir programa apresentado ou comentado por […]

Para manter o equilíbrio entre os pretensos candidatos, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu recomendação aos concessionários responsáveis pelas emissoras de rádio e televisão de Taquaritinga do Norte, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Vertentes, Santa Maria do Cambucá e Frei Miguelinho.

O MP reforçou que se abstenham de transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, vedando também participações habituais, corriqueiras ou cotidianas.

De acordo com as recomendações das Promotorias Eleitorais da 51ª (Taquaritinga do Norte), 109ª (Santa Cruz do Capibaribe), 112ª (Toritama), 46ª (Vertentes, Santa Maria do Cambucá e Frei Miguelinho) Zonas Eleitorais as emissoras deverão aplicar um tratamento isonômico em relação aos pré-candidatos.

Para isso, deve conferir igualdade na participação em entrevistas, debates e painéis, e que o tratamento privilegiado a um determinado pré-candidato pode resultar pena de configuração de abuso do poder midiático, nos termos do art. 22 da Lei Complementar n.º 64/1990

Sobe para 5 o número de mortos na chuva do Rio

A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou cinco mortos: um homem na Gávea, outro em Santa Cruz, duas irmãs no Leme e um não identificado em Botafogo. A terça-feira segue de chuva. Pancadas fortes atingiram a cidade ao longo da manhã e três pessoas seguiam desaparecidas – um […]

A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou cinco mortos: um homem na Gávea, outro em Santa Cruz, duas irmãs no Leme e um não identificado em Botafogo. A terça-feira segue de chuva.

Pancadas fortes atingiram a cidade ao longo da manhã e três pessoas seguiam desaparecidas – um homem que teria sido atingido por um deslizamento no Morro da Babilônia e uma avó e sua neta que saíam de um shopping em Botafogo em direção a Copacabana. Às 13h, um corpo foi encontrado na região, onde um táxi foi soterrado.

O município está em estágio de crise – o mais alto em uma escala de três – desde as 20h55. A recomendação é para evitar deslocamentos. A rede municipal e estadual de ensino e algumas unidades particulares não vão funcionar.

Quedas de barreira interditaram o Alto da Boa Vista e a Avenida Niemeyer – onde mais um trecho da ciclovia foi arrastado para o mar.