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Ala do PT pede expulsão imediata do partido de integrantes citados em escândalos

Por Nill Júnior

Do O Globo

FORTALEZA — Uma das mais importantes correntes do PT, a Mensagem, apresentou proposta durante reunião do diretório nacional, neste sábado, sugerindo expulsão imediata do partido dos petistas envolvidos em escândalos de corrupção. Os integrantes do diretório não deverão aprovar o texto nestes termos, mas a corrente acaba forçando o partido a tomar uma posição mais dura e clara com relação ao assunto.

“Da parte do PT, manifestamos a disposição firme e inabalável de apoiar o combate à corrupção. Qualquer filiado que tiver, de forma comprovada, participado de corrupção, deve ser imediatamente expulso, como já afirmou publicamente o presidente do partido. Ao mesmo tempo, aprofundaremos a luta pela reforma política, em particular pela proibição do financiamento de candidaturas eleitorais por empresas”, diz o trecho final do texto apresentado pela corrente e que deve ser modificado.

O documento condena o vazamento seletivo das delações premiadas, critica a imprensa, o PSDB e diz que a liberdade de expressão não pode ser confundida com calúnia e difamação.

CONFIRA A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO

A íntegra da proposta é assinada pelo deputado Paulo Teixeira e pelo secretário de Formação do PT nacional, Carlos Árabe.

“Assim como demonstrou na vitoriosa campanha eleitoral da reeleição da presidenta Dilma Roussef, o PT tem agora o desafio de reafirmar a sua liderança no combate à corrupção sistêmica no Brasil. Para o PT, a luta contra a corrupção se vincula diretamente à democratização e à desprivatização do Estado brasileiro. Foi durante os governos Lula e Dilma que se estabeleceram, como políticas de Estado, as principais políticas de combate à corrupção.

Já no primeiro governo Lula, foram construídos os dois principais sistemas de combate à corrupção – a Controladoria Geral da União e a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), que reúne representantes dos principais órgãos públicos federais de prevenção, controle, investigação e punição à corrupção. No princípio de 2014, o governo Dilma fez aprovar a Lei 12.683 que estabeleceu, pela primeira vez, uma punição rigorosa penal e econômica às empresas corruptoras. Foi assim por coerência que, durante a campanha eleitoral, a presidenta Dilma assumiu novos compromissos em torno de cinco novas leis que vão apertar o cerco à impunidade da corrupção no Brasil.

Faz parte de suas tradições programáticas e tem sido cada vez mais enfatizado pelo PT, em campanhas públicas, a defesa de uma nova lei eleitoral que estabeleça o financiamento público das campanhas eleitorais e, em particular, a proibição do financiamento de empresas privadas às campanhas eleitorais. O financiamento empresarial das campanhas, ainda mais sem uma regulação e controle, distorce profundamente a representação, em desfavor de todos os setores populares, oprimidos e explorados. E tem o efeito de criar vínculos de interesses privatistas e ilegítimos, renovando a cada eleição os circuitos da corrupção. Esta proibição é, portanto, fundamental para o combate à corrupção.

Ao contrário dos governos petistas, não se sabe de nenhuma medida importante tomada pelos governos FHC no combate à corrupção. Ao mesmo tempo, propostas de CPI para investigar escândalos ocorridos nos oito anos de mandato foram barradas, inclusive quando era presidente da Câmara o atual senador Aécio Neves, candidato derrotado na última eleição e presidente do PSDB. O mesmo padrão tem se repetido, ponto a ponto, nos já vinte anos de governo do PSDB no Estado de São Paulo e nos doze anos de governo do PSDB em Minas Gerais, tornando-se uma marca registrada dos governos tucanos: corrupção, acobertamento e impunidade.

É, pois, uma afronta à inteligência e à consciência cívica dos brasileiros o PSDB, em conjunto com o sistema de mídia monopolizada, se apresentar como o campeão da luta contra a corrupção, acusando o PT de ser o partido responsável por um alegado aumento da corrupção no Brasil. Se hoje a corrupção aparece mais, ao contrário do passado, é porque ela, pela primeira vez na história do país, está sendo sistematicamente combatida.

Ao apoiar de forma decidida as investigações em curso sobre a corrupção na Petrobrás, o PT vem a público manifestar também as suas exigências de que ela seja conduzida rigorosamente dentro dos marcos legais e não se preste a ser instrumentalizada, de forma fraudulenta, por objetivos partidários. Além disso, defende a Petrobrás como empresa pública, responsável por conquistas extraordinárias do povo brasileiro na área da energia, da criação de novas tecnologias e novos futuros para o país. Os trabalhadores da Petrobrás não podem e não devem ser culpados por quem se utilizou dela para fins ilícitos e de enriquecimento. Além de recuperar patrimônio que lhe foi roubado, a Petrobrás sairá deste processo fortalecida em sua governança pública e na sua capacidade de prevenir desvios de recursos.

Cabe ao Ministério da Justiça zelar para que aquelas autoridades imediatamente encarregadas das apurações zelem pelo devido respeito ao processo legal. Estarreceu a todos os brasileiros a divulgação de que algumas delas postaram na internet materiais de campanha em favor do candidato do PSDB à Presidência e insultos ao ex-presidente e à presidente atual do país. A impessoalidade exigida de agentes públicos, violada neste caso, exigiria o imediato afastamento dos implicados.

É inaceitável que um processo de delação premiada, que corre em segredo de justiça, seja diariamente vazado para órgãos da imprensa, sempre de oposição editorial ao governo Dilma, como já denunciou inclusive o Procurador Geral da República. O próprio TSE já julgou como caluniosa uma gravíssima operação de vazamento seletivo de informações ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais e publicado pela revista Veja. Feitas sempre de modo seletivo, estas informações atribuídas e sem provas têm servido de forma sistemática a uma campanha orquestrada por órgãos de mídia contra o PT.

É igualmente inaceitável que a palavra de criminosos corruptos, inclusive já condenados outras vezes, seja aceita como verdadeira mesmo sem prova documental. A liberdade de expressão não pode ser confundida com o exercício interessado da calúnia e da difamação: sem a primeira, não se constrói a democracia; com o segundo, é a própria democracia que corre perigo. Todo acusado – seja de que partido for – deve ter o direito de defesa e ser julgado com o devido processo legal.

Da parte do PT, manifestamos a disposição firme e inabalável de apoiar o combate à corrupção. Qualquer filiado que tiver, de forma comprovada, participado de corrupção, deve ser imediatamente expulso, como já afirmou publicamente o presidente do partido. Ao mesmo tempo, aprofundaremos a luta pela reforma política, em particular pela proibição do financiamento de candidaturas eleitorais por empresas.”, diz o documento.

Outras Notícias

Fredson Brito autoriza asfaltamento de mais três vias em São José do Egito

O prefeito Fredson Brito autorizou o asfaltamento de mais três vias em São José do Egito, no Sertão do Pajeú. Estão sendo beneficiadas duas no bairro Planalto: a Avenida Adalberto Veras e a Rua Conselheiro Rosa e Silva, e uma no Centro, a Rua Raimundo Eufrásio. Os recursos são fruto de convênio federal firmado com […]

O prefeito Fredson Brito autorizou o asfaltamento de mais três vias em São José do Egito, no Sertão do Pajeú. Estão sendo beneficiadas duas no bairro Planalto: a Avenida Adalberto Veras e a Rua Conselheiro Rosa e Silva, e uma no Centro, a Rua Raimundo Eufrásio.

Os recursos são fruto de convênio federal firmado com a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). O investimento é de R$ 1,5 milhão e vai asfaltar 13.500 m² de vias urbanas.

As equipes já estão trabalhando na Avenida Adalberto Veras, no Planalto. A obra de infraestrutura está bem adiantada e deve ampliar a mobilidade, a segurança e a circulação de moradores e motoristas na região.

Durante vistoria ao asfaltamento no Planalto, o prefeito Fredson Brito comemorou a conquista e destacou a chegada dos recursos federais ao município: “São José do Egito está ganhando mais mobilidade, chegou mais asfalto, e temos muito a agradecer ao nosso presidente Lula, pois esse é um recurso federal pra melhorar nossa vida”, afirmou o gestor.

Moraes determina que Flávio Bolsonaro entregue passaporte e proíbe que ele deixe o país

Decisão foi dada em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro. G1 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) entregue seus passaportes. A decisão foi dada em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado […]

Decisão foi dada em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.

G1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) entregue seus passaportes.

A decisão foi dada em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets.

A decisão incluiu três determinações: proibição de contato entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz; cancelamento de todos os passaportes brasileiros, incluindo o diplomático, de Flávio Bolsonaro; entrega em até 24 horas de passaportes que Flávio Bolsonaro tenha de outras nacionalidades.

Em um vídeo postado em uma rede social, Flávio Bolsonaro disse que a determinação do ministro foi assinada na noite do domingo (25).

No vídeo, Flávio Bolsonaro afirmou também que visitou o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (26) e que havia sido intimado a entregar o documento.

Acusação de lavagem de dinheiro 

Flávio Bolsonaro foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.

Por ser senador, Flávio Bolsonaro tem foro especial perante do STF. Em 8 de outubro, o caso subiu para o Supremo e Alexandre de Moraes foi sorteado relator.

“Na documentação relativa à abertura da conta bancária da empresa Alcazar Holdings, verificou-se que Flávio Bolsonaro figurava com perfil de usuário master, condição que, em princípio, lhe conferia nível elevado de acesso e gerenciamento da conta”, afirmou a PF em relatório.

No 2º turno, apenas 35 mil votos foram registrados após 17h; vantagem de Lula sobre Flávio foi de 4,4 milhões

O Globo Apontada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) como uma mudança indevida nas regras da eleição, a prorrogação do horário de votação por 2 horas, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve um efeito irrisório na votação. Um levantamento feito pelo portal g1 indica que apenas 35.521 votos foram registrados após […]

O Globo

Apontada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) como uma mudança indevida nas regras da eleição, a prorrogação do horário de votação por 2 horas, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve um efeito irrisório na votação. Um levantamento feito pelo portal g1 indica que apenas 35.521 votos foram registrados após as 17h de domingo.

Mesmo esse número ainda pode levar em conta eleitores que estavam na fila de votação antes das 17h mas que registraram seus votos após o período. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição com 64,2 milhões de votos. Sua diferença em relação a Flávio Bolsonaro foi superior a 4 milhões de votos. Os 35 mil votos representam 0,8% dessa diferença.

Os dados estão disponíveis nos chamados logs de urna, arquivos que registram todos os eventos das urnas durante a votação, como a abertura da votação e o seu fechamento. Ele não permite saber em quem os eleitores votaram, mas é possível identificar o horário em que cada evento aconteceu.

São esses mesmos arquivos que permitem identificar, por exemplo, os números digitados nas urnas para saber como cada eleitor votou nulo, por exemplo.

A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin após as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro apresentarem pedidos ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal para estender a votação, seja em municípios afetados por problemas no transporte público, seja por municípios atingidos por fortes chuvas. A campanha de Lula acusou prefeitos de capitais como São Paulo e Salvador de diminuírem a frota disponível para população.

Zanin determinou a extensão até as 19h em todo o país. Posteriormente, esclareceu que a decisão se aplicava às urnas que ainda estavam abertas no momento da decisão. Às 19h, a votação foi finalizada e a apuração dos votos pelo TSE se iniciou.

Após a divulgação do resultado, mostrando a vitória de Lula, Flávio não reconheceu o resultado, acusando o Supremo de interferir nas eleições.

“O ministro Zanin atropelou a Justiça especializada prorrogando as eleições por duas horas. Houve uma quebra total de isonomia entre brasileiros de diversos estados. Tem muita coisa que precisa ser feita antes de reconhecer esta sacanagem que ocorreu agora” disse Flávio.

Os presidentes do STF, Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reconheceram o resultado. Além disso, presidentes de outros países também reconheceram o resultado e parabenizaram Lula pela vitória.

Blog bate 37 milhões de visualizações em 30 dias

A cobertura de uma eleição histórica fez o blog alcançar mais uma marca histórica no Instagram: são mais de 37 milhões de acessos em 30 dias. Tudo fruto de muito trabalho de todos que fazem a plataforma no Instagram. Domingo, uma super cobertura das Eleições 2026 no segundo turno marcou um dos pleitos mais emocionantes […]

A cobertura de uma eleição histórica fez o blog alcançar mais uma marca histórica no Instagram: são mais de 37 milhões de acessos em 30 dias.

Tudo fruto de muito trabalho de todos que fazem a plataforma no Instagram.

Domingo, uma super cobertura das Eleições 2026 no segundo turno marcou um dos pleitos mais emocionantes da história.

No dia, estivemos a serviço do blog e da Rádio Pajeú, com a Manhã Total Especial do segundo turno, e à tarde com a Central da Apuração, respondendo a pergunta que definiu o futuro do país: quem venceu a eleição entre Flávio Bolsonaro e Lula, com o atual mandatário sendo eleito.

Ainda as informações no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal, que tiveram definição dos governadores neste domingo.

Ronald Falabella: “os institutos precisam ir para o divã”

Da Rádio Pajeú O diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, participou do Debate das Dez, dentro do programa Manhã Total desta segunda-feira (26), na Rádio Pajeú. Durante a entrevista com o comunicador Nill Júnior, ele analisou o desempenho das pesquisas eleitorais no segundo turno das eleições e discutiu as dificuldades dos institutos para captar mudanças […]

Da Rádio Pajeú

O diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, participou do Debate das Dez, dentro do programa Manhã Total desta segunda-feira (26), na Rádio Pajeú.

Durante a entrevista com o comunicador Nill Júnior, ele analisou o desempenho das pesquisas eleitorais no segundo turno das eleições e discutiu as dificuldades dos institutos para captar mudanças na intenção de voto nos últimos dias antes da votação.

Falabella reconheceu que as pesquisas enfrentaram dificuldades e concordou que houve erros nas projeções. Segundo ele, os institutos precisam avaliar mecanismos capazes de identificar movimentos de última hora do eleitorado, considerando a possibilidade de mudanças significativas entre a divulgação dos levantamentos e o dia da eleição.

O diretor também explicou que o momento da coleta dos dados pode influenciar os resultados. Como exemplo, citou os levantamentos realizados após o debate presidencial da sexta-feira, destacando que parte dos entrevistados pode ter tido contato com o conteúdo do encontro, enquanto outra parte ainda não havia assistido ou acompanhado suas repercussões.

Na avaliação de Falabella, além dos desafios técnicos, algumas pesquisas podem ter sido prejudicadas pela tentativa de antecipar o comportamento do eleitorado e pela escolha inadequada do período de coleta. Ele também observou que, diferentemente do movimento de crescimento da direita registrado em outras disputas, nesta eleição Lula apresentou avanço na reta final, segundo sua percepção.