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Armando fortalece PTB para disputa municipal de 2020

Por André Luis
Foto: Reprodução/TV Jornal

Agenda inclui conversas com segmentos sociais e mais de 130 lideranças de 45 municípios

Manter a presença em municípios estratégicos do Estado, a exemplo de Igarassu, Ipojuca e Garanhuns, e ampliar a força do partido por todas as regiões, elegendo um número significativo de prefeitos e vereadores.

É este o projeto do PTB de Pernambuco para as próximas eleições municipais, e que tem sido construído sob a liderança do presidente de honra do partido, o ex-senador Armando Monteiro Neto.

Nas últimas semanas, Armando tem conduzido um processo intenso de reuniões e filiações, realizando também encontros ampliados com lideranças regionais e representantes de segmentos da sociedade.

Para se ter uma ideia, nos últimos meses foram realizados encontros com mais de 130 lideranças de 45 municípios. Os novos petebistas se somam às 50 pré-candidaturas majoritárias já definidas pela sigla, das quais 09 tentam a reeleição e 04 a sucessão.

O presidente estadual do PTB, José Humberto, destaca que o partido tem sido procurado e também está em contato permanente com lideranças alinhadas com bandeiras do partido já aprovadas nos municípios comandados por prefeitos petebistas.

 “O PTB tem compromisso com o desenvolvimento econômico dos municípios, com o crescimento regionalmente equilibrado do Estado, onde as oportunidades de geração de emprego e renda sejam proporcionadas para a população dentro de suas próprias cidades. Aliado a isto, temos gestões que são referência em qualidade na prestação de serviços públicos”, afirma José Humberto.

O presidente de honra do partido, Armando Monteiro, reforça que irá dar continuidade aos encontros com lideranças para fortalecer o partido e para discutir as melhores opções de projeto para os municípios pernambucanos.

“Em 2020, o PTB terá os melhores nomes e projetos para os novos desafios que se apresentam para o desenvolvimento dos municípios”, conclui.

Outras Notícias

Arcoverde: TCE-PE identifica irregularidades em licitações sob gestão de Wellington Maciel

Primeira mão O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) divulgou nesta sexta-feira (27), por meio do Diário Oficial, o resultado de uma Auditoria Especial de Conformidade realizada na Prefeitura de Arcoverde, referente ao exercício financeiro de 2023, durante a gestão do ex-prefeito Wellington Maciel. O processo eletrônico de número 23100982-3 analisou a legalidade […]

Primeira mão

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) divulgou nesta sexta-feira (27), por meio do Diário Oficial, o resultado de uma Auditoria Especial de Conformidade realizada na Prefeitura de Arcoverde, referente ao exercício financeiro de 2023, durante a gestão do ex-prefeito Wellington Maciel.

O processo eletrônico de número 23100982-3 analisou a legalidade e a regularidade de procedimentos licitatórios promovidos pela administração municipal. Embora o julgamento tenha ocorrido na 19ª Sessão Ordinária da Segunda Câmara do TCE, em 9 de junho, o conteúdo da decisão só veio a público agora.

Segundo o relatório, a Segunda Câmara do Tribunal julgou regular com ressalvas o objeto da auditoria, tendo como interessado o ex-prefeito Wellington Maciel. Também foram citados no processo o pregoeiro Gabriel dos Santos Barreto, o ex-prefeito José Cavalcanti Alves Júnior e a empresa Public Assessoria e Consultoria em Gestão Pública, mas apenas Wellington Maciel figura como interessado direto.

A auditoria apontou duas irregularidades principais nos editais de licitação analisados:

Inclusão de exigências restritivas indevidas, contrariando o artigo 9º, inciso I, da Lei Federal nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações);

Réplica de editais com restrição à competitividade, em desacordo com o artigo 11, inciso II, da mesma legislação.

Com base nos dispositivos legais aplicáveis, o TCE-PE deu ciência ao atual gestor da Prefeitura de Arcoverde – ou a quem vier a sucedê-lo – para que adote medidas corretivas e evite a repetição de práticas semelhantes, sob pena de reincidência, o que pode acarretar sanções mais severas em processos futuros.

Moro quer que defesa de Lula diga se tem originais de recibos contestados pelo MPF

G1 O Juiz federal Sérgio Moro determinou nesta segunda-feira (9) que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esclareça se possui os originais dos recibos que comprovam o pagamento de aluguéis de um apartamento vizinho ao que o petista mora, em São Bernardo do Campo. Caso eles existam, o juiz determinou que eles […]

G1

O Juiz federal Sérgio Moro determinou nesta segunda-feira (9) que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esclareça se possui os originais dos recibos que comprovam o pagamento de aluguéis de um apartamento vizinho ao que o petista mora, em São Bernardo do Campo. Caso eles existam, o juiz determinou que eles sejam entregues.

A propriedade do apartamento faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusa o político de receber propina da Odebrecht. De acordo com a denúncia, o imóvel foi comprado por Glaucos da Costamarques, a pedido do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula.

O apartamento é alugado pela família do ex-presidente há vários anos e abriga atualmente os seguranças que fazem a escolta pessoal do petista.

Para os procuradores, Costamarques comprou o apartamento com dinheiro da Odebrecht. A denúncia afirma que a compra do imóvel seria um pagamento de propina ao ex-presidente, em decorrência dos contratos que a empreiteira mantinha com a Petrobras.

Para contestar a versão, a defesa de Lula apresentou os recibos, para comprovar que a família de Lula paga os aluguéis regularmente. As datas são de 2011 a 2015. Alguns dos recibos possuem erros de grafia semelhantes, além de datas que não constam no calendário.

A defesa de Glaucos da Costamarques, que também é réu no mesmo processo, afirmou ao juiz Sérgio Moro que o cliente assinou todos os recibos em um único dia, a pedido do advogado de Lula, Roberto Teixeira, no fim do ano de 2015. Naquela ocasião, Costamarques estava internado em um hospital de São Paulo, para fazer um tratamento cardíaco.

O MPF, por sua vez, contesta a originalidade dos documentos. Os procuradores abriram um incidente de falsidade criminal, procedimento para investigar a origem de provas anexadas a um processo. Os procuradores querem que seja feita uma perícia nos originais dos recibos. Eles acreditam que há indícios de fraude na confecção dos documentos.

Na decisão, Moro apenas determinou aos advogados de Lula para que apresentem os originais dos recibos, caso eles estejam disponíveis. Ele diz que ainda não é o momento a se determinar a perícia.

“Há dúvida, tratando-se de suposto falso ideológico, quanto à adequação de perícia técnica para a solução da controvérsia. Não obstante, trata-se de questão a ser analisada em seguida”, afirma.

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, diz que apoia a realização de perícia nos recibos, porque “eles são idôneos e foram emitidos regularmente pelo proprietário do imóvel com declaração de quitação”.

A defesa diz que vai ajudar na análise dos recibos. “Temos segurança de que esses documentos são íntegros e colaboraremos para a realização da perícia caso ela seja deferida”, diz.

Em Pernambuco chuvas esperadas para mais de 20 dias caíram em um

G1 PE Menos de dois meses após as fortes precipitações que tiraram mais de 55 mil pessoas de casa e deixaram seis mortos em Pernambuco, voltou a chover forte, nesta sexta-feira (21), em cidades da Zona da Mata e do Grande Recife. Ruas ficaram alagadas e a população entrou em alerta. Na Mata Sul, houve deslizamentos de […]

Em Ribeirão, na Mata Sul de Pernambuco, ruas ficaram alagadas por causa das fortes chuvas (Foto: Everaldo Santos/TV Globo)

G1 PE

Menos de dois meses após as fortes precipitações que tiraram mais de 55 mil pessoas de casa e deixaram seis mortos em Pernambuco, voltou a chover forte, nesta sexta-feira (21), em cidades da Zona da Mata e do Grande Recife. Ruas ficaram alagadas e a população entrou em alerta. Na Mata Sul, houve deslizamentos de terra. Em localidades da Região Metropolitana, choveu em 24 horas um volume esperado para mais de 20 dias.

Na quinta-feira (20), a Apac emitiu um alerta para chuvas fortes na Mata Sul e no Grande Recife. Segundo o meteorologista Romilson Ferreira, na capital, choveu 95,8 milímetros até o início desta sexta. “Isso equivale a cerca de 25% do esperado para o mês, que é de 385 milímetros. A partir de 30 mm, há grande risco para deslizamentos de barreiras”, explicou.

Segundo a Apac, a cidade em que mais choveu foi Ipojuca, no Grande Recife. Lá, o volume atingiu 211 milímetros, o que equivale ao esperado para 22 dias. No Cabo de Santo Agostinho, também na Região Metropolitana, choveu 194 milímetros, equivalente a 21 dias. Escada, na Mata Sul, registrou o equivalente a 23 dias, com 167 milímetros e Sirinhaém, também na Mata Sul, teve 144 milímetros, esperados para duas semanas no município.

A Defesa Civil do estado foi chamada para as cidades de Ribeirão e Gameleira, ambas na Mata Sul, onde, desde a quinta-feira (20), choveu 154 e 133 milímetros, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

Em Ribeirão, uma das cidades em situação de emergência decretada pelo governo do estado, duas barreiras deslizaram e atingiram ao menos três casas no conjunto Bela Vista I. Segundo moradores, ninguém ficou ferido. A Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco e o Corpo de Bombeiros estiveram no local, para cobrir as encostas com lonas plásticas e analisar os danos às casas.

Segundo Ricardo Menezes, que mora perto das casas atingidas, os moradores ouviram o deslizamento e conseguiram sair do local a tempo. “Existe uma barreira atrás das casas e uma na frente. Ambas deslizaram. Na frente, há fios de alta tensão e estamos preocupados com possíveis acidentes. Quando os moradores ouviram o deslizamento, conseguiram sair e, felizmente, ninguém foi atingido”, disse Ricardo.

Também em Ribeirão, a água voltou a invadir algumas casas que haviam sido atingidas durante o mês de maio. No bairro Ferroviária, às 5h desta sexta, moradores já haviam tirado os móveis de casa e ido para as casas de parentes e amigos. Em Gameleira, ruas ficaram alagadas e moradores também decidiram deixar as casas, com medo das enchentes.

Prorrogação das medidas dos EUA contra o Brasil tem dedo de aliados de Bolsonaro

Blog da Ana Flor A nova decisão do governo do presidente norte-americano Donald Trump de prorrogar a ordem executiva que impôs o tarifaço de 50% a produtos do Brasil tem a digital do grupo próximo à família Bolsonaro nos Estados Unidos e demonstra que mais sanções por motivações políticas podem ter como alvo brasileiros. Nas […]

Blog da Ana Flor

A nova decisão do governo do presidente norte-americano Donald Trump de prorrogar a ordem executiva que impôs o tarifaço de 50% a produtos do Brasil tem a digital do grupo próximo à família Bolsonaro nos Estados Unidos e demonstra que mais sanções por motivações políticas podem ter como alvo brasileiros.

Nas últimas semanas, mesmo depois dos Estados Unidos anunciarem duas novas tarifas ao Brasil – de 25% e de 12,5% – pessoas próximas à família Bolsonaro afirmaram ao blog que seguiam em tratativas com o governo Trump para que mais sanções fossem adotadas, preferencialmente contra indivíduos no Brasil.

A renovação por mais um ano da ordem executiva, assinada originalmente em 30 de julho de 2025, que permitiu o tarifaço de 50% contra produtos brasileiros não tem efeito prático, porque foi derrubada na Suprema Corte dos EUA.

Entretanto, a decisão manda uma mensagem política ao tocar mais uma vez em censura e no que alega ser uma perseguição a um ex-presidente – uma clara menção à condenação de Jair Bolsonaro.

No comunicado desta terça, o governo Trump voltou a fazer uma série de acusações contra o governo brasileiro.

A Casa Branca alega que o Brasil adota práticas que “interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de livre expressão de cidadãos norte-americanos, violam os direitos humanos e minam o interesse dos EUA em proteger seus cidadãos e empresas”.

Além disso, acusa membros do governo brasileiro de “perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores”, em uma referência a Jair Bolsonaro.

Cita ainda o STF como “promotor de censura”, menciona “prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão” e “censura de conteúdos na internet”.

 

José Patriota sobre auxílio aos municípios: ‘conta não fecha’

Em entrevista à Rádio Folha (FM 96,7), nesta sexta-feira (8), o prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota (PSB) avaliou o impacto que o programa emergencial de ajuda aos estados e municípios do Governo Federal terá nas cidades pernambucanas. “É uma situação delicada. São quatro parcelas e […]

Em entrevista à Rádio Folha (FM 96,7), nesta sexta-feira (8), o prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota (PSB) avaliou o impacto que o programa emergencial de ajuda aos estados e municípios do Governo Federal terá nas cidades pernambucanas.

“É uma situação delicada. São quatro parcelas e me preocupa porque todo o recurso junto não dá o prejuízo que os municípios vão ter. A conta não fecha. Os recursos vão cobrir parte desse valor. A coisa é muito séria”, alerta José Patriota.

“Vai aliviar e ajudar? Vai. Vai resolver? Não. Não vai repor a perda dos municípios, que devem dar prioridade à folha de pagamento e, ao mesmo tempo, contratar mais gente para a área de saúde e até gratificar, porque é um pessoal que está na linha de frente”, disse.

Segundo Patriota, a perda de arrecadação em Pernambuco chega na ordem de R$ 870 milhões de ICMS e R$ 132 de ISS. “Só esses dois chegam a mais de R$ 1 bilhão”, aponta.

“A gente assumiu um custo muito alto com EPIs e barreiras (sanitárias). É tudo muito delicado. Compras de testes rápidos, EPI, manter profissionais e equipes. É um negócio complicado e muito difícil. E a queda do ICMS do estado é muito grade, parece que é o segundo do Brasil que mais cai em arrecadação”, afirmou José Patriota.

Distribuição de recursos

José Patriota fez uma diferenciação das pautas defendidas pela Amupe e Confederação Nacional dos Municípios, que abrangem os municípios de menor porte e as da Frente Nacional dos Prefeitos, que agrega também as capitais e regiões metropolitanas, em relação à divisão de recursos.

“Eles fazem conta pelo número financeiro nós fazemos conta pelo número de pessoas. Nós lutamos muito pela distribuição de recursos per capta, proporcionalmente, e nos vamos sempre lutar por isso. Se um tem mais recursos e outro tem menos, é desigual. E essa concentração a gente também combate”, disse.