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TJPE elege três novos desembargadores

Por Nill Júnior
Foto: Anderson Freitas | Agência Rodrigo Pereira

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) elegeu, nesta quarta-feira (18), três novos desembargadores para integrar a Corte do Judiciário estadual. A escolha aconteceu durante sessão do Pleno, no Palácio da Justiça, localizado no bairro de Santo Antônio. Foram eleitos os juízes da Capital Odilon de Oliveira Neto e Rafael Machado da Cunha pelo critério de Antiguidade, e Itamar Pereira pelo critério de Merecimento. A posse dos magistrados acontece a partir do dia 2 de janeiro no Gabinete da Presidência.

Os novos desembargadores preenchem os cargos criados pela Lei Complementar 232, publicada no Diário Oficial do Poder Executivo no dia 11 de junho deste ano, e pela Lei Complementar 235, publicada no Diário Oficial do Poder Executivo no dia 3 de setembro deste ano. As leis criaram quatro novas vagas de desembargadores. O quarto cargo será preenchido no primeiro semestre de 2014. O 46º desembargador da Corte de Justiça será escolhido entre os membros do Ministério Público, atendendo ao disposto no Artigo 94 da Constituição Federal, que diz que a quinta parte das vagas do Tribunal de Justiça são oferecidas a advogados e promotores de Justiça.

A escolha desta quarta-feira teve como base os editais de acesso ao Tribunal de 2º grau para o cargo de desembargador, que trouxe a lista dos juízes aptos para a disputa. Quatorze magistrados se inscreveram para o cargo pelo critério de merecimento e quatro pelo critério de Antiguidade.

Para a eleição do desembargador pelo critério de merecimento, cada desembargador que integra o Pleno votou em três nomes para formar a lista tríplice. Os juízes que receberam maioria de votos foram Itamar Pereira, Carlos Moraes e Fábio Eugênio Dantas. Como essa era a terceira vez que Itamar Pereira figurava na lista de remanescentes, o juiz foi eleito automaticamente.

Na reunião, que ainda está acontecendo, estão sendo formados quadros de juízes de Direito da 3ª Entrância para substituição de desembargadores do Tribunal na área Cível, Criminal e de Direito Público, quando estes se afastarem da atividade judicante por um período superior a 30 dias.

Odilon de Oliveira Neto– Natural de Alagoinha (PE), o magistrado nasceu no dia 19 de novembro de 1946. Começou o curso de Direito na Aeso e concluiu no Instituto Paraibano de Educação (IPE) no ano de 1982. Antes de ingressar na magistratura, Odilon Neto advogou por cinco anos, tendo também atuado como procurador da Banorte – Crédito, Financiamentos e Investimentos S/A. Ele iniciou a carreira na magistratura, no dia 5 de janeiro de 1989, como titular da Comarca de Flores, acumulando também a Comarca de Serra Talhada. Após dois anos de atuação como juiz, Odilon Neto foi promovido, por antiguidade, para a Comarca de Palmares. Em 1992, tornou-se juiz substituto da Capital. Atuou em diversas varas e, desde janeiro de 2012, é juiz titular do 15º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da Capital.Odilon de Oliveira Neto é o presidente da 8ª Turma do Colégio Recursal. Foi ainda juiz eleitoral da 1ª Zona Eleitoral da Capital por dois anos.

Rafael Machado da Cunha– Nasceu em Garanhuns, no dia 24 de outubro de 1949. Cursou Direito na Faculdade de Direito do Recife, tendo concluído o curso em 1976. Logo após, atuou como defensor público e também exerceu a advocacia por oito anos.Ingressou na magistratura em 1985, assumindo a Comarca de Tacaratu, no Sertão pernambucano. Foi promovido para a Comarca de Goiana em abril de 1989, onde também acumulou as comarcas de Itambé, Condado e Ferreiros. Rafael Machado se tornou juiz substituto da Capital em 1992. Em fevereiro de 2000, assumiu a 5ª Vara de Família e Registro Civil da Capital.

Itamar Pereira da Silva Júnior– O magistrado nasceu no Recife no dia 12 de abril em 1958. Ele é graduado em Direito, pela na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e em Administração, pela Faculdade de CiênciasHumanas. Antes de se tornar juiz, Itamar Pereira atuou como advogado e procurador jurídico. Ingressou na magistratura em 1990, assumindo a Comarca de Santa Maria da Boa Vista, onde atuou até março de 1991. Após atuar como juiz de Petrolina, Garanhuns, São João e Paulista, foi transferido para a 9ª Vara Cível do Recife, em 1993. Itamar Pereira substituiu o desembargador Hélio Barros Siqueira Campos na 3ª Câmara Cível do TJPE, em 1996, e também atuou como juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça. Foi juiz eleitoral de 1997 a 1998. Atualmente, é juiz titular da 17ª Vara Cível da Capital.

TJPE

Outras Notícias

TRE-PE rejeita pedido de direito de resposta da Frente Popular contra propaganda crítica a João Campos

Decisão entendeu que a inserção não apresentou conteúdo calunioso, difamatório, injurioso ou sabidamente inverídico nos termos exigidos pela legislação eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) julgou improcedente, nesta quinta-feira (10), o pedido de direito de resposta apresentado pela Frente Popular de Pernambuco contra a coligação Pernambuco de Coração. A ação questionava uma inserção […]

Decisão entendeu que a inserção não apresentou conteúdo calunioso, difamatório, injurioso ou sabidamente inverídico nos termos exigidos pela legislação eleitoral.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) julgou improcedente, nesta quinta-feira (10), o pedido de direito de resposta apresentado pela Frente Popular de Pernambuco contra a coligação Pernambuco de Coração.

A ação questionava uma inserção de aproximadamente 30 segundos veiculada em emissoras de televisão e rádio. A propaganda relacionava João Campos (PSB) à gestão do ex-governador Paulo Câmara e fazia críticas à administração estadual daquele período.

Ao analisar o caso, o desembargador eleitoral Fernando Braga Damasceno concluiu que não estavam presentes os requisitos previstos na legislação para a concessão de direito de resposta.

“A propaganda não atribui a João Campos a prática de ato determinado durante sua passagem pelo Governo do Estado. Ela rememora fato de sua trajetória política e administrativa e, a partir dele, formula avaliação negativa sobre a gestão então encerrada”, registrou o magistrado.

A decisão também analisou a referência à passagem de João Campos pelo governo Paulo Câmara. Segundo o julgamento, não há controvérsia relevante sobre o fato de ele ter exercido a função de chefe de gabinete do então governador, e mencionar essa circunstância em propaganda eleitoral não configura, por si só, irregularidade.

A inserção questionada fazia referências a obras paradas, problemas na restauração, filas na saúde e notícias sobre desvios de recursos públicos durante a gestão anterior.

A rejeição do pedido de resposta, porém, não significa que o TRE-PE tenha confirmado como verdadeiras todas as críticas veiculadas na propaganda. O Tribunal concluiu que, no conteúdo analisado, não ficou caracterizada ofensa ou afirmação sabidamente inverídica capaz de justificar o direito de resposta previsto na legislação eleitoral.

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Sicoob Pernambuco firma convênio com Prefeitura do Recife para oferta de crédito consignado

Parceria amplia as opções de instituições financeiras disponíveis aos servidores municipais interessados nessa modalidade de empréstimo. O Sicoob Pernambuco assinou convênio com a Prefeitura do Recife para passar a oferecer crédito consignado aos servidores municipais. Com o acordo, os trabalhadores poderão contratar empréstimos com desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, de acordo com […]

Parceria amplia as opções de instituições financeiras disponíveis aos servidores municipais interessados nessa modalidade de empréstimo.

O Sicoob Pernambuco assinou convênio com a Prefeitura do Recife para passar a oferecer crédito consignado aos servidores municipais.

Com o acordo, os trabalhadores poderão contratar empréstimos com desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, de acordo com as condições e critérios definidos pela instituição financeira.

Segundo o Sicoob, a parceria também permitirá que os servidores tenham acesso aos demais produtos e serviços oferecidos pela cooperativa financeira.

A instituição afirma que pretende oferecer taxas competitivas e ampliar as alternativas disponíveis para os servidores da capital pernambucana.

O Sicoob destacou ainda a participação do vereador do Recife e candidato a deputado federal Tadeu Calheiros nas articulações para a formalização do convênio. O parlamentar atua na Frente Parlamentar do Cooperativismo na Câmara Municipal.

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Campanha de Raquel nega relação com advogada acusada de ataques a Campos. “Ao contrário, é vítima de ofensas sistemáticas”

Nota afirma que apoio à governadora é espontâneo, nega vínculo formal com a estrutura descrita pelo Metrópoles e acusa adversários de promoverem ataques coordenados. A campanha de Raquel Lyra (PSD) se manifestou nesta quinta-feira (10) após a reportagem do Metrópoles que apontou pagamentos a participantes de um grupo de WhatsApp para fazer comentários favoráveis à […]

Nota afirma que apoio à governadora é espontâneo, nega vínculo formal com a estrutura descrita pelo Metrópoles e acusa adversários de promoverem ataques coordenados.

A campanha de Raquel Lyra (PSD) se manifestou nesta quinta-feira (10) após a reportagem do Metrópoles que apontou pagamentos a participantes de um grupo de WhatsApp para fazer comentários favoráveis à governadora e críticos a João Campos (PSB).

No posicionamento, a campanha afirma que atua “dentro da lei e das regras eleitorais” e sustenta que o apoio recebido pela governadora nas redes sociais ocorre de forma espontânea.

A nota também destaca que, segundo a candidatura, a reportagem não apresentou vínculo formal entre a campanha de Raquel e a estrutura descrita. O posicionamento ainda acusa adversários de manterem uma organização de ataques contra a governadora e afirma que episódios envolvendo perfis falsos, disparos coordenados e ofensas já estão sendo tratados na Justiça Eleitoral.

Mais cedo, João Campos se manifestou sobre a reportagem, classificou as revelações como graves e defendeu que os fatos sejam investigados. O candidato também questionou a origem dos recursos utilizados nos pagamentos apontados pelo Metrópoles e se poderia haver dinheiro público envolvido.

Confira a nota da campanha de Raquel Lyra na íntegra:

“A campanha da governadora Raquel Lyra atua dentro da lei e das regras eleitorais. O apoio que ela recebe nas redes é espontâneo e nasce do trabalho entregue em Pernambuco, como qualquer pernambucano pode constatar.

Chama atenção que a reportagem, além de não apresentar vínculo formal com a campanha, silencie sobre a estrutura organizada de ataques que opera contra a governadora.

Estrutura que já é alvo de investigação no Tribunal Regional Eleitoral. Perfis falsos, disparos coordenados e ofensas fabricadas têm autoria e método, e serão respondidos onde precisam ser: na Justiça.”

A manifestação ocorre após o Metrópoles apresentar mensagens de WhatsApp e comprovantes de Pix relacionados a pagamentos feitos, em 2024, a integrantes de um grupo de engajamento nas redes sociais. Segundo a reportagem, os participantes recebiam R$ 75 por semana.

Maria Eduarda Lucena, apontada pelo portal como responsável pelos pagamentos, afirmou ter sido procurada novamente em 2026 por integrantes da equipe de Raquel Lyra para organizar um novo grupo de WhatsApp. De acordo com ela, desta vez a participação seria voluntária e sem pagamentos. A campanha da governadora nega vínculo com a estrutura relatada.

Foto: Reprodução

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Miguel Duque celebra decisão do TRE-PE que manteve candidatura de Luciano em Serra Talhada

Decisão unânime do pleno manteve o registro do deputado estadual, questionado por causa das contas de 2019, período em que ele era prefeito de Serra Talhada. Miguel Duque (Podemos), candidato a deputado federal, comentou, nessa quarta-feira (9), a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) que manteve a candidatura de Luciano Duque (Podemos) à […]

Decisão unânime do pleno manteve o registro do deputado estadual, questionado por causa das contas de 2019, período em que ele era prefeito de Serra Talhada.

Miguel Duque (Podemos), candidato a deputado federal, comentou, nessa quarta-feira (9), a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) que manteve a candidatura de Luciano Duque (Podemos) à Assembleia Legislativa.

A manifestação ocorreu durante um encontro realizado em Serra Talhada após o julgamento. Ao se dirigir aos presentes, Miguel fez referência às disputas políticas em torno da candidatura.

“A quem quiser brigar, que brigue. A quem quiser fazer ruindade, que faça. Porque a gente bota Deus na frente, a cabeça no céu e segue firme com o povo de Serra Talhada”, afirmou.

O pleno do TRE-PE decidiu, por unanimidade, manter o registro de candidatura de Luciano Duque.

O questionamento estava relacionado às contas de 2019, referentes ao período em que Luciano exercia o cargo de prefeito de Serra Talhada.

A decisão garante, neste momento, a manutenção do registro do deputado estadual na disputa eleitoral.

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Em sabatina do Sinpol-PE, João Campos defende reajuste e reforço no efetivo da Polícia Civil

Com ausência de Raquel Lyra, encontro seguiu em formato de sabatina e teve carreira, saúde mental e Lei Orgânica entre os temas discutidos. João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco, participou, nesta quinta-feira (10), de encontro promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), no Recife. O candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) […]

Com ausência de Raquel Lyra, encontro seguiu em formato de sabatina e teve carreira, saúde mental e Lei Orgânica entre os temas discutidos.

João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco, participou, nesta quinta-feira (10), de encontro promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), no Recife. O candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) também acompanhou a agenda.

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), não compareceu. Diante da ausência, o evento seguiu em formato de sabatina com João. Ivan Moraes (PSOL) não foi convidado. Segundo o sindicato, o critério adotado foi a participação de candidatos com pelo menos 5% das intenções de voto nas pesquisas.

Entre os assuntos apresentados pela categoria estiveram remuneração, déficit de efetivo, condições de trabalho e carreira.

João defendeu a recomposição do quadro da Polícia Civil e um planejamento para reajustes salariais ao longo de uma eventual gestão de quatro anos. Segundo o candidato, contratação de novos profissionais e melhoria da remuneração devem ser tratadas de forma conjunta.

“Vamos primeiro recompor e, em seguida, ajustar a remuneração, dialogando sem litígio”, afirmou.

O candidato também propôs uma estrutura específica para atendimento à saúde mental dos profissionais de segurança, com acompanhamento psicológico, psiquiátrico e médico.

Sobre a Secretaria de Defesa Social (SDS), João afirmou que, caso seja eleito, pretende escolher para o comando da pasta um nome com perfil técnico e capacidade de diálogo com as forças de segurança.

Durante a sabatina, ele também afirmou que pretende discutir a Lei Orgânica da Polícia Civil no primeiro ano de uma eventual gestão, além de tratar de questões relacionadas à carga horária e à carreira dos servidores.

Foto: Édson Holanda

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