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A arte de mudar de lado: uma análise da pesquisa DataTrends em Arcoverde

Por Nill Júnior

*Por Roberto de Albuquerque Cavalcanti

A pesquisa de intenção de votos nº 05437/2024 para prefeito de Arcoverde, do Instituto DataTrends que aponta em seu principal cenário, Zeca Cavalcanti com 51%, seguido por Madalena Britto, com 22% e Wellington da LW com 15% deixou anestesiada a cúpula da pré campanha da ex-prefeita Madalena.

Tentaram inclusive descredibilizar o instituto nas redes sociais. Em 1º lugar para ser justo, o DataTrends, ainda em 2023, firmou parceria com o jornalista e colunista do Diário de Pernambuco, Edmar Lyra para promover a divulgação de pesquisas em todo o estado e tem, semanalmente apresentado os levantamentos obedecendo rigorosamente as rígidas regras impostas às pesquisas eleitorais. Não se trata portanto, de um arranjo local. Lyra tem 16 anos de trabalho conceituado no estado.

Citada essa preliminar, vamos analisar a pesquisa.

Parece que os quase 30% de vantagem de Zeca estremeceram a cúpula madalenista, que intensificou a sua presença nas redes sociais. Apesar de Arcoverde enfrentar uma estiagem histórica, evidenciada pelo Decreto de Emergência nº 117 de 21/02/2024 e assistir pessoas idosas com cisternas vazias, vendo seus animais e roçados morrerem por falta de água, vimos a movimentação intensa da ex-prefeita, que abriu as portas de mansão com jardins de campos verdes e floridos para se deixar fotografar com lideranças e criar a imagem de volume maior da sua pré campanha.

Chamou-se também atenção, o extenso artigo “Opinião: a Ópera sem rumo de Zeca, Wellington da LW e a sombra do tetra que os une”, de lavra do jornalista Paulo Edson. Em síntese ele entende que pesquisa não se discute, faz um trocadilho sobre o nome do instituto e argumenta que a ex-prefeita nos últimos 04 meses se movimentou muito, atraiu lideranças, enquanto Zeca esteve com a campanha estagnada. Também atribui a Wellington a responsabilidade da estagnação política, administrativa e econômica da cidade.

Puxou da gaveta do tempo, a visita que a Polícia Federal fez à prefeitura de Arcoverde e os dois sorteios da CGU. Só esqueceu de dizer que Madalena Britto era a vice prefeita, também integrante da gestão. Na época, ela nunca se pronunciou nem a favor de Zeca e nem da Polícia Federal. Manteve silêncio eterno, sem ter renunciado ao salário de vice -prefeita, como fez recentemente o Delegado Israel, ex-vice prefeito de LW. Lembro ainda, que o mesmo Paulo Edson abarrotava a caixa de mensagens do nosso jornal Tribuna da Região, defendendo o prefeito Zeca, pois ele era Secretário de Comunicação e sombra do então prefeito. Naquela época, Zeca, a vice Madalena e o Secretário Paulo Edson estavam alinhados e lamentando a visita da PF em Arcoverde. A proximidade era tão grande, que uma pessoa muito próxima a ele, foi a secretária do gabinete de Zeca, enquanto este era Deputado Federal em Brasília.

Para ser sincero, o único veículo que tinha coragem em criticar um político com 80% da população era o nosso. Noticiamos o fato da Polícia Federal à época e em seguida, já no portal de notícias PeOnline, tivemos a responsabilidade de publicar que Zeca foi inocentado.

O jornalista foi feliz ao escrever que Zeca e Wellington cairam juntos no colo de Raquel Lyra. No entanto, despejou: “Porém, são omissos diante da tragédia política-administrativa de Raquel em Arcoverde, preocupados apenas com cargos”. Esquece, porém, que antes mesmo de Zeca e LW caírem no colo da governadora, ele também já estava lá. Chegou de mão dada com a ex-vereadora Zirleide Monteiro, de quem era ligado. No governo LW, pouco tempo ficou por falta de espaço.

Ainda para refutar a verdade dos números, argumenta que a adesão de quatro vereadores competitivos e lideranças estaduais e federais não poderia resultar em zero crescimento de Madalena, uma verdadeira inversão dos fatos naturais da política. Por fim, destaca uma frase de João Campos que diz “Na política, ganha quem consegue somar, quem sai de casa e, ao fim do dia, conseguiu agregar mais gente, mais propósito, mais ideias ao seu time”.

Pois bem é justamente a frase filosófica de João Campos que explica os números da última pesquisa em Arcoverde: “ganha quem consegue somar, agregar mais gente”: Zeca arregimentou o apoio do presidente da Câmara Siqueirinha, que ajudou LW a ter 47,50% dos votos do bairro São Geraldo, trouxe Célia Galindo, aliada histórica de Madalena, trouxe Cibele e Rodrigo Roa, com quase 2.000 votos na eleição majoritária e que era adversária dele, de Madalena e de LW e manteve o apoio de Heriberto do Sacolão, turbinado eleitoralmente pela saída de Zirleide Monteiro. Ao mesmo tempo, Madalena, que inicialmente foi esvaziada pelo atual prefeito, conquistou de volta, o Sgt Brito, Luiza Margarida, João Taxista e João Marcos, mas perdeu o controle da prefeitura, o envolvimento pró-ativo do delegado Israel, o apoio do Governo do Estado e somou-se a isso, o peso de ter sido a madrinha de LW, hoje com alto índice de rejeição. As lideranças que anunciou, já eram dela. Só estavam com LW aguardando o momento de romper. Na verdade, Madalena não cresceu. Apenas está tentando juntar o que está espalhado. A insatisfação dos servidores municipais com o governo atual reflete em Madalena, que deixou, segundo aliados de LW, um rombo no INSS que comprometeu o governo. As obras inacabadas e o papel do ex-secretário Cal, na formação de seu futuro governo não é claro. Tanto se fala dele na Câmara ou nas ruas, que há quem pense, que ela seria a prefeita de direito e ele o prefeito de fato. É o que se vê no imaginário popular. Ela, a pré candidata, nunca se pronunciou sobre a influência do filho, sobre as obras inacabadas, sobre o rompimento com LW e sobre o INSS.

Wellington da LW foi quem mais cresceu. Por que? Simples, Deu uma guinada no marketing e ao desidratar Madalena, tirando do governo as pessoas comprometidas com ela, passou a montar seu próprio time, antenado em divulgar o lado bom do seu governo ruim. Isso fez LW crescer. É lógico. Ou seja, tirando as pessoas de Madalena, ele agregou pessoas para o seu grupo, como disse João Campos.

Empate técnico? O curioso é que, se considerarmos a margem de erro de 4,88%, LW e Madalena também podem estar tecnicamente empatados. E se essa curva de crescimento continuar, LW por controlar a máquina pode comer o cartão da ex-prefeita e tirá-la do jogo. LW não perderia nada com isso: ganhando assume a prefeitura por mais quatro anos. Perdendo, herda a oposição ao futuro prefeito e passa a ser um ativo importante para 2026. É assim que a política funciona.

Propósito: O infalível dicionário Aurélio nos ensina que propósito é ter um motivo forte e significativo que impulsiona nossas ações e decisões, dando sentido e direção à nossa vida. Qual o propósito da população? O que o povo mais deseja? Qual o propósito de cada pré-candidato? A população pobre passa fome em Arcoverde, sente falta de serviços públicos de qualidade, sofre com a escuridão e com a taxa de violência. A economia atrofiou e o desemprego cresceu. A população quer mudança. Quem representa essa mudança? Zeca? Madalena? LW? Zeca tem argumentos mais consistentes com o desejo de mudança. Madalena e LW estão ligados pelo DNA da eleição passada. Há na rede, Inúmeros vídeos dos vereadores João Marcos, Sargento Brito, Luíza Margarida e João Taxista defendendo o Governo LW, que hoje Madalena ataca veementemente. Quantas vezes Madalena se pronunciou contra os vereadores que defendiam o que ela chama hoje de desgoverno? Nenhuma. Tulio Cavalcanti, secretário de LW e Edgar do Esporte, são os exemplos mais recentes de incoerência entre teoria e prática. Deixaram o Governo LW e tudo que era bom ficou ruim, da noite para o dia, sem transição. Outro ponto muito importante e que se fala nos bastidores é um suposto débito milionário que o atual prefeito teria com o filho da prefeita. Se isso for verdade, o que justifica gastar cifras milionárias do próprio bolso, sabendo que o salário de prefeito não é suficiente para equilibrar essa conta? Se é por propósito e por amor à Arcoverde por quê não doar os recursos para igrejas e instituições de caridade? Tentar se desvencilhar de LW, se juntando com todos aqueles que tem cara do Governo atual é um tiro no pé. Falta propósito. Falta discurso.

Por fim, assim como tão bem fez o jornalista, frases antagônicas para refletir sobre mudar de lado. Mudar de lado não é necessariamente trair. As vezes se muda de lado, quando expectativas e compromissos são frustrados. Com qual você mais se identifica?

Cuspir no prato que comeu e depois comer no prato que cuspiu. É feio – ditado popular.

Ser político é ser amigo o suficiente para poder romper, e inimigo não mais que suficiente para poder reatar – Adhemar de Barros.

A política ama a traição e odeia o traidor – Leonel Brizola.

*Roberto de Albuquerque Cavalcanti é editor do portal PEonline.

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Santa Cruz da Baixa Verde prorroga prazo do IPTU 2026 e oferece descontos para contribuintes com débitos antigo

A Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde prorrogou até o dia 3 de novembro o prazo para pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026. Segundo a gestão municipal, os contribuintes que efetuarem o pagamento dentro do novo prazo poderão participar do sorteio do IPTU Premiado. A administração também anunciou a concessão […]

A Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde prorrogou até o dia 3 de novembro o prazo para pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026. Segundo a gestão municipal, os contribuintes que efetuarem o pagamento dentro do novo prazo poderão participar do sorteio do IPTU Premiado.

A administração também anunciou a concessão de descontos sobre multas e juros para contribuintes que possuem débitos do imposto referentes a anos anteriores. A medida busca facilitar a regularização de pendências junto ao município.

Os contribuintes interessados em regularizar débitos antigos devem procurar a sede da Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde para consultar os valores pendentes e obter informações sobre as condições oferecidas.

Foto: Reprodução

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Pesquisa Gerp aponta Flávio com 53% dos votos válidos e Lula com 47%

Pesquisa do instituto Gerp divulgada nesta quarta-feira (21) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47%, uma diferença de seis pontos percentuais. Segundo o instituto, a vantagem do senador é estatisticamente significativa. O levantamento foi […]

Pesquisa do instituto Gerp divulgada nesta quarta-feira (21) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47%, uma diferença de seis pontos percentuais. Segundo o instituto, a vantagem do senador é estatisticamente significativa.

O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 21 de outubro, a quatro dias da votação, marcada para domingo (25). Os percentuais de votos válidos desconsideram os entrevistados que declararam não votar em nenhum dos candidatos ou não souberam responder.

Na comparação com a pesquisa anterior da Gerp, divulgada em 16 de outubro, Flávio oscilou de 52% para 53%, enquanto Lula passou de 48% para 47%. As variações de um ponto percentual estão dentro da margem de erro do levantamento.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados e todas as respostas são consideradas, Flávio registra 50% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Outros 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois, enquanto 2% não souberam ou não responderam. A soma dos percentuais chega a 99% devido aos arredondamentos.

Os números da pesquisa estimulada permaneceram iguais aos registrados na rodada anterior, quando Flávio também aparecia com 50% e Lula com 45%.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados declaram sua preferência sem receber os nomes dos candidatos, Flávio alcança 48%, enquanto Lula registra 43%. Outros 8% não souberam responder e 1% mencionou outros nomes.

Em relação à rodada anterior, ambos oscilaram um ponto percentual para baixo na modalidade espontânea. Flávio tinha 49% e Lula, 44%.

A Gerp Mercadologia entrevistou 2.400 eleitores por telefone, em todo o território nacional, entre 19 e 21 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança informado de 95,55%.

O levantamento foi contratado e financiado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03835/2026.

Fonte: Blog do Mario Flávio
Foto: Reprodução

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PT leva denúncia contra Flávio Bolsonaro ao Conselho de Ética do Senado por suspeita de quebra de decoro

Um grupo de oito senadores, liderado por Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou nesta quarta-feira (21) uma denúncia contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Conselho de Ética do Senado. Os parlamentares pedem a apuração de suspeitas de quebra de decoro envolvendo a relação do candidato à Presidência com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento de um filme […]

Um grupo de oito senadores, liderado por Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou nesta quarta-feira (21) uma denúncia contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Conselho de Ética do Senado. Os parlamentares pedem a apuração de suspeitas de quebra de decoro envolvendo a relação do candidato à Presidência com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.

A representação questiona a atuação de Flávio nas negociações para financiar o filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de seu pai. Segundo os parlamentares, o senador teria negociado com Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, um aporte de US$ 24 milhões para a produção.

O documento aponta que US$ 12,33 milhões teriam sido transferidos para um fundo nos Estados Unidos ligado ao projeto. Os autores da denúncia querem esclarecer se houve utilização do mandato parlamentar para obter vantagens indevidas.

A representação também menciona possíveis benefícios recebidos pelo senador, como viagens em aeronaves particulares e o uso de uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Outro ponto envolve o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Os parlamentares pedem a apuração de informações sobre voos internacionais e uma conta bancária vinculada a uma empresa do advogado.

O pedido foi liderado por Randolfe Rodrigues e assinado também por Beto Faro (PT-PA), Humberto Costa (PT-PE), Rogério Carvalho (PT-SE), Eliziane Gama (PSD-MA), Paulo Paim (PT-RS), Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE).

Os senadores solicitam que Flávio seja chamado a apresentar sua defesa e que o Conselho examine as informações reunidas. Caso sejam identificados elementos suficientes para justificar a perda do mandato, os autores pedem o encaminhamento do caso à Mesa Diretora do Senado.

Flávio já negou irregularidades relacionadas ao financiamento de Dark Horse. O senador afirma que não houve contrapartida ligada ao exercício de seu mandato e sustenta que a responsabilidade pela prestação de contas dos recursos é da produtora do filme.

A denúncia foi registrada como Petição do Conselho de Ética nº 22/2026. Conforme a tramitação oficial do Senado, o procedimento aguarda a designação dos membros da comissão.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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Lula aceita condições de Flávio para abertura de sigilos, mas cobra inclusão de empresa na proposta

A campanha do presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos dos candidatos e de seus familiares. A resposta, no entanto, inclui uma cobrança sobre a exclusão de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz da proposta apresentada pelo senador. A posição […]

A campanha do presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos dos candidatos e de seus familiares. A resposta, no entanto, inclui uma cobrança sobre a exclusão de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz da proposta apresentada pelo senador.

A posição foi anunciada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, após Flávio protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta ao desafio lançado pelo presidente durante o debate da Band, no domingo (18).

Na manifestação encaminhada à Justiça Eleitoral, o candidato do PL apresentou condições adicionais para autorizar a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas, incluindo dados de pessoas ligadas ao presidente.

Camilo classificou as exigências como uma tentativa de manobra, mas afirmou que Lula não pretende rejeitá-las.

“Todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer ao candidato que não se opõe a absolutamente nada do que ele estava falando”, declarou.

Apesar da disposição anunciada, a campanha petista questionou a retirada da Alcazar, empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, da relação de pessoas jurídicas que teriam seus sigilos abertos.

A empresa é mencionada em uma investigação da Polícia Federal na qual o candidato do PL aparece como suposto “usuário master” de uma conta bancária vinculada à companhia.

“A gente vê muita estranheza que ele tirar essa empresa. Então, que a imprensa possa cobrar dele porque é que ele está tirando essa empresa. Que ele cumpra o que foi pedido”, afirmou Camilo.

O coordenador informou que Lula apresentará uma resposta formal ao TSE às 11h desta quinta-feira (22). Segundo ele, Flávio terá até o mesmo horário para aceitar ou rejeitar os termos propostos.

Apesar das manifestações dos dois lados, a abertura dos sigilos ainda não foi efetivada. A discussão ocorre a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Nelson Almeida/AFP

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“Democracia exige lealdade às regras do jogo, inclusive por parte de quem perde”, afirma Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quarta-feira (21) o respeito às regras democráticas e às decisões judiciais. A declaração foi feita durante um seminário na sede da Corte, em Brasília, a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. Durante a abertura do evento Diálogos com o Supremo, dedicado ao […]

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quarta-feira (21) o respeito às regras democráticas e às decisões judiciais. A declaração foi feita durante um seminário na sede da Corte, em Brasília, a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais.

Durante a abertura do evento Diálogos com o Supremo, dedicado ao papel dos tribunais constitucionais, Fachin alertou para os riscos enfrentados pelas democracias em períodos de polarização política e destacou a responsabilidade das instituições e dos participantes do processo democrático.

O ministro afirmou que o Estado Democrático de Direito depende do cumprimento das regras estabelecidas, inclusive por aqueles que não conseguem vencer as disputas políticas.

Fachin também chamou atenção para o uso de decisões judiciais no debate público. Segundo ele, em ambientes marcados pela polarização, essas decisões frequentemente são reduzidas a slogans e utilizadas em disputas políticas, o que torna ainda mais necessária a apresentação de fundamentos claros e transparentes à sociedade.

Outro ponto abordado foi o risco de enfraquecimento gradual das instituições democráticas. O presidente do STF observou que as democracias contemporâneas nem sempre são ameaçadas por rupturas abruptas, mas também por processos que aparentam respeitar a legalidade, embora comprometam os mecanismos de controle e a confiança pública.

O ministro defendeu ainda que o Supremo precisa encontrar equilíbrio em sua atuação. Para ele, a Corte não pode se omitir diante de violações de direitos fundamentais, mas também não deve substituir o debate político por decisões baseadas exclusivamente na vontade de seus integrantes.

As declarações ocorrem em meio a divergências internas no STF relacionadas às investigações do Banco Master, que envolvem suspeitas de fraudes financeiras e corrupção de agentes públicos. A crise também passou a integrar o debate eleitoral, com propostas de mudanças no funcionamento do Judiciário apresentadas durante a campanha.

Ao tratar da preservação das instituições, Fachin ressaltou que a consolidação democrática não é definitiva e depende tanto da capacidade de resistência das instituições quanto da participação da sociedade.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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