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Declaração de Bolsonaro em encontro com garimpeiros gera críticas

Por Nill Júnior

G1

O presidente Jair Bolsonaro recebeu um grupo de garimpeiros de Serra Pelada, no Pará. Na saída, subiu em um banco e discursou. Prometeu divulgar um vídeo sobre o grafeno, um material à base de carbono produzido em laboratório e mais resistente do que o aço e ,assim, segundo o presidente, abrir a cabeça da população sobre os interesses estrangeiros na Amazônia.

“O interesse na Amazônia não é no índio nem na porra da árvore. É no minério. E o Raoni fala pela aldeia dele, fala como cidadão. Não fala por todos os índios, não… que é outro que vive tomando champanhe em outros países por aí, tal de Raoni aí”, disse o presidente.

O cacique caiapó Raoni Metuktire, de 89 anos, já havia sido criticado pelo presidente Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU, na semana passada. Raoni é um líder indígena reconhecido mundialmente há décadas.

Os garimpeiros pediram uma intervenção federal no garimpo, uma administração militar. Bolsonaro disse que se tiver amparo legal irá enviar as Forças Armadas para Serra Pelada. Disse, ainda, que os garimpeiros foram felizes no tempo do presidente João Figueiredo, quando a legislação era outra, e que tem que cumprir a lei em vigor. Figueiredo foi o último presidente do período da ditadura militar.

As declarações de Bolsonaro provocaram reações. O Greenpeace disse que elas podem acirrar ainda mais os conflitos já existentes na região.

“Conflitos de garimpeiros que invadem terras indígenas, por exemplo, conflitos com madeireiras, desmatamento ilegal, consequências gravíssimas pro país, para a nossa biodiversidade e pra economia. A Presidência da República precisa resolver esses problemas. O presidente não pode fazer um palanque na frente do Palácio do Planalto e incitar ainda mais o conflito”, disse Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), criticou a declaração do presidente de que outros países querem controlar a Amazônia. Segundo ele, hoje já são mais de 100 áreas de mineração legalizadas dentro da Amazônia.

“Quem declara quem vai explorar a mineração na Amazônia é o próprio governo federal a partir da Agência Nacional de Mineração. Então, é um grande equívoco achar que um estrangeiro vai comprar a terra e vai levar o nosso minério embora. Quem decide quem vai explorar é o próprio governo federal”, disse o deputado.

O Instituto Raoni informou que não conseguiu contato com o cacique, que está em uma aldeia de difícil acesso, e declarou que só pode criticar Raoni quem conhece a história dele de luta pela preservação da vida.

Ao Fantástico, Raoni declarou que o presidente nunca conheceu a luta dele. “Acho que ele nunca conheceu a minha luta. Acho que não conhece a minha história.” Disse ainda que Bolsonaro é “mentiroso”.

Outras Notícias

Instituto Histórico, Cultural e Geográfico de Serra lamenta demolição da casa de Arnaud Rodrigues

Foi com um sentimento de profunda tristeza que presenciamos o início da demolição de duas residências de grande valor histórico e arquitetônico em Serra Talhada, sendo a primeira pertencente a família do consagrado artista e comediante Arnaud Rodrigues, ícone do teatro e da teledramaturgia brasileira, que foi compositor de uma das mais lindas canções em […]

Foi com um sentimento de profunda tristeza que presenciamos o início da demolição de duas residências de grande valor histórico e arquitetônico em Serra Talhada, sendo a primeira pertencente a família do consagrado artista e comediante Arnaud Rodrigues, ícone do teatro e da teledramaturgia brasileira, que foi compositor de uma das mais lindas canções em homenagem a Serra Talhada onde cita seus casarões.

E a segunda residência pertencente ao médico Dr. Elias Nunes da Silva. Ambas residências foram adquiridas para a construção de uma clínica médica. Vale ressaltar que a demolição ocorre justamente na mesma rua do Ministério Público Estadual, que tanto contribuiu para a elaboração da Lei de Proteção ao Patrimônio Histórico, cuja finalidade nunca foi atravancar o crescimento imobiliário.

Assim sendo, nosso sentimento de impotência diante de um município onde alguns membros da sociedade não conseguem enxergar a importância de preservar nossa memória afetiva, envergonha nossos antepassados. Mesmo diante da aprovação da Lei Municipal N° 08/2018, sancionada em 24 novembro de 2023, que infelizmente por falta da posse e do acompanhamento do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico, ficamos totalmente inertes no cumprimento da preservação.

A ausência de diálogo do conselho e a falta de conhecimento do proprietário que existe uma Lei Municipal que resguarda a importância desses imóveis, resultou nessa atitude drástica de demolir por completo, ao invés de projetar uma reforma que preservasse boa parte da estrutura da residência.

São dois imóveis bem estruturados e conservados dentro de suas feições arquitetônicas. Portanto, essa nota assinada por todos os membros do IHGCST tem o intuito de clamar a população que nos ajude evitando demolir casarões de grande valor histórico e sentimental, para que futuramente nossos descendentes não sofram com a ausência de objetos que recordem e relembrem suas infâncias e juventudes. Apagar o passado é perder a rota de destino do futuro.

Paulo Cesar Gomes
Nidreyjeane Magalhães
Dierson Tomaz Ribeiro
Luiz Ferraz Filho
Alberto Rodrigues de Oliveira
Homembom de Souza Magalhães Neto
Walber Santos Baptista
Dalma Régia Alves Freire Magalhães
Joaquim Pereira da Silva
Clênio Novaes Barros
Gilberto Gomes Lima

Delson comemora anulação de sessão que rejeitou suas contas

Caro Nill Junior, Neste dia 19/08/2020 a Câmara Municipal de Santa Terezinha Realizou análise do meu pedido de anulação do Decreto Legislativo nº 002/2017. Esse decreto tinha rejeitado as contas de governo, relativas ao exercício 2010, da Prefeitura de Santa Terezinha, de minha gestão, em virtude das ilegalidades cometidas na tramitação do processo legislativo à […]

Caro Nill Junior,

Neste dia 19/08/2020 a Câmara Municipal de Santa Terezinha Realizou análise do meu pedido de anulação do Decreto Legislativo nº 002/2017.

Esse decreto tinha rejeitado as contas de governo, relativas ao exercício 2010, da Prefeitura de Santa Terezinha, de minha gestão, em virtude das ilegalidades cometidas na tramitação do processo legislativo à época, pois, houve cerceamento de minha defesa, como também a antecipação da sessão legislativa, que tinha como pauta o julgamento da contas do dia 03/08/2017 para o dia 02/08/2017, sem, contudo terem me notificado.

É com grande alívio que a Câmara fez justiça e por maioria reconheceu meu pedido.

Não me esquivo de responder pelos atos cometidos no passado, entretanto, deve ser respeitado o devido processo legal, pois só assim posso provar ao povo, através dos Vereadores da Câmara Municipal de Santa Terezinha a licitude que sempre pautou minha vida Pública, principalmente à frente da Prefeitura Municipal.

Delson Lustosa
Neste ato representado pelos Advogados:
Vadson de Almeida Paula
Edson Henrique Dos Santos Ferreira.

Vereadores aprovam 1º semestre da Câmara de Tabira

A população pode até ter uma visão crítica da atuação dos vereadores, mas entre eles a avaliação do trabalho é positiva. Ontem o radialista Anchieta Santos  ouviu os vereadores Aristóteles Monteiro (PT) e Djalma das Almofadas (PMDB), representando as bancadas governista e da oposição respectivamente, que avaliaram o primeiro semestre do Poder Legislativo tabirense em […]

A população pode até ter uma visão crítica da atuação dos vereadores, mas entre eles a avaliação do trabalho é positiva.

Ontem o radialista Anchieta Santos  ouviu os vereadores Aristóteles Monteiro (PT) e Djalma das Almofadas (PMDB), representando as bancadas governista e da oposição respectivamente, que avaliaram o primeiro semestre do Poder Legislativo tabirense em 2017. Foi no Programa Cidade Alerta da Cidade FM.

Entre projetos e debates os vereadores classificaram como bom o trabalho. Djalma deu nota 10 à Câmara e Aristóteles, deu nota 8.

Mesmo com a avaliação do governo ficando para um próximo programa, o líder da oposição Djalma das Almofadas alfinetou o Bolsa Família.

“Com o recadastramento promovido pela Coordenadora Socorro Leandro a coisa ficou pior. As irregularidades foram maquiadas. O mesmo CPF aparece relacionado a dois beneficiários, onde muda apenas a ordem do nome”, concluiu.

Hospital de Campanha de Arcoverde pela primeira vez está sem pacientes internados

O Hospital de Campanha de Arcoverde, instalado na sede da Upa Dia provisoriamente, desde 11 de maio do ano passado, para atender pacientes exclusivos do município e considerados casos leves e moderados da Covid-19, encontra-se desde o final da tarde desta quinta-feira (01.07), sem internações. “Com o esforço da Prefeitura e através da Secretaria de […]

O Hospital de Campanha de Arcoverde, instalado na sede da Upa Dia provisoriamente, desde 11 de maio do ano passado, para atender pacientes exclusivos do município e considerados casos leves e moderados da Covid-19, encontra-se desde o final da tarde desta quinta-feira (01.07), sem internações.

“Com o esforço da Prefeitura e através da Secretaria de Saúde, informamos pela primeira vez desde o início da pandemia, que o Hospital de Campanha encontra-se sem pacientes”, comemorou o secretário municipal de Saúde, Isaac Salles.

A unidade funciona 24 horas, recebendo pacientes do município, encaminhados pelo Hospital Regional Ruy de Barros Correia.

A memória agredida

Por Magno Marins, jornalista A cultura de um povo é o seu maior patrimônio. Preservá-la é perpetuar valores, permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato. Isso só não é prática em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, a 386 km do Recife. Lá, o poder público não está nem aí. […]

Por Magno Marins, jornalista

A cultura de um povo é o seu maior patrimônio. Preservá-la é perpetuar valores, permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato.

Isso só não é prática em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, a 386 km do Recife. Lá, o poder público não está nem aí. Do contrário, preservaria seus casarões incorporados à história.

Como é o caso da belíssima casa da professora e historiadora Letícia Goes, na Praça Arruda Câmara, coração da cidade. Ao ver a sua demolição, em imagem postada no site de Nill Júnior, diretor da Rádio Pajeú, sofri um golpe, uma dor profunda na alma e no espírito. Casarão de muitas histórias, lindo, estilo colonial clássico, com detalhes nas paredes que refletiam o modelo europeu importado, a velha morada de Dona Letícia vai deixar muita saudade.

Era ali que, ao entardecer, ela me recebia – e tantos e tantos alunos – para um chá cultural. Expressava-se em latim, francês, espanhol e inglês fluentemente. Dava lições de moral, ética e comportamento doméstico. Era a mãozona da cidade sem nunca ter parido.

Suas aulas no Colégio Normal eram precedidas pelo hino francês La Marseillaise. Allons enfants de la Patrie/ Le jour de gloire est arrivé! Contre nous de la tyrannie/ L’étendard sanglant est levé. Quem não cantasse de pé, com a mão no peito, não assistiria sua aula.

Dona Letícia era linda! Dicção perfeita, entonação irrepreensível, elegância incomparável, sempre perfumada e disponível. Já levei muitos carões dela, mas eram finos, suaves, como o vento no entardecer do seu casarão. Seu túmulo deve ter remexido com as marretadas de ontem em sua casa, que não era dela, como dizia, mas patrimônio do município.

A notícia é que em seu lugar surgirá uma farmácia quando deveria ser um museu se o poder público tivesse sensibilidade. Gasta-se o dinheiro do povo com tantas futilidades, nunca com a preservação da história. Um povo que não se preocupa em preservar sua memória perde-se na história e se aniquila a curto prazo, na sua cultura.

As nossas raízes, cultura, memória e história são fatores fundamentais de preservação. O maior legado de uma sociedade é a sua cultura e o seu patrimônio preservados.  A cultura milenar dos Maias preservada, ainda nos dias de hoje, proporciona beleza sem comparação de plena sabedoria ancestral.

Minha terra devia chorar hoje ao invés de aplaudir essa violência. Arrancaram um pedaço de Afogados da Ingazeira, apagaram da história a professora Letícia e seu trono como um supérfluo qualquer. A cidade é como um corpo. Todo corpo tem sua alma, tal qual a cidade com sua cultura. Ambos, portanto, precisam ser preservados.