Afogados da Ingazeira dá sequência á vacinação contra a Covid-19
Por André Luis
Embora a conta-gotas, e ainda distante da necessidade local, as vacinas distribuídas pelo Governo Federal estão servindo para imunizar a população mais idosa de Afogados da Ingazeira.
Nesta quinta-feira (25), chegaram ao município 350 doses da vacina da astrazeneca e 150 doses da coronavac. A primeira, precisa de um intervalo de três meses para aplicação da segunda dose. Por isso, todo o lote de 350 vacinas será utilizado agora, beneficiando os idosos.
Segundo informações da Secretaria de Saúde, nesta sexta-feira (26), estará concluída a imunização dos idosos com 85 anos ou mais. Hoje já começou a imunização dos idosos com 84 anos.
A expectativa é que na próxima semana sejam vacinados os idosos com 84 e 83 anos. A medida que novas vacinas cheguem, novos grupos etários serão imunizados. As vacinas estão sendo aplicadas nas unidades básicas de saúde e nas residências, no caso dos pacientes acamados ou com mobilidade reduzida.
As 150 doses da coronavac irão servir para imunizar os profissionais de saúde que ainda não receberam a vacina. Nesse caso, as doses precisam ser aplicadas quinze dias após a primeira dose.
As enfermeiras da UBS mandacaru estiveram na manhã de hoje, dentre várias residências, na casa dos Afogadenses Maria Eunice Brandão, de 87 anos, e de Antônio Sabino de Souza, de 85 anos. Seu Antônio, além da vacinação, também recebeu a visita da fisioterapeuta Marília Isabel, que integra a equipe do AME-AB, atendimento médico especializado da atenção básica.
O pré-candidato ao governo do Estado pela frente “Pernambuco Vai Mudar”, senador Armando Monteiro (PTB), esteve na Missa do Vaqueiro. A 48ª edição do evento ocorreu, como de costume, no Parque Estadual João Câncio, na zona rural do município de Serrita, no Sertão Central. Armando chegou ao parque acompanhado do pré-candidato ao Senado, deputado federal […]
O pré-candidato ao governo do Estado pela frente “Pernambuco Vai Mudar”, senador Armando Monteiro (PTB), esteve na Missa do Vaqueiro. A 48ª edição do evento ocorreu, como de costume, no Parque Estadual João Câncio, na zona rural do município de Serrita, no Sertão Central.
Armando chegou ao parque acompanhado do pré-candidato ao Senado, deputado federal Mendonça Filho (DEM), do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e do deputado federal Fernando Bezerra Coelho (DEM) e do pré-candidato a deputado estadual Antônio Coelho (DEM). Também integraram a caravana da mudança o prefeito Erivaldo Oliveira (PSD) e o ex-prefeito de Serrita, Carlos Cecílio, além dos ex-prefeitos Eudes Caldas (Cabrobó), Guilherme Coelho (Petrolina) e Neguinho (Cedro), do vice-prefeito de Salgueiro, Chico Sampaio, e lideranças de vários municípios da região.
Para Armando, a Missa do Vaqueiro é “uma demonstração inequívoca da força da fé do povo sertanejo”. “É comovente estar aqui e constatar essa força. A Missa do Vaqueiro é uma referência e uma inspiração para todos os pernambucanos”, enalteceu o pré-candidato.
Sem alvoroço, os baldes vão sendo enfileirados. Um atrás do outro num silêncio tão incômodo quanto enganador. Confusão já houve muita. Ainda há. Já teve caso de ser preciso chamar a polícia para apartar a briga. Mas no começo daquela manhã de quarta-feira, a fila está comportada. As pessoas mal se falam. Vão chegando e […]
Sem alvoroço, os baldes vão sendo enfileirados. Um atrás do outro num silêncio tão incômodo quanto enganador. Confusão já houve muita. Ainda há. Já teve caso de ser preciso chamar a polícia para apartar a briga. Mas no começo daquela manhã de quarta-feira, a fila está comportada. As pessoas mal se falam. Vão chegando e esperando. Encostam suas vasilhas numa coreografia quase robotizada. É hora da humilhação de todo dia. De tentar juntar um resto de dignidade no balde vazio. Dessa vez, a caixa-d’água instalada na Rua Paulino Soares, em Itapetim, no Sertão do Estado, foi premiada. O moço do carro-pipa resolveu encher o reservatório todo. Coisa rara. Geralmente, abastecem só até a metade e vão embora. Talvez, por isso, o silêncio enganador. Naquele dia, de breve fartura, os baldes aguardavam pacientemente a sua vez.
Em Itapetim, o mato invadiu a barragem esturricada pela seca
Na Avenida Antônio Paes de Lira, no Alto da Boa Vista, município de Pedra, num Agreste tão seco e esturricado quanto o Sertão, não há calmaria. Nem aparente. Baldes nervosos, desesperados até, disputam instantes preciosos embaixo da torneira. Naquela manhã, completavam nove dias que a caixa-d’água instalada no meio da rua estava vazia. Nem uma gota d’água. No dia anterior, a dona de casa Silene Clemente da Silva, 39 anos, havia gasto os únicos R$ 40 que tinha para comprar água para os quatro filhos. Deixou vazio o botijão de gás para matar a sede. “Agora vou fazer o que para cozinhar?”, perguntava-se, entre uma e outra lata d’água na cabeça. Silene vive num regime de exceção. São mais de 100 mil pernambucanos que, iguais a ela, tiveram confiscado o direito a água encanada, pingando da torneira. Num Estado devastado pela seca, o Jornal do Commercio percorreu as oito cidades do Agreste e do Sertão que hoje dependem, exclusivamente, do carro-pipa para garantir a sobrevivência diária. No carimbo oficial, são os chamados “municípios em colapso”. Na vida real, uma nação em guerra por água.
Após três anos de estiagem, não é mais a vaca morta na estrada que impressiona. A maior parte do rebanho já havia sido dizimada em 2012, primeiro ano em que a chuva deixou de cair em Pernambuco. Lá atrás, o gado esquálido, abandonado para morrer à míngua, era uma imagem recorrente. E o homem do campo, com a colheita e os bichos perdidos, o mais sofredor. Agora é diferente. Já entrando no quarto ano de seca prolongada, as barragens deixaram de alimentar as torneiras das casas e nivelaram sítio e cidade numa mesma desolação. Muitas secaram completamente. Outras, como a de Jucazinho, localizada em Surubim, e que abastece cidades do Agreste, estão em nível crítico. Sem espaço para armazenar água, os moradores da área urbana sofrem até mais. Madrugam com baldes nas mãos à espera de um pouco de alento. Espreitam a sorte de ter água para lavar a roupa, a casa, os pratos. Tomar banho nem que seja uma vez só.
No Agreste, a reportagem visitou as cidades de Pedra, Venturosa, Poção, Jataúba e Alagoinha. Pelos caminhos do Sertão, andou por Itapetim, Brejinho e Triunfo. Foram 1.500 quilômetros para testemunhar o desespero diário pela água. A seca fez a desigualdade ficar ainda mais desigual: quem ainda tem dinheiro para comprar água vai enfrentando como pode. E quem não tem? A aposentada Sebastiana Gorete da Silva, 61, moradora de Alagoinha, já deixou de comprar comida para garantir água para a família. “Tenho seis filhos, cinco netos, criança ainda de colo em casa. A gente tem que escolher. Diminuir a feira, para sobrar algum dinheiro e poder limpar a casa e tomar banho”, conta. Não se gasta pouco. Dependendo do município, um carro-pipa, com sete mil litros, chega a custar R$ 200. O botijão com mil litros, R$ 20.
A saída encontrada pelo governo para matar a sede da população foi espalhar caixas-d’água pelas ruas das cidades. Em todas elas, os reservatórios azuis são a única fonte de quem não tem como pagar pela água que consome. Quando as caixas são abastecidas, não se sabe ao certo dia ou hora, crianças, adultos e velhos disputam balde a balde um pouco de esperança para levar para casa. No município de Pedra, João Guilherme mal consegue ficar em pé. Tem apenas 7 anos, mas já se incorporou ao exército sedento por água. Vai torto, balde para um lado, equilíbrio para o outro, carregando uma vasilha quase maior do que ele. A mãe, grávida de quatro meses, em nada pode ajudá-lo. O menino vai uma vez, vai outra. Consegue juntar pouco, mas é melhor do que nada. Em Itapetim, Maria do Socorro de Souza tem 75 anos e o corpo machucado pela vida. Vai carregar água escondida do filho. “Se ele souber que eu puxei esses baldes, reclama comigo. Mais tarde, vou ter que tomar remédio para dormir porque os ossos doem muito. Mas não tem outro jeito. Não tenho como comprar”, diz, resignada.
Quando a ajuda do governo não chega, o jeito é apelar para o céu. Na zona rural de Jataúba, Maria das Graças Teixeira, 38, tem uma cisterna no quintal. Mas o reservatório está praticamente vazio há um ano. A dona de casa, mãe de quatro filhos, correu atrás do Exército para conseguir um carro-pipa. Tentou uma vez, duas, três. Deixou pra lá. Vai se virando com o trocado do Bolsa Família. Mais sede do que vida. Ela nunca soube o que é água na torneira. “O que é isso? A gente aqui não tem direito a esses luxos, não, moça.” Sentada na cadeira de balanço, Maria das Graças espera por uma chuva que teima em não cair. “Tô esperando que Deus abra as portas do céu.”
Situação no mínimo curiosa vem da Capital do Vaqueiro, Serrita. Sob argumentação de que quer estimular os jovens a tomar a vacina, a Prefeitura anunciou um evento de vacinação para jovens, o “Show da Vacinação”. O problema é que será um evento com atrações musicais, na Escola Francisco Filgueira Sampaio, com alta probabilidade de promover […]
Situação no mínimo curiosa vem da Capital do Vaqueiro, Serrita.
Sob argumentação de que quer estimular os jovens a tomar a vacina, a Prefeitura anunciou um evento de vacinação para jovens, o “Show da Vacinação”.
O problema é que será um evento com atrações musicais, na Escola Francisco Filgueira Sampaio, com alta probabilidade de promover aglomerações.
A prefeitura anunciou shows com Lays Amaro, Donny Silva e Gabrielzinho Cantor. Informa que é obrigatório o uso de máscara e álcool em gel, além da apresentação de documentos e teste rápido.
Moradores da cidade dizem que, dificilmente, será obedecido o uso de máscara e distanciamento. O efeito pode ser inverso ao desejado.
A prefeitura é gerida por Aleudo Benedito, do MDB. A iniciativa é da Secretaria de Saúde, gerida por Marta Angelim.
Por André Luis O secretário de Cultura e esportes de Afogados da Ingazeira, Edygar Santos, informou, nesta terça-feira (18), por telefone, ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, sobre os próximos passos da Lei Aldir Blanc, agora que saiu a regulamentação do Governo Federal. Segundo Edygar, o próximo passo é esperar a regulamentação […]
O secretário de Cultura e esportes de Afogados da Ingazeira, Edygar Santos, informou, nesta terça-feira (18), por telefone, ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, sobre os próximos passos da Lei Aldir Blanc, agora que saiu a regulamentação do Governo Federal.
Segundo Edygar, o próximo passo é esperar a regulamentação do Estado, que ele acredita que deve sair nos próximos cinco dias.
“A regulamentação do Estado vai nos dar mais um norte, porque está mais próximo da gente. Após isso, ainda fica faltando cada município criar a sua regulamentação”, explicou.
O secretário informou que uma reunião na próxima quinta-feira (20), às 14h, na AABB, com todos os secretários de Cultura do Pajeú vai refinar os detalhes. “Vamos apresentar também o modelo de edital, nem o Estado e nem o Governo Federal tem ainda um modelo. O Pajeú está avançado nessa questão”, informou.
“Agora vamos começar a discutir o plano de ação justamente para poder enviar para o Governo Federal, para que seja analisado e se aprovado, fazer o envio da verba para o município” explicou Edygar.
O secretário se mostrou preocupado com o prazo dado pelo Governo Federal para encerrar os trâmites e iniciar os pagamentos. ‘Tínhamos uma expectativa de ganhar mais trinta dias de prazo, mas o município vai ter apenas sessenta dias para fazer o repasse. Então é preocupante”, informou Edygar, destacando que o fato de já estarem com o cadastro pronto vai facilitar.
Provocado a falar sobre a previsão da liberação do dinheiro, Edygar disse não ter prazo, mas uma esperança de que saia nos próximos 15 dias.
O secretário também falou sobre a situação do esporte amador no município, que segundo ele, não há previsão de ser liberada a retomada, principalmente no cenário atual de aumento da curva de contágio, sendo inclusive sido levantada a hipótese de regressão no Plano de Convivência com a Covid-19 colocada pelo secretário de Saúde Artur Amorim.
“Acreditamos que esse não é o momento ideal para a volta do esporte amador”, pontuou.
O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, realizou duas reuniões na sexta-feira (12). Os encontros foram para tratar sobre o desenvolvimento do município. A primeira reunião foi realizada com os gerentes regionais do Senac. Na oportunidade, o gestor assinou o convênio para a contratação de cursos de formação, especialização e capacitação profissional. O programa terá início […]
O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, realizou duas reuniões na sexta-feira (12). Os encontros foram para tratar sobre o desenvolvimento do município.
A primeira reunião foi realizada com os gerentes regionais do Senac. Na oportunidade, o gestor assinou o convênio para a contratação de cursos de formação, especialização e capacitação profissional.
O programa terá início em março e, a princípio, será voltado para o setor gastronômico. Itapetim receberá a estrutura da carreta do Senac.
Em seguida, o prefeito recebeu os gerentes regionais do Sebrae. Durante o encontro foi abordada a questão da assistência técnica para o fortalecimento da pecuária local, com ênfase na criação de gado e caprinos de corte e leite, além da apicultura e avicultura com planejamento de exportação de produção e financiamento de projetos.
Também trataram sobre a instalação da Agência do Empreendedorismo voltada para o fomento ao empreendedorismo técnico contido na Política Municipal de Empreendedorismo, prestando assistência ao empresariado municipal e gerando oportunidade de renda aos jovens itapetinenses.
O diretor de Esportes, Juventude e Empreendedorismo de Itapetim, Lucas Vasconcelos, e o secretário de Agricultura, Carlos Nunes, também participaram das reuniões.
“Muito feliz em poder trazer mais desenvolvimento para nossa população! Vamos juntos buscar cada vez mais crescimento para nossa gente”, disse o prefeito.
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