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Afogados : Qualidade da obra de Saneamento global é duramente questionada em Audiência Pública

Publicado em Sem categoria por em 11 de março de 2014
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Willian Guimarães, Engenheiro Civil e gestor da contrato da Compesa com a MAF e Gabriela Lisboa, Assistente sócio-ambiental da BEC Engenharia: muitos questionamentos a responder. Foto : André Luiz – Portal Pajeú Radioweb

A Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira viveu esta manhã uma Audiência Pública para cobrar melhor qualidade da obra de saneamento global executada na cidade pela empresa MAF, contratada pela Compesa para o trabalho, alvo de vários questionamentos. A coordenação dos trabalhos foi do presidente da Casa, Augusto Martins. Ainda estiveram presentes vereadores como Frankilin Nazário, Cícero Miguel, José Carlos, Igor Mariano, Antonieta Guimarães, Pedro Raimundo e Renaldo Lima.

Estiveram presentes Gabriela Lisboa, Assistente sócio-ambiental da BEC Engenharia, Willian Guimarães, Engenheiro Civil e gestor da contrato da Compesa com a MAF, Ronaldo Catolé, engenheiro da BEC Engenharia e Dionísio Júnior, Assistente Social. Segundo a engenheira Gabriela Lisboa, 26% da obra até agora foi executada.

Houve espaço aberto para representantes comunitários que criticaram duramente a empresa. A qualidade das tampas de concreto colocadas  nas ruas, valas cavadas não repostas com calçamento, áreas não inclusas no projeto original, reposição de má qualidade de calçadas e prejuízos foram relatados por vários representantes comunitários.

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“As tampas até uma carroça de burro quebram. Quem vai pagar os prejuízos pela reposição de má qualidade de calçamento e calçadas? Onde há reposição, calçamento está afundando. Valas cavadas não foram repostas ainda em vários bairros. As ruas são interditadas sem aviso prévio ou satisfação à comunidade. A MAF não responde ninguém. A Prefeitura deve fiscalizar devidamente a obra. Não se informa um cronograma à comunidade”. Estes foram apenas alguns questionamentos feitos por representantes comunitários de vários bairros.

Segundo Wilson Guimarães, as tampas de calçada são feitas de cimento e as de rua de ferro. “A fundição não entregou as tampas de ferro em tempo hábil. Entregamos então tampas de cimento provisórias nas ruas enquanto é feita a entrega”. As tampas de má qualidade, garante, serão repostas.

População na Câmara: Vereadores queriam mais gente. Foto : André Luiz - Portal Pajeú Radioweb

População na Câmara: Vereadores queriam mais gente. Foto : André Luiz – Portal Pajeú Radioweb

Bairro Planalto : segundo Guimarães, como o projeto foi concebido em 2006 não houve como contemplar o bairro novo. “Como aquela parte é de expansão, um novo projeto executará a obra”. O mesmo vale para a expansão da área do IFPE e novas áreas.

Sobre reparos em calçadas, esclareceu Willian : “A cerâmica que quebramos temos que repor mas não encontramos cerâmica similar pra não mexer na calçada toda. As que não conseguimos repor,  vamos ter que olhar, caso a caso”.

Gabriela Lisboa reclamou da falta de contribuição da população. “Não respeitam o tempo de cura do pavimento, mesmo com o bloqueio. Precisamos também da compreensão da população”.

O ex-prefeito Totonho Valadares, presente na Audiência Pública, fez o mais duro questionamento contra as empresas. Ele questionou a justificativa de que a empresa deixava as valas abertas para o trabalho de compactação antes de repor o calçamento. “A população tem razão., A coisa está horrível, tá ruim. Pega mal pro município, pra Compesa, pro Estado, pra sua firma e pra MAF”, disse se dirigindo à empresa BEC Engenharia, que tem responsabilidade de fiscalizar a obra. E acrescentou: “A gente tem que ter responsabilidade. A coisa é mais embaixo. É problema do que tá no contrato, que tem que que ser cumprido. A ampliação é falha”.

A Prefeitura foi Afogados da Ingazeira também foi questionada por ouvintes da Rádio Pajeú e por pessoas presentes à Câmara pela falta de fiscalização. Pessoas como o professor Reginaldo Remígio. “A Câmara fez uma comissão de acompanhamento. E a prefeitura?”  Ele deu como exemplo a Rua Pedro Pires, com calçamento de 1988 e que está ameaçada pela qualidade do serviço de  reposição. Ninguém da Prefeitura foi anunciado pela Câmara. Augusto Martins disse que não houve convite formal a instituições. Ainda houve queixas conta a falta de mais afogadenses no plenário.

Foram inúmeros questionamentos que se sucederam contra o trabalho da MAF, como se esperava. Dentre eles, o de que a empresa não tem respeito pela população na divulgação do cronograma de obras quando ruas são fechadas, profissionais despreparados, material de má qualidade, dentre outros abacaxis deixados pela MAF.

Coordenador da Comissão Especial para fiscalizar a obra, o vereador Igor Mariano questionou a dificuldade de localizar a empresa. Também defendeu o prefeito Patriota e afirmou que o executivo também está tomando providências. “Estive em contato com o prefeito e amanhã tem uma reunião entre Prefeitura, Codevasf, MAF, BEC e Compesa. O poder executivo também está fazendo seu papel de fiscalização”, disse. Ele também reforçou críticas à qualidade da obra. Os demais vereadores também criticaram a obra.

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