Vitória democrata nos EUA não deve reduzir pressão de Trump sobre o Brasil, avaliam analistas

A vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos deve impor dificuldades ao presidente Donald Trump na condução de sua agenda interna, mas não significa uma redução das pressões de Washington sobre o Brasil. A avaliação é de especialistas em relações internacionais, que apontam a autonomia do Executivo americano para manter tarifas comerciais, sanções e outras medidas de política externa.
Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). A nova composição do Congresso entrará em funcionamento em 3 de janeiro de 2027, reduzindo a margem de articulação política do presidente republicano no Legislativo.
Apesar da mudança, os analistas consideram que as principais decisões de Trump em relação ao Brasil dificilmente serão revertidas apenas pela nova maioria parlamentar.
Entre os pontos de tensão estão as tarifas sobre produtos brasileiros, as pressões para que o país reduza sua aproximação econômica com a China e a decisão americana de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Para o economista Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ex-diretor do Banco Mundial, a presença democrata poderá ampliar os canais de diálogo entre o governo brasileiro e parlamentares americanos. Entretanto, a mudança não garante alterações na política comercial da Casa Branca.
O especialista observa que o Congresso pode aumentar a fiscalização sobre o Executivo, mas encontra limitações para modificar medidas adotadas diretamente pela Presidência.
Uma das principais dificuldades envolve as tarifas impostas com base na Seção 301 da legislação comercial americana. Em julho, o governo Trump anunciou uma taxa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Consideradas outras cobranças e exceções, parte das mercadorias exportadas pelo Brasil passou a enfrentar tarifas de 37,5%.
O professor Lucas Leite, da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), também considera improvável uma mudança imediata.
“Ele até terá mais empecilhos, especialmente na América Latina, mas a vitória democrata nas urnas não anula a agenda trumpista”, afirmou.
Segundo Leite, os parlamentares democratas deverão concentrar esforços na fiscalização do governo e no enfrentamento de políticas internas, como as deportações de imigrantes, antes de priorizar uma revisão das medidas comerciais contra outros países.
A professora Regiane Bressan, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), avalia que o novo cenário poderá aumentar as cobranças ao Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio. Comissões parlamentares poderão solicitar explicações sobre decisões diplomáticas e ações americanas na América Latina.
Mesmo assim, a possibilidade de reverter medidas presidenciais permanece limitada. Trump poderá vetar projetos aprovados pelo Congresso, e uma eventual derrubada do veto exigiria o apoio de dois terços dos parlamentares em cada Casa.
Outro obstáculo está na política de proteção à indústria americana. Especialistas observam que democratas e republicanos compartilham posições protecionistas em setores como aço e alumínio, o que reduz as possibilidades de revisão dessas tarifas.
O cientista político Feliciano de Sá Guimarães, diretor do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e professor da Universidade de São Paulo (USP), considera que a nova composição do Congresso poderá abrir espaço para negociações, mas ressalta que qualquer alteração dependerá de acordos e contrapartidas.
Há ainda a possibilidade de um efeito contrário ao esperado. Regiane Bressan observa que presidentes americanos que enfrentam dificuldades no Congresso podem ampliar sua atuação internacional para compensar os obstáculos à agenda doméstica.
Para os especialistas, portanto, a vitória democrata poderá alterar o equilíbrio político em Washington e ampliar o diálogo com o Brasil, mas não assegura mudanças imediatas nas políticas adotadas por Trump em relação ao governo brasileiro.
Fonte: g1 / BBC News Brasil
Foto: Reprodução
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O prefeito de São José do Egito, Fredson Britto, não se manifesta, mas considera plantadas pela oposição as notícias de que estaria a fim de disputar o CIMPAJEÚ. Credita à oposição, revoltada com sua articulação para fazer Luiz de Raimundo presidente da Câmara da Capital da Poesia.
Na Festa de Zé Dantas, é engraçado ver a distância entre Anchieta Patriota e Berg Gomes na festa. Um na mesa, outro nos quiosques. Não costumam ficar juntos. Claro, haja especulação. Os dois publicamente dizem ser estilo de um e do outro. Sobre 2028, vaza a notícia de que Berg não disputará reeleição, abrindo portas para o Anchieta 5.0, mas publicamente ninguém assume nada.
Segundo o PE Notícias, o próximo presidente do CIMPAJEÚ será mesmo Flávio Marques, diante do volume de apoios de outras cidades e da falta de condições legais e de suporte da candidatura de Pollyana Abreu, de Sertânia, que quer passar o rodo em qualquer movimento que tenha apoio ou participação de socialistas e petistas da região.
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