Notícias

Votação no exterior tem primeiros resultados; Lula lidera em países da Ásia e Oceania e Flávio no Japão

Por Michael Andrade

Enquanto os brasileiros começaram a votar às 8h deste domingo (4), no horário de Brasília, seções eleitorais instaladas em países da Ásia e da Oceania já haviam encerrado os trabalhos por causa da diferença de fuso horário. Os primeiros boletins de urna mostram resultados distintos entre os países, com Lula (PT) à frente em localidades como China, Nova Zelândia e Austrália, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra vantagem parcial no Japão.

Na China continental, considerando as seções de Pequim, Xangai e Guangzhou, Lula recebeu 268 votos, contra 98 de Flávio Bolsonaro. Em Hong Kong, o resultado foi mais equilibrado, com 105 votos para Flávio e 99 para Lula.

No Japão, onde há uma das maiores comunidades brasileiras da região, a apuração parcial de 60 das 119 urnas indicava Flávio Bolsonaro com 12.066 votos e Lula com 2.240.

Resultados divulgados até o início da manhã também apontavam Flávio à frente nas Filipinas. Lula aparecia na primeira posição na Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul, Malásia e Singapura.

Na Nova Zelândia, um dos primeiros países a concluir a votação, Lula recebeu 234 votos, equivalentes a 70,48% dos votos válidos nas seções já divulgadas. Flávio Bolsonaro teve 64 votos, ou 19,28%.

Na Austrália, dados disponíveis de 23 das 29 seções mostravam Lula com cerca de 3,1 mil votos e Flávio com aproximadamente 1,7 mil.

Antes mesmo da abertura das urnas no Brasil, cerca de 124 mil eleitores já haviam registrado justificativa eleitoral no exterior. Também foram relatadas filas em locais de votação de países como Portugal e Suíça.

Quase 919 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país nas eleições de 2026. No exterior, o eleitor participa apenas da escolha para presidente e vice-presidente da República.

Os números divulgados durante a manhã são parciais e correspondem às seções que já encerraram a votação. Eles não representam a totalização nacional oficial da eleição. A divulgação dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral começa após o encerramento da votação, às 17h, no horário de Brasília.

Fonte: UOL
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

 

Outras Notícias

Em Condado, Armando critica quadro atual da gestão de Paulo

O senador Armando Monteiro (PTB) esteve presente na entrega da requalificação do hospital municipal João Pereira de Andrade, em Condado, comandada pelo seu aliado o petebista Antônio Cassiano. A pouco menos de um mês da definição do candidato do grupo de oposição “Pernambuco quer mudar” ao governo, o parlamentar – que ao lado do senador […]

Foto: Léo Caldas/Divulgação

O senador Armando Monteiro (PTB) esteve presente na entrega da requalificação do hospital municipal João Pereira de Andrade, em Condado, comandada pelo seu aliado o petebista Antônio Cassiano. A pouco menos de um mês da definição do candidato do grupo de oposição “Pernambuco quer mudar” ao governo, o parlamentar – que ao lado do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) disputa a indicação – aproveitou para criticar o quadro atual da gestão do governador Paulo Câmara (PSB).

“Vocês sabem que Pernambuco está vivendo um período difícil na segurança, saúde e outras áreas. E esse ano vai ser importante porque todos vão ser convocados, através das eleições, a se manifestarem. O pernambucano terá a responsabilidade de fazer a reflexão e construir um futuro que poderá ser melhor para o nosso Estado”, afirmou.

Em meio a disputa interna no PT que teve como último episódio o afastamento do ex-prefeito João Paulo, a deputada petista Teresa Leitão também esteve presente ao lado do deputado José Humberto Cavalcanti e do deputado federal Jorge Côrte Real, ambos do PTB, além de vereadores, secretários e lideranças da região.

Requalificação do Hospital

A primeira etapa da reforma do Hospital João Pereira de Andrade foi concluída, incluindo a ampliação das salas Vermelha e de Parto. A obra teve o custo de R$ 300 mil. A segunda etapa prevê, de acordo com a Prefeitura, a ampliação das salas para consultas médicas, reforma da Enfermaria e do Necrotério, além de aquisição de novos equipamentos.

Segundo a administração municipal, esse serviço deverá ser iniciado nos próximos meses e será executado com recursos de uma emenda no valor de R$ 300 mil, viabilizada por Armando Monteiro. Durante a cerimônia de entrega da requalificação do hospital, o prefeito Antônio Cassiano também entregou um ônibus TFD e uma ambulância para assistência à população.

Sacerdote diz esperar debate sério e menos “oba oba” em vinda de Governador ao Pajeú

Falando no Debate das Dez da Rádio Pajeú sobre o Dia da água, o Padre Luiz Marques Ferreira (Padre Luizinho) externou preocupação como risco de que a agenda do governador Paulo Câmara na região se perca em meio à postura de aliados que estarão o recepcionando aqui no Pajeú nesta quinta-feira. Câmara passa por Serra […]

Falando no Debate das Dez da Rádio Pajeú sobre o Dia da água, o Padre Luiz Marques Ferreira (Padre Luizinho) externou preocupação como risco de que a agenda do governador Paulo Câmara na região se perca em meio à postura de aliados que estarão o recepcionando aqui no Pajeú nesta quinta-feira. Câmara passa por Serra Talhada, Afogados da Ingazeira  Flores com ampla agenda regional.

Para o sacerdote, oportunidades como essas são importantes para que se levem demandas e cobranças ao governador no sentido de melhorar qualitativamente as políticas públicas na região.

Ele disse se preocupar com o que chamou de “puxassaquismo constante”, que dificulta o debate crítico construtivo. “ Quando questiona é visto com maus olhos”. O padre deu como exemplo a falta de ações concretas para combater o desmatamento ilegal da Caatinga, denunciado pelo grupo Fé e Politico Dom Francisco, da Diocese de Afogados da Ingazeira.

“Vemos ações esporádicas. Queria perguntar o que impede de combater uma coisa que está errada como essa. Temos Estado, leis, órgãos. O que falta?”, reclamou. Órgãos como Secretaria de Meio Ambiente, CPRH e Ibama vem sendo sistematicamente cobrados.

Ação que determinava manter FPM em PE para cidades com queda na população não foi cumprida

A prévia do Censo Demográfico de 2022 do IBGE causou a diminuição do coeficiente de 863 cidades no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com isso, esses municípios passam a receber menos recursos do fundo já a partir da próxima terça-feira (10), quando as prefeituras de todo o país partilham a primeira parcela do ano. […]

A prévia do Censo Demográfico de 2022 do IBGE causou a diminuição do coeficiente de 863 cidades no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Com isso, esses municípios passam a receber menos recursos do fundo já a partir da próxima terça-feira (10), quando as prefeituras de todo o país partilham a primeira parcela do ano.

O impacto vem após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de considerar a recontagem populacional do IBGE atualizada até 25 de dezembro. Isso fez com que esses municípios fossem rebaixados de faixa de habitantes – critério usado para distribuição dos repasses do FPM –, o que vai diminuir os recursos recebidos via transferências do governo federal.

Por outro lado, o coeficiente de 331 cidades aumentou o suficiente para que elas pulassem de faixa de habitantes, cujo impacto será o aumento da receita advinda do FPM.

Como a primeira parcela do FPM de 2023 será 4,2% inferior à do mesmo período do ano passado, o impacto sobre os municípios que caíram de faixa será ainda maior. Ou seja, soma-se o rebaixamento de faixa populacional, o que naturalmente diminuiria os recursos recebidos, à queda do FPM como um todo.

“Uma vez que a prévia do Censo definiu que eles têm uma população menor do que a anteriormente apurada, esses municípios já vão, agora, nesse primeiro decêndio, sofrer uma redução no seu FPM”, explica o especialista em orçamento público Cesar Lima.

No caso dos municípios que pularam de faixa de habitantes, a melhoria do coeficiente acaba por amenizar a oscilação para baixo do fundo. Ao todo, o primeiro decêndio de janeiro deste ano do FPM vai distribuir quase R$ 5,2 bilhões às prefeituras, contra os mais de R$ 5,4 bilhões da mesma época em 2022.

Vale lembrar que 4.348 municípios não mudaram de coeficiente, porque mesmo perdendo ou ganhando habitantes permaneceram na mesma faixa populacional.

Uma ação coletiva promovida pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) em nome de 64 municípios suspendeu, por meio de liminar, a perda estimada de mais de R$ 374 milhões anuais para cidades que teriam queda no coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2023, devido a dados preliminares divulgados pelo Censo do IBGE.

A decisão assinada pelo juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana da 6ª vara de Brasília nesta quarta-feira (04/01) ordenava a manutenção dos coeficientes aplicados em 2022 e tem validade jurídica até a publicação final Censo. Mas a informação é que, por não haver a comunicação a tempo, a decisão não foi cumprida e as parcelas vieram descontadas.

Confira aqui a lista de todos os municípios que tiveram alteração nos coeficientes do FPM

Veja municípios que tiveram alteração em Pernambuco:

Lula tem 34%, Bolsonaro, 17% e Marina, 9%, aponta Datafolha

Uma pesquisa do Instituto Datafolha foi divulgada neste sábado (2) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Veja os resultados dos nove cenários pesquisados: Cenário 1 (com Marina, Joaquim Barbosa, Temer e Meirelles): Lula (PT): 34% Jair Bolsonaro (PSC): 17% Marina Silva […]

Uma pesquisa do Instituto Datafolha foi divulgada neste sábado (2) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Veja os resultados dos nove cenários pesquisados:

Cenário 1 (com Marina, Joaquim Barbosa, Temer e Meirelles):

  • Lula (PT): 34%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 17%
  • Marina Silva (Rede): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 6%
  • Joaquim Barbosa (sem partido): 5%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • Manuela D´Ávila (PCdoB): 1%
  • Michel Temer (PMDB): 1%
  • Henrique Meirelles (PSD): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 12%
  • Não sabe: 2%

Cenário 2 (com Joaquim Barbosa):

  • Lula (PT): 37%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 18%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Ciro Gomes (PDT): 7%
  • Joaquim Barbosa (sem partido): 6%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 1%
  • Guilherme Boulos (sem partido): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 14%
  • Não sabe: 3%

Cenário 3 (com Meirelles):

  • Lula (PT): 37%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 19%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Ciro Gomes (PDT): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%
  • Henrique Meirelles (PSD): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Guilherme Boulos (sem partido): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 14%
  • Não sabe: 5%

Cenário 4 (com Marina):

  • Lula (PT): 36%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 18%
  • Marina Silva (Rede): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Ciro Gomes (PDT): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Guilherme Boulos (sem partido): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 13%
  • Não sabe: 2%

Cenário 5 (com Doria e Marina)

  • Lula (PT): 36%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 18%
  • Marina Silva (Rede): 11%
  • Ciro Gomes (PDT): 7%
  • João Doria (PSDB): 5%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 1%
  • João Amoêdo (Partido Novo): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Guilherme Boulos (sem partido): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 14%
  • Não sabe: 2%

Cenário 6 (sem Lula, com Joaquim Barbosa):

  • Jair Bolsonaro (PSC): 21%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 11%
  • Joaquim Barbosa (sem partido): 8%
  • Alvaro Dias (Podemos): 6%
  • Fernando Haddad (PT): 3%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Guilherme Boulos (sem partido): 1%
  • João Amoêdo (Partido Novo): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 28%
  • Não sabe: 4%

Cenário 7 (sem Lula, com Meirelles):

  • Jair Bolsonaro (PSC): 22%
  • Ciro Gomes (PDT): 13%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 12%
  • Alvaro Dias (Podemos): 6%
  • Fernando Haddad (PT): 3%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 3%
  • Henrique Meirelles (PSD): 2%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 2%
  • Guilherme Boulos (sem partido): 1%
  • João Amoêdo (Partido Novo): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 30%
  • Não sabe: 5%

Cenário 8 (sem Lula, com Marina):

  • Jair Bolsonaro (PSC): 21%
  • Marina Silva (Rede): 16%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Alvaro Dias (Podemos): 5%
  • Fernando Haddad (PT): 3%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Guilherme Boulos (Sem Partido): 1%
  • João Amoêdo (Partido Novo): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 25%
  • Não sabe: 3%

Cenário 9 (sem Lula, com Doria e Marina):

  • Jair Bolsonaro (PSC): 21%
  • Marina Silva (Rede): 17%
  • Ciro Gomes (PDT): 13%
  • João Doria (PSDB): 6%
  • Alvaro Dias (Podemos): 6%
  • Fernando Haddad (PT): 3%
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Guilherme Boulos (Sem Partido): 1%
  • João Amoêdo (Partido Novo): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 27%
  • Não sabe: 3%

O Datafolha fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Como houve alteração dos cenários pesquisados, não é possível comparar diretamente o resultado desta pesquisa com a anterior, realizada pelo Datafolha em setembro (naquele mês, em um dos cenários, Lula registrou 36%, Bolsonaro, 16%, e Marina, 14%).

Simulações de 2º turno:

(29 e 30 de novembro)

  • Lula 52% x 30% Alckmin
  • Lula 48% x 35% Marina
  • Lula 51% x 33% Bolsonaro
  • Alckmin 35% x 33% Ciro
  • Marina 46% x 32% Bolsonaro
PT intensifica mobilização com atos de apoio à possibilidade da candidatura de Lula

Do Congresso em Foco O PT organizou mobilizações em pelo menos oito capitais do país neste sábado (13), em apoio ao ex-presidente Lula, que será julgado em segunda instância no próximo dia 24. A sigla realizou mobilizações em torno de inaugurações dos “Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser Candidato”. […]

Foto: Wellington Júnior

Do Congresso em Foco

O PT organizou mobilizações em pelo menos oito capitais do país neste sábado (13), em apoio ao ex-presidente Lula, que será julgado em segunda instância no próximo dia 24. A sigla realizou mobilizações em torno de inaugurações dos “Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser Candidato”. De acordo com reportagem do jornal O Globo, o PT já havia lançado, até o início da tarde de hoje, pelo menos 6 mil comitês pelo Brasil. As manifestações aconteceram nas capitais de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Rondônia.

O Diretório Nacional da sigla, em São Paulo, recebeu uma faixa gigante com a foto de Lula e a frase “eleição sem Lula é fraude”. Durante o ato, o vice-presidente da sigla Alexandre Padilha afirmou que o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), deveria ser “mais cauteloso”.

Carlos Eduardo Thompson Flores afirmou ontem (sexta,12), que estava apreensivo com possíveis ataques no dia 24. Thompson Flores recebeu uma comitiva de petistas ontem para discutir as manifestações de apoio a Lula e afirmou que juízes estão sendo ameaçados. Padilha afirmou que uma investigação deveria ser aberta e que o PT é o mais interessado em saber quem são os autores das ameaças, informa a Folha de S. Paulo. Em Porto Alegre, a manifestação recebeu a presidente da sigla, a senadora Gleisi Hoffmann (PR).

Em apoio à possibilidade de que Lula concorra, o Psol divulgou uma  nota na tarde deste sábado e e a pré-candidata do PCdoB, a deputada estadual Manuela D’Ávila (RS) participou do ato realizado em Porto Alegre. Outras manifestações de apoio a Lula estão marcadas para a próxima terça-feira (16), no Rio de Janeiro e na quinta (18), em São Paulo.

Contra

Manifestações contra Lula também estão agendadas. O grupo Vem Pra Rua organizou atos pedindo a condenação do ex-presidente em pelo menos 10 capitais na véspera do julgamento. O movimento afirma que a eventual confirmação da condenação do petista ”será o maior símbolo do fim da impunidade no Brasil, atestando que a Justiça no país, de fato, funciona igualmente para todos, independentemente de cargo, influência, poder ou dinheiro”.

Manifestações de grupos pró e contra Lula são esperadas por todo o país. Em Porto Alegre, sede do TRF-4, uma caravana de militantes pró-Lula prepara ato de apoio ao petista. Em Porto Alegre, sede do TRF-4, o clima é de expectativa e tensão após o pedido do prefeito, Nelson Marchezan Filho (PSDB), para que efetivos das Forças Armadas fossem enviados para fazer a segurança na cidade para o julgamento. O pedido de Marchezan foi criticado pelo governo estadual, que considerou a medida desproporcional. A presença do Exército também foi descartada pelo Ministério da Defesa, que considerou a medida ilegal.

Day-after

Os petistas já decretaram que, mesmo que o Tribunal confirme a condenação, o ex-presidente Lula será o candidato da sigla à Presidência da República. A previsão é que sua pré-candidatura seja anunciada logo após a decisão da Corte, ignorando qualquer que seja o resultado.

“A gente tem sido bastante enfático em afirmar que o PT não apresentará qualquer outro nome como candidato. Não existe nenhuma relação entre qualquer decisão que seja tomada na Justiça e a inscrição da candidatura do presidente Lula”, ressaltou o novo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ao Congresso em Foco.