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Zé Negão diz que condução de Danilo gerou racha e apoio a Fernando Monteiro: “Estava esfacelando o grupo”

Por Michael Andrade

Vereador de Afogados da Ingazeira atribuiu mudança de apoio ao afastamento, à falta de diálogo e a divergências internas envolvendo a candidatura de Danilo Simões.

O vereador Zé Negão explicou os motivos que levaram seu grupo político, em Afogados da Ingazeira, a deixar o apoio à candidatura de Danilo Simões para deputado federal e anunciar adesão a Fernando Monteiro.

Em entrevista à jornalista Juliana Lima, Zé afirmou que a decisão foi resultado de um processo de desgaste interno e atribuiu a Danilo falta de diálogo com lideranças que vinham participando da articulação política do grupo.

Segundo o vereador, ele havia retirado sua própria candidatura dois anos atrás para apoiar Danilo e permaneceu ao lado dele durante o processo eleitoral seguinte. A relação, porém, teria começado a se desgastar após divergências envolvendo integrantes da oposição local.

Zé citou um episódio entre Edson Henrique e um assessor de Romero Sales. Depois da divergência, segundo ele, parte do grupo decidiu não acompanhar Romero, enquanto Danilo manteve sua relação política com o candidato.

“Danilo se distanciou do nosso grupo. Tem gente aqui do grupo e, se você quiser, eu trago cem lideranças para dizer que foi abandonado”, afirmou.

O vereador disse que procurou Danilo em diferentes momentos para alertá-lo sobre a insatisfação entre aliados.

“Eu conversei com ele várias vezes: ‘Danilo, vamos ver tudo isso aí, porque as lideranças já estão insatisfeitas, isso não vai dar certo’”, relatou.

Segundo Zé, atividades realizadas na zona rural também passaram a ocorrer sem a participação de integrantes que anteriormente atuavam em conjunto com Danilo.

Na avaliação do vereador, a maneira como a campanha estava sendo conduzida provocou afastamentos dentro do grupo.

“Ele não teve a preocupação de unir o grupo. Faltou diálogo, faltou procurar”, declarou.

Zé afirmou ainda que defendia uma atuação mais intensa da candidatura nas ruas e uma aproximação maior com as lideranças locais.

“Eu disse: ‘Danilo, a campanha tem que ir para a rua, a campanha tem que ser trabalhada’. […] Eu disse: ‘se não arrumar a casa, vai começar a esfacelar’. E começou”, afirmou.

O vereador também relatou episódios envolvendo a organização de atividades de campanha que, segundo sua versão, aumentaram a insatisfação de integrantes do grupo.

O processo terminou com a decisão de Zé Negão e seus aliados de apoiar Fernando Monteiro para deputado federal.

As declarações representam a versão apresentada pelo vereador sobre o rompimento com Danilo Simões e os motivos que levaram à mudança de apoio.

Confira abaixo, em nosso Instagram, a entrevista. Ative o áudio para ouvir a explicação completa de Zé Negão.

Fonte: Rádio Pajéu
Vídeo: Reprodução

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Outras Notícias

Após críticas, governo federal recua e abandona ideia de recriar a CPMF

Do Correio Braziliense A presidente Dilma Rousseff e os ministros da junta orçamentária voltaram a se reunir, na noite deste sábado (29), para procurar alternativas para fechar o Orçamento de 2016 sem a ajuda da recriação de um tributo semelhante à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que […]

Do Correio Braziliense

A presidente Dilma Rousseff e os ministros da junta orçamentária voltaram a se reunir, na noite deste sábado (29), para procurar alternativas para fechar o Orçamento de 2016 sem a ajuda da recriação de um tributo semelhante à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que estava em São Paulo, veio às pressas para Brasília para participar da reunião, que tem ainda o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Com a forte reação contrária à CPMF, o governo tenta agora outras opções para cobrir o rombo no Orçamento de 2016, de cerca de R$ 80 bilhões. O governo decidiu ainda fazer uma discussão de médio e longo prazos para debater o financiamento da saúde.

Neste domingo (30), a presidente deve reunir a junta mais uma vez. Na segunda-feira (31), o governo tem que enviar ao congresso Nacional a Lei Orçamentária de 2016.

Acompanhado do filho, Bolsonaro vota no Rio

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) votou na Zona Oeste do Rio de Janeiro ao lado do filho Flávio Bolsonaro. Ele deixou de fazer campanha nas ruas após sofrer um atentado e ficar 23 dias hospitalizado. Bolsonaro deixou sua casa em um condomínio na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, às 8h19 deste domingo (7) […]

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) votou na Zona Oeste do Rio de Janeiro ao lado do filho Flávio Bolsonaro. Ele deixou de fazer campanha nas ruas após sofrer um atentado e ficar 23 dias hospitalizado.

Bolsonaro deixou sua casa em um condomínio na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, às 8h19 deste domingo (7) para registrar seu voto em uma escola municipal que fica dentro da Vila Militar, em Deodoro, também na zona oeste.

Bolsonaro foi votar acompanhado de seu filho mais velho Flávio, candidato a senado pelo Rio, no mesmo partido do pai.

Após a votação do pai, Flávio seguirá para sua sessão eleitoral, em Vila Isabel, zona norte da cidade. Às 8h15, um pequeno grupo de dez eleitores curiosos acompanhavam a movimentação de jornalistas e policiais federais na entrada do condomínio onde o presidenciável tem casa.

Motoristas buzinaram em apoio quando a comitiva de seis carros de vidros escuros deixou o local.

Cursos fortalecem a agricultura em Solidão

Capacitações promovem conhecimento técnico e incentivo à produção rural no município A Prefeitura Municipal de Solidão, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com o SENAR-PE, realizará uma série de cursos voltados ao fortalecimento da agricultura local. A iniciativa tem como objetivo capacitar produtores rurais e interessados, promovendo qualificação técnica, […]

Capacitações promovem conhecimento técnico e incentivo à produção rural no município

A Prefeitura Municipal de Solidão, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com o SENAR-PE, realizará uma série de cursos voltados ao fortalecimento da agricultura local.

A iniciativa tem como objetivo capacitar produtores rurais e interessados, promovendo qualificação técnica, incentivo à geração de renda e desenvolvimento sustentável no município.

A programação contempla três formações práticas, que serão realizadas ao longo do mês de abril:

Nos dias 4 e 5 de abril, será realizado o curso de Construção de Viveiros. Já nos dias 6 e 7 de abril, os participantes terão acesso ao curso de Técnicas de Viveirista. Encerrando a programação, nos dias 8 e 9 de abril, será ofertado o curso de Olericultura Básica, com foco no preparo e instalação de hortas.

As capacitações acontecerão sempre no horário das 8h às 15h.

As inscrições estarão abertas a partir do dia 26 de março, na Secretaria Municipal de Agricultura.

MPF quer pena maior a Lula e recorre no caso Triplex

G1 O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nesta segunda-feira (31) recurso contra a sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processo da Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em razão do triplex no Guarujá. […]

Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

G1

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nesta segunda-feira (31) recurso contra a sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processo da Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em razão do triplex no Guarujá. Mas absolveu Lula das acusações envolvendo o armazenamento do acervo presidencial.

A força-tarefa pede aumento da pena aos réus do processo e também a condenação de Lula, do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, em relação ao armazenamento do acervo presidencial. Segundo o MPF, o serviço foi pago pela OAS. Leia o documento na íntegra.

“A assunção das despesas do ex-presidente Lula pelo Grupo OAS, representado pelo executivo Léo Pinheiro, estava maculada, desde o início, por interesses espúrios e foi praticada com clara intenção criminosa, notadamente a corrupção passiva do ex-presidente Lula e a sua atuação, em diversas frentes, em favor do grupo empresarial”, diz o recurso do MPF.

Os procuradores também querem o aumento do valor de reparação de danos pelos crimes de R$ 16 milhões, estipulados por Moro, para R$ 87.624.971,26.

No despacho de julho, o juiz levou em consideração o montante destinado pela OAS à conta corrente do PT, justamente de R$ 16 milhões, e arbitrou o valor como dano mínimo ao ex-presidente.

O MPF, no entanto, argumenta que a quantia corresponde apenas à propina destinada ao partido, e não a todos os atos de corrupção que são objetos da ação. Para os procuradores, a baliza mínima de indenização deve corresponder ao valor da propina direcionada também aos agentes públicos e políticos, o que totalizaria R$ 87.624.971,26.

“Assim, imperiosa a condenação de Lula também no montante de R$ 87.624.971,26, a título de dano mínimo. Esse valor é calculado independentemente da cota-parte destinada ao Partido dos Trabalhadores pela OAS, em razão da contratação dos Consórcios CONPAR e RNEST-CONEST”, diz a Procuradoria no recurso.

MP Eleitoral obtém condenação de Carlos Veras por propaganda antecipada

TRE-PE estipulou o pagamento de multa ao parlamentar O deputado federal Carlos Veras (PT), que pretende se reeleger nas eleições gerais deste ano, foi condenado por utilizar outdoors para realizar atos de pré-campanha. A decisão unânime (por sete votos) foi proferida, na terça-feira (14), pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e atendeu […]

TRE-PE estipulou o pagamento de multa ao parlamentar

O deputado federal Carlos Veras (PT), que pretende se reeleger nas eleições gerais deste ano, foi condenado por utilizar outdoors para realizar atos de pré-campanha.

A decisão unânime (por sete votos) foi proferida, na terça-feira (14), pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e atendeu à representação proposta pelo Ministério Público Eleitoral em Pernambuco. A punição imposta ao parlamentar foi o pagamento de multa no valor de R$ 7,5 mil.

Conforme consta no processo, Carlos Veras realizou propaganda antecipada, por meio vedado na legislação eleitoral (outdoors), a pretexto de divulgação de ato parlamentar e parabenização pelo aniversário do ex-presidente Lula. Para isso, foram fixados dois outdoors nas rodovias BR 423 e PE 300, nas entradas para o Município de Águas Belas (PE), que é o seu reduto eleitoral.

Em um deles há fotografia de Carlos Veras e informação do projeto de lei sobre “vale-gás”; e no outro, constam imagens de Lula e do parlamentar com felicitações em virtude do aniversário do ex-presidente. 

O promotor da 64ª Zona Eleitoral propôs “notícia de irregularidade em propaganda eleitoral” e o juiz eleitoral, no exercício do poder de polícia, determinou remoção dos outdoors, o que foi cumprido pelo deputado.

Em sua defesa, Carlos Veras alegou que não tinha conhecimento da divulgação dos outdoors e, assim que soube, providenciou a imediata retirada das mídias. O TRE considerou ser impossível o deputado não ter tido prévio conhecimento da propaganda, já que as peças de dimensões consideráveis foram fixadas nos dois acessos principais do Município.

Irregularidades – Acatando as argumentações do MP Eleitoral, o TRE considerou comprovada a prática de propaganda antecipada, pois foi realizada antes do período permitido (16 de agosto) e por meio ilícito (uso de outdoors). 

Segundo o procurador regional eleitoral auxiliar, Adílson Amaral, “a decisão é extremamente importante, pois se soma a outros acórdãos no mesmo sentido, a sinalizar que o TRE/PE não irá admitir o uso de meios proscritos (outdoor) nem antes, nem durante a campanha eleitoral, por serem formas de propaganda de alto custo, acessíveis apenas a candidatos melhor providos de recursos financeiros, sendo capazes de pôr em risco o equilíbrio da disputa eleitoral”.

O Carlos Veras pode recorrer do acórdão do TRE.