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Afogados : Qualidade da obra de Saneamento global é duramente questionada em Audiência Pública

Por Nill Júnior
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Willian Guimarães, Engenheiro Civil e gestor da contrato da Compesa com a MAF e Gabriela Lisboa, Assistente sócio-ambiental da BEC Engenharia: muitos questionamentos a responder. Foto : André Luiz – Portal Pajeú Radioweb

A Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira viveu esta manhã uma Audiência Pública para cobrar melhor qualidade da obra de saneamento global executada na cidade pela empresa MAF, contratada pela Compesa para o trabalho, alvo de vários questionamentos. A coordenação dos trabalhos foi do presidente da Casa, Augusto Martins. Ainda estiveram presentes vereadores como Frankilin Nazário, Cícero Miguel, José Carlos, Igor Mariano, Antonieta Guimarães, Pedro Raimundo e Renaldo Lima.

Estiveram presentes Gabriela Lisboa, Assistente sócio-ambiental da BEC Engenharia, Willian Guimarães, Engenheiro Civil e gestor da contrato da Compesa com a MAF, Ronaldo Catolé, engenheiro da BEC Engenharia e Dionísio Júnior, Assistente Social. Segundo a engenheira Gabriela Lisboa, 26% da obra até agora foi executada.

Houve espaço aberto para representantes comunitários que criticaram duramente a empresa. A qualidade das tampas de concreto colocadas  nas ruas, valas cavadas não repostas com calçamento, áreas não inclusas no projeto original, reposição de má qualidade de calçadas e prejuízos foram relatados por vários representantes comunitários.

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“As tampas até uma carroça de burro quebram. Quem vai pagar os prejuízos pela reposição de má qualidade de calçamento e calçadas? Onde há reposição, calçamento está afundando. Valas cavadas não foram repostas ainda em vários bairros. As ruas são interditadas sem aviso prévio ou satisfação à comunidade. A MAF não responde ninguém. A Prefeitura deve fiscalizar devidamente a obra. Não se informa um cronograma à comunidade”. Estes foram apenas alguns questionamentos feitos por representantes comunitários de vários bairros.

Segundo Wilson Guimarães, as tampas de calçada são feitas de cimento e as de rua de ferro. “A fundição não entregou as tampas de ferro em tempo hábil. Entregamos então tampas de cimento provisórias nas ruas enquanto é feita a entrega”. As tampas de má qualidade, garante, serão repostas.

População na Câmara: Vereadores queriam mais gente. Foto : André Luiz - Portal Pajeú Radioweb
População na Câmara: Vereadores queriam mais gente. Foto : André Luiz – Portal Pajeú Radioweb

Bairro Planalto : segundo Guimarães, como o projeto foi concebido em 2006 não houve como contemplar o bairro novo. “Como aquela parte é de expansão, um novo projeto executará a obra”. O mesmo vale para a expansão da área do IFPE e novas áreas.

Sobre reparos em calçadas, esclareceu Willian : “A cerâmica que quebramos temos que repor mas não encontramos cerâmica similar pra não mexer na calçada toda. As que não conseguimos repor,  vamos ter que olhar, caso a caso”.

Gabriela Lisboa reclamou da falta de contribuição da população. “Não respeitam o tempo de cura do pavimento, mesmo com o bloqueio. Precisamos também da compreensão da população”.

O ex-prefeito Totonho Valadares, presente na Audiência Pública, fez o mais duro questionamento contra as empresas. Ele questionou a justificativa de que a empresa deixava as valas abertas para o trabalho de compactação antes de repor o calçamento. “A população tem razão., A coisa está horrível, tá ruim. Pega mal pro município, pra Compesa, pro Estado, pra sua firma e pra MAF”, disse se dirigindo à empresa BEC Engenharia, que tem responsabilidade de fiscalizar a obra. E acrescentou: “A gente tem que ter responsabilidade. A coisa é mais embaixo. É problema do que tá no contrato, que tem que que ser cumprido. A ampliação é falha”.

A Prefeitura foi Afogados da Ingazeira também foi questionada por ouvintes da Rádio Pajeú e por pessoas presentes à Câmara pela falta de fiscalização. Pessoas como o professor Reginaldo Remígio. “A Câmara fez uma comissão de acompanhamento. E a prefeitura?”  Ele deu como exemplo a Rua Pedro Pires, com calçamento de 1988 e que está ameaçada pela qualidade do serviço de  reposição. Ninguém da Prefeitura foi anunciado pela Câmara. Augusto Martins disse que não houve convite formal a instituições. Ainda houve queixas conta a falta de mais afogadenses no plenário.

Foram inúmeros questionamentos que se sucederam contra o trabalho da MAF, como se esperava. Dentre eles, o de que a empresa não tem respeito pela população na divulgação do cronograma de obras quando ruas são fechadas, profissionais despreparados, material de má qualidade, dentre outros abacaxis deixados pela MAF.

Coordenador da Comissão Especial para fiscalizar a obra, o vereador Igor Mariano questionou a dificuldade de localizar a empresa. Também defendeu o prefeito Patriota e afirmou que o executivo também está tomando providências. “Estive em contato com o prefeito e amanhã tem uma reunião entre Prefeitura, Codevasf, MAF, BEC e Compesa. O poder executivo também está fazendo seu papel de fiscalização”, disse. Ele também reforçou críticas à qualidade da obra. Os demais vereadores também criticaram a obra.

Outras Notícias

Em PE, Lula e Padilha visitam obras para expansão de laboratório farmacêutico que produz medicamentos  

Nesta sexta-feira (13), às 15h, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitam, em Cabo de Santo Agostinho (PE), as obras de expansão de uma fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que produz medicamentos para o SUS. Localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, a nova unidade […]

Nesta sexta-feira (13), às 15h, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitam, em Cabo de Santo Agostinho (PE), as obras de expansão de uma fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que produz medicamentos para o SUS. Localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, a nova unidade deve ampliar sua capacidade de produção, contribuindo para o fortalecimento da soberania sanitária do Brasil.

A agenda integra o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), inserida no contexto da Nova Indústria Brasil (NIB). O objetivo é aumentar a produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos médicos, reduzindo a dependência do mercado internacional.

SERVIÇO

Visita às obras de fábrica do Aché Laboratório Farmacêutico

Com o presidente Lula e o ministro Alexandre Padilha

🗓️ Data: 13/02/2025 (sexta-feira)

⏰ Horário: 15h

📍 Local: Rodovia PE-009, Km 30,8, na Praça do Pedágio P-01, município do Cabo de Santo Agostinho – PE.

PL anuncia filiação de Carlos Britto e pré-candidatura à Câmara Federal

O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, estará em Petrolina, no próximo dia 20, às 18h, na Câmara de Vereadores, para anunciar a filiação e a pré-candidatura do jornalista Carlos Britto a uma vaga na Câmara Federal. Para Anderson, a chegada de Britto representa um novo ciclo para o partido no interior. “Estamos consolidando o […]

O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, estará em Petrolina, no próximo dia 20, às 18h, na Câmara de Vereadores, para anunciar a filiação e a pré-candidatura do jornalista Carlos Britto a uma vaga na Câmara Federal.

Para Anderson, a chegada de Britto representa um novo ciclo para o partido no interior. “Estamos consolidando o crescimento do PL no Sertão. Esse novo quadro terá papel fundamental na expansão da legenda em toda a região, com carta branca para construir alianças e fortalecer uma chapa competitiva e estruturada. É um nome que chega para mudar a história do PL no Sertão”, declarou.

O presidente do PL ainda afirmou que será inédita a dobradinha para representar o Sertão no Congresso e na Assembleia Legislativa. “Nós acreditamos nas pré-candidaturas de Carlos Britto para deputado federal compondo com Lara Cavalcanti para deputada estadual. O sertão terá voz ativa no debate e uma atuação que fará o nosso partido crescer ainda mais nessa região”, destacou Anderson.

Tabira abre ano letivo com Encontro Pedagógico

A Prefeitura de Tabira oficializou a abertura do Ano Letivo de 2026 durante o Encontro Pedagógico realizado na quarta-feira (11). No evento, a gestão municipal anunciou o envio de um projeto de lei à Câmara de Vereadores para garantir bonificação financeira a educadores da rede pública. A medida beneficia 15 professores do 2º ano pelo […]

A Prefeitura de Tabira oficializou a abertura do Ano Letivo de 2026 durante o Encontro Pedagógico realizado na quarta-feira (11). No evento, a gestão municipal anunciou o envio de um projeto de lei à Câmara de Vereadores para garantir bonificação financeira a educadores da rede pública.

A medida beneficia 15 professores do 2º ano pelo desempenho na Avaliação de Fluência Leitora e outros 12 profissionais integrantes do projeto “Rede Que Lê”. Cada educador homenageado deve receber um bônus equivalente a um salário mínimo.

O anúncio ocorre em um contexto de avanços nos indicadores educacionais do município. Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação e Esportes, 82% dos estudantes do 2º ano atingiram o nível de leitura fluente em 2025. “Esse resultado é fruto de dedicação, compromisso e amor pela educação”, afirmou o prefeito Flávio Marques.

Para a secretária de Educação, Aracelis Batista, o foco está na construção coletiva do ambiente escolar. “A educação de Tabira avança porque é construída por muitas mãos. Que este seja um ano de ainda mais aprendizado e transformação”, declarou a gestora durante o acolhimento aos servidores no Tabira Campestre Clube.

A programação do encontro incluiu a apresentação das novas equipes de coordenação e palestras sobre inteligência emocional no cotidiano escolar. As atividades de planejamento pedagógico seguem nesta quinta-feira (12), na Escola Municipal Dona Toinha, preparando a rede para o início das aulas, previsto para o dia 23 de fevereiro.

Pesquisa Múltipla revela pontos fortes e fragilidades de João e Raquel

No meu comentário para o Jornal Itapuama desta quinta-feira (12),  analiso os números da pesquisa do Instituto Múltipla, divulgada pelo meu blog para o Governo do Estado. ​Quem sobe, quem desce e o que esses dados revelam sobre a temperatura das ruas e as estratégias dos partidos? O prefeito do Recife, João Campos, do PSB, […]

No meu comentário para o Jornal Itapuama desta quinta-feira (12),  analiso os números da pesquisa do Instituto Múltipla, divulgada pelo meu blog para o Governo do Estado.

​Quem sobe, quem desce e o que esses dados revelam sobre a temperatura das ruas e as estratégias dos partidos?

O prefeito do Recife, João Campos, do PSB, lidera as intenções de voto na primeira pesquisa Múltipla com a corrida ao Governo de Pernambuco em 2026.

No cenário estimulado de primeiro turno, ele tem 42% contra 29% da governadora e candidata a reeleição, Raquel Lyra. Eduardo Moura marca 4% e Ivan Moraes, 2%. Brancos, nulos, indecisos e os que não opinaram somam 23%.

Na pergunta espontânea, João tem 20%, seguido por Raquel Lyra, com 18%. O percentual de indecisos é de 23%, e 28% não opinaram. No confronto direto de provável segundo turno, João Campos tem 47%, enquanto Raquel Lyra registra 32%.

Comparativo com pesquisa anterior

Em novembro, no primeiro cenário, João Campos tinha 47%. Agora tem 42%. Já a governadora Raquel Lyra tinha 27%. Agora, tem 29%. Na simulação de segundo turno, em novembro, João tinha 52%. Agora caiu a 47%. Raquel tinha 29%. Foi a 32%.

Falta de juízes: Tabira e Triunfo ficam sem interessados em concurso de remoção

Comarcas do Sertão não atraíram magistrados para transferência; TJPE faz manobras para manter atendimento jurídico na região A dificuldade do Judiciário em fixar magistrados em cidades do interior de Pernambuco ganhou um novo capítulo nesta semana. O Diário da Justiça Eletrônico do TJPE, publicado em 12 de fevereiro de 2026, revelou que os editais de […]

Comarcas do Sertão não atraíram magistrados para transferência; TJPE faz manobras para manter atendimento jurídico na região

A dificuldade do Judiciário em fixar magistrados em cidades do interior de Pernambuco ganhou um novo capítulo nesta semana. O Diário da Justiça Eletrônico do TJPE, publicado em 12 de fevereiro de 2026, revelou que os editais de remoção para as comarcas de Tabira e Triunfo terminaram sem nenhum candidato inscrito. Na prática, isso significa que nenhum juiz que já atua no estado manifestou desejo de se transferir para assumir as vagas titulares nessas cidades.

O cenário força a cúpula do Tribunal de Justiça a recorrer a “soluções de remendo”, como as designações cumulativas, onde um único magistrado precisa se desdobrar para atender várias unidades ao mesmo tempo.

O Vazio nas comarcas de 1ª Entrância

O Ato nº 481/2026, assinado pelo presidente do TJPE, desembargador Francisco Bandeira de Mello, oficializou o que o tribunal chama de “Editais sem Concorrência”. Entre os cargos vagos que não despertaram interesse por parte dos juízes no período de 3 a 9 de fevereiro, destacam-se:

  • Tabira (Vara Única): O edital de remoção por merecimento não teve interessados.
  • Triunfo (Vara Única): A comarca também integra a lista de unidades que permanecem sem um titular fixo após o processo de movimentação na carreira.

Além delas, cidades como Alagoinha e Floresta enfrentam o mesmo problema. Quando esses editais ficam desertos, as vagas são automaticamente destinadas à nomeação de novos juízes vindos de concursos públicos, processo que costuma ser mais demorado.

Solução de emergência: o juiz “multitarefa”

Para que a população de Tabira e região não fique sem acesso à Justiça, o TJPE publicou a Portaria nº 473/2026. O documento designa o magistrado João Paulo dos Santos Lima para uma jornada de trabalho intensificada. Atualmente titular em Altinho, o juiz já estava em exercício provisório em Tabira e agora terá que acumular mais uma função:

Acúmulo: Responderá, de forma remota e excepcional, pela Central Especializada de Garantias com sede em Afogados da Ingazeira.

Impacto para o cidadão

A falta de um juiz titular residente na comarca pode impactar o ritmo dos processos e a realização de audiências presenciais. Embora o TJPE utilize ferramentas de julgamento remoto e núcleos 4.0 para agilizar as decisões, a ausência de concorrência para essas vagas no Sertão acende um alerta sobre a necessidade de incentivos para que magistrados se fixem em cidades distantes da Região Metropolitana.