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TSE forma maioria para barrar candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba

Por Michael Andrade

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (2) pelo indeferimento do registro de Cícero Lucena (MDB) na disputa pelo Governo da Paraíba. O placar chegou a 4 votos a 0, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista e ainda não teve resultado definitivo.

Com a análise suspensa, Cícero continua autorizado a disputar a eleição deste domingo (4) enquanto o processo não for concluído.

O julgamento analisa um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que havia deferido o registro da candidatura em setembro.

O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pelo indeferimento. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Floriano de Azevedo Marques Neto e Dias Toffoli e pela ministra Estela Aranha, formando a maioria entre os sete integrantes da Corte.

O ministro André Mendonça pediu vista do processo, suspendendo a conclusão do julgamento. Ele ainda não apresentou voto. Também faltam as manifestações de Nunes Marques e Sebastião Reis.

O recurso do Ministério Público Eleitoral sustenta que Cícero teria sido beneficiado pela atuação de uma organização criminosa em seu projeto político-eleitoral. O caso tramita sob sigilo.

Segundo o voto do relator, os elementos reunidos no processo indicariam que o candidato teria obtido vantagens eleitorais relacionadas à atuação da facção Nova Okaida nas eleições municipais de 2020 e 2024, em João Pessoa.

Cueva também mencionou investigações envolvendo Janine Lucena, filha do candidato, e Lauremília Lucena, ex-primeira-dama de João Pessoa, em supostas tratativas com integrantes da organização criminosa.

As informações fazem parte das acusações analisadas no processo e não representam, neste momento, uma decisão definitiva sobre a candidatura ou uma condenação criminal de Cícero.

O caso chegou ao TSE após o TRE-PB ter autorizado o registro da candidatura. Agora, a maioria formada no tribunal superior aponta para a reversão da decisão regional, mas a proclamação do resultado depende da retomada e conclusão do julgamento.

Os votos apresentados no plenário virtual também podem ser modificados até o encerramento da análise.

Até a última atualização da reportagem que serviu de base para esta matéria, a defesa de Cícero Lucena não havia se manifestado sobre a formação da maioria no TSE.

Fonte: g1 Paraíba

Foto: TV Cabo Branco

Outras Notícias

Danilo e Edson Henrique falam de futuro no Debate das Dez

Depois de dizerem que entregaram os cargos à Casa Civil do Governo Raquel Lyra, Danilo Simões e Edson Henrique serão os convidados do Debate das Dez desta segunda (13) na Rádio Pajeú. A pergunta mais esperada tem relação com futuro. Se mesmo chateados por não terem tido o espaço que queriam, ainda há chance com […]

Depois de dizerem que entregaram os cargos à Casa Civil do Governo Raquel Lyra, Danilo Simões e Edson Henrique serão os convidados do Debate das Dez desta segunda (13) na Rádio Pajeú.

A pergunta mais esperada tem relação com futuro. Se mesmo chateados por não terem tido o espaço que queriam, ainda há chance com Raquel, se migram para apoiar João Campos ou se, numa posição que dizem, político não fica, adotam de fato independência política.

A segunda, a depender da primeira, de o que essa posição dirá sobre 2028. Danilo é tido como o principal nome da oposição para o próximo pleito.

O Debate vai ao ar às 10h na Rádio Pajeú, dentro do programa Manhã Total.

Você pode ouvir e fazer perguntas sintonizando FM 99,3 e ligando para (87) 3838-1213, pela Internet no www.radiopajeu.com.br ou em celulares com Android, pelo aplicativo da emissora disponível no Google Play, ou Apple Store, para iPhone. Basta procurar Pajeu e baixá-lo. Para participar pelo zap, o número é (87) 9-9956-1213. Você ainda pode assistir pelo YouTube e Facebook.

Liana vai ao Ministério Público contra Flávio Bolsonaro após denúncias sobre filme

Áudio revela que o senador e pré-candidato à Presidência negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre o pai. A vereadora do Recife Liana Cirne protocolou representação no Ministério Público Eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro pedindo a apuração de possível propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder econômico relacionados ao […]

Áudio revela que o senador e pré-candidato à Presidência negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre o pai.

A vereadora do Recife Liana Cirne protocolou representação no Ministério Público Eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro pedindo a apuração de possível propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder econômico relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a ação apresentada à Procuradoria Regional Eleitoral em Brasília, a denúncia se baseia em reportagens que apontam que o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme, após solicitação de Flávio Bolsonaro. O documento menciona ainda que o montante negociado poderia chegar a R$ 134 milhões, envolvendo operações financeiras realizadas entre fevereiro e maio de 2025.

“Estamos falando de milhões de reais circulando para construir propaganda política antecipada disfarçada de filme. Se confirmadas as denúncias, Flávio Bolsonaro transformou uma produção audiovisual em máquina milionária de promoção eleitoral antes do período permitido por lei”, diz Liana.

Na representação, Liana argumenta que a obra audiovisual pode ter sido estruturada não apenas como produção cinematográfica privada, mas também como instrumento de promoção político-eleitoral em contexto de pré-campanha. A peça sustenta que a participação direta de Flávio Bolsonaro nas tratativas financeiras, revelada por diálogos e áudios divulgados pela imprensa, justificaria a abertura de investigação pelo Ministério Público Eleitoral.

O pedido solicita a apuração da origem e da destinação dos recursos utilizados na produção do filme, incluindo contratos, investidores, empresas intermediárias e possíveis operações financeiras nacionais e internacionais. A representação também requer a oitiva de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro e demais envolvidos no projeto.

De acordo com a ação, caso seja comprovada finalidade eleitoral no financiamento da produção audiovisual, os fatos poderão ser enquadrados como propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico, conforme a legislação eleitoral e entendimentos recentes do Tribunal Superior Eleitoral.

No documento, Liana Cirne afirma que o caso exige “rigorosa apuração quanto à sua finalidade real e eventual utilização como instrumento de promoção político-eleitoral em contexto de pré-campanha”.

Carlos Veras e Flávio Marques comentam derrota na eleição de Tabira

“Com muita tristeza”. Foi assim que o Deputado Federal Carlos Veras disse ter recebido a derrota do aliado Flávio Marques na disputa pela Prefeitura de Tabira.  Durante entrevista ao comunicador Anchieta Santos no Programa Cidade Alerta da Cidade FM, o parlamentar acrescentou que Tabira perdeu uma grande oportunidade de avançar com um candidato qualificado.  Carlos Veras […]

“Com muita tristeza”. Foi assim que o Deputado Federal Carlos Veras disse ter recebido a derrota do aliado Flávio Marques na disputa pela Prefeitura de Tabira. 

Durante entrevista ao comunicador Anchieta Santos no Programa Cidade Alerta da Cidade FM, o parlamentar acrescentou que Tabira perdeu uma grande oportunidade de avançar com um candidato qualificado. 

Carlos Veras disse ter estranhado o gesto de paz do vice-prefeito eleito Marcos Crente, quando parte da militância depreda a cidade e destrói bens públicos. O deputado lançou um desafio, após dizer que não se nega a conversar: “Para cada obra que vou conseguir para Tabira, desafio os nossos adversários trazerem uma igual. Vamos conquistar R$ 4 milhões para o Campus da UPE. Que eles tragam uma ação no mesmo valor”. 

Mesmo dizendo ter desarmado o palanque, Veras pôs culpa nos adversários pelo atraso na obra do Curral do Gado e na operação tapa buracos. 

Provocado a definir quem foi o pai de sua derrota, Flávio Marques preferiu atribuir o resultado a ingratidão de alguns e a traição de outros. 

Flávio agradeceu os 7.993 votos conquistados, e reconheceu que sem se preocupar a quem estava entregando os destinos de Tabira, alguns eleitores queriam se vingar de um diretor, um técnico da saúde, ou outro qualquer membro do governo. 

Repetiu o discurso da campanha de que o marido (Dinca) é que vai mandar e não a prefeita eleita Nicinha Brandino. 

Ao mesmo tempo, o ex-candidato petista assegurou não torcer pelo quanto pior melhor e prometeu fazer uma oposição responsável. 

Quanto aos 5 vereadores eleitos pela oposição, tanto Carlos Veras como Flávio Marques disseram não acreditar que algum deles mude para o bloco governista.

Fogueiras no São João: leitores debatem viés ecológico do tema

Alguns internautas se manifestaram comentando a repercussão da matéria que indica queda no número de fogueiras na véspera junina verificada no centro de Afogados da Ingazeira. Pela Fanpage ou pelo Portal da Rádio Pajeú, levantaram o debate sobre desmatamento da caatinga, fruto de campanha da Diocese de Afogados e do grupo Fé e Política. O […]

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Alguns internautas se manifestaram comentando a repercussão da matéria que indica queda no número de fogueiras na véspera junina verificada no centro de Afogados da Ingazeira.

Pela Fanpage ou pelo Portal da Rádio Pajeú, levantaram o debate sobre desmatamento da caatinga, fruto de campanha da Diocese de Afogados e do grupo Fé e Política. O foco do debate tem sido a retirada ilegal de madeira de forma constante para outras regiões do Estado. De nossa parte, a matéria constata a queda na presença dia 23, trata da tradição cultural e religiosa das fogueiras.

A leitora Rosa Amélia, afirmou : “há uma luta quanto ao desmatamento desordenado. Tem gente que fazia arranha-céu de lenha. As pessoas festejam da mesma forma, como se não houvesse o amanhã. Eu vi muitas fogueiras por aqui ao vir do trabalho. Uns que tem muito dinheiro compraram daqueles que desmatam para sobreviver.

Já Gilberto Carvalho: “absurdo! Uma hora reclamam do desmatamento da caatinga e agora ficam falando em “fogueira de São João”. De onde vem a madeira para tais fogueiras?” – questionou.

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Pelo Twitter do blog, até a Deputada Tereza Leitão questionou a manchete, que falava em crise como possível causa da redução das fogueiras na área urbana. “Crise ou a consciência ecológica crescendo?”

‘É guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha’, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou-se ao general Vo Nguyen Giap, comandante do Exército do Povo do Vietnã, emblemático estrategistas militar que fez tombar em batalha tropas francesas, norte-americanas e chinesas, ao declarar “guerra” aos investigadores da Operação Lava Jato – que investiga supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa […]

alx_lula-brasil20160304_0037_originalO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou-se ao general Vo Nguyen Giap, comandante do Exército do Povo do Vietnã, emblemático estrategistas militar que fez tombar em batalha tropas francesas, norte-americanas e chinesas, ao declarar “guerra” aos investigadores da Operação Lava Jato – que investiga supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o petista e sua família.

“É o seguinte meu filho eu tô com a seguinte tese: é guerra, é guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha”, declara Lula, em conversa por telefone com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), monitorada com autorização da Justiça Federal, do Paraná.

O parlamentar responde ser aliado nessa batalha. “Presidente estamos nessa guerra também, não tenho nada a perder.”

Os dois falam da persecução criminal em andamento em Curitiba e em Brasília contra o ex-presidente Lula e pessoas ligadas a ele, incluindo seus filhos. Os grampos foram autorizados pelo juiz federal Sérgio Moro – dos processos em primeira instância da Lava Jato – na fase que antecedeu a Operação Aletheia. Deflagrada em 4 de março, o ex-presidente foi o principal alvo. Levado coercitivamente para depor, reagiu publicamente com ataques aos investigadores, a quem classificou de “um bando de loucos”.

Lula faz referência ao estrategista de guerra vietnamita: “Você pode me chamar até de general Giap. Nós já derrotamos os americanos, os chineses, os franceses e estamos para derrotar a Globo agora”.

O ex-presidente e sua defesa têm atacado meios de comunicação, em especial a Rede Globo. Além perseguição política, no grampo da Lava Jato o ex-presidente conta ao senador ter conhecido o lendário general Giap. “Foi lá no Vietnã, estava bem velhinho já levei a Dilma (Rousseff) para conversar com ele.”

Giap ficou conhecido como Napoleão Vermelho, foi considerado herói nacional em busto histórico situado abaixo, apenas, do ex-presidente Ho Chi Minh – o pai da independência vietnamita. Os dois se conheceram no exílio no sudeste da China. No Vietnã, recrutaram guerrilheiros para a insurgência vietcongue. Giap trabalhou como jornalista, antes de entrar para o Partido Comunista Indochinês. “Vamos levar essa luta”, responde o senador petista – também alvo de investigação da Lava Jato e com o nome citado por delatores.