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Humberto Costa diz que definição por aliança foi o melhor para a campanha de Dilma em Pernambuco

Por Nill Júnior

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa, avaliou de forma positiva o resultado do Encontro Estadual do partido em Pernambuco, que definiu na prática o apoio à candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao Governo do Estado. Segundo o petista, a decisão, anunciada hoje, já era esperada e se deu com equilíbrio e debate.

“Tivemos uma maioria expressiva que se definiu pelo apoio a candidatura de Armando. Creio que isso foi o melhor não somente porque nós vamos ter um palanque único e forte para a candidatura da presidente Dilma, como também porque teremos competitividade no Estado”, avaliou o líder.

O senador assegurou que os dois partidos devem agora se reunir para tratar da questão programática da aliança. Humberto disse ainda que a tendência é que o PT fique com a indicação do nome que irá disputar o Senado na chapa junto com o PTB. “Acredito que o ex-prefeito João Paulo reúne todas as condições e é o mais indicado para a vaga”, afirmou.

Outras Notícias

PGR pede condenação de cinco réus pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Julgamento foi iniciado na manhã desta terça (24) e prossegue durante a tarde de hoje e amanhã (25) Em nome da Procuradoria-Geral da República (PGR), o vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateubriand, defendeu nesta terça-feira (24) a condenação dos cinco réus da Ação Penal (AP) 2434, acusados de planejar o homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista […]

Julgamento foi iniciado na manhã desta terça (24) e prossegue durante a tarde de hoje e amanhã (25)

Em nome da Procuradoria-Geral da República (PGR), o vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateubriand, defendeu nesta terça-feira (24) a condenação dos cinco réus da Ação Penal (AP) 2434, acusados de planejar o homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Ao sustentar que a autoria dos crimes está comprovada, a PGR pediu a procedência integral da ação penal, com a condenação dos réus e a fixação de indenização por danos morais e materiais em favor de Fernanda Chaves; de Antonio da Silva Neto e Marinete da Silva, pais da vereadora; de Luiara Francisca dos Santos e Mônica Tereza Azeredo Benício, respectivamente filha e companheira de Marielle; e de Artur Reis Mathias e Ágatha Reis, respectivamente filho e viúva de Anderson.

A manifestação foi apresentada à Primeira Turma do STF após a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Na mesma sessão, também foram ouvidas as sustentações orais dos assistentes de acusação.

Réus e acusações

Respondem à AP 2434: Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ); João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar; e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor do TCE.

Os irmãos Brazão respondem por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. Robson Fonseca, conhecido como “Peixe”, responde, juntamente com os irmãos Brazão, pelo crime de organização criminosa.

Segundo a PGR, não há dúvida de que os irmãos Brazão foram os mandantes dos crimes. A acusação sustenta que estão comprovadas a materialidade e a autoria dos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes, bem como da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, por motivo torpe e mediante promessa de recompensa.

Motivação dos homicídios

De acordo com a denúncia, os irmãos Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo de Alves mantinham vínculos com milícias em diversas regiões do Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, explorando atividades ilícitas como grilagem de terras, extorsão, usura, parcelamento irregular do solo e cobrança de taxas por serviços clandestinos de segurança e distribuição ilegal de sinal de TV por assinatura. Testemunhas relataram ainda práticas de controle territorial, exploração de mercados ilícitos — sobretudo o imobiliário —, monopólio de campanhas eleitorais e arrecadação sistemática de recursos nas áreas sob influência do grupo.

A acusação afirma que Domingos e João Francisco expandiam seus negócios e áreas de influência com apoio de milicianos, utilizando o poder político para aprovar normas voltadas à regularização fundiária em áreas dominadas por milícias e loteamentos clandestinos. Nesse contexto, a atuação parlamentar de Marielle Franco teria confrontado diretamente os interesses econômicos e eleitorais do grupo.

A PGR destacou ainda a existência de um sistema de corrupção que permitia o funcionamento de grupos de extermínio no estado, com referência ao chamado “escritório do crime”. Os autos reúnem depoimentos e outros elementos que descrevem o modelo de grilagem de terras adotado pelo grupo, baseado em ocupações irregulares, fraudes documentais e tentativas de regularização legislativa.

Rivaldo Barbosa

À época chefe da Divisão de Homicídios e delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa foi denunciado por adesão prévia ao plano homicida. Segundo a PGR, embora não haja indícios de participação direta na execução, sua atuação teria sido determinante para a concretização dos crimes.

O vice-procurador-geral também mencionou relatos de pagamentos mensais feitos por milícias e organizações criminosas à Divisão de Homicídios durante a gestão de Rivaldo, com o objetivo de impedir investigações, o que fundamenta a imputação de responsabilidade pelos delitos.

Ronald Paulo de Alves

A denúncia aponta Ronald Paulo de Alves como miliciano com atuação predominante em Rio das Pedras, área associada aos irmãos Brazão. Segundo a acusação, ele teria monitorado a rotina da vereadora e informado sobre a participação de Marielle Franco em evento realizado na Casa das Pretas na noite do crime.

A PGR destacou registros de contatos telefônicos frequentes entre Ronald e outros envolvidos nos dias que antecederam o assassinato e na data dos fatos, além de comunicações com milicianos da região. Também foi mencionada a utilização de telefone associado a outro investigado e a irrelevância, por si só, de eventual presença do réu em eventos oficiais nos dias indicados.

Robson Calixto Fonseca

Robson Calixto Fonseca, ex-assessor do TCE, responde por organização criminosa ao lado dos irmãos Brazão. Conforme a acusação, ele atuava como intermediário entre os réus e integrantes de milícias, exercendo papel estratégico na articulação do grupo.

A denúncia indica ainda que Robson desempenhava atividades típicas de milícia na região da Taquara, incluindo a arrecadação de taxas cobradas de igrejas e outros estabelecimentos, contribuindo para a manutenção financeira da organização criminosa.

Assistentes de acusação

A advogada Maria Victoria Hernandez Lerner atuou como assistente de acusação da PGR em nome de Fernanda Chaves, assessora da vereadora Marielle Franco que ficou ferida na emboscada que resultou na morte da parlamentar. Em sua manifestação, destacou os impactos do crime na vida da assessora e de sua família. Segundo relatou, Fernanda enfrentou um longo período de insegurança após o atentado e, após a morte da vereadora, foi exonerada do cargo. Com apoio da Anistia Internacional, deixou o país com o marido e a filha, que à época tinha seis anos.

Família de Marielle e Anderson

Também atuaram como assistentes de acusação dois defensores públicos do Estado do Rio de Janeiro. Pedro Paulo Lourival Carriello representou Marinete da Silva, mãe de Marielle Franco. Ele sustentou que a acusação não se fundamenta apenas nas delações dos executores do crime, mas em provas consistentes e em elementos concretos reunidos pelo Ministério Público. Destacou ainda a contextualização do crime no cenário político do estado e a atuação de milícias em disputas fundiárias, com infiltração em forças de segurança.

O defensor público Fábio Amado de Souza Barreto falou em nome de Ágatha Arnaus Reis, viúva do motorista Anderson Gomes. Em sua manifestação, afirmou que a atuação parlamentar de Marielle contrariava interesses de milícias que buscavam controlar o mercado imobiliário irregular na zona oeste do Rio de Janeiro. Ressaltou também a atuação da vereadora junto à Defensoria Pública para assegurar o direito à moradia de moradores de áreas sob influência desses grupos, além de mencionar a relação de longa data entre os réus e a forma como atuavam na região.

Defesas

No período da tarde desta terça (24), a sessão será dedicada às sustentações orais das defesas dos réus.

Nova ETA de Serra Talhada promete reduzir rodízio, diz COMPESA

A população de Serra Talhada está prestes a receber um reforço significativo no abastecimento de água. A nova Estação de Tratamento de Água (ETA) do município, que está na fase final das intervenções e terá capacidade para tratar 200 litros por segundo, dobrando a produção atual, vai possibilitar a redução do rodízio na cidade. Para […]

A população de Serra Talhada está prestes a receber um reforço significativo no abastecimento de água. A nova Estação de Tratamento de Água (ETA) do município, que está na fase final das intervenções e terá capacidade para tratar 200 litros por segundo, dobrando a produção atual, vai possibilitar a redução do rodízio na cidade.

Para viabilizar esse avanço, a Compesa realizará, a partir das 6h desta quinta-feira (26), a obra de  interligação da nova ETA à Adutora do Pajeú.

A intervenção corresponde à etapa final da obra de modernização do sistema e exige a parada temporária da operação para execução dos serviços técnicos necessários.

Durante a realização da interligação, será preciso suspender temporariamente o fornecimento de água para a própria Serra, além das localidades de Carqueja (distrito de Floresta), Canaã (distrito de Triunfo) e para o município de Calumbi. A previsão é que o processo de regularização do abastecimento seja iniciado na manhã do sábado (28), quando o abastecimento começará a ser retomado de forma gradativa, seguindo o calendário de distribuição.

Após a interligação, o sistema entrará na fase de testes para que possam ser realizados ajustes antes da plena operação. A obra integra um conjunto de ações do Governo do Estado executadas pela Compesa para ampliar a oferta de água em Serra Talhada. Estão sendo investidos R$ 22 milhões na completa reestruturação do sistema, beneficiando diretamente mais de 90 mil moradores.

“Informação foi passada errada”, diz Socorro Veras sobre aumento de díarias

Em uma tentativa de conter a repercussão negativa sobre o recente aumento das diárias parlamentares, a presidente da Câmara Municipal de Tabira, Socorro Veras, acompanhada de vereadores e da assessoria jurídica da Câmara, a advogada Laudicéia Rocha, utilizou o espaço do programa Cidade Alerta para contestar os valores divulgados. Segundo a parlamentar, o reajuste aprovado […]

Em uma tentativa de conter a repercussão negativa sobre o recente aumento das diárias parlamentares, a presidente da Câmara Municipal de Tabira, Socorro Veras, acompanhada de vereadores e da assessoria jurídica da Câmara, a advogada Laudicéia Rocha, utilizou o espaço do programa Cidade Alerta para contestar os valores divulgados. Segundo a parlamentar, o reajuste aprovado não fixa as diárias em R$ 900,00, como vinha sendo veiculado, mas sim em R$ 750,00.

A mobilização da cúpula do Legislativo ocorre após críticas severas sobre a falta de transparência no processo. O projeto de lei, de autoria da própria Câmara, foi tramitado com celeridade e pouca publicidade. No dia 19 de fevereiro, uma sessão extraordinária sem anúncio prévio aprovou a medida em primeiro turno; a confirmação final veio nesta segunda-feira (23), através de uma votação em bloco que dificultou o acompanhamento detalhado por parte da população e da imprensa local.

Durante a entrevista, Veras adotou um tom defensivo e cobrou um “reconhecimento” que, segundo ela, falta ao olhar da sociedade. A presidente questionou o porquê de projetos em benefício da população não terem o mesmo impacto mediático que as medidas de benefício próprio dos edis. “A fonte passou a informação errada”, afirmou Veras, tentando minimizar o desgaste político do aumento.

O episódio em Tabira levanta um alerta fundamental sobre os ritos democráticos. O exercício do mandato parlamentar exige que a transparência não seja um detalhe, mas a regra, especialmente em matérias que envolvem o uso do Erário. A aprovação de reajustes em sessões extraordinárias ou votações em bloco sem o devido debate público fere o princípio da publicidade e distancia o representante do representado, alimentando o ceticismo em relação às instituições que deveriam ser os pilares da justiça social e do desenvolvimento municipal.

Duque destina emenda para garantir ambulância ao distrito de Bernardo Vieira, em Serra Talhada

O deputado estadual Luciano Duque destinou emenda parlamentar para a aquisição de uma ambulância que atenderá o distrito de Bernardo Vieira, em Serra Talhada. O veículo vai reforçar o atendimento de urgência e emergência na comunidade, garantindo mais agilidade no deslocamento de pacientes e ampliando a estrutura da rede de saúde. A iniciativa integra o […]

O deputado estadual Luciano Duque destinou emenda parlamentar para a aquisição de uma ambulância que atenderá o distrito de Bernardo Vieira, em Serra Talhada. O veículo vai reforçar o atendimento de urgência e emergência na comunidade, garantindo mais agilidade no deslocamento de pacientes e ampliando a estrutura da rede de saúde.

A iniciativa integra o conjunto de investimentos que o parlamentar vem assegurando para fortalecer os serviços públicos no interior.

“Saúde é prioridade. Essa ambulância representa mais segurança para as famílias de Bernardo Vieira, que em breve passarão a contar com um atendimento mais rápido e digno. Nosso compromisso é continuar trabalhando para que os serviços cheguem a quem mais precisa, especialmente nas comunidades mais afastadas da sede”, afirmou o deputado.

Ingazeira: TCE-PE aprova auditoria na gestão de 2025 de Luciano Torres

PRIMEIRA MÃO A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) julgou, nesta terça-feira (24), o processo de Auditoria Especial de Conformidade referente à Prefeitura de Ingazeira. O julgamento teve como foco as ações administrativas do prefeito Luciano Torres durante o exercício financeiro de 2025. Sob a relatoria do conselheiro Ranilson Ramos, o colegiado […]

PRIMEIRA MÃO

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) julgou, nesta terça-feira (24), o processo de Auditoria Especial de Conformidade referente à Prefeitura de Ingazeira. O julgamento teve como foco as ações administrativas do prefeito Luciano Torres durante o exercício financeiro de 2025.

Sob a relatoria do conselheiro Ranilson Ramos, o colegiado decidiu, de forma unânime, pela regularidade das contas, porém com ressalvas. No vocabulário jurídico-contábil, isso significa que, embora o tribunal tenha aprovado a gestão, foram identificadas falhas pontuais ou impropriedades que não chegaram a comprometer a legalidade geral do governo, mas que exigem correção.

A Auditoria Especial de Conformidade serve para verificar se os atos da prefeitura estão seguindo rigorosamente o que mandam as leis de licitações, contratos e gestão pública.

Com o veredito de “regular com ressalvas”, o gestor evita punições graves, como multas pesadas ou a rejeição total das contas, mas recebe determinações do Tribunal para que as falhas detectadas pela equipe técnica não se repitam nos próximos anos.

A sessão contou com a participação da defesa do prefeito, representada pelo advogado Jorival Franca de Oliveira Junior. Como a decisão foi unânime na Segunda Câmara, o processo segue agora o rito de publicação oficial, consolidando o resultado para o município do Sertão do Pajeú.